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22 de Setembro, 2013 Carlos Esperança

Não gosto que se matem uns aos outros

Nesta manhã de domingo, um atentado suicida contra a Igreja de Todos os Santos de Peshawar, a capital de la província paquistanesa de Khyber Pakhtunkhwa, causou pelo menos 78 mortos e uma centena de feridos, entre os cristãos que saíam da missa.

Que raiva é essa dos muçulmanos, como outrora a dos cristãos, e, ainda hoje, a de várias Igrejas contra crentes de Igrejas concorrentes? Que loucura dos livros sagrados, pregada nas madraças e mesquitas, pode levar um crente alienado pela fé, ávido de virgens e de mel, a imolar-se, deixando atrás de si um rasto sangrento de morte?

Que constrangimentos sociais, que demência coletiva, que ódio atávico faz de um crente um assassino e de um homem uma fera?

Maldita fé que perpetuam manuais terroristas, herdados da Idade do Bronze. Para além do ódio que semeiam servem de veículo a jogos geoestratégicos e à cobiça do petróleo. E não faltam delinquentes capazes de morrer e matar em nome de um ser imaginário, na alienação mística que só a crença transmite.

Raios os partam.

22 de Setembro, 2013 Carlos Esperança

O Papa Francisco e a modernidade

A luta contra os demónios da Igreja católica é, para ela, uma questão de sobrevivência. Já a peleja contra o Diabo – o relançamento da terapêutica dos exorcismos – é um ato anacrónico que alimenta a superstição e o medo.

A procura da santidade, entendida como o aperfeiçoamento que o género humano deve prosseguir, independentemente das crenças, descrenças e anticrenças, é um dever moral a que todos os homens e mulheres estão obrigados. A atribuição de um título de santo/a – uma promoção canónica de um defunto antigo –, a quem se adjudicam dois milagres, é um gesto grotesco, não isento de interesses financeiros e políticos, que contribui para o embrutecimento dos povos.

Não se pode chegar à modernidade, em alguns aspetos, e ficar na Idade Média, noutros.

A diabolização da ciência custou à Igreja católica o descrédito. O ridículo conduziu-a ao desprezo pela maioria dos intelectuais e cientistas. A insistência na superstição aliena o respeito de quem pensa e a compreensão dos que duvidam de seres hipotéticos.

O medo que durante séculos foi o instrumento da fanatização, tem de dar lugar à alegria e à esperança de que os povos carecem, quer no cristianismo, em geral, quer no Islão, em particular.

Mas quem é um ateu para dar sugestões às multinacionais da fé, sobretudo ao islamismo atual, que se transformou em assumido fascismo belicista?

21 de Setembro, 2013 Carlos Esperança

O Islão é pacífico

Mais de 143 pessoas morreram num ataque do grupo islâmico Boko Haram, no norte da Nigéria. De acordo com testemunhas, terça-feira à noite, membros da organização, vestidos com uniformes militares, cortaram a estrada nacional n.º 3, entre as cidades de Maiduguri e Damaturu, no estado de Borno, no nordeste do país.

Em seguida, procederam à retirada dos condutores dos seus veículos e a matá-los.

Diário de uns Ateus – Na Nigéria joga-se uma luta sangrenta entre os islamismo e protestantismo evangélico, apoiados principalmente pela Arábia Saudita e EUA, respetivamente , luta a que os interesses do petróleo não são alheios.

20 de Setembro, 2013 Carlos Esperança

20_09_1540 – primeiro auto de fé em Portugal

 

Inquisição Portuguesa

 

Portugal, à semelhança de Espanha, não teve os benefícios da Reforma e sofreu toda a violência da Contrarreforma. No dia de hoje, em 1540, realizou-se em Lisboa, perante o gáudio da Corte, que esteve presente, o primeiro auto de fé da Inquisição em Portugal.

Inquisiçao

20 de Setembro, 2013 Carlos Esperança

O Papa Francisco e a Igreja católica

Agora que, com este papa, “a misericórdia de Deus chega aos ateus” é altura de os ateus terem misericórdia por uma Igreja cujo passado, à semelhança das outras, teve um velho comportamento de intolerância, perseguições e interditos.

As Igrejas, na obediência aos seus deuses, entidades que conseguem reunir em si tudo o que de pior os homens são capazes, foram sempre entraves ao progresso e detonadoras do ódio entre os adeptos de deuses rivais.

Cada uma das Igrejas julga que o deus de qualquer outra é falso. E nisso têm certamente razão. É esse ponto comum, que nos une, que convém exaltar . Os ateus só consideram falso mais um deus e uma religião mais. No fundo somos todos ateus.

É salutar que ninguém reclame superioridade moral e que aprendamos todos, com os erros, a partilhar o planeta comum e os seus recursos.

Espero que a abertura do atual papa ao mundo moderno não seja um golpe jesuítico mas uma genuína vontade de aceitar o património herdado do Iluminismo, uma compreensão sobre os valores da Revolução Francesa que trouxeram ao mundo o humanismo que não se encontra nos livros sagrados de qualquer religião.

Há crentes com incontestáveis qualidades humanas, tal como os ateus, e, nuns e noutros, há exemplos de perversidade que urge erradicar. Que Deus exista ou não é uma questão que só interessa aos funcionários religiosos e aos exaltados da crença.

Será assim tão importante que se acredite num ser hipotético ao ponto de haver quem se disponha a matar e a morrer para o impor? Ou há princípios humanistas que devem ser comuns a todos os homens, a começar pela defesa da igualdade de género e a acabar na luta comum contra o racismo, a xenofobia e o tribalismo?

Recordo um verso de uma balada: «se todos os homens do mundo quisessem dar-se as mãos…»

19 de Setembro, 2013 Carlos Esperança

Concurso de beleza islâmico

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Nigeriana de 21 anos ganha “Miss Muçulmana”

19 | 09 | 2013 13.30H

Uma nigeriana de 21 anos ganhou o concurso ‘Miss Muçulmana’, realizado na capital da Indonésia e no qual as 20 participantes tinham que usar véu islâmico, disseram hoje os organizadores.

Obabiyi Aishah Ahibola, com um vestido e um véu em tons amarelos, foi coroada no final do concurso para muçulmanas, que decorreu num centro comercial de Jacarta, com participantes de seis países.

O júri considerou que a nigeriana era a mais bonita e a mais capaz de ler o Alcorão em árabe, entre as 14 finalistas indonésias e as restantes do Irão, Malásia, Brunei e Bangladesh.

19 de Setembro, 2013 Carlos Esperança

Nuno Crato – De honrado professor a ministro medíocre

Nuno Crato, dizia hoje no telejornal das 20H00, na RTP, que o ensino do inglês deixava de ser de oferta obrigatória no 1.º ciclo porque «à palavra ‘obrigatório’, preferimos (plural majestático?) a palavra liberdade».

O ministro da facultativa Educação e Ciência, que acrescentou ao curriculum académico o pouco glorioso epíteto de ministro de Passos Coelho, acaba com a obrigatoriedade do ensino de Inglês no 1.º ciclo, retrocesso civilizacional que coloca os filhos dos pobres em desigualdade com os filhos de quem pode pagar o ensino da referida língua.

Melhor dito, o ensino do língua inglesa fazia parte obrigatória das chamadas Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC), embora estas fossem de frequência facultativa. Agora, graças à ‘liberdade’, segundo Crato, deixou de fazer parte obrigatória, forma que encontrou para o banir e contribuir para o regresso à discriminação social.

Curiosamente, as aulas de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), continuam a ser de “oferta obrigatória”, como dizem os docentes discricionariamente nomeados pelos bispos diocesanos e obrigatoriamente pagos pelo Estado Português.

Há vidas que minam a honra e corroem a decência, num trajeto sombrio, de quem vem da escola pública para a arruinar, fazendo medrar colégios privados e escolas pias.