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16 de Maio, 2015 Carlos Esperança

Fátima, terra de fé

Não sou insensível ao sofrimento dos desesperados que procuram uma boia de salvação, aos doentes que aguardam um milagre, aos crentes que se mortificam na esperança de serem ouvidos por um deus, através de uma imagem de barro, quando os homens os abandonam.

Confranjo-me com os deserdados da sorte a rastejar no genuflexódromo da Cova da Iria, com os que envergam os restos da farda que trouxeram das colónias para agradecerem o milagre do regresso, com os pobres que deixam os únicos brincos ou o cordão de ouro que lhes restava na feira da fé que uma legião de clérigos promove.

São assim os que sofrem. Seria injusto criticar a ingenuidade de quem foi condicionado na infância, de quem se deixa contagiar pelas multidões, de quem aproveita transportes pagos pelas autarquias em ano de eleições.

Vergonha é da multinacional da fé que explora um povo que sofre e a miséria humana ao som de cânticos a um ídolo de barro, que ajoelha a multidão aos pés de um cardeal a um gesto canónico e arrecada o óbolo da gente simples.

Condicionar a liberdade com gestos mecânicos e sinais cabalísticos, aspergindo com o hissope a multidão em transe, é o número de circo que os atores executam na perfeição e o público recebe em lágrimas de comoção.

Daqui a dois anos o espetáculo será o mesmo mas os números redondos das datas têm o condão de embotarem o discernimento e redobrarem a fé.

15 de Maio, 2015 Carlos Esperança

A ICAR atualizou o Índex no tempo de Ratzinger

O Vaticano há muito que deixara de atualizar a lista dos livros proibidos. Condena, para não perder a vocação censória, desaconselha, para fingir autoridade, e vocifera, para impressionar os espíritos mais timoratos. Agora, com o papa Francisco, usa mais a pele de cordeiro sem recusar a indústria dos milagres que embrutece e suporta a superstição.

A Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, submetida ao pulso férreo do cardeal Joseph Ratzinger, piedoso inquisidor que se esforçou para que o progresso e a liberdade não fizessem perigar o destino das almas, foi uma pálida amostra do Santo Ofício, que a precedeu, mas deu-lhe para embirrar com o «Código Da Vinci» do escritor Dan Brown, e incluiu o interessante romance policial, que pisca o olho aos eruditos, na lista de obras a «não ler, nem comprar». O apelo foi do cardeal Tarcísio Bertone, aos microfones do Radio Vaticano, a emissora do bairro com potência para ser ouvida através do planeta, mas cujas vozes não chegam ao Céu.

O que incomodava o santo cardeal, além das manipulações da ICAR que o romance desmascarou, era a possibilidade de Jesus ter sido pai de uma filha de Maria Madalena, o que pressupôs o pecado da fornicação cometido pelo impoluto e casto fundador da ICAR.

Assim, ainda que a execração do livro e a proibição da compra contribuíssem para a sua difusão, a Cúria não pôde deixar de atualizar o Índex dos livros interditos sob pena de conferir ao ato sexual uma dignidade que a prática divina lhe outorgava. Deste modo, o «Index librorum prohibitorum» da Igreja Católica ficou enriquecido com um novo título e a sexualidade de novo anatematizada.

13 de Maio, 2015 Luís Grave Rodrigues

O Embuste

Faz hoje anos que a Virgem Maria, a mãe de Deus, apareceu pela primeira vez em Fátima a três crianças para transmitir uma mensagem aos Humanos.
Andava preocupada com a gente, coitada.

De início a mensagem foi considerada um segredo divino tal era o seu significado simbólico e a sua enorme relevância para a História da Humanidade.
Só foi conhecida aos bochechos e depois de cuidadosamente dividida em três partes.

Ora, a mensagem da mãe de Deus era de tal forma importante que a sua última parte só foi conhecida meio século depois de nos ter sido transmitida.
Era uma previsão de que um gajo vestido de branco ia sofrer um atentado.

Foi pena que a “previsão” não tivesse sido divulgada mais cedo.
É que quando os prognósticos são feitos no fim do jogo perdem toda a piada, não é?…

Mas na primeira parte a Senhora «mais brilhante que o Sol» disse de facto uma coisa de particular importância para a Humanidade: disse que devíamos rezar muito a Deus.
Ao que parece, Deus gosta muito que lhe rezem. Faz-lhe bem ao ego, dizem.

Mas a especialidade da Virgem Santíssima era de facto a futurologia.
Pelos vistos a capacidade de adivinhação deve ser um dom especial reservado por Deus às mulheres «puríssimas», que são aquelas cujo canal vaginal só funciona no sentido catolicamente correcto, que é o sentido descendente, e que nunca foi conspurcada por essa coisa suja, horrível e pecaminosa chamada sexo.

Foi assim que vinda dos Céus, onde se encontra de corpo e alma, esta anorgásmica mãe, provavelmente com muito pouco que fazer, resolveu vir ao nosso planeta dizer-nos que a Guerra acabava nesse ano de 1917 e que os soldados portugueses estariam de volta ao solo pátrio já pelo Natal.

O pior de tudo foi que a I Guerra Mundial, a tal guerra de 1914-18 acabou, tal como o próprio nome indica… no ano de 1918.
Então não querem lá ver que a mãe de Deus se enganou, coitadita?

Ou seja:
Quer isto dizer que nesta insigne e extraordinária mensagem transmitida aos Homens a mãe de Deus numa parte fez um prognóstico no fim do jogo, noutra disse uma banalidade e na terceira, ó Céus… enganou-se!

É pois para honrar esta extraordinária mensagem que milhares de pessoas se deslocam todos os anos a Fátima para adorar e rezar à Virgem Maria e para comemorar e celebrar a extrema razoabilidade e a lucidez de tudo isto.

12 de Maio, 2015 Carlos Esperança

A estória de Deus

Qualquer que seja a sua opção religiosa, que pode ser nenhuma, tente ouvir estes argumentos. Se conseguir rebatê-los, tanto melhor; assim todos ficaremos melhor elucidados.

Veja AQUI.

11 de Maio, 2015 Carlos Esperança

Uma louca religiosa à solta

Por

Paulo Franco

A norte-americana Silvya Ann Driskell, de 66 anos, diz ser “embaixadora de Deus e do seu filho Jesus Cristo” e, nessa sua condição, vai processar todos os gays do mundo por desrespeitarem “as leis morais e religiosas”.

Numa petição de sete páginas que entregou, no dia 30 de Abril, ao tribunal de Omaha, no estado norte-americano do Nebraska, Driskell escreveu que a “homossexualidade é um pecado e os gays sabem que é pecado viver uma vida homossexual.”

Na carta, a mulher cita ainda passagens da Bíblia para sustentar as suas afirmações e desafia o juiz John M. Gerrard a não “julgar Deus”, reforçando que os homossexuais são “mentirosos, enganadores e traidores”.

Silvya Ann Driskell acrescenta: “Tenho 66 anos e nunca pensei ver o dia em que a nossa grande nação ou o nosso grande estado do Nebraska se tornariam tão complacentes à cumplicidade com o comportamento lascivo de algumas pessoas. Uma forma de destruir uma nação ou um estado é destruir os seus princípios morais.”

A mulher, apontada como sendo “louca” pelos media americanos, não recebeu resposta do tribunal à sua petição.

Esta mulher tem razão numa coisa: o Deus bíblico odeia, de facto, os homossexuais. E este é mais um triste episódio da homofobia bíblica a somar a tantos outros, desde crianças a envergar camisolas com a frase “God hates fags”, a lideres religiosos africanos, com a bíblia na mão, a exigir a pena de morte para os Homossexuais. Actualmente, existem 7 países onde a homossexualidade pode ser punida com pena de prisão ou até mesmo com a pena de morte.

10 de Maio, 2015 Carlos Esperança

A importância das religiões, por países

The methodology in the country table is based upon global Gallup Poll research.[4] The Gallup poll has a broad question: the question “Is religion important in your daily life?” was asked; the “yes” and “no” answers are represented below. Discrepancies are due to the “Don’t Know” and “Refused” answers.

In terms of demographics, India ranks as the country with the largest number of highly religious people in the world, with an estimated 960 million to 1 billion believers. China, although its number is less than a fifth of its total population (~18-19%), ranks second, with an estimated 240-260 million believers, followed by Indonesia (~235 million), the United States (~205 million), Pakistan (~175 million), Brazil (~168 million), Nigeria (~163 million) and Bangladesh (~161 million).[5][6][7][8]

CountriesEdit

Country Yes, important No, unimportant
 Estonia 16% 78%
 Sweden 16.5% 83%
 Denmark 18% 80.5%
 Czech Republic 20.5% 74.5%
 Norway 20.5% 78%
 Hong Kong 23% 75.5%
 Japan 23.5% 75%
 Netherlands 24.5% 75.5%
 United Kingdom 26.5% 73%
 Finland 28% 70%
 France 29.5% 69.5%
 Vietnam 29.5% 69.5%
 Australia 32% 67.5%
 Albania 32.5% 62%
 South Korea 32.5% 65.5%
 Belarus 33% 57.5%
 Belgium 33% 57.5%
 New Zealand 33% 66%
 Russia 33% 60.5%
 Bulgaria 33.5% 62%
 Cuba 33.5% 64%
 Hungary 39% 58.5%
 Latvia 39% 58.5%
 Germany 40.5% 59%
 Uruguay 40.5% 59%
 Lithuania 41.5% 49.5%
  Switzerland 41.5% 56%
 Canada 42% 57%
 Kazakhstan 43% 48.5%
 Taiwan 45% 54%
 Montenegro 45.5% 48%
 Ukraine 45.5% 48.5%
 Slovakia 46.5% 51.5%
 Slovenia 47% 52.5%
 Azerbaijan 49.5% 48.5%
 Israel 49.5% 49.5%
 Spain 49.5% 50%
 Serbia 50.5% 46.5%
 Uzbekistan 51% 45.5%
 Ireland 53.5% 46.5%
 Austria 55% 43%
 Belize 61.5% 33%
 Kosovo 63.5% 31.5%
 United States 65% 34.5%
 Argentina 66% 33%
 Bosnia and Herzegovina 66% 29.5%
 Croatia 66.5% 30.5%
 Chile 69.5% 29.5%
 Jamaica 70% 29.5%
 Singapore 70% 29%
 Portugal 71.5% 29.5%
 Italy 71.5% 26%
 Moldova 71.5% 19%
 Greece 71.5% 26%
 Mexico 72% 25.5%
 Armenia 72.5% 25%
 Kyrgyzstan 72.5% 25%
 Poland 74.5% 19.5%
 Cyprus 75% 24.5%
 Haiti 75% 22.5%
 Botswana 77% 23%
 Macedonia 78.5% 20.5%
 Costa Rica 79% 19.5%
 India 79% 17%
 Venezuela 79% 20.5%
 Georgia 80% 16%
 Togo 80% 13%
 Ecuador 82% 17.5%
 Colombia 82.5% 16%
 Iran 82.5% 15.5%
 El Salvador 83% 15.5%
 Peru 83.5% 14.5%
 Honduras 84% 15.5%
 Nicaragua 84% 15%
 Puerto Rico 84.5% 13.5%
 South Africa 84.5% 15.5%
 Dominican Republic 86% 13.5%
 Iraq 86% 10.5%
 Mozambique 86% 14%
 Brazil 86.5% 13%
 Burkina Faso 87.5% 12%
 Zimbabwe 87.5% 12.5%
 Angola 88% 10.5%
 Guatemala 88% 9%
 Ivory Coast 88% 12%
 Panama 88% 10.5%
 Bolivia 88.5% 10.5%
 Lebanon 89.5% 10%
 Turkey 89.5% 9.5%
 Ethiopia 91% 9%
 United Arab Emirates 91% 8.5%
 Namibia 91.5% 8.5%
 Paraguay 91.5% 7.5%
 Trinidad and Tobago 92% 8%
 Benin 92.5% 6.5%
 Kuwait 92.5% 5.5%
 Algeria 93% 6.5%
 Madagascar 93% 7%
   Nepal 93% 6%
 Palestine 93% 6%
 Tunisia 93% 5%
 Uganda 93% 7%
 Central African Republic 94% 6%
 Chad 94% 6%
 Kenya 94% 6%
 Liberia 94% 6%
 Sudan 94% 6%
 Thailand 94% 5.5%
 Ghana 94.5% 5%
 Mali 94.5% 5.5%
 Qatar 94.5% 4.5%
 Republic of the Congo 94.5% 5.5%
 Saudi Arabia 94.5% 3.5%
 Rwanda 95% 4.5%
 Bahrain 95.5% 3.5%
 Cameroon 95.5% 4.5%
 Malaysia 95.5% 3.5%
 Nigeria 95.5% 2.5%
 Philippines 95.5% 4%
 Cambodia 96% 3.5%
 Comoros 96% 2.5%
 Yemen 96% 3.5%
 Burma 96.5% 3%
 Jordan 96.5% 3.5%
 Laos 96.5% 2.5%
 Pakistan 96.5% 2.5%
 Senegal 96.5% 3.5%
 Tanzania 96.5% 3.5
 Afghanistan 97% 3%
 Guinea 97% 3%
 Zambia 97% 3%
 Burundi 97.5% 2.5%
 Djibouti 98% 1.5%
 Egypt 98% 2%
 Mauritania 98% 1.5%
 Sierra Leone 98% 1.5%
 Democratic Republic of the Congo 98.5% 1.5%
 Malawi 98.5% 1.5%
 Morocco 98.5% 1%
 Indonesia 99% 1%
 Sri Lanka 99% 1%
 Romania 99.9% <0,1%
 Bangladesh 100% 0%
 Niger 100% 0%
 Somalia 100% 0%