Loading
17 de Janeiro, 2016 Carlos Esperança

Um bispo triglodita_2

Braulio Rodriguez, arcebispo de Toledo, sucessor do ultrarreacionário cardeal Antonio Cañizares, levado para o Vaticano por Bento XVI, não dececionou quem o precedeu na cidade onde, na guerra civil, o padre que acompanhava o general franquista Moscardó, excitado, gritou aos soldados que chacinavam os resistentes republicanos: “matai, matai, irmãos…[e ocorrendo-lhe a condição cristã]…mas, com piedade.

O atual arcebispo de Toledo, Doutor em Teologia Bíblica, com 72 anos de celibato, diz que “as mulheres são assassinadas porque pedem o divórcio” sem pensar “em outro tipo de uniões afetivas, onde quase o único que as une é o físico, o genital e pouco mais.”

O especialista em violência de género num país onde, em 2015, morreram 56 mulheres às mãos dos seus companheiros ou ex-companheiros [em Portugal, 28, neste macabra contabilidade] entende, na sua experiência celibatária, que «elas são mortas porque os maridos “não aceitam as suas imposições” ou porque “pedem a separação”.».

O sermão do arcebispo, durante a missa celebrada dois dias depois do Natal, na Catedral de Toledo, referido em Espanha por El País, em 5 de janeiro, e em Portugal, pela Visão, no dia seguinte, «culpabilizou, em parte, as mulheres pelas agressões e homicídios, justificando as ações dos homens com a falta de submissão delas aos “varões”.

O piedoso prelado “também” está preocupado com esses assassinatos, mas acha que não se devem considerar esses crimes “simplesmente violência de género”.

A semelhança com qualquer mullah islâmico é pura coincidência. É apenas a herança do catolicismo franquista que se mantém viva.

‘A falta de submissão das mulheres aos maridos’ não é apenas pecado, assunto em que o bispo é perito, é deplorável que o crime não seja contemplado no Código Penal!

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.” (Mt 5.3.)

16 de Janeiro, 2016 Carlos Esperança

Um bispo troglodita

As mulheres são assassinadas porque pedem o divórcio, diz arcebispo espanhol

O líder da arquidiocese de Toledo responsabilizou as mulheres pela violência doméstica: elas são mortas porque os maridos “não aceitam as suas imposições” ou porque “pedem a separação”

LUÍS RIBEIRO

Jornalista

O sermão de Braulio Rodríguez, durante uma missa celebrada dois dias depois do Natal, na Catedral de Toledo, está a indignar Espanha – o arcebispo espanhol culpabilizou, em parte, as mulheres pelas agressões e homicídios, justificando as ações dos homens com a falta de submissão delas aos “varões”.

“A maior parte das mulheres mortas pelos seus maridos são-no porque eles não as aceitam, rejeitam-nas porque não aceitam as imposições delas; muitas vezes, a reação machista acontece porque ela pede a separação.”

Aproveitando a própria deixa, o sacerdote criticou as leis que permitem o “divórcio rápido” e acrescentou que o “problema sério” era o facto de não ter havido, nesses casos, um “verdadeiro casamento”, seja religioso, seja civil – mas, aparentemente, deixou de fora as uniões de facto ou concubinato.

“Quando digo que não há verdadeiro casamento não estou a pensar só no canónico, mas também no civil. Não estou a pensar noutro tipo de relações afetivas, onde praticamente a única coisa que há é o [lado] físico, genital e pouco mais.”

No sermão (citado originalmente pela publicação Padre Nuestro, da arquidiocese de Toledo, e pelo jornal regional Periódico Castillha-la-Mancha), o arcebispo garantia “também” estar preocupado com esses assassinatos, mas que não se deve considerar estes crimes “simplesmente violência de género”.

No ano passado, em Espanha, morreram 56 mulheres às mãos dos seus companheiros ou ex-companheiros; em Portugal, 28.

15 de Janeiro, 2016 Carlos Esperança

Brasil – Antes um dia nacional do cão

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o  Fica instituído o dia 31 de outubro de cada ano como Dia Nacional da Proclamação do Evangelho.

Art. 2o  No dia 31 de outubro dar-se-á ampla divulgação à proclamação do Evangelho, sem qualquer discriminação de credo dentre igrejas cristãs.

Art. 3o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 12 de janeiro de 2016; 195o da Independência e 128o da República.

DILMA ROUSSEFF

13 de Janeiro, 2016 Carlos Esperança

As próximas eleições presidenciais

A República é o regime da igualdade perante a lei, onde perdem estatuto diferenciado as classes, clero, nobreza e povo, e a Igreja e o Estado, por razões de assepsia, se separam.

A República renuncia à tutela das religiões e impede a servilismo dos seus dignitários aos membros do clero, repudiando a situação inversa.

Um crente que aspire a representar a República pode genufletir-se no confessionário, no recato de uma igreja, mas não pode alardear manifestações públicas de subserviência.

Um candidato a PR pode rezar o terço dentro de água, em silêncio, a nadar nas ondas do Tejo, mas não deve lamber a mão de um clérigo em exibição pública de servilismo.

A República exige coluna vertebral inflexível a quem a represente.

Marcelo_patriarca

11 de Janeiro, 2016 Luís Grave Rodrigues

O Argumento Ontológico

O “Argumento Ontológico” é, de facto, um curioso jogo de palavras capaz de nos entreter por quase meio minuto.
Contudo, e paradoxalmente, tem sido um dos argumentos mais utilizados tanto por teístas como por deístas para “demonstrar” a existência de Deus.
Ou seja, como se para os crentes a existência de Deus dependesse da capacidade lúdica de… um jogo de palavras.
Eis o “Argumento Ontológico”, formulado por Santo Anselmo de Cantuária em 1078:
1 – É possível conceber (mesmo para um ateu) um ser sobre o qual nada de melhor possa ser concebido, ou seja, um ser maior que o qual não se pode conceber outro ser;
2 – Um ser que não exista no mundo real é, exatamente por esse motivo, menos que perfeito;
Logo,
3 – Deus existe!
E eis a refutação do “Argumento Ontológico”:
1 – A criação do mundo é a realização mais maravilhosa que se pode imaginar;
2 – O mérito de uma realização é o produto:
a) Da sua qualidade intrínseca;
b) Da capacidade do seu criador.
3 – Quanto maior é a incapacidade (ou desvantagem) do criador mais impressionante e fantástica é a sua realização;
4 – A desvantagem mais formidável para um criador seria a sua própria inexistência;
5 – Portanto, se supusermos que o Universo é o produto de um criador existente, podemos conceber um ser ainda maior – precisamente o ser que criou todas as coisas sendo inexistente;
6 – Um Deus existente, portanto, não seria um ser maior que o qual não se pode conceber outro ser, porque um criador ainda mais formidável e incrível seria um Deus que não existe;
Logo,
7 – Deus não existe!!!

11 de Janeiro, 2016 Carlos Esperança

Desenho

En terre des trois religions monothŽistes