Loading
13 de Maio, 2016 Carlos Esperança

Há 6 anos, em Coimbra

Colóquio – Coimbra

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) comunica o seu programa cívico e cultural, a realizar em Coimbra, no próximo dia 13 de Maio, para o qual convida a população e a comunicação social.

Quinta-Feira, 13 de Maio 2010

Colóquio: Ateísmo, Laicidade e Clericalismo em Portugal

14H00 – Tema: «A laicidade e o “Estado” do Vaticano»
Ricardo Alves

15H 00 – Tema: Saber sobre deuses e crer em Deus
Onofre Varela

16H00 – Tema: Ateísmo, laicidade e visita papal
Carlos Esperança

Local: Auditório da Fundação INATEL

Agência de Coimbra – Rua Dr. António Granjo, 6 (Junto à Estação Nova)

13 de Maio, 2016 Carlos Esperança

A 13 de maio

SEXTA-FEIRA, 13 DE MAIO DE 2016
MILAGRES…

De caminho, veja aqui a descrição do mais fantástico e inacreditável milagre, que ocorreu em 1453, e em que até os burros se ajoelharam aos pés do Santíssimo.Hoje, é dia da Santa. Não deixe de olhar para o céu (use óculos) para ver o Sol a dançar.

POR: ALEXANDRE DE CASTRO À(S) SEXTA-FEIRA, MAIO 13, 2016

014 Corpus Domini 07, Turin

Afresco representando o milagre eucarístico de Turim

12 de Maio, 2016 Carlos Esperança

O episcopado e os colégios particulares

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Barbosa, mostrou-se ontem, terça-feira, “preocupado” com a revisão dos contratos de associação, incentivando a luta no terreno contra a medida.
A CEP “mostra preocupação e manifesta incentivo a todos aqueles que no terreno lutam para que estes princípios se realizem e sejam concretizados” – disse o presbítero.

É inquestionável a legitimidade da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) para incentivar a luta contra a medida do Governo, tal como a dos partidos da oposição para se colarem contra um governo cuja legitimidade é igual à do ressentimento que nutrem. O confronto de posições faz parte da dialética da democracia.

O que parece importante é discutir a legitimidade da decisão do Governo e das reivindicações clericais. Se é de legalidade que se trata, é assunto para os tribunais, se é de política, é matéria que cabe a todos e talvez os bispos venham em busca de lã e acabem tosquiados.

É difícil perceber que uma atividade privada seja subsidiada pelo Estado e não se compreende onde o ensino público, que cabe ao Estado assegurar, tem condições para absorver os alunos.

Ninguém reclama do Estado, em nome da liberdade de escolha, que conceda ao automóvel os subsídios que concede aos transportes públicos e, neste caso, são os impostos que recaem nos transportes privados que ajudam a manter os públicos, tal como os impostos sobre os colégios deviam ser dirigidos para o ensino público, em vez de ser este a ser canibalizado pelo privado.

Dado que já se agitam mitras, exibem báculos e nas homilias se defendem interesses terrenos, é tempo de os cidadãos discutirem os negócios profanos da ICAR e os benefícios fiscais de que gozam. É talvez chegada a altura de as Misericórdias passarem a ter inspeções fiscais tal como os outros negócios profanos.

E deixem Deus na sacristia.

11 de Maio, 2016 Carlos Esperança

“A minha liberdade acaba onde começa a dos outros”

Era o que faltava! Até ponho a coisa ao contrário. Só faltava que, para não ferir os meus sentimentos e as minhas convicções, não se pudesse dizer mal da República, do ateísmo e da social-democracia, v.g., ou recorrer à caricatura, à troça e ao sarcasmo!

Quando alguém apela ao respeito por determinada crença ou ideologia apenas pretende limitar a liberdade de expressão, dos outros, em relação ao que defende. Sei que ofendo alguém sempre que manifesto pontos de vista que divergem dos seus, mas não admito reduzir-me ao silêncio para não desagradar, sem deixar de ser amigo de quem quer que seja por divergências religiosas, políticas, filosóficas ou outras.

Quando se reclama respeito pelas convicções alheias apela-se à censura e mostra-se uma incomodidade com regimes democráticos e laicos. Uma peregrinação, uma promessa ou um ato litúrgico são tão passíveis de ser criticados quanto um comício partidário ou uma cerimónia fúnebre. Uma Igreja é tão merecedora de troça quanto um clube de futebol ou um partido político, embora saibamos que não é prudente gritar vivas ao Sporting junto da claque benfiquista ou ir cantar o credo romano para a porta de uma mesquita.
E, sobretudo, é uma provocação gratuita e idiota.

Em 13 de maio de 2008 a maratona pia a Fátima, presidida por um português, o cardeal Saraiva Martins, foi realizada sob o lema “contra o ateísmo”. Podia ser “pela fé”, mas o desvario místico preferiu uma preposição belicista. Os patrocinadores do evento tinham o direito de rezar contra a ideologia que condenam? Claro que tinham. Não recorreram a armas, não apedrejaram infiéis, não degolaram os concorrentes nem molestaram os indiferentes. Dezenas de milhares de terços disparados contra o ateísmo, o desfile bélico com velas acesas e as cantorias, de resultados duvidosos, foi o exercício de um direito.

Já devíamos estar curados de sensibilidades doentias que a ditadura legou. Há um único limite à liberdade de expressão, o que o código penal da democracia considere crime. O resto é vocação e devoção censória.

10 de Maio, 2016 Carlos Esperança

Lido na “Visão”

“O meu livro é um mapa da corrupção no Vaticano. Todo o dinheiro recolhido fica para os cardeais, em vez de ir para os pobres”

Entrevista a Emiliano Fittipaldi, o jornalista que passou um ano a investigar a gestão das finanças das instituições que gerem os bens da Igreja Católica. A investigação resultou no livro Avareza, e a fuga de informação que relata já mereceu o nome de Vatileaks

10 de Maio, 2016 Carlos Esperança

E já é favor

Quando perguntaram a Einstein se acreditava em Deus, respondeu:

– ” Acredito no Deus de Spinoza que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe e não no Deus que se interessa em premiar ou castigar os homens”.

Diário de uns Ateus – Não é por acaso que a ICAR denomina o panteísmo como uma forma de ateísmo.

8 de Maio, 2016 Carlos Esperança

Um padre tolerante…

«Jornalista italiano expôs os escândalos financeiros e os luxos do Vaticano, no livro Avareza. Acabou processado e recebeu ameaças de morte.

Como vê o processo que o Vaticano tem contra si?

É um processo kafkiano porque os jornalistas que denunciaram os vendilhões do templo com provas muito incontestáveis, muito verdadeiras foram processados, apenas por terem feito o seu trabalho. Os vendilhões do templo, pelo contrário, estão em liberdade e não têm nenhum processo. Esta é a inversão da realidade, por isso eu entendo que é um processo errado. Estou muito triste. Nunca me passou pela cabeça enquanto escrevia este livro que seria o jornalista a ter um processo no Vaticano porque ameacei a segurança nacional, segundo eles. Se a casa do cardeal Bretone é segurança nacional ou se os quase 500 mil milhões de euros que Hospital Menino Jesus, em Roma, esconde ao IOR [o Banco do Vaticano] para comprar ações da Exxon e da Dow Chemical, que são empresas que poluem e matam, se estes assuntos são violação da segurança nacional estou contente por o ter feito. Repetiria de novo amanhã este crime.