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16 de Junho, 2017 Carlos Esperança

O testemunho de um ateu respeitado

Richard Dawkins:

“O islão é a religião mais malvada do mundo”


“O islão é a religião mais malvada do mundo”

O famoso biólogo evolucionista Richard Dawkins, uma das principais vozes do ateísmo no mundo, deu algumas declarações surpreendentes durante o Cheltenham Science Festival, no Reino Unido, esta semana.

Segundo ele, “É tentador dizer que todas as religiões são ruins, e eu digo que todas as religiões são ruins, mas é uma tentação pior dizer que todas as religiões são igualmente ruins por que elas não são”.

O autor de “Deus: um delírio”, constatou: “Se você olhar para o impacto real que diferentes religiões tiveram no mundo, é bastante evidente que, atualmente, a religião mais cruel do mundo deve ser o Islão”.

15 de Junho, 2017 Carlos Esperança

O feriado do Corpo de Deus

O exótico feriado traz-me à memória os ensinamentos das catequistas da minha infância.

«Deus está em toda a parte».

A deformidade do corpo deve acompanhar o delírio da sua representação antropomórfica. Ainda que ocupe só o Planeta que habitamos, não se pode esperar de tal corpo menores malformações do que as que sofre a Terra.

Pretendem alguns celebrar o mistério da Eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo, um processo alquímico que nas mãos de um consagrado clérigo transforma uma rodela de pão ázimo em corpo e sangue do Deus-filho, transformação que só crentes radicais conseguem notar.

A Igreja católica, que se pela por milagres, mistérios e comemorações, em vez de celebrar o corpo de Deus de uma só vez, podia festejá-lo em peças, ao osso, ao músculo, ao nervo, à víscera ou ao órgão.

Bastava fazer a Deus o que faz à mãe da estrela da companhia, JC. O sagrado coração, a ascensão, a assunção, o parto e as viagens de burro são objeto de comemorações.

Há poucas coisas tão estúpidas como as religiões.

14 de Junho, 2017 Carlos Esperança

Pois…

10 de Junho, 2017 Carlos Esperança

De um dos meus autores preferidos

Salman Rushdie denuncia a “cegueira estúpida” do Ocidente face ao jihadismo

BRIAN SNYDER / REUTERS

“É preciso acabar com a cegueira estúpida” do Ocidente face ao jihadismo que consiste em dizer que “isso nada tem a ver com o Islão”. Mas tem, garante o escritor Salman Rushdie. “Há 50 anos que o Islão se radicalizou”, explica numa entrevista publicada no semanário francês l’Obs.

O escritor britânico de origem indiana vive ainda sob a ameaça de uma fatwa lançada em 1989. Preocupado com o avanço das forças obscurantistas, lança um grito de alarme ao Ocidente: “Parem de recusar ver a realidade das origens do jihadismo”.

“Estou em profundo desacordo com as pessoas de esquerda que tentam tudo para dissociar o fundamentalismo do Islão”, refere o autor de “Os Versículos Satânicos”, o livro de 1988 que provocou grande polémica no mundo muçulmano e lhe valeu uma condenação à morte – o decreto religioso emitido em 1989 pelo Ayatollah Ruhollah Khomeini, que acusa o escritor e todos os envolvidos na publicação e divulgação do livro de blasfémia e apostasia.

“Há 50 anos que o Islão se radicalizou”, afirma. “Claro que há uma tradição do Islão esclarecido. Mas hoje em dia não é esse que está no poder”, acrescenta na entrevista ao L’Obs (antigo Nouvel Observateur).

“Do lado xiita, houve o Ayatollah Khomeini e a sua Revolução Islâmica. Do lado sunita, há a Arábia Saudita que utilizou os seus imensos recursos para financiar a difusão desse fanatismo que é o wahabismo. Mas esta evolução histórica teve lugar no seio do islão e não no exterior”, explica o escritor.

“Quando os elementos do Daesh se fazem explodir eles dizem ‘Allahou Akbar’, então, como se pode dizer que isso não tem nada a ver com o Islão?”, questiona.

Rushdie diz compreender o receio da “estigmatização do Islão” mas, “para evitar essa estigmatização, é bem mais eficaz reconhecer a natureza do problema para o tratar”.

O autor premiado com o Booker Prize com “Os filhos da meia-noite” constata com “pavor” que “Marine Le Pen analisa o islamismo com mais justeza que a esquerda”.

“É muito inquietante ver que a extrema-direita é capaz de perceber a ameaça de forma mais clara que a esquerda”, afirma.

“O pressuposto da esquerda é o de que o mundo ocidental é mau. Portanto, tudo é analisado a partir deste ponto de vista”, lamenta.

10 de Junho, 2017 Carlos Esperança

O Opus Dei e as Finanças

É conhecido o apetite do OD pelos negócios e a sua reputação em escândalos é longa.

A falência dos impérios Matesa, Rumasa, Banco Ambrosiano e outros fazem parte das nódoas da prelatura.

Esta notícia não conta provavelmente tudo.

8 de Junho, 2017 Carlos Esperança

Associação Ateísta Portuguesa (AAP) – 9

No 9.º aniversário, recordo a mensagem dirigida aos sócios, há 4 anos.

Mensagem

Ao celebramos o 5.º aniversário da Associação Ateísta Portuguesa (AAP) saúdo todos os sócios, ateus e ateias, os que vieram e os que não puderam vir, e ainda os agnósticos, racionalistas e todos os livres-pensadores, especialmente os que vivem em países onde são perseguidos e mortos pelo fanatismo das teocracias ou marginalizados pelo poder, onde as religiões se infiltraram no aparelho do Estado.

A minha solidariedade, neste momento, vai sobretudo para os resistentes ao processo de reislamização na Turquia, que ora proíbe carícias em público, ora restringe a venda e o consumo de álcool e não tardará a banir a carne de porco, a impor cinco orações diárias, normas de vestuário, hábitos alimentares e, finalmente, a sharia, de acordo com o Corão.

A AAP repudia o proselitismo e não será a central de propaganda que incense o ateísmo ou promova a xenofobia. Defende, sim, a laicidade do Estado, e não se calará perante a ameaça de religiões, que fomentam a xenofobia, o racismo, a misoginia e a homofobia.

Vemos com preocupação, os judeus das trancinhas à Dama das Camélias, a promover o sionismo, levando a violência e a morte à faixa de Gaza, e, com igual repulsa, islamitas a imporem a sharia na Palestina.

Por todo o lado, do protestantismo evangélico ao cristianismo ortodoxo, do catolicismo dos exorcismos e milagres ao fascismo islâmico, do judaísmo sionista ao hinduísmo das castas e vacas sagradas, as religiões rivalizam em malignidade com a sua falsidade.

Em Portugal, com o agravamento das condições económicas e sociais, a Igreja católica faz valer esse ultraje à Constituição – a Concordata –, e a Lei da liberdade religiosa feita à medida dos privilégios que reduzem Portugal a protetorado do Vaticano. A fé não se pode impor por tratados nem os Estados assumir a sua difusão. A laicidade é requisito da tolerância e garantia da liberdade para todas e cada uma das religiões.

Os professores de Religião católica, nomeados e exonerados discricionariamente pelos bispos, mas pagos pelo Estado, doutrinam adolescentes nas escolas públicas enquanto aumentam o poder na educação e na assistência, particulares, à medida que o SNS vai sendo desmantelado.

O feriado do 5 de outubro, data emblemática do regime e da separação da Igreja e do Estado, foi suprimido em conluio com a Igreja católica, a única que acrescenta aos 52 domingos, os únicos feriados religiosos que existem, em igualdade com os cívicos.

Cabe à AAP lutar para que, neste período de crise, o IMI e o IRC sejam estendidos às instituições da Igreja católica. Os privilégios de que goza são uma ofensa à laicidade e fonte de injustiça, em concorrência desleal com lares, hospitais, universidade, editoras, colégios e outros estabelecimentos comerciais não isentos de impostos. A AAP defende a igualdade dos cidadãos perante a lei e a laicidade do Estado, respeitando os crentes e combatendo o poder das religiões, rumo a uma sociedade onde as crenças particulares não interfiram nos assuntos de Estado.
Porque pensamos que não há sociedades livres sem respeito pela liberdade individual e pela igualdade de género, repudiamos a moral imposta pelas religiões, gozando a vida, este bem único e irrepetível a fruir até ao limite do nosso prazo ou da nossa decisão.

Caros ateus e ateias, bem-vindos ao almoço do 5.º aniversário da AAP. Viva o livre-pensamento.

Coimbra, 08-06-2013

8 de Junho, 2017 Carlos Esperança

O Vaticano e o nazi/fascismo

Pio XI e Mussolini, unidos pelo poder

Por Eduardo Nunomura 
Biografia premiada com o Pulitzer revela como o papa e o ditador firmaram um pacto que favoreceu o fascismo e o nazismo.

Pio XI e Mussolini

Com fotos proibidas, encontro dos dois só existe na ilustração