1 de Novembro, 2009 Carlos Esperança
Encarregada de milagres
“Pediu-me que cuidasse dos Pastorinhos”
Irmã Ângela Coelho, Vice-Postuladora da Causa da Canonização dos Pastorinhos, falou ao CM sobre a morte do padre Luís Kondor.
Irmã Ângela Coelho, Vice-Postuladora da Causa da Canonização dos Pastorinhos, falou ao CM sobre a morte do padre Luís Kondor.
O Papa dos católicos não acerta uma. Agora, saiu-se com esta:
É rigorosamente o contrário. Não é a «fé» que descobre. É a ciência, a observação, o raciocínio e a experimentação. A «fé» nunca descobriu nada. É a ciência que nos permite descobrir os segredos do universo e maravilharmo-nos com a sua compreensão.
O Papa Bento 16 encontrar-se-á com o chefe da Igreja Anglicana, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, no dia 21 de Novembro, no Vaticano.
A Agência AsiaNews lançou uma campanha de sensibilização para que a lei sobre a blasfémia no Paquistão seja abolida. A agência, que pertence ao Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME), recorda que, desde 2001, pelo menos 50 cristãos morreram em conseqüência dessa lei.
A lei sobre a blasfémia pune com a prisão perpétua ou com a pena de morte quem profana o Corão ou ofende o Profeta Maomé. Basta a acusação de uma única pessoa para ser detido ou assassinado. “Trata-se de uma norma aberrante, que propicia a discriminação, que ‘legaliza’ violências contra as minorias religiosas e cujos responsáveis permanecem na maioria das vezes impunes, graças à conivência da polícia e dos funcionários do governo” – explica a Agência.
Comentário: Ninguém nega a inquidade da lei. Estranha-se apenas que a Igreja católica não lute contra a mesma lei em Portugal, embora sem a severidade islâmica e de difícil aplicação devido à liberdade de expressão.
Um tribunal alemão impôs uma multa de 12 mil euros (30 mil reais) ao bispo católico ultra ortodoxo, Richard Williamson, por ter negado publicamente o Holocausto, algo que na Alemanha é um delito.
Um porta-voz disse que Williamson tem duas semanas para contestar a condenação por incitação ao ódio e racismo, que foi imposto por um tribunal da cidade de Ratisbona a pedido da Promotoria do estado da Baviera.
Comentário: São bispos fascistas os amigos que Bento 16 pretende ter de volta. Não admira.
A sacralização das crenças é uma forma de totalitarismo que serve de pretexto para amordaçar convicções diferentes e impor a lei do mais forte. Nos países onde funciona a democracia há quem tente os constrangimentos sociais para limitar a liberdade.
A recente polémica em torno do último livro de José Saramago deve fazer-nos reflectir sobre a fé e a liberdade. Que a um crente seja proibido interrogar-se sobre a crença que abraçou é um direito da sua Igreja, mas cabe ao Estado laico garantir-lhe a liberdade de mudar ou, simplesmente, de a abandonar. É aqui que reside a diferença entre teocracias e democracias. A apostasia, crime gravíssimo nos estados confessionais, é um direito inalienável nos estados laicos.
Qualquer livro sagrado é considerado como tal por alguns e, seguramente, desprezado por outros, assistindo a todos o mesmo direito. Se não se contestassem as crenças ainda hoje o Sol continuaria a girar à volta da Terra. Se não pudéssemos discutir a Tora, a Bíblia ou o Corão com que direito alguém condenaria o Mein Kampf ou o Manifesto Comunista? É tão legítimo combater uma religião, ou todas, como combater qualquer sistema político. As crenças podem e devem ser combatidas, os crentes é que merecem ser respeitados.
Entendo, pois, que Saramago tem o direito de escrever tudo o que escreve (e quanto lhe agradeço) e de dizer tudo o que diz tal como as Igrejas têm igual direito de contradizer o que diz e escreve Saramago. Passo ao lado dos dislates de um infeliz eurodeputado que pretende definir o critério de nacionalidade em função das suas crenças. Há sempre um clone de Sousa Lara, ensandecido, à espera de cinco minutos de glória.
A Igreja católica teve logo a solidariedade de outras, menos recomendáveis, e tem todo o direito de não gostar de Saramago e de combater as suas ideias, não tem é o direito à imunidade das tolices que prega e ao monopólio da interpretação do Antigo Testamento. Se hoje considera literatura esse livro violento da Idade do Bronze, só a partir do século XIX é que a exegese católica o começou a considerar como tal. E a liberdade religiosa só foi admitida pelo Concílio Vaticano II.
Os judeus das trancinhas que pretendem derrubar o Muro das lamentações à cabeçada e anexar a Palestina, assim como os cristãos evangélicos, que tiveram um presidente dos EUA que falava com deus e invadiu o Iraque, exigem uma leitura literal para o Antigo Testamento.
Alguns pretensos ateus, sôfregos de bênçãos dos leitores, afirmam que a Tora, a Bíblia e o Corão só devem ser avaliados pelos descrentes como obras literárias, à semelhança da Ilíada, Odisseia ou das obras de Shakespeare. Acontece que nenhum destes livros serviu para justificar cruzadas, guerras, tribunais do Santo Ofício ou códigos de conduta.
Não se conhece uma só morte provocada por um fanático para convencer um céptico do dogma do cavalo de Tróia.
O papa Bento XVI prestará homenagem em maio próximo ao “Santo Sudário”, o lençol que, segundo a tradição católica, foi usada para envolver o corpo de Cristo que tirado da Cruz e que se encontra em Turim (norte da Itália), indicou nesta terça-feira o Vaticano.
O Tribunal de Paris condenou hoje a Igreja da Cientologia em França pelo crime organizado de fraude, mas a decisão não impede a Igreja de exercer a sua actividade no país, desde que tal não implique a prática de ilegalidades.
Por
A “Esplanada das Mesquitas”, ou o “Monte do Templo”, são locais sagrados dos muçulmanos e dos judeus, em Jerusalém.
Esta área de 14 hectares no centro da Cidade Velha de Jerusalém, no sector árabe, faz parte de uma zona anexada por Israel em 1967.
Tem sido o fermento de constantes conflitos israelo-palestinos.
O rabino Yosef Shalom Elyashiv, um dos mais respeitados peritos na Tora em Israel, declarou que o perigo de criar tensões e derramamento de sangue são mais uma razão para que os judeus não visitem a Esplanada das Mesquitas.
Esta declaração é feita a 8 Out 2009.
A 25 Out 2009 forças militares e policiais israelitas intervêm neste local por supostos incidentes entre palestinos muçulmanos…
Depois dos “novos” colonatos na Cisjordânia, mais uma outra provocação para o Mundo e a desautorização de Obama…que, neste preciso momento, se confronta com o problema nuclear iraniano.
Frente a frente estarão as delegações da Santa Sé e da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (SSPX). Os lefebvrianos serão chefiados pelo bispo Alfonso de la Galarreta, um espanhol que cresceu na Argentina e a quem, juntamente com os outros três bispos da SSPX, Bento XVI retirou a excomunhão em que tinham incorrido automaticamente a quando da sua ordenação ilícita em 1988, às mãos do Arcebispo Marcel Lefebvre.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.