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Categoria: Religiões

19 de Novembro, 2009 Carlos Esperança

A religião na origem da guerra

(Reuters) – Um líder rebelde checheno no exílio disse que a Rússia pretende aumentar fortemente a sua presença militar no turbulento sul do país, região de maioria muçulmana.
(…)
Líderes locais e analistas dizem que a violência é alimentada por uma mistura de islamismo, disputas feudais e pobreza.

Comentário: Este segundo parágrafo explica tudo. A religião não é causa única mas está presente.

18 de Novembro, 2009 Carlos Esperança

Religiões pacíficas

Igreja da cientologia acusada de tortuta na Austrália

A Igreja da Cientologia poderia ser objecto de um inquérito na Austrália depois de um senador a ter acusado de estar implicada em abortos forçados, actos de tortura, abusos sexuais, violências, actos de chantagem e malfeitoria várias, segundo declarou o primeiro-ministro australiano Kevin Rudd.

14 de Novembro, 2009 Carlos Esperança

Brasil – Padre Cícero a caminho da santidade

Em Juazeiro do Norte, a 520 quilómetros de Fortaleza, no Ceará, anualmente quase três milhões de fiéis chegam em massa para reverenciar um padre banido das hostes da Igreja Católica. Para toda essa gente, mesmo considerado maldito pelo Vaticano e proibido de entrar nos altares oficiais, o padre Cícero Romão Batista, ou simplesmente Padim Cícero, é um santo milagreiro. Santo e político.

Comentário: O Vaticano nunca perde uma boa oportunidade de negócio.

14 de Novembro, 2009 Carlos Esperança

Congresso dos médicos católicos

Por

A H P

Informa o Diário de Coimbra de hoje que está a realizar-se (tendo começado ontem e acabando hoje) um “Congresso Nacional dos Médicos Católicos Portugueses”, no auditório da Fundação Bissaya Barreto.

A ajuizar pela fotografia que ilustrava o texto, que mostrava uma sala com mais lugares vagos do que ocupados, os médicos católicos ou são muito poucos ou não se interessaram por tão importante evento.

Ontem a estrela do dia (ou da noite) foi o inevitável Dr. Daniel Serrão, que entre outras coisas disse que “o Serviço Nacional de Saúde é uma ilusão”, ao que parece porque “mais de dois milhões de pessoas da classe alta e média alta estarem a pagar do seu bolso cuidados de saúde que poderiam obter gratuitamente através do SNS”. Coitados dos ricos, que têm de pagar os cuidados de saúde do seu bolso para não se verem misturados com a ralé!

Outro dos temas discutidos foi “Teremos direito à saùde?”, problema que pelos vistos continua a preocupar os católicos. Os laicos representantes eleitos pelo Povo para redigir a Constituição já tomaram posição sobre ele há mais de 30 anos, proclamando no artigo 64 da nossa Lei Fundamental que “todos têm direito à protecção da saúde”.

5 de Novembro, 2009 Carlos Esperança

As novas e as velhas questões do Islão…

Por

E – Pá

Foi publicado pela The Pew Forum on religion & public life link um estudo sobre a distribuição da população muçulmana no Mundo – intitulado Mapping the Global Muslim Population. A report on the Size and Distribution of the World’s Muslim Population link

Na realidade o “peso demográfico” é significativos :
Os muçulmanos representam 1,57 mil milhões de crentes, quase um quarto da população mundial (23%), e 60% deles, vivem na Ásia, nomeadamente na Indonésia, Paquistão, Índia, Bangladesh, etc.

Nas “zonas mais turbulentas” no Norte de África e Próximo Oriente, vivem 315 milhões de muçulmanos, seguidos da África subsahariana.
Uma grande maioria dos muçulmanos é sunita, sendo apenas 10% deles xiitas que se encontram concentrados no Irão , no Paquistão e na Índia.
Na Europa (do Atlântico aos Urais) acolhem-se cerca de 38 milhões de muçulmanos. A Rússia é o país com maior número de muçulmanos residentes, seguida da Alemanha e da França.
Este é um quadro demográfico avassalador. A sua repercursão na vida política e social do Mundo não será menor.

E a grande interrogação é o que pensam verdadeiramente os muçulmanos?

Quem, na verdade, fala em nome do Islão ?

Algumas questões pertinentes, não estão esclarecidas, muito menos respondidas.

1.) – Os muçulmanos não têm uma visão monolítica do Ocidente e conseguem distinguir a suas políticas, cultura e religiões ;
2.) – O seu principal sonho é arranjar trabalho ;
3.) – Os muçulmanos que aprovam actos de violência é uma minoria ?
4.) – Essa minoria é mais religiosa do que os outros muçulmanos ?
5.) – Os muçulmanos admiram a tecnologia ?
6.) – Os muçulmanos acreditam na democracia ?
7.) – As mulheres muçulmanas desejam direitos de igualdade mas desejam manter a religião na sua vida social ?
8.) – a grande maioria dos muçulmanos desejam que os dirigentes religiosos tenham um papel directo na condução política dos seus países ?
9.) Os muçulmanos acham indispensável que a sua religião seja uma fonte e a raiz da sua legislação ?
10.) Existem muçulmanos laicos ?

Estas são uma pequena parte das questões que se colocam entre a convivência entre os muçulmanos e o Mundo.

Muitas outras haverá que, de alguma maneira, equacionem e respondam às perguntas candentes :
– Democracia ou teocracia ?
– Como um muçulmano se torna num radical (fundamentalistas) ?
– Quais as reivindicações das mulheres muçulmanas ?
– Guerra (clash) ou coexistência ? ».

3 de Novembro, 2009 Ricardo Alves

Contratada pelo Estado, despedida pela ICAR

As Concordatas, em Portugal e em Espanha, causam situações destas: uma professora de Educação Moral e Religiosa (Católica) pode ser contratada pelo Estado e despedida pela autoridade eclesiástica.

Em Outubro de 2000, uma professora de uma escola pública das Canárias foi despedida. A razão: vivia em união de facto. Quem tomou a decisão não foi o empregador (que era o Estado) mas sim a autoridade eclesiástica (católica). Do ponto de vista da Concordata e do Direito Canónico, imagino que o despedimento seja válido, e até imperioso. Do ponto de vista da Constituição espanhola, foi discriminação e uma injustiça.

Foram necessários oito anos de batalhas judiciais para que Carmen Galayo conseguisse uma sentença final favorável. A diocese das Canárias foi condenada a pagar uma indemnização de 210 mil euros e a renovar contrato com a docente.

Imagina-se que o caso não fique por aqui. Mas evidencia como a criação de nichos confessionais dentro do Estado origina situações perversas. Reconhecer validade ao Direito Canónico é, como se mostra pelo caso exposto, permitir que os cidadãos percam direitos que o Estado, qualquer Estado laico, deve garantir. A laicidade é incompatível com as Concordatas.

[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]