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Categoria: Religiões

5 de Janeiro, 2012 Carlos Esperança

Estuprem-nas, elas merecem

Por

Manuel António Pina – JN

A Igreja espanhola não deixa as suas tradições de intolerância por mãos alheias.

Liderada hoje pelo cardeal Rouco Varela, herdeiro de outro cardeal arcebispo de Madrid, Goma y Toma, que dizia em 1936, ano do nascimento de Rouco: “Não pode haver pacificação senão pelas armas, há que extirpar a podridão da legislação laica”, ou do bispo de Cartagena, Diaz Gomara, que clamou do púlpito “Benditos sejam os canhões!”, saudando entusiasticamente a rebelião fascista de Franco contra o Governo legítimo de Espanha, a hierarquia católica espanhola continua a pregar o ódio em nome do seu “Deus que é amor”.

Agora que Mariano Rajoy, próximo da Igreja, anunciou a intenção de “extirpar a podridão da legislação laica” do aborto aprovada pelo executivo de Zapatero, chegou-me às mãos uma homilia de Natal de outro arcebispo espanhol, desta vez o de Granada, Javier Jimenez, defendendo que uma mulher que aborta “dá ao homem a licença absoluta, sem limites, de abusar do corpo dessa mulher, porque ela é que suporta a tragédia, e suporta-a como se fosse um direito” (a homilia pode ser lida no sítio da Diocese de Granada).

Para o arcebispo, os crimes de Hitler e Estaline (esqueceu-se dos de Franco) “são menos repugnantes que o do aborto”. É em alturas assim que até um não crente gostaria que existisse um Deus que julgasse esta gente.

Comentário – Este artigo, também publicado aqui, não podia ser ignorado pelo Diário Ateísta. Pela qualidade, rigor e coragem.

3 de Janeiro, 2012 Eduardo Patriota

Evento religioso causa congestionamento em importante rodovia de São Paulo

 

A inauguração de um templo da Igreja Mundial do Poder de Deus realizado em Guarulhos, próximo  ao km 219 da Via Dutra (que faz a ligação entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro) provocou lentidão de 5 km por volta das 16h30 deste domingo (1º)  perto do km 222 da rodovia.

A Igreja Mundial do Poder de Deus – cujo megatemplo parou a rodovia Presidente Dutra por seis horas e isolou o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo – manifestou-se por meio de assessoria e disse “lamentar muito o ocorrido”.

Uma guerra de números agora é a justificativa da confusão que se alastrou em plena volta de feriado. No Twitter, o apóstolo Valdemiro Santiago, líder da igreja, comemorou os “mais de 2 milhões de pessoas que puderam acompanhar de perto” a abertura do templo.

A Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, diz ter sido avisada de um público de apenas 30 mil fiéis. À Prefeitura de Guarulhos, a igreja disse que esperava 2 mil ônibus de passageiros – o que já daria 90 mil pessoas.

São as igrejas, mais uma vez, prestando um “bom” serviço para o povo brasileiro.

29 de Dezembro, 2011 Carlos Esperança

Intolerância religiosa e banhos de sangue

É difícil perceber a complacência dos países civilizados e democráticos para com o proselitismo cristão e, muito especialmente, islâmico. Se um partido político tivesse inscrito nos seus princípios o apelo à violência e ao assassínio, como preconizam os livros sagrados dos três monoteísmos, os seus dirigentes seriam julgados e condenados.

Sob o pretexto de que a linguagem é metafórica, de que os livros não dizem o que lá está escrito e de que é preciso saber interpretá-los, usa-se uma benevolência que pode conduzir a retrocessos civilizacionais. Ninguém que tenha lido a Tora, a Bíblia ou o Corão pode desculpar a violência própria do espírito tribal da época em que foram escritos e do carácter patriarcal que os informa.

O sionismo não existiria sem as profecias do deus que os homens inventaram na Idade do Bronze, certamente de matriz hebraica, e donde derivaram as religiões monoteístas.

As Cruzadas e a Inquisição não teriam sido possíveis sem a inspiração do Levítico ou do Deuteronómio. A alqaeda não seria tolerada sem a cópia grosseira do cristianismo que dá pelo nome de Islão. A demência islâmica que leva ao suicídio assassino só é possível através da fanatização promovida nas madraças e mesquitas.

Sem repressão política sobre o clero cristão a liberdade religiosa não existiria na Europa nem o Vaticano jamais teria admitido a liberdade religiosa, só permitida no Vaticano II.

Por mais críticas que sejam feitas à ministra francesa da Juventude, Jeannette Bougrab, por ter declarado ao diário “Le Parisien” : “Eu não conheço islamismo moderado […] Não há sharia light”, a verdade é que faltam argumentos para a contestar.

Na Nigéria trava-se um duelo entre cristãos e islamitas, amostra sangrenta do combate das duas religiões pelo controlo de África. A intolerável carnificina do Natal contra os católicos, no ataque às suas igrejas, revela a natureza fascista e prosélita de que o Islão não consegue libertar-se.

Os países democráticos, com raras e honrosas excepções, evitando melindrar os crentes, permitem que crenças detonadora de guerras sejam poupadas ao escrutínio dos tribunais e à repressão policial.

A liberdade dos homens não pode estar sujeita aos desvarios da fé e ao ódio sectário.

26 de Dezembro, 2011 Carlos Esperança

Momento Zen de segunda 26_12_2011

 

João César das Neves (JCN), entendido em coisas da fé e conhecedor do Paraíso ensina na habitual homilia do DN, «O burro do Presépio», que no céu também há cavalariças, deixando perplexos os ateus que não acreditam na existência do Céu e que o julgavam uma invenção exclusiva para almas pias. Um ateu não acreditaria que JCN tivesse lá reservada a uma estrebaria, se não fosse ele próprio a confessá-lo no DN.

Afinal o Céu é um conglomerado de condomínios. Segundo JCN, nos palácios do Céu moram os grandes apóstolos, os mártires heróicos, pastores atentos, doutores sublimes, virgens puras, santos incomparáveis. Para ele está reservada uma cocheira o que, para si, é um privilégio porque – segundo afirma – lá até as cocheiras são maravilhosas.

Algumas expressões pias, como «virgens puras», parecem redundantes aos ímpios, mas o que mais admira é que o Paraíso, com tantas estrebarias, seja uma reserva de solípedes porque, segundo o exegeta das coisas celestes, no Céu os currais são Presépio.

JCN adverte os leitores de que no Céu não entra qualquer asno, entram apenas aqueles que carregam aquilo que tiver de ser, sem discutir, sem escolher, sem resmungar, sem pedir descanso, contentando-se com a ração, enfim, asnos subservientes e acéfalos.

No fundo parece que as cocheiras são exclusivas dos crentes que imitem o burro do Presépio e transportem uma mulher grávida que tenha dentro de si o Salvador. Apesar de não faltarem burros na Terra, é de crer que escasseiem virgens grávidas que possam ser transportadas por asnos ansiosos de uma estrebaria no Paraíso.

O Céu pode ter lugares para muitos burros mas é de crer que, com excepção da reserva para JCN, as estrebarias continuarão vazias e deus terá de contentar-se com os grandes apóstolos, os mártires heróicos, pastores atentos, doutores sublimes, virgens puras, e santos incomparáveis. Talvez por isso, à falta de solípedes, o Papa se atarefe na criação de santos e beatos para fazerem companhia ao patrão.

E, quanto a JCN, arrisca-se a não ter com quem relinchar nem com quem trocar amáveis coices na eternidade que a religião dele reserva à fauna da sua santa Igreja.

21 de Dezembro, 2011 Carlos Esperança

A política como religião

O Partido Comunista Chinês determina que os seus militantes sejam ateus, isto é, a ideologia política é a sua própria religião.

Não há só totalitarismos religiosos, também os há políticos. E todos são prosélitos.

19 de Dezembro, 2011 Carlos Esperança

Uma pesquisadora de milagres. A indústria não pára

Irmã Célia Cadorin, 84 anos, é uma espécie de detective da fé que conta com o apoio do cepticismo da ciência para encontrar milagres. Seu trabalho, minucioso e de mais de cinco décadas, é reunir documentos, relatos e pacientes que comprovam curas milagrosas creditadas à santidade de brasileiros.

As pesquisas da religiosa já sustentaram, por exemplo, a decisão do Vaticano em canonizar Frei Galvão e Madre Paulina.

17 de Dezembro, 2011 Carlos Esperança

Deus é omnipotente…

A Conferência Episcopal da Holanda manifestou hoje “dor e vergonha” diante dos resultados de uma investigação que fala em milhares de crianças vítimas de abusos sexuais em instituições católicas, no país, entre 1945 e 2010.

Num comunicado citado pela Rádio Vaticano, os bispos holandeses e os representantes das congregações religiosas reconhecem a culpa dos autores destes atos, mas também das autoridades eclesiais que não agiram no “interesse prioritário” das vítimas, às quais apresentam um pedido de desculpas, que estendem às famílias.