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Categoria: Religiões

12 de Maio, 2012 Carlos Esperança

O padre Maciel era pedófilo e pai de uma filha

Vaticano investiga 7 padres por suspeita de pedofilia

A Congregação para a Doutrina da Fé investiga sete sacerdotes da congregação Legionários de Cristo por supostos abusos sexuais a menores, disse à agência EFE o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

O porta-voz declarou que não entende o revoo midiático surgido com esta investigação, uma vez que os Legionários de Cristo informaram os casos à Congregação para a Doutrina da Fé no curso deste ano e o organismo está realizando seu trabalho há muito tempo.

Comentário: O padre Maciel foi o fundador desta Congregação e estava destinado à canonização. As denúncias confirmadas impedem-no de fazer milagres. A pederastia persegue outra vez os Legionários de Cristo.

5 de Maio, 2012 Carlos Esperança

João César das Neves: acudam, que se faz tarde…

Por

E – Pá 

“O economista João César das Neves defende que o problema da Saúde em Portugal não tem que ver com dinheiro, mas é religioso, sustentando que “o Serviço Nacional de Saúde não existe, é uma ficção”.

“O problema verdadeiro da Saúde é religioso e quem tem a solução é a pastoral da saúde”, ou seja, “passa pelo trabalho da comunidade cristã”, defendeu o economista, em Fátima, no penúltimo dia do XXIV Encontro Nacional Da Pastoral Social da Igreja Católica Portuguesa.

O professor de economia da Universidade Católica afirmou ainda que “falar sobre o SNS é como discutir a paz no mundo, a fome em África, a globalização”, acrescentando:”É apenas uma maneira de fazer congressos em sítios simpáticos”.

A verdade, defende, é que o SNS é uma entidade abstrata e “aquilo com que temos de nos preocupar é com aquilo que é real, com as pessoas e os prestadores de cuidados de saúde que nos são próximos”.

Contudo, João César das Neves afirmou ainda “o problema da pastoral da saúde não é tratar dos pobrezinhos, que isso até os comunistas e os ateus o fazem”.

Os cristãos “não são chamados a serem bonzinhos, mas a serem felizes, mesmo no sofrimento dos hospitais e isso só é possível confiando em Jesus Cristo”, frisou.” link

Acabo de ler esta notícia e não quero acreditar!

Trata-se de um professor da Universidade Católica. Um professor de economia de uma instituição que segundo ‘reza’ o seu site “afirmou-se ao longo destes anos pela qualidade do seu ensino, pela exigência da sua formação, pelo prestígio dos seus professores, pelos importantes quadros dirigentes que formou, que se afirmam não apenas no país mas também no estrangeiro”… link

E se o Professor JCN, nos intervalos das suas ‘orações’, ‘prédicas’ e ‘cruzadas‘,  dedicasse algum do seu tempo a estudar ‘proselitismo’ e a combater o ‘sectarismo’, quiçá, a controlar compulsivos instintos ‘fundamentalistas’’?

Não seria mais útil à sua ‘pastoral‘, ao SNS e aos portugueses?

Como é possível caminhar tão apressadamente da crença ao ridículo sem a mínima noção da realidade?

2 de Maio, 2012 Carlos Esperança

A Igreja católica e a homossexualidade

Apesar de ser prática corrente no seu seio, às vezes com contornos onde a vergonha e o crime se confundem, a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) elegeu o combate à homossexualidade como desígnio divino do seu proselitismo. Melhor dito, a ICAR tem horror a tudo o que diga respeito à sexualidade, apenas se conformando com a função reprodutiva, de preferência com exclusão do prazer.

A ICAR não se dá conta de que a castidade, que tão entusiasticamente advoga, é o mais demolidor contracetivo existente e que o método tradicional da reprodução, que tanto a enoja, é o mais popular, frequente, e ao alcance dos mais pobres.

A misoginia herdada do Antigo Testamento está na origem de todos os preconceitos e tolices que a ICAR tem cometido contra a saúde da mulher, o planeamento familiar e o combate às doenças sexualmente transmissíveis, especialmente em relação à sida, onde a teologia do látex se sobrepõe à defesa da saúde e da vida de milhões de pessoas.

De todas as formas de sexualidade, a homossexualidade é a que mais perturba o Papa e, curiosamente a que mais tem abalado o Vaticano. Trata-se de uma abominação, segundo o Levítico (18:22), mas, contrariando a opinião divina e a Igreja, a OMS suprimiu-a da relação de doenças, por não afetar a saúde mental nem os comportamentos normais. E o Conselho Europeu, baseado no consenso generalizado das conclusões científicas, opõe-se a que seja qualificada como doença, desvio psicossomático ou perversão, instando os Governos a suprimir qualquer tipo de discriminação motivada na tendência sexual.

Perante a fanática homofobia clerical foi interessante ler no El País de 12 de Abril p.p., que o Dr. John Boswell, no seu livro «Las bodas de la semejanza» documenta como na Igreja católica, dos séculos VI a XII, existia como normal a celebração litúrgica de casamentos homossexuais, com ritos e orações próprias, presididos por um sacerdote.

«É a partir do século XIII que a homossexualidade assume o caráter de vício horrível (pecado nefandum=innombrable), tão horrível que «innombrable» não se aplica a factos mais graves: assassinato, matricídio, abuso de menores, incesto, canibalismo, genocídio e deicídio incluído».

Enfim, venha o diabo para explicar esta violência homofóbica da teologia católica cuja demência é comum aos outros monoteísmos.

29 de Abril, 2012 Carlos Esperança

É preciso erradicar o ódio religioso

Pelo menos 18 mortos num atentado contra universitários cristãos na Nigéria

Pelo menos 18 estudantes morreram este domingo num ataque com explosivos e armas de fogo contra um auditório da Universidade de Bayero, en Kano (norte da Nigéria), onde numerosos estudantes celebravam la missa dominical. Dezenas de estudantes ficaram feridos.

Comentário: O Diário Ateísta repudia com firmeza o ódio sectário que conduziu à violência e à morte. O proselitismo é um ato de demência que produz horrores e conduz ao crime. A civilização não pode permitir que, em nome de uma crença e do desejo de lhe submeter os outros, se absolva ou minimize a violência religiosa. Os crimes cometidos em nome de uma crença são duplamente repugnantes, pela violência que encerram e o sectarismo que promovem.

Sem a laicidade imposta à demência da fé não há paz nem pluralismo ideológico.

O Diário Ateísta sente-se solidário com os cristãos que hoje foram vítimas do fascismo islâmico como se sentirá com os muçulmanos que eventualmente vierem a ser vítimas dos desvarios cristãos.