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Categoria: Religiões

9 de Novembro, 2012 Carlos Esperança

Evolução Islâmica (3)

Universidade do Cairo – 2004

Universidade do Cairo – 1959 (Foto enviada por JPM)

9 de Novembro, 2012 Carlos Esperança

A evolução islâmica (1)

Irão – 1970

Irão 2012

 

 

Fotos envidas por

João Pedro Moura

6 de Novembro, 2012 Carlos Esperança

A ICAR e o negócio das almas

O Paraíso não é um bar de alterne, nem um lugar particularmente bem frequentado. A avaliar pelos santos que o defunto JP2 tirou das profundezas do Inferno ou do estágio no Purgatório, há hoje uma multidão de patifes a jogar as cartas com o divino mestre e a servir bebidas ao Padre Eterno.

Não sei se é Torquemada que toma conta do armazém das almas de crianças por nascer ou de adultos por batizar, pois sabia-se de ciência certa, com aquela honestidade que se reconhece ao clero, que os não batizados eram destinados ao Limbo, um sítio insípido, sem divertimentos nem crueldades como os que o Deus de Abraão criou como destino dos bem-aventurados ou das almas penadas. Agora, depois da extinção decretada por B16 o Limbo passou à categoria de erro teológico.

No armazém das almas o negócio anda próspero com a explosão demográfica a que se assiste. Mas Deus é um comerciante insatisfeito que quer despachar mais mercadoria.

É por isso que a ICAR é contra o planeamento familiar, a contraceção, o preservativo, a IVG, o DIU e a pílula. No Céu há uma alma para cada espermatozoide e é por isso que tanto o pecado solitário como a ejaculação noturna são uma catástrofe para o negócio.

Os clérigos, encarregados de tratar das almas e olhar pelo negócio, andam estarrecidos com o fim da perseguição criminal às mulheres que interrompem a gravidez. Sempre que podem fazem campanha pelo regresso à criminalização do aborto.

Aliás, para as religiões do livro, a mulher é um ser inferior que deve obediência ao marido e serve apenas para reproduzir e louvar o Deus da área da sua residência.

5 de Novembro, 2012 Carlos Esperança

A Espanha, o aborto e o aborto do ministro da Justiça

A promessa do ministro espanhol da Justiça, Alberto Ruiz-Gallardón, de alterar o atual quadro legal para pôr fim ao direito à interrupção voluntária da gravidez, incluindo previsíveis anomalias fetais, levou os profissionais de saúde a mobilizarem-se.

Centenas de ginecologistas e obstetras opõem-se ao retrocesso civilizacional pretendido pela direita mais reacionária, que impele o Governo para posições superadas e regressar à discussão política de temas já considerados pacíficos.

O problema de saúde pública que levanta e o risco para as famílias a quem cabe o ónus de cuidar de deficientes graves, que um módico de humanidade pode evitar, não coíbe o ministro de abrir velhas guerras e restringir os direitos conquistados pelas mulheres.

O mais elementar exame de consciência da direita espanhola, daquela direita que calou o genocídio franquista contra o povo, a existência do garrote como método de execução para a pena de morte, as valas comuns e as bombas alemãs sobre Guernica, essa direita jurássica não pretende apenas manifestar as suas convicções, pretende impô-las a todos os espanhóis num processo de retaliação de que não prescinde.

O espírito dos reis católicos, Fernando e Isabel, a frieza de Torquemada e os métodos da Inquisição continuam a habitar a velha Espanha franquista, a sempiterna Espanha que se distinguiu pela crueldade da evangelização da América do Sul e extermínio dos índios.

O regresso à discussão do aborto serve para disfarçar a crise internacional que, tal como em Portugal, fustiga Espanha e, sobretudo, para distrair o povo da tragédia económica e social que o Governo é impotente para enfrentar e a que a União Europeia tarda em dar resposta.

31 de Outubro, 2012 Carlos Esperança

É preciso lembrar

Página sobre o fascismo islâmico

28 de Outubro, 2012 Carlos Esperança

As moscas também têm os seus gostos

A peregrinação anual dos muçulmanos à cidade saudita de Meca começou na quarta-feira, dia 24/10, com o Youm el Tarueya (Dia da Reflexão), dedicado ao descanso, à reza e à meditação. A estimativa é que Meca acolha cerca de 1,6 milhão de muçulmanos vindos de outros países e 750 mil da Arábia Saudita.

Nota: Hoje, num canal da TV, um mullah apelava a que raptassem os ocidentais. As religiões são, de facto, pacíficas.

26 de Outubro, 2012 Carlos Esperança

A Turquia, o véu islâmico e a liberdade religiosa

Há cerca de quatro anos o único país laico do mundo muçulmano resolveu flexibilizar o uso do véu islâmico nas universidades, onde era interdito, esquecendo que por cada mulher que deseja usar tal adereço há centenas que são obrigadas.

O ocidente e, sobretudo, certa esquerda, viram no gesto um ato de liberdade religiosa e esqueceram os juízes assassinados porque tinham subscrito o acórdão que legitimava a interdição, crime que o primeiro-ministro disse compreender.

Desde então a piedade não deixou de crescer enquanto a Europa e os EUA juram que há um islamismo moderado – o da Turquia –, por oposição ao que segue o Corão.

Todos conhecemos a obsessão de Deus pela roupa feminina e a predileção pelo homem, a ponto de o ter feito primeiro, e dele, depois, uma espécie de subproduto – a mulher.

O santo doutor, Paulo de Tarso, intérprete encartado do Criador, pregou a misoginia que agradava a Deus e deliciava os homens, avaros do poder. A mulher, cuja igualdade foi reclamada por homens contaminados pelo Iluminismo e pela Revolução Francesa, e por ela própria, é ambiciosa mas a vontade divina é interpretada pela legião de profissionais que a estudam e promovem. E são os únicos com alvará para transformar a água normal em benta.

Foi a cópia grosseira e ampliada da misoginia judaico-cristã que levou os estudantes de teologia do Afeganistão à criação do ministério da Promoção da Virtude e da Prevenção do Vício.

À semelhança do que já se passa na Europa, que parece esquecer a Guerra dos 30 Anos e a carnificina a que a Paz de Vestfália pôs termo, a separação do Estado e da Religião, na Turquia, é uma herança de Atatürk que vai sendo liquidada.

O uso do véu não é o alegado desejo que as mulheres islâmicas querem ver satisfeito, é um ato de liberdade que qualquer homem muçulmano quer obrigatório. Estão em causa a laicidade, a liberdade individual e, sobretudo, a igualdade de género.

O catolicismo considerava o cabelo e a voz das mulheres coisas obscenas. Maomé, mais ousado, considerou o corpo todo. É por isso que, num país que impôs o laicismo à força, se exige agora a autorização do véu que terminará na imposição da burka.

O véu islâmico não é um mero símbolo religioso, uma tradição que possa ser subvertida por um estilista, é o símbolo da humilhação da mulher, a condição imposta pelo Corão. A mulher é, como se sabe, propriedade do homem e um direito irrenunciável que agrada ao Profeta e dá imenso jeito aos homens, que dele não abdicam.

Só surpreende a cumplicidade dos países democráticos no regresso ao obscurantismo.