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Categoria: Religiões

17 de Abril, 2013 Carlos Esperança

Mania da perseguição de um bispo homofóbico

O bispo de Alcalá de Henares (na foto) vê uma conspiração de universidades, sindicatos e da ONU para a diminuição da população

O bispo de Alcalá de Henares e presidente da Subcomissão de Família e Vida da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), Juan Antonio Reig Pla, acusou as universidades, partidos políticos, sindicatos, ONU, UNESCO e algumas ONGs grupos internacionais para financiar projetos para diminuir a população do mundo e reduzir o número de “convidados” na mesa.

Obispo

15 de Abril, 2013 Carlos Esperança

Desventuras de S. Victor

Havia muito que S. Victor ouvia as preces dos devotos e as deferia na medida das suas disponibilidades, de acordo com a modéstia dos mendicantes. Afeiçoaram-se os créus ao taumaturgo e este aos paroquianos que o fizeram patrono da maior paróquia da Arquidiocese de Braga.

No ano de 2004 foi retirado do «Martirológio» – o rol da Igreja católica que arrola todos os santos e beatos declarados desde o início da ICAR. O argumento é pouco persuasivo e deveras injusto. Não se retira do catálogo um santo por ser apenas uma lenda. Que o tenham feito a S. Guinefort, cão e mártir injustamente morto pelo dono, aceita-se porque a santidade não se estende aos animais domésticos. Duas mulas, que o rudimentar conhecimento do grego pelos padres confundiu com duas piedosas mulheres, aceita-se que fossem apeadas dos altares, que não são feitos para solípedes.

Mas um santo com provas dadas, clientela segura, devoção fiel, é uma maldade que não se faz aos pios fregueses, tementes a Deus e cumpridores dos Mandamentos. O padre Sérgio Torres afirmou ao «Correio do Minho» que os paroquianos «reagiram com desagrado e muita surpresa». Não lhe permitiu o múnus e a educação dizer que foi uma patifaria do Vaticano. O séc. IV, em que o jovem Victor foi condenado à morte por se recusar a participar numa cerimónia pagã, segundo a tradição, agora desmentida, foi há tanto tempo! Que importa uma pequena mentira numa religião que vive das grandes?

E agora? Que fazer? Arrancam-se os azulejos que documentam a mentira? Transfere-se a devoção para os santos criados por PP2 e B16, alguns tão pouco recomendáveis e tão detestáveis, apenas com a sorte de terem dois milagres no currículo?

O presidente da Junta de Freguesia de São Victor, Firmino Marques, embora revelando “algum desconforto”, justificou a retirada do orago do calendário litúrgico «somente pelos critérios científicos usados atualmente para a proclamação dos santos e beatos da Igreja Católica». Este autarca é um admirador confesso da ciência.

10 de Abril, 2013 Carlos Esperança

O embuste de Fátima está em alta

Cardeal-patriarca: Papa Francisco ‘oferece-se’ a Nossa Senhora de Fátima

O cardeal-patriarca informou, esta segunda-feira, que o Papa Francisco já lhe pediu duas vezes que “consagrasse o seu novo ministério a Nossa Senhora de Fátima”, cita o Diário de Notícias.

– Não se percebe a necessidade da reincidência no pedido. Ou o cardeal fez orelhas moucas ou o Papa se esqueceu do primeiro pedido;

– A burla de Fátima, criada para combater a República, primeiro, e o comunismo, depois, continua a ser uma fonte de superstição e embuste;

– O Papa, que parecia querer tornar respeitável a Igreja católica, recorre ao obscurantismo, à semelhança dos antecessores.

9 de Abril, 2013 Carlos Esperança

O Islão é um perigo para a liberdade

Militantes do grupo feminista Femen realizaram nesta quinta-feira um protesto contra o islamismo diante de mesquitas e representações diplomáticas da Tunísia em várias cidades europeias.

As manifestações defendiam a jovem tunisiana Amina Tyler, foi ameaçada de morte por apedrejamento após a divulgação, em março, de fotos em que exibia os seios pintados com a frase: “Meu corpo me pertence, não representa a honra de ninguém”.

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8 de Abril, 2013 Carlos Esperança

O catolicismo, o islamismo e a laicidade

Quem, como eu, escreve há 10 anos, quase todos os dias, sobre essa maldição que torna a vida das pessoas um inferno – as religiões –, corre o risco de repetir-se e de se tornar desinteressante, mesmo para os que temem os efeitos deletérios das crenças.

Só estive três meses sem escrever contra a superstição e os medos alimentados pela fé, por razões de saúde. Após uma banal intervenção cirúrgica à vesícula biliar, na primeira vez que estive doente, surgiu uma bactéria hospitalar que me pôs 52 dias em coma, com falência pulmonar, hepática e renal, a exigir transfusões e diálise, numa situação julgada irreversível.

Quando despertei, com menos 20 quilos e sem força para segurar uma caneta, era vulgar ouvir de amigos e familiares a expressão «graças a Deus», um misto de afeto e simpatia. Desde o primeiro dia, pude dizer a todos, incluindo uma velha prima que ofereceu uma bilha de azeite a um santo das suas relações, que se lhe atribuíam a cura também tinham de lhe recriminar a bactéria.

Levaram uns a mal o truísmo banal quando a vítima, se a houve, fui eu, e não se davam conta da ofensa à inteligência e à verdade com a atribuição da improvável cura a um ser impossível e contraditório.

Combater diariamente as crenças não é desrespeitar os crentes, é um exercício cívico de quem não abdica de um mundo em que a fé deixe de promover disparate e guerras.

O cristianismo, sob a fachada da humildade e da pobreza, e o islamismo, às escâncaras, travam um combate sem quartel e o último não desiste das bombas e do terrorismo. Há uma excessiva tolerância em relação a pregadores do ódio que nas mesquitas, madraças e sacristias vão atiçando o ressentimento recíproco. É tempo de lhes opor a laicidade.

5 de Abril, 2013 Carlos Esperança

A ICAR e o dízimo

 

 

Amável envio de Stefano Barbosa.Carolicismo_dizimo

2 de Abril, 2013 Carlos Esperança

As religiões, os crentes e os anacronismos

Sou contra todas as crenças sem deixar de respeitar os crentes. Abomino a violência e as verdades absolutas, compreendendo quem acredita porque se habituou desde criança.

Dos três monoteísmos aprecio o judaísmo por não querer converter ninguém. Querem o Paraíso só para eles e, nisso, têm uma enorme superioridade sobre os outros dois. Pena é que também queiram a faixa de Gaza e não abdiquem do sionismo, essa demência que o mito bíblico estimula. Nesse ponto é o mais detestável.

As três religiões do livro, abraâmicas, foram criadas pelos homens na Idade do Bronze. Não admira que o Deus comum tenha todos os defeitos dos homens de então: vingança, crueldade, misoginia, violência, homofobia, com o carácter tribal e patriarcal hebraico.

Há judeus que são árabes conversos e islamitas que não passam de judeus islamizados. As etnias provêm mais das circunstâncias políticas e administrativas do que do ADN e nada é tão facilmente absorvido nem tão visceralmente como uma crença.

O cristianismo foi uma cisão do judaísmo em cujo ódio se expandiu até passar a religião pelo imperador Constantino, que usou a seita para alicerçar o Império. O antissemitismo foi o cimento interno da nova religião.

Só faltava a cópia grosseira desta última, ditada entre Medina e Meca pelo anjo Gabriel, durante 20 anos – Maomé era analfabeto – para surgir o mais primário e implacável dos monoteísmos. Esta ideologia rudimentar, que o terror e a vocação belicista alimentam, é a mais difícil de reformar.

Nesta segunda-feira, passou a ser proibida a coeducação a partir dos 9 anos e os homens ficaram proibidos de lecionar em escolas femininas. O processo de islamização avança. Os direitos das mulheres são postergados. É vontade de Alá e de Maomé, o seu profeta.

Na faixa de Gaza. Raios os partam.