Philip E. Johnson, um dos «pais» da IDiotia e autor do livro «Darwin on Trial», descreve-se como um cristão conservador criacionista, que acredita que o evolucionismo é incompatível com a crença num Deus omnipotente, criador do céu e da Terra e do Homem à sua imagem. Para este IDiota a evolução é uma filosofia (fundamentalista) ateísta e naturalista considerando ainda que «Ser um cientista não é necessariamente uma vantagem, quando lidamos com um tópico tão abrangente como a evolução, que se entrelaça com muitas disciplinas científicas e também envolve toques de filosofia.» E considera que os cientistas deveriam esperar por autorização «superior» das instâncias religiosas antes de ousarem explicar algo já «explicado» pela religião (cristã, claro).
Mas Jonhson, o porta-voz não oficial da IDiotia e com uma ligação estreita ao seu templo máximo, o Discovery Institute, deixou muito claro numa entrevista que o objectivo da IDiotia é vender o criacionismo (mal)disfarçado de «teoria» científica. E, como o próprio afirmou, a polémica em relação à evolução «Não é de facto, nem nunca foi, um debate sobre ciência. Apenas sobre religião e filosofia». Ou seja, as hostes cristãs, recentemente reforçadas com Bento XVI, que se empenham fanaticamente nas chamadas guerras da evolução, não obstante os seus inconvincentes protestos em contrário, estão de facto empenhados numa guerra religião contra a ciência, tentando recuperar para a religião a autoridade perdida na explicação do mundo!
O presidente do Conselho de Educação do Kansas, Steve Abrams, que recentemente aprovou não só a introdução da IDiotia nos curricula de ciências do estado como também uma redefinição de ciência, proposta pelo Discovery Institute, claro, que na prática reduz a ciência ao método científico e a despoja da capacidade de elaboração de teorias naturais (ateístas para os IDiotas) de explicação do mundo, parece partilhar da desonestidade intelectual subjacente a todos os fundamentalistas IDiotas.
Num editorial publicado num jornal do Kansas o devoto cristão lança acusações contra todos os que, correctamente, criticam a sua introdução nas aulas de ciências do sobrenatural (com a redefinição de ciência) e do criacionismo disfarçado de IDiotia. Nesta elegia da desonestidade intelectual Abrams queixa-se dos (muitos) directores de escolas do Kansas que já fizeram saber que não acatarão as alterações quer nos curricula quer na definição de ciência impostas pelos iluminados cristãos IDiotas. Afirmando que tal comportamento não é de espantar já que os directores que se recusam a vender religião por ciência são os mesmos que, segundo Abrams, promovem «pornografia como literatura». Na realidade, olhando para a lista de livros recomendados para as aulas de literatura americana, fico na dúvida se serão os títulos Fallen Angels (Anjos Caídos) ou The Hot Zone (A zona quente) que mereceram tal designação. Embora em relação ao último não esteja a ver como o relato de uma epidemia de Ebola possa ser considerado pornográfico, não obstante o título…
De qualquer forma as torpes calúnias saídas da pena do piedoso Abrams sobre os que não aceitam introduzir religião nas aulas de ciências são moderadas face às insinuações de outro devoto (ex-)membro de um Conselho de Educação IDiota, este em Dover, Bill Buckingham que no julgamento ainda em decurso nesta localidade da Pensilvânia, perguntou a um dos promotores da queixa contra a decisão de introduzir a IDiotia nos curricula de ciências se este alguma vez tinha sido acusado de pedofilia…
As três religiões monoteístas não toleram a sexualidade pura ou a simples sexualidade. Sem procriação é um mal absoluto, razão pela qual condenam à morte os homossexuais.
O carácter misógino que a Tora reflecte, oriundo de culturas anteriores, foi plagiado pelo Novo Testamento e encontrou defensores acérrimos em Paulo de Tarso e Agostinho, dois santos doutores, sofríveis cidadãos e execráveis beatos.
O próprio Papa Paulo VI, que odiava mulheres mas tinha especial carinho por homens, não fazia mais do que ser coerente com a fé. O resto eram fraquezas.
Claro que o delírio esquizofrénico contra as mulheres e os homossexuais atinge o seu esplendor no Corão, esse plágio tosco da Bíblia cristã, feito por Deus e ditado durante vinte anos à cabeça dura de um profeta analfabeto.
A ordenação de mulheres – um ser inferior como declaram os livros sagrados e garantem os santos doutores – está na origem de um eventual cisma da Igreja anglicana, agravado pela sagração de bispos homossexuais.
O anglicanismo, muito próximo do catolicismo, digere mal a liberdade sexual, ou melhor, a transparência. Os bispos podem ser homossexuais – houve e há muitos -, mas não se deve saber. Houve papas homossexuais mas não se admite oficialmente.
A hipocrisia é uma característica eclesiástica muito arreigada.
Os crentes julgam que estas taras foram debeladas e que a igualdade entre sexos é uma evidência. Transcrevo da Visão de hoje, palavras do patriarca Policarpo (EM FOCO, pg. 34): «Muitas [mulheres] lamentam que a Igreja seja demasiadamente masculina. Não é de facto, e sê-lo-á cada vez menos na medida em que mais mulheres sejam santas e sejam capazes de abraçar o mundo num acto de amor».
E por que não abraçar um homem ou uma mulher? Abraçar o mundo deve ser uma metáfora sexual só para crentes.
Nunca soube de um cientista que perseguisse um crente por acreditar nas mentiras da religião, mas são conhecidos os casos das religiões que assassinam cientistas por causa das verdades que põem em causa os livros pueris que consideram sagrados.
A ciência procura explicar a vida e melhorar a sua qualidade, a religião alimenta-se da morte e exalta o sofrimento na mórbida contemplação de caveiras e restos mortais.
A ICAR nasceu do silêncio perante os crimes de Constantino a troco da isenção de impostos, da construção de novas igrejas e da repressão da concorrência. Ainda hoje procura amancebar-se com os déspotas que governam, para se tornar dominante.
Há na matriz genética da Igreja católica uma tendência totalitária, tara comum, aliás, às outras religiões do livro.
Cedo se tornou poder. Desde 380 que, sob o imperador Teodósio, foi declarada religião oficial do Estado, estatuto que sempre procurou conquistar e de que jamais abdicaria pacificamente, onde quer que fosse.
Justiniano proibiu o direito de herdar ou transmitir bens aos pagãos, baniu a liberdade de consciência (529) e obrigou os pagãos a serem instruídos na religião cristã, para obter o baptismo, sob pena de exílio e confiscação de bens. Quem é que não se converte a uma verdade tão vigorosamente promovida?
Deus foi o amuleto de que se serviram as tribos que temiam perecer para dar alento aos guerreiros que as defendiam. Daí a violência, crueldade e ódio de Deus contra inimigos da tribo a que pertencia. O Deus sanguinário foi uma necessidade para excitar o espírito belicoso dos que lutavam pela sobrevivência.
Hoje permanece como negócio de que se governam os padres e como instrumento do poder de que aproveitam os ditadores.
O baptismo é o ritual em que a água benta torna a pele do catecúmeno permeável à entrada do divino para inocular a alma. É a praxe com que se recebe o neófito no bando.
Constantino, Teodósio e Justiniano foram os padrinhos da seita. A ICAR, sem o braço do poder temporal, não passaria de uma proposta filosófica, algures entre o ridículo e o perigoso.
Se as mentiras religiosas pagassem imposto não havia défice na balança de pagamentos de qualquer país, contrariamente ao que os crédulos julgam e alguns leitores do Diário Ateísta juram.
Os livros sagrados, onde tudo e o seu contrário se justifica, revelam a crueldade de uma época onde a sobrevivência era precária e os instintos tribais violentos. A versão actual da Bíblia foi aprovada em 1546, no concílio de Trento, a partir da Vulgata que Jerónimo (séc. IV e V) fabricou com o texto hebreu e o rigor intelectual de futuro santo.
O Corão foi ditado por Deus, durante 20 anos, em Meca e Medina, a um homem que aprendeu o livro sem saber ler nem escrever. Vinte anos a aturar Maomé foi obra.
A ICAR, por exemplo, que se arroga direitos especiais por se julgar a mais frequentada das religiões em Portugal, junta às aldrabices dos evangelhos a imbecilidade dos dogmas e a insânia dos milagres.
Os concílios ajudaram a rever, rectificar e aumentar a fábula de Cristo ao gosto de cada época e de acordo com as necessidades do mercado.
O sepulcro de Cristo foi invenção de santa Helena, mãe de Constantino, em 325, tal como o lugar do Calvário situou sob o templo de Afrodite que, por isso, foi destruído.
No séc. VI ainda se discutiu no concílio de Mâcon (585) o livro de Alcidalus Valeus «Dissertação paradoxal onde se tenta provar que as mulheres não são criaturas humanas».
Os católicos dizem que Deus existe porque milhões de pessoas o amam. É um critério que prova a existência de anjos de duas, quatro e seis asas, como garantem pias leituras ou que o Sol gira à volta da Terra, dúvida que conduzia à fogueira.
Se o critério da quantidade fosse científico biliões de moscas decidiriam qual o alimento mais saboroso. O número decide votações, não altera gostos nem factos.
O Talmude e a Tora, A Bíblia e o Novo Testamento, O Corão e a Sunnah (séc. IX) têm em comum o carácter misógino mas diferem em relação ao álcool, à carne de porco e na defesa do véu e da burka. No islão as proibições atingem o esplendor esquizofrénico, onde até urinar com o jacto virado para Meca é proibido.
Paulo de Tarso moldou o cristianismo. Perseguir era a sua obsessão esquizofrénica sem cuidar do objecto da perseguição. Ouviu vozes na estrada de Damasco e passou a perseguir o que deixara em nome do que abraçou. Juntou a essa tara a vocação pirómana e apelou à queima dos manuscritos perigosos.
Paulo de Tarso odiava o prazer e injuriava as mulheres. Advogou o castigo do corpo e glorificou o celibato, a castidade e a abstinência. É um expoente da patologia teológica, do masoquismo místico e da demência beata – um inspirador do Opus Dei.
O cristianismo herdou a misoginia judaica. O Génesis condena radical e definitivamente a mulher como primeira pecadora e causa de todo o mal no mundo.
As três religiões monoteístas defendem a fé e a submissão, a castidade e a obediência, a necrofilia (pulsão da morte, não a parafilia), a castidade, a virgindade e outras santas aberrações que conduzem à idiotia e ao complexo de culpa do instinto reprodutor.
A história de Adão e Eva é comum à Tora, Antigo Testamento e Corão. Em todos, Deus proíbe a aproximação da árvore da sabedoria mas o demónio incita-os à desobediência.
Aliás, o pecado é definido como a desobediência a Deus, ou seja, à vontade dos padres.
As páginas do Corão apelam constantemente à destruição dos infiéis, da sua cultura e civilização, bem como dos judeus e cristãos (por esta ordem) em nome do mesmo Deus misericordioso que alimenta a imensa legião de clérigos e hordas de terroristas.
Fonte: Traité d’athéologie, Michel Onfray – Ed. Grasset & Fasquelle, 2005
Diz-nos Luís Delgado que até para os ateus a manifestação de fé que se deu em Lisboa no sábado foi impressionante, e realmente tem razao. Foi impressionante ver tanta gente movida pelo irracional e pelo cego. Pessoas que sem pensar no que fazem dão o seu apoio à hierarquia de Roma e âs suas acções e conspirações.
Fala-nos quase como se estivessemos a presenciar o renascimento católico da nação, com pessoas de todas as idades nas ruas a dar mostras de fé. É a conversão dos ímpios á veradeira fé, pelo tom do nosso profeta de serviço parece que o reino do senhor neste mundo deve estar para breve. A julgar pelo exemplo de Timor Leste deverá, provavelmente, ser acompanhado da institucionalização do catolicismo e todos os seus previlégios, reclamando como direito fundamental da liberdade religiosa a opressão dos demais.
Segue-se o que eu chamaria o momento da apoteose da retórica:
“Foi inédito, grandioso, elevado e regenerador, particularmente num momento do País e dos portugue-ses em que nada dá esperança, em que o futuro é uma incógni-ta e em que as dificuldades se avolumam”
Isto é religião no seu sentido popular mais puro, um narcótico contra as dores do mundo, algo que negue a realidade. A ilusão que apesar de se saber falsa permanece por falta de alternativa ou coragem. Ao querer elevar a sua fé (sim porque também afirma que a dele é especial) Luís Delgado mostra-nos o seu lado mais miserável e aproveitador.
O texto termina com esta frase seguida de mais umas quantos desejos relativos à perenidade da ICAR:
“Calem-se, por um momento, os que achavam o contrário, e que no seu pessimismo agnóstico e militante tentavam reduzir a Igreja a um bastião ultrapassado e sem futuro..”
Trata-se de puro delírio de quem sente a rédeas do presente a escaparem-lhe. O indivíduo torna-se autónomo em todas as esferas e a governaçao por decreto “divino” transforma-se em algo impraticável.
A decadência do catolicismo nao é de hoje nem pode ser negada por profetas amadores como Luís Delgado ou César das Neves. Só parecem existir dois cenários: a irrelevância e impotência pública ou a fragmentação. Estas são as verdadeiras e inevitáveis escolhas do catolicismo.
Teresa Fernández de la Vega, vice-presidente do governo espanhol, recordou à ICAR que as «contribuições generosas» feitas pelos governos anteriores não se manterão indefinidamente e que chegou a hora de a Igrejar cumprir com o compromisso celebrado há 26 anos: o de auto-financiar-se.
Actualmente, o Estado espanhol concede àquela instituição 35 milhões de euros extra, para além da liquidação de 0,52% do IRPF («Impuesto sobre la Renta de las personas físicas»). No que respeita a esta parte, a cifra ascendeu, em 2004, aos 105,6 milhões de euros, a somar às subvenções de 2.000 milhões de euros feitas a colégios católicos.
Acerca da manifestação do passado sábado, a vice-presidente disse que os motivos alegados pelos convocantes da marcha contra a Lei Orgânica da Educação não correspondem ao que diz a lei. «Ou há falta de informação, ou está a usar-se a educação como pretexto para desgastar o governo». «Não se entende que se diga que em Espanha existe o perigo de não haver ensino religioso nem liberdade religiosa. Não há nenhum país da Europa onde a Igreja Católica seja melhor tratada» (a não ser, provavelmente, Portugal).
Teresa Fernández de la Vega, relativamente à tentativa de um acordo entre a ICAR e o governo, reiterou que os interessados não deixaram de ser escutados na hora de elaborar a proposta de lei. Na verdade, ambas as entidades atingiram o consenso em 13 dos 15 pontos, mas os representantes da Conferência Episcopal Espanhola «não quiseram dá-lo a conhecer aos cidadãos, preferindo recorrer à reivindicação e à manifestação».
Segundo Juan Antonio Martínez Camino, secretário-geral do episcopado, não houve acordo em três pontos que a ICAR considera essenciais. Primeiro, quanto ao reconhecimento e tutela efectiva da liberdade de ensino religioso tanto para os pais como para os centros; segundo, não estava suficientemente clara a definição da Educação para a Cidadania; e, terceiro, qual é o estatuto da académico do ensino da religião.
O IU–ICV, mostrou o seu apoio ao governo e até se antecipou quanto a possíveis medidas a tomar pelo executivo em relação ao financiamento da ICAR. Na verdade, o grupo parlamentar desta coligação defendeu perante o Congresso que em 2006 se solicite à ICAR a devolução do dinheiro que recebe a mais pela antecipação da liquidação de 0,52% do IRPF. Pelos cálculos do IU-ICV, «a hierarquia da Igreja recebeu 240 milhões de euros de sobre-financiamento na última década».
Gaspar Llamazares, da Izquierda Unida, aproveitou para reiterar a inconstitucionalidade da Concordata e para afirmar que a Igreja actua como «um menino mimado: tem tudo e quer mais».
Ao contrário do que alguns comentadores deste Diário possam pensar, não tenho nada contra manifestações por parte da ICAR e dos seus apoiantes. O direito de manifestação é uma das maiores conquistas da Democracia. Mas reservo-me, com base no meu (e de todos) direito à liberdade de expressão, de declarar a minha opinião acerca dos fundamentos daquelas manifestações. Ora, tenho para mim que se torna notório que a marcha de sábado passado, com o alto patrocínio da Conferência Episcopal Espanhola e do PP, é mais do que uma inofensiva manif: é uma manifestação de força – embora não tanta como gostariam – com o objectivo de manter um conjunto de privilégios financeiros e educativos por parte de uma religião organizada num Estado de Direito Democrático que deve obediência aos princípios fundamentais da igualdade e da laicidade.
Para mais informações acerca da polémica da LOE espanhola, podem ver o tema do dia de hoje do jornal «El Periodico», o seu editorial e o artigo de opinião de Vicenç Navarro, professor catedrático de Políticas Públicas.
Quando Galileu abjura das suas heresias não é a primeira vez que se apresenta à Inquisição. Na verdade, até à morte do papa Paulo V, Galileu tinha uma relativa segurança em relação à Igreja.
Parte dos problemas de Galileu começam com Giordano Bruno. Se bem que este teve muitas oportunidades de abjurar o seu hermetismo (foi isso que o levou a aceitar o heliocentrismo – porque se ajustava à sua visão religiosa, de inspiração greco-egípcia, do mundo) não deixa de ser possível que se não fosse ele seria outro o culpado pela inclusão, em 1616, do herético De Revolutionibus Orbium Coelestium de Copérnico no Index Librorum Prohibitorum da Igreja Católica (do qual só foi retirado em 1835). Bruno é de facto, um mártir do livre-pensamento mas não um mártir da Ciência. Apesar desse hipoteticamente evitável dano feito à Ciência, é tendo presente o exemplo da execução de Giordano Bruno que Galileu toma cuidado com o modelo de Copérnico.

A ideia «louca e absurda e formalmente herética» de Nicolau Copérnico, «na melhor das hipóteses, errónea de verdade».
Desde a sua entrada na universidade de Pisa para estudar Medicina, que Galileu questiona o “conhecimento” aristotélico que lá é ensinado. Dadas as ligações que a sua família tem à corte, nomeadamente a da Toscânia que passava o Inverno em Pisa, o aluno entra em contacto com o matemático da corte toscana, cujas aulas frequenta. É então que Galileu abandona a Medicina para abraçar a Matemática, disciplina que lecciona na universidade a partir de 1589. Nestas aulas de matemática, o que se ensinava era uma forma primitiva de Física, na altura designada por Filosofia Natural (até mesmo ao tempo de Newton – basta ver o título da sua grande obra). E como não poderia deixar de ser, Galileu é obrigado a ensinar a visão aristotélica… No entanto, como o seu lugar na universidade é mal pago (60 coroas contra as 2000 pagas a um professor de Medicina), Galileu alberga e dá aulas privadas a alguns dos seus estudantes mais ricos, para conseguir sobreviver. Nessas aulas ele ensinava as suas ideias sobre o funcionamento do mundo. Mas Galileu estava ciente do perigo que era tomar esse partido e, juntamente com a falta de interesse que tinha em leccionar em Pisa e os seus problemas económicos, isso levou-o a procurou um lugar em Pádua – na altura uma cidade controlada por Veneza, um estado suficientemente forte para fazer frente a Roma.
Galileu consegue, graças à sua grande habilidade diplomática e aos conhecimentos anteriormente obtidos na corte toscana, a permissão do grão-duque da Toscânia para ocupar a cátedra de matemáticas da Universidade de Pádua. É aí que conhece dois membros do clero que irão influenciar o seu futuro – frei Paolo Sarpi, que viria a tornar-se seu grande amigo, e o cardeal Roberto Bellarmine, um dos homens mais poderosos do Vaticano e o principal responsável pela perseguição de Giordano Bruno por heresia.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.