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Carlos Esperança

1 de Maio, 2008 Carlos Esperança

AAP – Uma associação para a defesa da liberdade

 Há um raro mimetismo que fez enveredar as religiões acomodadas à democracia pelos caminhos do fundamentalismo.

Como se não bastassem as páginas horrendas do Antigo Testamento, donde escorrem a violência, a crueldade e a vingança de um deus feito à imagem dos piores homens, o judaísmo, o cristianismo e o islamismo vieram subjugar a humanidade à vontade do clero, sob o pretexto da obediência a deus.

O proselitismo das religiões, o anacronismo e o ódio vesgo à humanidade fazem parte da matriz beata com que os dignitários religiosos abominam o progresso, a modernidade e os direitos do homem. À maldade intrínseca das religiões aliam os defeitos contraídos na catequese a que foram submetidos e a que submetem os outros.

A liberdade é um bem que não deve ser hipotecada ao poder discricionário dos padres. A justiça não pode ser sacrificada a utópicos julgamentos divinos, em regiões celestiais, onde as almas voam em perpétua ociosidade. A felicidade é um desígnio que não deve ser sacrificado à irracionalidade da fé e à maldade dos seus padres.

Nenhum deus dará a qualquer homem algo de bom. Há na Declaração Universal dos Direitos do Homem toda a compaixão que falta nos livros bárbaros que o negócio da fé elevou à categoria de sagrados.

Todas as religiões abraâmicas se reclamam de um deus cruel e idiota que é preciso conter pelo avanço da ciência, da democracia e do afastamento do clero dos centros de decisão do estado.

Os crentes são os nossos irmãos enganados que os padres põem de joelhos ou de rastos. Os padres são os profissionais que vivem da transmissão dos mitos e dos medos com que fabricam beatos. Os crentes merecem apoio e os padres respeito. Só as religiões merecem ser desmascaradas e combatidas. E sempre, e apenas, pela palavra.

A ciência encarrega-se de ajudar o ateísmo e o ridículo de afastar os crentes da Igreja. Só temos de impedir a violência e os constrangimentos exercidos pelas religiões, em particular contra as mulheres.     

30 de Abril, 2008 Carlos Esperança

ASSOCIAÇÃO ATEÍSTA PORTUGUESA

Caros ateus e ateias:

Vamos agora ao mais importante: a escritura!

Para isso, peço-vos que com a maior brevidade possível mandem os elementos de identificação de todos aqueles que ficarão a ser os «sócios fundadores». Bastará a simples indicação do nome completo, o estado civil, números de bilhete de identidade e de contribuinte e a morada completa.

Os cartões poderão ser fisicamente apresentados somente no acto da escritura.

Reservem o dia 30 de Maio (sexta-feira)

 

A identificação pedida deverá ser enviada para:

Carlos Esperança – [email protected]
ou
Luís Grave Rodrigues – [email protected] 

28 de Abril, 2008 Carlos Esperança

ASSOCIAÇÃO ATEÍSTA PORTUGUESA – AAA

Caros Ateus e ateias:

Na sequência dos Encontros Nacionais de Ateus já realizados, de acordo com as deliberações tomadas e os estatutos aprovados, vai proceder-se à escritura da AAP cujos corpos sociais exercerão funções durante um período mínimo de seis meses e máximo de 1 ano, findo o qual será convocada uma assembleia-geral de sócios para apresentação e votação de listas.

Aos primeiros membros, para além das funções que vierem a ocupar nos corpos sociais, competirá a divulgação da AAP e angariação de sócios a fim de se poder convocar uma Assembleia-geral para eleição dos corpos gerentes para o biénio seguinte.

A escritura constitutiva da AAP terá lugar num cartório de Lisboa logo que tenhamos a documentação necessária de ateus em número suficiente. A respectiva data será divulgada no Diário Ateísta e promover-se-á um encontro com o maior número possível para assinalar festivamente o acto.

As diligências necessárias foram já efectuadas pelo nosso correligionário, advogado, Luís Grave Rodrigues.

Pede-se a todos os ateus e ateias disponíveis para integrar os corpos sociais que enviem indicação da morada e telefone, bem como fotocópias dos seguintes documentos:

– Bilhete de Identidade (frente e verso)
– Número de contribuinte

A identificação pedida deverá ser enviada para:

Carlos Esperança – [email protected]
ou
Luís Grave Rodrigues – [email protected] 

P. S. Mais notícias serão divulgadas nos próximos dias

27 de Abril, 2008 Carlos Esperança

DA – Correio dos leitores

Carreira das Neves e o seu caminho para o ateísmo

Carreira das Neves, reverendo e professor de teologia da Universidade Católica Portuguesa produziu importantes declarações no programa de Júlia Pinheiro “As tardes de Júlia” no dia 24 deste mês de Abril de 2008 (http://www.youtube.com/watch?v=i72HBqCiXyM).

Disse ele, num jacto, como se fosse imperativo dizer, que “a Bíblia não é a palavra de deus”.

Concluiu que não se pode ler a Bíblia de maneira literal e completou as afirmações dizendo que o deus nunca falou com Abraão, Isaac e Moisés.

Pormenorizou que a fé dos judeus pôs na boca de deus (…) mas que este não mandou escrever nada, o que é importante. Nós tínhamos há muito a certeza, sabíamos muito seguramente que a Bíblia tem incongruências flagrantes e que só a fé a transforma no livro sagrado, sabendo também que por sua vez é um conjunto de textos e todos foram reunidos para constituir a base duma religião que se foi impondo nestes últimos dois mil anos à custa de outros tantos desatinos e pressões, jogando com valores de terrorismo verbal num ciclo de ajustamentos de deus, do diabo e do deus-homem encarregado da salvação.

Das ilações da sabedoria de Carreira das Neves vejamos uma contradição básica: Deus não entregou a Moisés as Tábuas da Lei (10 mandamentos). Esses mandamentos são a base da moral chamada judaico-cristã. São assim a chave do bem e do mal, constituem a primeira peça orientadora do comportamento, a santa aliança de deus com o povo judeu, regras que, diz a igreja, foram reafirmadas por Cristo.

O que mais importa, no que se entende dos dizeres de Carreira das Neves, isso não aconteceu. Deus não falou, deus não disse nada, concluímos sem abuso de raciocínio, não se estabeleceu nenhuma aliança e não há nenhum povo eleito nem, podemos afirmá-lo, nem a máquina opressora do pecado, nem a figuração do mal, o demo, nada disso, anjos e arcanjos e cortes celestiais, o grande reino, as promessas da eternidade.

Estamos entendidos agora, com mais esta certeza, deus é uma fábula, um objecto de fixação maníaca, uma invenção da fé. E nalguns crentes uma realidade perigosa, que tem orientado instintos de repressão, guerras e mortes, genocídios. Pena que a ICAR tenha inundado o seu caminho para os céus de sangue e torturas de vítimas indefesas.

Temos que intensificar o nosso trabalho e até, talvez, trazer o reverendo professor a colaborar connosco. É certamente um ateu culto.

a) Jorge Alarcão

25 de Abril, 2008 Carlos Esperança

25 de Abril… Sempre. Missas… Nunca

Há quem, sendo quem é, esqueça a quem o deve. Há pessoas que Abril fez gente e, se pudessem, retiravam o dia 25 ao mês e suprimiam Abril do calendário.
Há quem exonere da lapela o cravo e da memória a Revolução, parasitas de alheia coragem, a comer frutos da árvore que não plantaram e a repoltrearem-se à farta na mesa que não puseram.
Há quem cavalgue a onda da democracia com ar de enfado e sinta azia com as madrugadas. São os chulos da democracia, proxenetas da liberdade.
Há quem esqueça que há 34 anos alguém arriscou a vida para nos devolver a honra, pegou em armas para nos dar a paz, derrubou a ditadura para trazer a democracia.
Há quem despreze Salgueiro Maia, Melo Antunes, Vasco Gonçalves, Carlos Fabião e outros mais, quem se esqueça de recolher uma pétala vermelha de um cravo de Abril em memória dos que partiram.
Não sei se a Pátria recordará, como deve, os que fizeram Abril. Mas certamente há-de esquecer os parasitas que medram à sua custa e olham o umbigo do seu narcisismo de costas para quem, há 34 anos, fez florir nos canos das espingardas cravos.

Glória eterna aos capitães de Abril.