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Kavkaz
Ratzinger, de alcunha Bento XVI, fez mais um dos seus discursos líricos para encantar e pasmar os crentes.
Desta vez resolveu “explicar” aquilo que os crentes já ouviram muitas vezes. Parecer-lhe-á talvez que os crentes entendam mal o que lêem e ouvem, precisando de explicador. À falta de novidades de “Deus”, ele vai repetindo os temas há muito conhecidos, na tentativa de os crentes os decorarem definitivamente.
O Papa andou à volta do tema imaginário do “Reino de Deus”. É sabido que “Deus” não escolheu a República para si. Preferiu a “Monarquia” onde pode mandar sem um prazo limitado e a belo prazer. Há ainda alguns países do mundo que têm monarcas inspirados em “Deus” e reinam da mesma forma, à sua vontade. Portugal correu com eles em 1910.
O Papa “explicou” que o “Reino de Deus não é deste mundo”. Então para quê tentar o Vaticano impô-lo neste planeta? É despropositado e fora do seu devido lugar! O Papa poderia poupar tempo a impor-nos o “Reino de Deus”, reformar-se ou dedicar-se a outra actividade em vez de se desgastar com o que “não é deste mundo”. Seria bem mais realista e justo.
Ratzinger afirmou também que se deve colocar “em prática o amor ao próximo”. Lá vem o Papa oferecer amor… Neste tema ultrapassa até o D. Juan. Quer amar a todos. E se algum homossexual aceitar? Os que não precisarem dos serviços amorosos do Papa terão de se cuidar. Parece insaciável! É um perigo o homem… E é contra o uso do preservativo. Cuidem-se!
O Papa Bento XVI mostra o seu mau feitio quando ameaça com o “Juízo final” quem não levar a sério aquilo em que ele acredita. Tenta meter medo às pessoas com castigos de “Deus”, pois só dessa forma conseguirá “amar o próximo” e subordiná-lo. Truques da religião!
Bento XVI, depois de assustar os crentes, muda de atitude para terminar o seu discurso em beleza. Garante-nos que haverá um “banquete que Ele (“Deus”) preparou para todos”. Afinal, o Papa afirma saber que “Deus” está ocupado na preparação de um “banquete” e quer festa! Com uma promessa destas os crentes só podem ter adorado o discurso do Papa! Nada melhor do que a promessa do pecado da gula em banquete preparado por “Deus”! À religião também se atrai pelo estômago!
O jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, chamou de “ódio anti-religioso” a decisão da justiça espanhola de mandar retirar os crucifixos de uma escola pública.
Em artigo publicado nesta segunda-feira, o autor, o escritor e jornalista espanhol Juan Manuel de Prada, colaborador regular de L’Osservatore Romano, estimou que “os crucifixos podem ofender apenas os que querem que o Estado se transforme em um novo Deus com um poder absoluto sobre as almas”.
Antonio María Rouco Varela, cardeal de Madrid, presidente da Conferência Episcopal Espanhola, chefe da ala mais reaccionária da Igreja católica e pirómano político que açulou manifestações contra o Governo democrático, apela agora à reconciliação.
De que reconciliação fala o raivoso agitador que desceu à rua a abanar a mitra e brandir o báculo quando a lei consagrou o direito ao casamento de pessoas do mesmo sexo? O que pretende o velho franquista, que nunca teve um gesto de arrependimento perante os assassinatos de Franco, que continua a venerar, e que só por pejo se abstém de propor a elevação aos altares com as centenas de beatos e santos com que quis provocar o confronto entre espanhóis, com a ajuda do Vaticano?
O frio e inflexível cardeal, devoto do Opus Dei, apenas deseja evitar a «recuperação da memória histórica», isto é, a averiguação sobre centenas de mortos que jazem em valas comuns, tombados pela fúria assassina do franquismo com a conivência da ICAR «y de la gracia de Dios».
Quem agora fala de «perdão e amor fraterno» é o bispo medieval com ódio à laicidade e alma de inquisidor. É o lobo, após o banquete, a apelar à reconciliação entre a alcateia e os cordeiros.
Rouco Varela é o exemplo vivo da intolerância, um avatar dos inquisidores que assaram hereges em nome da Contra-Reforma num país onde o espírito aberto da Reforma nunca entrou.
Ateísmo chega a Washington sobre rodas
A ideia de um “Autocarro do Ateísmo” em Londres parece ter despertado o interesse dos ateus que vivem na capital dos Estados Unidos.
“Para quê acreditar em Deus? Seja bom apenas porque sim” é a mensagem que os transeuntes de Washington vão poder ver durante a época natalícia, em painéis publicitários afixados aos autocarros da cidade
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Kavkaz
No Iémen, o país mais pobre do mundo árabe, gastaram-se quase 50 milhões de euros numa nova mesquita. Os clérigos islâmicos esfregam as mãos de contentes com os investimentos na mesquita luxuosa. O negócio religioso poderá prosperar num país onde 46 % da população vive abaixo do limiar da pobreza. A religião ri-se da pobreza da população.
A Igreja Católica anunciou nesta sexta-feira, 21, no seu jornal oficial, “L’Osservatore Romano”, o perdão a John Lennon por ter declarado nos anos 1960 que os Beatles eram mais famosos que Jesus Cisto.
Comentário: O ingrato do John Lennon não agradece nem faz um milagre!
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Kavkaz
O Ministro italiano das Finanças, Giuli Tremonti, fez um serviço ao Papa ao elogiar-lhe uma suposta previsão “correcta” de 1985 sobre o “colapso” da economia “devido às suas próprias regras” e que “o declínio observado ao nível da ética poderia “levar a um colapso das leis do mercado”. Será que o Papa acertou? A minha resposta é NÃO!
A actual “crise financeira mundial” tem o seu ponto de partida nos EUA. Entendo haver dois nomes claramente responsáveis pela “crise”: George W. Bush e Alain Greespan.
O primeiro, mais conhecido de todos, ainda Presidente dos EUA, é o responsável político pelo envolvimento dos EUA em duas guerras internacionais, a do Afeganistão (iniciada a seguir aos ataques ao WTC de 11/09/2001) e a do Iraque (iniciada em Abril de 2003). Estas duas guerras consumiram muitas centenas de milhões de USD e fizeram disparar as dívidas do Estado americano.
Alain Greespan, foi Presidente da Reserva Federal dos EUA, de Agosto de 1987 a Janeiro de 2006. Foi durante o seu mandato que as taxas de juro subiram e desceram de forma acentuada. Em Dez./2000 Greenspan estabelecia a taxa de juro de referência em 6,5%, mas em Dez./2007 era de 1,5% (desceu mais de 4 vezes). E continuou a descer até Maio de 2004 atingindo 1% (6,5 vezes menos 4 anos depois). Isto deu uma confiança extraordinária aos americanos que pensaram que o dinheiro seria sempre barato e poderiam comprar vivendas, automóveis, tudo, a crédito com baixo custo de juros. Os bancos locais convenciam os clientes a comprarem imobiliário sem entrada. E vendiam as dívidas destes clientes, em pacotes de investimento imobiliário, aos grandes bancos de investimento de Nova Iorque.
Com o esforço da condução das duas guerras pelos EUA e as dívidas enormes do Orçamento estatal a taxa de juro americana começou a subir. Atingiu os 5,25% em Junho de 2006. Subiu 5,25 vezes em 13 meses. Milhares de pessoas que tinham dívidas aos bancos, por terem comprado recentemente a sua vivenda ou carro (o preço da gasolina em USD também subia), deixaram de cumprir o pagamento das suas prestações por estas se terem tornado incomportáveis com a multiplicação do nível dos juros a pagar. Os grandes bancos de investimento entraram em crise por não receberem os pagamentos dos endividados. Alguns faliram, outros foram vendidos. A taxa de juro só começou a descer em Set./2007 e está agora em 1% de novo, desde Out./2008.
São os erros fundamentais destes dois homens, um pelas guerras lançadas e o outro pela loucura das disparidades impostas na taxa de juro americana que provocaram consequências e levaram à actual crise económica nos EUA, que se estendeu a outras regiões do globo, com a perda de confiança dos investidores e a retirada dos capitais das bolsas mundiais.
O Papa não entra em pormenores, como sempre, e fala de “colapso das leis de mercado”. A oferta e a procura existiram e vão continuar a existir. O mercado não termina porque alguém o decide. Os preços sobem e descem pela oferta e procura. O Papa está errado na previsão de 1985 do “colapso das leis do mercado”. Estas continuarão a actuar como dantes.
A crise actual tem dois nomes concretos como principais responsáveis, mas o Papa não soube ou não lhe convém dizê-lo!
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Kavkaz
Em Itália, o Presidente da Assembleia dos rabinos, Giuseppe Laras, anunciou “stop” à colaboração com o Vaticano. A razão para a suspensão da colaboração entre os “irmãos” cristãos, a partir de 2009, tem a ver com o texto da oração católica na “Sexta-feira Santa”. Já este ano não irão comemorar conjuntamente o “Dia do judaísmo”.
Recorda-se que o Papa Bento XVI, em 5 de Fevereiro de 2008, apresentou uma revisão da oração em latim que é lida na “Sexta-feira Santa”. A nova versão recauchutada já não tinha as palavras que muitas organizações de judeus entendiam ser ofensivas, mas continua a apelar à conversão dos judeus. Apesar dos contactos com o Vaticano não foram feitas mais alterações que satisfizessem os judeus e, assim, a oração de “Sexta-feira Santa” divide-os por várias passagens do texto. Além disto, a tentativa do Papa de beatificação de Pio XII contribuiu para o corte do relacionamento.
“Nós não nos imiscuímos nas questões internas da Igreja, – disse Laras. – No entanto, temos o direito de formular o nosso juízo histórico crítico. No período do Shoah (“catástrofe” nazi), o Papa Pacelli (Pio XII) poderia, sem qualquer dúvida, protestar de forma mais activa contra a actividade dos regimes nazi-fascistas”.
O Ministro do Vaticano, Cardeal Giovanni Battista Re, disse que ficou surpreendido com a decisão e manifestou esperança de não ser a decisão final dos rabinos e de que ainda a alterem.
Comentário: Os “irmãos” cristãos nunca se deram bem, mas vão agora dar-se mal para quê?
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