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Carlos Esperança

5 de Dezembro, 2010 Carlos Esperança

Vida sexual dos Papas, por Eric Frattini (1)

«O Carlos Esperança já perdeu toda a vergonha na cara. E, em cada dia que acorda, lá vem ele repetir, até enojar, as mesmas falácias generalizantes de sempre, numa reiterada tentativa de estupidificar ainda mais o ” D.A.” no nível pardo e lamacento a que o conduziu». (António Fernando, comentador do DA)

É ESTA A IGREJA QUE OS CATÓLICOS TANTO RESPEITAM

São 333 páginas com centenas de histórias pouco santas sobre a vida sexual dos Papas da ICAR. O livro do jornalista peruano Eric Frattini, chegado às livrarias portuguesas em Setembro, editado pela Bertrand, percorre, ao longo dos séculos, a intimidade secreta de papas e antipapas, mas não pretende causar “escândalo”. Apenas “promover uma reflexão sobre a necessária reforma da Igreja ao longo dos tempos”.

Para os que não podem ou não querem gastar 18,90 €€ (preço de capa) o Diário Ateísta revelará algumas informações picantes do referido livro, em vários posts:

Eric Frattini, o autor, admite, aliás, que alguns dos relatos possam ter sido inventados, nas diferentes épocas, por inimigos políticos dos sumos pontífices.
Lendas e verdades confirmadas, no livro “Os Papas e o sexo” há de tudo. Desde Papas violadores e zoófilos a Papas homossexuais e fetichistas, além de Santos Padres incestuosos, pedófilos ou sádicos, passando por Papas filhos de Papas e Papas filhos de padres.

Alguns morreram assassinados pelos maridos das amantes em pleno acto sexual. Outros foram depostos do cargo, julgados pelas suas bizarrias sexuais e banidos da história da Igreja. Outros morreram com sífilis, como o Papa Júlio II, eleito em 1503, que ficou na história por ter inventado o primeiro bordel gay de que há memória.

Bonifácio IX deixou 34 filhos, a que chamava, carinhosamente, de “adoráveis sobrinhos”.

4 de Dezembro, 2010 Carlos Esperança

Vida sexual dos Papas, por Eric Frattini

Para os que já esqueceram a Santa Inquisição que, durante 350 anos, queimou muitos milhares de pessoas nas Praças Públicas.
Para aqueles que não têm acompanhado a recente (grande) vaga de escândalos sexuais na Igreja, por todo o mundo!

Para quem esconde que o actual Papa ocultou e protegeu milhares de padres abusadores sexuais! Até ser Papa, era ele o Presidente da Congregação para a Propaganda da Fé. (Esta Congregação, é o equivalente e a continuação da antiga Santa Inquisição)!

Vejam lá, apenas alguns, do rol de crimes sexuais sempre praticados pelos “patrões” do Vaticano, ao longo dos 2.000 anos da sua existência!

E quando a indústria da santidade colocar no mercado mais beatos e santos lembrem-se dos devassos e sinistros Papas que deixaram a tiara, após a morte, mas não deixaram de recuperar a santidade a que tiveram direito em vida.

É ESTA A IGREJA QUE OS CATÓLICOS TANTO RESPEITAM

Nota: Os próximos posts vão referir dados publicados pelo autor em epígrafe. Os créus terão tempo para abandonar o DA ou procurarem bicarbonato de sódio.

3 de Dezembro, 2010 Carlos Esperança

A ICAR, a ministra e o preservativo

Por

José Moreira

Ontem foi notícia, embora algo discreta, o facto de a ministra da saúde pretender que a igreja esclareça a sua posição acerca do uso do preservativo. Confesso que não sei muito bem de que planeta a ministra veio, ou em que século julga que está.Vamos por partes.

Desde já, reconheço à mui católica cidadã Ana Jorge o sacrossanto direito de se preocupar com a posição da Igreja perante tão magno problema. Toda a gente sabe, principalmente os praticantes, de que modo uma dúvida pode prejudicar o desempenho sexual; e não me repugna admitir o negativo desempenho da referida cidadã, perante o dilema “condom or not condom, that is the question”. Na hora da verdade, pode ser irremediavelmente frustrante. Mas já me preocupa a preocupação da ministra de um país teoricamente laico. Preocupa-me mas não me espanta, depois de saber que a referida ministra quer transformar os padres em “testemunhas de Jeová”, a espalhar a Palavra de porta em porta.

A Igreja tem determinada posição acerca do uso do preservativo. Muito bem. É um direito que lhe assiste, como a qualquer cidadão ou entidade. E a pergunta é: e o que tem o Ministério da Saúde (MS) e ver com isso? Ao MS compete, apenas, e dentro das suas atribuições, aconselhar o uso do preservativo, para evitar a propagação das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Ao cidadão compete decidir se o usa ou não, independentemente das suas convicções religiosas. Tudo depende do bom senso, e não da religião. No entanto, parece-me legítimo que o cidadão católico decida seguir as indicações da Igreja. Por isso, só o cidadão católico interessado em seguir tais indicações deve pedir esclarecimentos. A ministra está a exorbitar e, nitidamente, a pôr-se em bicos de pés – provavelmente com vista a uma futura canonização.

O cidadão católico, pode, eventualmente, sentir-se obrigado a seguir as indicações da Igreja; mas isso continua a ser uma decisão pessoal. Porque na verdade, ninguém é, realmente, obrigado a usar preservativo. Do mesmo modo que ninguém é obrigado a casar com alguém do mesmo sexo. Se, para o casamento homossexual, ninguém pediu esclarecimentos à Igreja, por que se há-se pedir para o preservativo?

3 de Dezembro, 2010 Carlos Esperança

Deus e os crentes no mercado da fé

Deus é a explicação por defeito para todas as angústias, a mezinha que substitui os chás e evita os calmantes, o placebo a que se agarram todos os crédulos em horas de aflição.

Sabe-se que os livros sagrados foram reescritos e alterados ao longo da história para que as histórias se tornassem mais verosímeis e que as mentiras e crueldades estão a ser mitigadas por especialistas encartados, para as explicarem de forma a torná-las menos detestáveis. Os alquimistas das ideias chamam-se teólogos e os charlatães da fé são os sacerdotes.

Ninguém se são juízo e razoável bondade aceita a discriminação da mulher, mas todas as religiões, sem excepção (que eu saiba), sofrem do espírito misógino que torna os livros sagrados afrontosos e os dignitários religiosos hediondos.

O pecado original ou o direito de vender as filhas como escravas, forjados pelo Antigo Testamento, são afloramentos do pensamento tribal da Idade do Bronze e reflexos do carácter patriarcal das tribos. Mas quando se sabe que, ainda hoje, as religiões mantêm como verdades divinas as tolices humanas, devemos reivindicar a igualdade de género como condição civilizacional. E se o deus dos crentes ficar muito zangado é com ele. Que temos nós a ver com os humores divinos? Esse peditório já devia ter sido extinto.

Quando é que um Papa, Aiatola, Arcebispo de Cantuária ou Rabino supremo de Israel se pronunciou a favor da igualdade de género e admitiu que havia mentiras nos livros sagrados ou loucura no deus de cada um?

Enquanto não pedirem perdão às mulheres, pelas humilhações a que ainda as sujeitam, os líderes das religiões não merecem o respeito das pessoas de bem. Nem o deus que os nutre à custa da crença dos simples e da cobiça dos embusteiros da fé.

2 de Dezembro, 2010 Carlos Esperança

A fé, a apostasia e a liberdade

Conheço muitos crentes, de vários credos, cuja tolerância faz parte da sua maneira de ser, mas não conheço uma só religião que exonere a intolerância da sua matriz genética.

Desde o mal causado pelo hinduísmo que venera as vacas, divide a sociedade em castas e causa indizível sofrimento às viúvas, cujo novo casamento é visto como abominação, e que queria vê-las na pira funerária a acompanharem o defunto na incineração, até ao cristianismo e islamismo que ardem em febre de proselitismo e não se conformam com a liberdade, todas as crenças religiosas sacrificam os homens à vontade dos deuses.

E não esqueçamos a demência sionista do judaísmo ortodoxo a multiplicar colonatos e a agredir o povo palestino.

Um abominável pecado, que todas as Igrejas anseiam manter como crime, é a apostasia, direito inalienável dos cidadãos que a progressiva secularização tornou banal e que os Estados democráticos defendem em nome da laicidade e do livre-pensamento. A Igreja católica foi obrigada a reconhecer a liberdade religiosa, após a Guerra dos Trinta Anos, pela Paz de Westfália, em 1648, e só a aceitou como direito no Concílio Vaticano II, na década de sessenta do século XX, direito com que o actual papa parece conviver mal.

Portugal, que viveu uma longa ditadura, amplamente apoiada pelo clero católico, parece não se dar conta dos crimes que se cometeram em nome da fé nem da sua contribuição para as tragédias recentes vividas pelos povos na ex-Jugoslávia, Ruanda, Uganda, Índia, Irlanda do Norte, Palestina e tantos outros onde a fé é o detonador do ódio e das guerras.

Talvez por isso dê tão pouca relevância aos crimes religiosos que diariamente têm lugar. Raramente se assiste a um sobressalto cívico, a um sentimento colectivo de indignação, a um movimento organizado contra a demência que condena à morte quem muda de crença ou se recusa a aderir à que lhe impõem.

Independentemente da sorte que espera os dois afegãos convertidos ao cristianismo que podem enfrentar a pena de morte, acusados de um crime que não passa de um direito inalienável, que consta da Declaração Universal dos Direitos do Homem, temos de nos interrogar até quando vamos permitir a vitória da barbárie, em nome da fé, contra os direitos, liberdades e garantias.