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Carlos Esperança

24 de Fevereiro, 2012 Carlos Esperança

E os impostos, Senhor ?

Os membros da Opus Dei “controlam mais de 17 entidades, que possuem dezenas de imóveis. E receberam uma herança avaliada em 41,8 milhões de euros”, revela a Sábado.

Uma doação realizada em 1984 por “uma milionária divorciada, infeliz e solitária”, uma “das maiores alguma vez recebidas em todo o mundo pela instituição fundada em 1928 por S. Josemaría Escrivá”, permitiu à Opus Dei ficar com “mais de 18 prédios espalhados por Lisboa, 25 jóias no cofre da residência [de Maria Antónia Barreira, a milionária], 21 depósitos a prazo em cinco bancos e ainda títulos do tesouro que a deviam compensar pela nacionalização do BPA, de que era accionista”, escreve a Sábado.

23 de Fevereiro, 2012 Carlos Esperança

Islão democrático – uma perigosa utopia

Qualquer governo laico é mais tolerante do que uma teocracia. Com exceção da Coreia do Norte, a mais impenetrável das ditaduras, não conheço tiranias mais abomináveis do que as clericais.

Dizer que há muçulmanos complacentes é um truísmo que não oferece dúvidas, mas ver o Islão como uma doutrina tolerante é desconhecer a intoxicação que, desde tenra idade, é feita às crianças nas madraças e o ódio que as mesquitas destilam contra os infiéis.

Todos sabemos que o Antigo Testamento é a fonte dos monoteísmos e da violência que encerram, que o Deuteronómio e o Levítico não são mais humanos do que o Corão, que os cristãos não eram melhores no extermínio dos seus infiéis – os judeus e muçulmanos –, do que estes últimos no proselitismo com que pretendem aniquilar os judeus e os cristãos.

Na terça-feira e ontem milhares de afegãos protestavam diante da maior base americana no Afeganistão, perto de Cabul, acusando as tropas estrangeiras de terem queimado exemplares do Alcorão. Não sei se é verdade, o que é lamentável, ou mero pretexto e não pretendo discutir aqui, agora, os erros dos países democráticos na ocupação do Afeganistão e, sobretudo, do Iraque, nem o apoio ao sionismo. Refiro-me ao islão, o mais implacável dos monoteísmos, que não desiste do proselitismo demente.

No Egito, a Irmandade Islâmica, vencedora das eleições, quer um presidente próximo do islamismo, expressando uma clara recusa ao apoio do candidato liberal Amr Moussa na eleição presidencial. Na Líbia e na Tunísia as forças democráticas são incapazes de conter o proselitismo que usa as eleições democráticas contra a democracia.

O cristianismo também foi assim e surgem indícios de que não enjeitaria novas cruzadas e a reabilitação do Santo Ofício, mas a secularização dos países onde é dominante e a repressão sobre o clero obrigou-o a ceder à laicidade imposta pelos estados modernos.

Nos países islâmicos a primavera árabe caminha para o previsível fracasso, seguindo o percurso inverso da Europa. O pensamento politicamente correto apresenta a Turquia como exemplo do islamismo moderado, esquecendo a lenta e progressiva perseguição aos setores laicos com que o atual governo vai liquidando a herança de Atatürk.

Quando houver exemplos de países em que os islamitas no poder renunciem à sharia, aceitem a apostasia, respeitem a liberdade de expressão e de culto, e a igualdade entre homens e mulheres; quando os preceitos que observam não forem impostos, nesse dia o islamismo deixa de ser um perigo para a paz e para a liberdade.

Até lá, considero que os princípios do Corão estão na base do fascismo islâmico que pretende submeter o mundo, à semelhança do que pretendeu o cristianismo quando os navegadores portugueses e espanhóis levavam a cruz numa das mãos e na outra a espada.

21 de Fevereiro, 2012 Carlos Esperança

Corrupção na teocracia católica

O cardeal português D. José Saraiva Martins, que é membro da Comissão para o Governo do Estado do Vaticano, confirmou, em declarações exclusivas ao Correio da Manhã, que os casos de corrupção mencionados nas cartas enviadas ao Papa pelo arcebispo Carlo Maria Viganò e que foram tornadas públicas “são verdadeiros”.

Em causa estão contratos para obras no Vaticano, envolvendo bancários e figuras da Igreja e que terão lesado o Estado do Vaticano em quase oito milhões de euros.

20 de Fevereiro, 2012 Carlos Esperança

A indústria da santidade continua em alta

Bento XVI anunciou hoje no Vaticano a canonização de sete novos santos, no próximo dia 21 de outubro, entre os quais a primeira beata indígena norte-americana, Kateri Tekakwitha, nascida em 1656 e falecida em 1680, no Canadá.

A decisão foi anunciada após o Consistório para a criação de 22 novos cardeais, incluindo o português D. Manuel Monteiro de Castro, e para a canonização de sete beatos, numa cerimónia em latim.

20 de Fevereiro, 2012 Carlos Esperança

O português é língua oficial no Paraíso

(…)

Após a homilia, vai haver um momento de oração em português, pedindo que “pela intercessão do Apóstolo Pedro, todos os membros do povo de Deus se comprometam no anúncio missionário do Evangelho e no testemunho da caridade”.

Nota: Valeu ao deus do Papa ter frequentado as «Novas Oportunidades» pois só entendia o latim.

19 de Fevereiro, 2012 Carlos Esperança

Manuel Monteiro de Castro é o novo penitenciário-mor da Santa Sé

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, e o ministro da Secretaria-geral da Presidência da República do Brasil, Gilberto Carvalho, liderararam duas das 11 delegações oficiais presentes no Consistório de ontem, no Vaticano.

Paulo Portas foi o ministro da Defesa que mobilizou a marinha de guerra para defender as costas portuguesas da ameaça de um barco carregado de pílulas abortivas, não utilizando submarinos por não estarem ainda ao serviço da fé e dos bons costumes.

Esses submarinos haviam de proporcionar chorudas comissões mas sem corromperem a alma  do ministro que os encomendou, ministro que se distinguiria pela enorme devoção à Senhora de Fátima, à Universidade Moderna e à missa por alma da Irmã Lúcia a quem foi prestar homenagem por ser a mais antiga encarcerada num país sem prisão perpétua. Certamente por milagre da fé é agora ministro dos Negócios Estrangeiros.

Com que júbilo terá o piedoso governante assistido à criação de um cardeal de produção nacional numa altura em que as progressões nas carreiras estão congeladas na função pública mas continuam abertas no bairro de 44 hectares aos servidores da fé.

Acompanhar a criação cardinalícia e homenagear o penitenciário-mor da Santa Sé é para Paulo Portas uma honra com bónus. Pode beijar o anelão da Santidade de turno e receber uma bênção especial que certamente o absolverá dos pecados da empresa Amostra, das tropelias e intrigas a que se dedicou como diretor do defunto semanário «O Independente» e de outros pecados escondidos da opinião pública.

Só é pena se, em época de contenção orçamental, o referido ministro e os seus acólitos viajaram à custa do erário. O país paga-lhe para governar e não para salvar a alma que os pecados tornaram pesada.

Dada a opacidade das trocas comerciais entre Portugal e o Vaticano não se poderá justificar o passeio pio com os interesse portugueses.

18 de Fevereiro, 2012 Carlos Esperança

A incubadora do Vaticano criou mais 22 cardeais

O novo cardeal português, D. Manuel Monteiro de Castro, é apresentado pelo Vaticano como um diplomata que se manifestou “em defesa dos mais fracos”, promovendo os Direitos Humanos e a paz.

Nota: O ilustre purpurado, celibatário por profissão, entende que as mulheres devem estar em casa a criar os filhos. A escolha de reacionários cria condições para mais um papa extremista ao serviço do Opus Dei, dos Legionários de Cristo e da FSSPX.