14 de Janeiro, 2013 Carlos Esperança
Tão perto do Vaticano…
Cicciolina lança um partido que defende o amor e a natureza
Cicciolina lança um partido que defende o amor e a natureza
O Antigo Testamento, elaborado na Idade do Bronze, está na origem das três religiões do livro. Não podemos surpreender-nos com a violência, crueldade, espírito vingativo e misoginia divinas se refletirmos sobre a época e os homens que criaram Deus à imagem e semelhança deles próprios. A xenofobia, a homofobia e o espírito patriarcal eram as marcas tribais da época.
Os judeus responderam aos seus medos e inquietudes com a criação de um hipotético ser que explicava, por defeito, todas as dúvidas e era a esperança dos seus anseios.
Paulo de Tarso provocou uma cisão do judaísmo, bem sucedida, com a ideia luminosa de que o Deus de Israel era afinal para todos os homens, com a perigosa fantasia de que era a verdade única e de que todos deviam submeter-se à vontade do deus cristão. Foi útil para a consolidação do Império Romano e trágico para as outras crenças, sabendo-se como é difícil renunciar à crença incutida na infância. O proselitismo foi e é uma prática de que não abdicam os sacerdotes cristãos e muçulmanos.
Mais tarde havia de nascer o mais implacável dos monoteísmos, graças a um guerreiro analfabeto a quem o arcanjo Gabriel, de avançada idade, havia de ditar um livro que é a cópia grosseira do cristianismo, exonerada da cultura grega e do direito romano, este de natureza civilista e aquela de vocação humanista.
É fácil encontrar no terrorismo suicida e assassino do belicismo muçulmano a mesma sanha boçal dos católicos espanhóis que evangelizaram a América do Sul. As páginas do Corão apelam constantemente à destruição dos infiéis, da sua cultura e civilização, bem como dos judeus e cristãos (por esta ordem) em nome do Deus misericordioso que alimenta a imensa legião de clérigos e as hordas de terroristas.
Hoje, o proselitismo islâmico, fascista, busca manter o espírito demencial das cruzadas, impor cinco orações diárias, submeter as leis ao espírito da sharia e dominar o mundo.
A tensão que ora se vive no Mali é fruto dessa demência pia, da intoxicação diária nas mesquitas e madraças, do manual terrorista – dito livro sagrado –, o Corão. É por isso que, apesar das duas faces que tem cada moeda e da cobardia de quem se conforma com o proselitismo, apoio sem reservas a ajuda militar da França ao Mali, contra o avanço islâmico.
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O TOTALITARISMO
As religiões monoteístas são altamente totalitárias.
Remontam a uma época em que a unidade do género humano, para tais religionários, estava dividida em duas espécies de gente: os que estão do nosso lado e os que não estão; os que seguem a doutrina oficial e os outros…
Vejamos 3 conceções paradigmáticas, no Novo Testamento, acerca do destino reservado aos outros…
1- Marcos 16:16:
“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.“
São as palavras finais do Cristo “ressurreto”, aos seus apóstolos. A mensagem definitiva e escatológica.
Será condenado porquê???!!! Alguém fez um mal, ao não crer na doutrina oficial???!!!
Objetivamente, não há mal nenhum, em não crer, mas, para deus e seu ectoplasma filial, Jesus Cristo, pejado de misericórdia e amor infinitos à humanidade, haverá condenação infernal aos que, simplesmente, não creram na treta divina, porque deus não os predispôs para tal…
2- João 15:5, 6:
“Eu sou a videira e vós os ramos; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque, sem mim, nada podeis fazer.
Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como o ramo, e secará; tais ramos são recolhidos, lançados ao fogo, e ardem.”
Ora aqui estão, também, as razões do aparecimento da Inquisição e da sua pena suprema – o braseiro purificador dos malditos…
Novamente, o Cristo, esse paradigma do “amor”, da “bondade” e da “misericórdia”, a afirmar o que acontecerá a quem não estiver “nele”…
… A morte na brasa
3- Mateus 25:31-46
“31- E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;
32- E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;
33- E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
34- Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
(…)
41- “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;
42- Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
43- Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.
(…)
46- E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.”
E, para terminar o desiderato escatológico do amor pela humanidade, temos o “Dia do Juízo Final”, a “Dies Irae”: os “maus”, quero dizer, todos aqueles que não seguiram o Cristo, tais como ateus, indiferentes, religionários de religião errada, etc. seguirão para o “fogo eterno”; os virtuosos da adoração divina seguirão para o jardim da celeste corte…
4- É preciso um alto grau de totalitarismo, um inimaginável ódio pela humanidade, um maníaco pendor discriminatório, para não só não aceitar todos aqueles que não seguiram “o guia”, como também ordenar a sua condenação ao “fogo eterno”!
5- As religiões monoteístas, a judio-cristã e a islâmica, constituem o maior totalitarismo da História!!!
Patenteiam uma tamanha conceção de unicidade individual e social, que as leva a reprimir, brutalmente, qualquer dito ou feito, considerado dissonante com a doutrina.
Não há paralelo, na História da Humanidade, de semelhante totalitarismo!
Uma atrocidade! Uma crueldade! Um enorme ódio pelo outro e pelo diferente!
6- O que vale é que a “Dies Irae” já passou, com toda a sua infalibilidade:
a) Mateus 24:34:
“Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. “
b) Lucas 21:32
“Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça.“
CONCLUSÃO
Deus é uma projeção mental dos explorados, oprimidos, ignorantes, os desejosos de saber depressa a causa das coisas, os medrosos, os inquietos…
Seria difícil, nos tempos primitivos, ver-se o faiscar dos relâmpagos, o trovão ribombante, as tempestades, os sismos e demais manifestações naturais, sem ficar apreensivo com a causa e sem idealizar uma entidade medonha, que estaria a supervisar a vida…
Depois, veio o clero, erigido em autoridade suprema e indistinguível do poder político, a debitar o preceituário doutrinário da redenção salvífica e a preconizar a mansuetude ovelhum, para manter a paz dos poderosos e o pasto fácil dos mesmos…
Depois, edificou-se a aliança entre o trono e o altar, para melhor garantir as tutelas dum e doutro e continuar a preservar a pacatez asinina do rebanho, em ordem para a melhor condução ao aprisco divino…
… Até um dia…
Guerra entre o Banco de Itália e o Vaticano acaba com retirada de máquinas ATM
As máquinas ATM (vulgo multibanco) estão a ser retiradas da cidade-estado do Vaticano, por ordem do Banco de Itália, que teme que não estejam a ser ali aplicadas as regras da União Europeia que previnem a lavagem de dinheiro.
Todos os bancos italianos estão a retirar-se da cidade, onde foram também bloqueados todos os pagamentos eletrónicos, inclusive com cartão de crédito.

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Esta menina paquistanesa, hoje com 15 anos de idade, é uma autêntica heroína pela sua luta contra a opressão do extremismo islâmico.
Com apenas 11 anos, e numa zona do Paquistão dominada pelos terroristas talibãs, que nessa zona proibiram a frequência de escolas por crianças e jovens do sexo feminino, iniciou uma campanha pelo direito das mulheres à educação e continuou a frequentar a escola secretamente.
A retaliação não se fez esperar: em 9 de outubro de 2012, militantes talibãs tentaram assassiná-la a tiro, causando-lhe lesões no crânio, de que ainda não recuperou completamente. Apesar disso, promete continuar a sua luta, em que arrisca a própria vida.
Nestes tempos de generalizada indiferença e cobardia, esta adolescente é um exemplo de coragem para jovens e adultos de todo o mundo, inclusivamente de regiões onde vigoram condições muito menos adversas e perigosas. Mesmo na Europa e até em Portugal, onde existe liberdade de expressão e de manifestação, custa ver grande parte da juventude, que atualmente tantas razões tem para lutar pelos seus direitos e pelo seu futuro, mergulhada num incompreensível amorfismo e até – é triste dizê-lo, mas infelizmente é verdade – conivência com o Poder que oprime toda a sociedade.
Como vão longe os tempos, cronologicamente não muito longínquos, em que os jovens de todo o mundo dito “ocidental”, fraternalmente unidos, lutavam pela liberdade, contra o conservadorismo reinante, pela emancipação das mulheres, contra as ditaduras vigentes em países como Portugal, Espanha e Grécia, contra o racismo nos E.U.A. e na África do Sul, contra a guerra do Vietnam e as guerras coloniais portuguesas, pela democratização do ensino e por outras causas justas. E a verdade é que essas lutas vieram a tornar-se vitoriosas.
Só pelo seu exemplo de lutadora, esta jovem merecia mais do que ninguém um Prémio Nobel. Muito mais certamente do que a decrépita União Europeia que, hoje dominada por agiotas e pervertida por interesseiros egoísmos nacionalistas, rendida ao “vil metal” e destituída de quaisquer ideais, de União já não tem nada.
O porta-voz do Vaticano demarcou-se esta terça-feira das declarações sobre os judeus proferidas pelo responsável máximo da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX), um movimento tradicionalista fundado pelo falecido arcebispo Marcel Lefèbvre. (…)
Diário de uns Ateus – A ICAR começa a ter vergonha do seu passado e dos Evangelhos.
A Igreja católica goza de privilégios incompatíveis com a laicidade a que o Estado está obrigado. Há situações bem piores, e trágicas, onde as teocracias se mantêm instaladas, mas isso não exonera o Estado português da obrigação de defender a igualdade entre os cidadãos e de se declarar incompetente em questões de fé.
A ausência de sentido de Estado e de respeito pela Constituição permitiu ao atual PR ter sido presidente da Comissão de Honra da canonização de Nun’Álvares Pereira, a cuja intercessão se deve a cura do olho esquerdo de uma cozinheira que o queimou com óleo fervente de fritar peixe. Não descubro como o economista de Boliqueime soube que foi D. Nuno e não Afonso Costa, por exemplo, o autor do milagre.
É um abuso de qualquer religião a interferência na esfera pública, tal como a ingerência do Estado no mundo das religiões.
A neutralidade do Estado é condição sine qua non para evitar conflitos religiosos. A própria Espanha, onde a Igreja conta com um Governo amigo do peito e da hóstia, já se encontra em litígio por causa das leis da família. O cardeal Rouco deseja o regresso ao franquismo e Rajoy pretende manter um módico de sentido de Estado.
Sabemos o que custou à Europa a liberdade religiosa. Só após a Guerra dos 30 Anos, graças à paz de Vestefália, foi possível viver sem acreditar ou crer de forma diferente do Papa. A Igreja católica só aceitou a liberdade religiosa durante o concílio Vaticano II, reconhecimento que Bento XVI tem mitigado com azedume e ranger de dentes.
Não se percebe que em época de contenção salarial o Estado português continue a pagar o ensino religioso em escolas oficiais, a professores livremente nomeados e exonerados pelo bispo da diocese, ou a subsidiar escolas religiosas onde a coeducação é proibida e as leis da família, votadas livremente pelos portugueses, combatidas pelo proselitismo beato de quem respeita a vontade divina sem prescindir da remuneração profana.
Invocar a tradição é apelar à traição. Só a laicidade garante a liberdade religiosa.
«O Estado também não pode ser ateu, deísta, livre-pensador; e não pode ser, pelo mesmo motivo porque não tem o direito de ser católico, protestante, budista. O Estado tem de ser céptico, ou melhor dizendo indiferentista» Sampaio Bruno, in «A Questão religiosa» (1907).
As palavras piores que balas: almas a arder no azeite fervente do Inferno; garfo de 3 dentes a empurrá-las para o fundo; chumbo derretido nos sulcos feitos por uma tenaz incandescente. A perversidade não tinha limites.
Os garotos choravam e as duas solteironas (tia e sobrinha) aproveitavam para fazer rezar mais um terço.
Bento XVI manifestou-se hoje no Vaticano contra as “manifestações contemporâneas do esquecimento de Deus”, afirmando que esta ignorância pode provocar atos de fanatismo de “matriz religiosa”.
Diário de uns Ateus – Quando os homens se lembram de Deus costumam matar.
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O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.