15 de Março, 2013 Carlos Esperança
Carta de um leitor
Caro Carlos Esperança
Numa das minhas visitas periódicas que efectuo ao Diário de uns ateus, verifiquei que publicou duas fotos em que surge um padre e o general Videla. Identifica o padre como o actual Papa. Foi induzido em erro como milhares de bloggers o foram.
Quanto à primeira foto – da comunhão – um blogue português veio mostrar que o padre da foto não é o cardeal Bergoglio mas sim o padre Carlos Véron de Estrada” (até existe um vídeo com a missa).
Está aqui um link:
http://noticias.terra.com.ar/internacionales/renuncia-y-sucesor-de-benedicto-xvi/enterate-quien-es-el-bergoglio-falso-de-la-foto-con-videla,61c6caeceda6d310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html
Quanto à segunda foto, tendo em atenção que o actual Papa tem 76 anos e que Videla abandonou o poder em 1981, também não pode ser. Em 1981 o actual Papa teria 44 anos e a personagem da foto tem nitidamente uma idade superior. Há outros detalhes na fisionomia que geram dúvidas. Para além do mais se colocarmos o rato em cima da foto aparece “arg-videla-y-primatesta1.jpg”. Primatesta era bispo da conferência espiscopal argentina desde 1970 até 2002. É ele quem está na foto, não o cardeal Bergoglio.
Como sei que o Carlos Esperança respeita integralmente a ética republicana, tal como eu,(…) espero ler no blog a correcção dos erros involutariamente cometidos naquele post.
Considere este mail como pessoal e confidencial. Nada do que aqui está escrito surgirá noutros meios por minha iniciativa.
Saudações republicanas,
a) devidamente identificado.
Apostila – 1 (…) Omito uma referência biográfica que apenas me diz respeito e é irrelevante para o objetivo desta carta; 2 – Não reparei na confidencialidade pedida pelo que retirei o nome do autor e peço desculpa pelo erro involuntário.

En el libro Iglesia y dictadura, editado en 1986 cuando Bergoglio no era conocido fuera del mundo eclesiástico, Emilio Mignone (un católico al quien la dictadura le secuestró y desapareció una hija) ejemplificó con el caso de Bergoglio “la siniestra complicidad” con los militares, que “se encargaron de cumplir la tarea sucia de limpiar el patio interior de la Iglesia, con la aquiescencia de los prelados”

