Pedir a Deus que tenha piedade, «até dos judeus», inscreve-se no mais demente espírito persecutório do anti-semitismo cristão cujas consequências estão vivas na memória do holocausto. Do antro do Vaticano sopra o ódio vesgo, o racismo do Novo Testamento, a xenofobia romana, o horror à diferença e à liberdade.
B16 é a incarnação de todos os demónios totalitários a vomitar latim por entre odores de incenso e borrifos de água benta, ao som do cantochão. O tirano conhece bem a história mas não aprendeu a democracia que viu florir á sua volta como obra do Demo.
Hitler aprendeu no cristianismo a odiar os judeus. Bento 16 aprendeu na Bíblia que sabe de cor, no ódio que lhe percorre a face, da tiara até às orelhas, e nas fogueiras do Santo Ofício que o seu Deus só se impõe à humanidade através da exterminação dos inimigos.
A face tolerante do cristianismo não é mais do que a máscara que cobre a raiva e o ódio que a Reforma, a Revolução Francesa e o secularismo o obrigaram a afivelar. Se, por um instante descurarmos a vigilância contra o asco que crepita envolto em sotainas não tarda que novas cruzadas e velha fogueiras defendam a pureza da fé católica e o ódio torpe dos clérigos romanos á democracia e à civilização numa orgia totalitária ao gosto do pastor alemão.
Do livro «A Igreja católica e o Holocausto – Uma dívida moral», Daniel Jonah Goldhagen, respigo os dados seguintes:
– O Evangelho segundo S. Marcos tem cerca de 40 versículos anti-semitas;
– O Evangelho segundo São Lucas tem cerca de 60 versículos explicitamente anti-semitas e apresenta João Baptista a chamar aos judeus «raça de víboras»;
– O Evangelho segundo São Mateus tem cerca de 80 versículos explicitamente anti-demitas:
– Os Actos dos Apóstolos têm cerca de 140 versículos explicitamente anti-semitas:
– O Evangelho segundo S. João contém cerca de 130 versículos anti-semitas.
«Só estes cinco livros contêm versículos explicitamente anti-semitas suficientes, num total de 450, para haver em média mais de dois por cada página da edição oficial católica da Bíblia» (pág. 316 e seguintes).
O líder da Mesquita Vermelha, Abdul Aziz, apelou esta quinta-feira através de uma entrevista à televisão pública, aos 1000 radicais barricados no templo para se renderem.
O líder religioso foi detido quando tentava abandonar a mesquita (palco dos confrontos entre os radicais islâmicos e as forças de segurança paquistanesas) disfarçado com uma «burqa» negra.
Comentário: Deve ser duro, para um líder religioso, viajar de burka, ser preso assim vestido e ver-se abandonado por Deus.
Sem perdermos de vista os cristãos ortodoxos cuja teologia conservadora prima pelo desvelo com que se conluiam com o Estado, é importante vigiar a impudicícia com que a ICAR se lança à conquista de novos mercados.
Não arremete com um exército de carmelitas descalças ou frades capuchinhos, é com a elite da sua mais obscurantista e inquietante seita, a poderosa, rica e fundamentalista Opus Dei. Levam cilícios para mortificar o corpo e no coração o ódio torpe aos infiéis, a fé inflexível de que há um só Deus verdadeiro – o seu -, que é preciso impor ao Mundo.
Acredito que não restauram o Santo Ofício, não por indolência dos seus padres mas pelo espírito secular da Europa donde partem. Vão em bandos, mansos, à procura de vender o martírio do seu Deus e regressarem com os bolsos cheios de oferendas extorquidas aos novos crentes.
O assalto aos países do ex-bloco soviético começou na Polónia; depois, a Eslováquia, República Checa, Hungria e Países Bálticos. Nos últimos anos, a Eslovénia e a Croácia. Finalmente, o proselitismo católico invadiu a Rússia.
A denúncia do proselitismo e a luta pelo descrédito da fé são um combate civilizacional.
Salman Rushdie é um dos mais importantes livres-pensadores do mundo, um destemido ateu que quebrou as amarras religiosas com o islamismo e se emancipou. A sua dedicação e coragem transcendem em muito os jornalistas e escritores que se vergam ao medo, que desprezam as criticas religiosas a troco de um suposto respeito, pelos respeitos seriam impossíveis os relacionamentos Humanos, pois todos atentam a convicções alheias, assim é o debate racional e honesto.
Nesta entrevista Rushdie apresenta as suas visões de como depois dos anos 60 o mundo se foi tornando mais religioso, quando seria de esperar o contrário, explica as suas ideias sobre o islamismo, cristianismo, hinduísmo, e todas as religiões que neste momento parecem emergir em força quando supostamente a secularização havia vencido, a paz no mundo parecia deixar de ser utópica, os sectarismos pareciam estar confinados a minorias e a igualdade de direitos parecia desenvolver-se para a hegemonia. Interessante a sua visão sobre as problemáticas religiosas e a necessidade de as confrontar, não podemos viver em paz em lado nenhum quando tendências homicidas e ideais bárbaros ganham mais terror por poderem usufruir de tecnologia de século XXI.
Entrevista a Salman Rushdie parte 1
Entrevista a Salman Rushdie parte 2
Entrevista a Salman Rushdie parte 3
Entrevista a Salman Rushdie parte 4
Entrevista a Salman Rushdie parte 5
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Neste vídeo, Daniel Dennett explica, à luz da memética, como algumas ideias criam tanta resistência por parte de quem não as compreende.
Na nossa praça existem muitos auto-intitulados «liberais» que são católicos. E existem outros tantos que, não sendo católicos, não vêem qualquer oposição entre o liberalismo e o catolicismo. Não vêem, mas ela existe.
A posição da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) face ao Liberalismo é a seguinte: está contra.
Eis alguns documentos em que os Papas se pronunciaram explicitamente contra o Liberalismo:
– a encíclica Mirari Vos de Gregório XVI
– a encíclica Quanta Cura e o Syllabus de Pio IX
– a Carta Apostólica Notre Charge Apostolique de São Pio X
– a encíclica de Leão XIII contra o Americanismo, intitulada Testem Benevolentiae, e a encíclica Mortalium Animos de Pio XI contra o liberalismo religioso expresso no ecumenismo modernista
– a Bula Unam Sanctam contra o princípio liberal de separação entre Igreja e o Estado
Um católico informado e coerente não pode ser liberal.
—————————-[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]
A galáxia terrorista que dá pelo nome de al-Qaeda não é uma mera associação criminosa com gosto mórbido pela morte, é uma nebulosa de fanáticos que crêem no Paraíso e nas virgens que os aguardam no estado miserável em que chegam.
Não têm uma ideologia, uma lógica ou um objectivo claro, pretendem apenas agradar a um Deus de virtude duvidosa e ao profeta que é cadáver desde o ano 632.
A demência ganhou ímpeto em 11 de Setembro de 2001, nos ataques às Torres Gémeas de Nova Iorque e ao Pentágono, em 11 de Março de 2004, na estação ferroviária de Atocha, em Madrid, nas explosões em estâncias de veraneio, nas embaixadas dos EUA e no Metro de Londres em 7 de Julho de 2005.
Londres, nos últimos dias, voltou a ser alvo de várias tentativas terroristas e a Espanha sofreu ontem sete mortos e seis feridos entre os turistas que visitavam o Iémen, vítimas de um carro bomba conduzido por um facínora beato.
Não vale a pena iludirmo-nos com a bondade do Islão quando os clérigos pregam o ódio e apelam ao martírio. Os países democráticos não se libertam da culpa das cruzadas e da evangelização e tratam o terrorismo religioso com a brandura que não merece.
Um templo onde se prega o ódio é um campo de treino terrorista. Um clérigo que apela à violência é um criminoso que deve ser detido.
Os japoneses que viam Deus no Imperador, imolavam-se em seu nome mas, perdidas as fontes de financiamento e desarticuladas as redes de propaganda deixaram de se dedicar ao suicídio e de se imolarem com aviões e torpedos que dirigiam contra alvos inimigos.
É tempo de conter a ameaça que paira sobre a civilização e a democracia, sem sacrificar o Estado de direito, sem abdicar das liberdades e garantias que são a marca de água da nossa cultura.
Mas não podemos hesitar na luta contra o financiamento e proselitismo ideológico que grassa entre fanáticos de várias religiões. Não são famintos em desespero, são médicos, pilotos e universitários que buscam um passaporte para o Paraíso através dos crimes contra os infiéis.
DA/Ponte Europa
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.