Benazir Bhutto, ex-primeira-ministra paquistanesa e actual líder de um dos partidos da oposição, morreu hoje num ataque à bomba, durante um comício político na cidade de Rawalpindi. Pelo menos outras 16 pessoas morreram no ataque.
Na edição de 26/12/2007 do Correio da Manhã surgem as normais anormalidades natalícias, os desaforos e ódios vesgos a tudo e todos por parte dos fanáticos católicos, aproveitando a maré de capitalismos cristãos exacerbados, recorrente embora a tempos se identifiquem lufadas de ar fresco. Proselitismo de pré-primária da teologia do niilismo absoluto e chovem os ataques dementes ao que está mais à mão, ao ateísmo, ou mais provavelmente a todos os não-cristãos a tomar em conta determinadas afirmações.
Policarpo assume o discurso fanático e criminoso na página 7 do jornal, no qual se podem encontrar certos paralelos dentro dos discursos dos talibãs, dizendo que “o afastamento de deus ou o seu esquecimento é o maior drama da Humanidade”. Mais vergonhoso para uma Democracia é possivelmente impossível, o sectarismo assume a demência da mentalidade católica dos medievalistas inquisitórios e a plenitude do fascismo emanado pelo Vaticano.
Para este clérigo demente a Declaração dos Direitos Humanos será certamente um documento ao qual nutre o mais profundo dos ódios, declarando como o maior drama da Humanidade tudo o que hoje ergueu explicações para a realidade, para a liberdade de pensamento e expressão, para o desenvolvimento científico e tecnológico que fizeram com que parte do Mundo saísse da idade das trevas da Inquisição. A epidemia da SIDA, ajudada a propagar pela criminosa condenação do preservativo segundo as doutrinas católicas, os milhares de clérigos que abusaram sexualmente de crianças indefesas, as epidemias várias e guerras religiosas oriundas do fanatismo islâmico e cristão nada são comparadas com o drama da liberdade de pensamento e expressão.
Pior ainda, identifica que “todas as expressões de ateísmo tiraram todo o sentido ao natal”, certamente coloca o Hinduísmo, o Judaísmo, o Islamismo, o Budismo, o Jainismo e todas as outras religiões como expressões de ateísmo por não celebrarem a festa que ele apregoa, o que é uma barbaridade colossal, uma demência vácua de minimalismo de racionalidade, uma verborreia infame e vergonhosa que insulta e descrimina todos aqueles que não acreditam no deus que Policarpo apregoa e que não celebram o capitalismo cristão natalício.
As apoteoses de demência fanática católica começam a extravasar todos os limites do bom senso, e atentam aos mais básicos Direitos Humanos.
P.S.: Artigo enviado para o Correio do Leitor do Correio da Manhã, porque o que é demais é exagero.
Também publicado em LiVerdades
O antigo primeiro-ministro britânico, Tony Blair, converteu-se ao catolicismo, informou este sábado a imprensa britânica.
A imprensa britânica chama conversão àquilo que eu designaria por transferência e que, quando é ao contrário, o Vaticano chama apostasia – um dos pecados mais graves que o primata do camauro jamais perdoa.
Veio ao encontro do apelo prosélito feito pelo Vaticano na última campanha de Inverno. Blair fingiu-se anglicano para ser primeiro-ministro e fez-se católico para melhor aturar a família, com as crianças já cativadas pelo catolicismo militante da pia consorte.
Não deixa de ser intrigante que todos os invasores do Iraque explicitem publicamente a sua fé quando esta devia ser, em países laicos, um adereço particular como um angioma na face, um quisto sebácio no escroto ou uma verruga no pescoço.
Ao imaginar este belicista, com a língua de fora a aguardar a hóstia como um drogado à espera da heroína, vem à memória a desfaçatez de JP2 censurando a guerra sem nunca desautorizar os autores, todos amigos da hóstia e da missa. Excepto o cristão evangélico fundamentalista, pior do que católico, todos eram da seita do papa a que agora se junta o que andava refugiado na fé anglicana – Blair.
Blair, Aznar, Barroso, Berlusconi e, naturalmente, os devotos da Polónia e da Áustria, todos eram tementes a Deus no tempo do papa «tremente a Deus» e que via o Opus Dei em forma de pomba.
O trânsfuga resolveu dar uma prenda natalícia ao «Sapatinhos Vermelhos». Levou-lhe o corpo ao baptismo, a testa ao azeite e a língua à hóstia. O velho inquisidor já instruiu os vendedores da sua fé para usarem o troféu como argumento de vendas.
Maria estava muito preocupada. Jesus, já com 29 anos e só meditava, só meditava….. Um dia, sabendo que a Madalena andava atrás dele, convidou-a para ir lá a casa lanchar. E assim foi.
Quando chegou Madalena, inventou uma desculpa e deixou-os sozinhos. Passaram-se 10 minutos e, de repente, a Madalena sai disparada a gritar, em pânico. Quando chegou ao pé de Jesus, Maria perguntou-lhe:
– “Meu filho, o que é que se passou?” – “Nada, mamã. Estávamos a conversar, quando ela me pôs a mão na perna. E eu fiz o mesmo. Depois ela foi subindo até que chegou à minha pilinha. E eu fiz o mesmo. Foi então que reparei que ela não tinha pilinha.”
– “E então, meu filho?”
– “Então, fiz um milagre e curei-a!”
Tal como o pasteleiro se queixa da falta de clientes que lhe deixam os bolos a azedar na montra e a saber a mofo, também o Sr. José Policarpo, patriarca de Lisboa, investe contra os ateus que deixam as hóstias a apanhar bolor no cálice e a encher-se de verdete a patena nos sacrários onde a chave se tornou inútil.
Diz o Sr. José, por dever de ofício e hábito profissional, que Deus existe e nos ama, sem provar a primeira afirmação e sendo irrelevante a segunda que, aliás, nunca passaria de um vulgar amor não correspondido.
Julga o prelado que é obrigação dos homens livres (homens e mulheres, naturalmente) viajar de joelhos e viver de rastos para que se alegre o Deus com que ganha a vida e ele, cardeal, possa rir-se das orelhas até à mitra.
Refere-se ao Natal como a data do nascimento do seu deus, aquele a que inventaram os pecados dos homens para darem uma finalidade ao martírio. O dia 25 de Dezembro era já a festa do nascimento de Mitra, data que o cristianismo falsificou para o nascimento do seu deus, cujas comemorações parasitou. O dia 25 era o da festa das Saturnais que a nova seita tornou mais aborrecida e sorumbática.
Nós sabemos que a descrença sobre a mentira milenar leva ao desespero os parasitas de Deus como, em tempos, o fim dos teares mecânicos levou o pânico aos operários têxteis. É o progresso.
Há hoje mais encanto na descoberta do ADN do que houve em qualquer altura na transformação do pão ázimo em corpo e sangue do fundador da seita por obra e graça dos gestos cabalísticos do oficiante diplomado.
Pode o Sr. José, patriarca de mitra, báculo e anelão, resmungar o azedume que o devora. O ateísmo é a expressão da liberdade de quem quer viver de pé e prefere a debilidade da razão à força da superstição que ateia fogos, cria suicidas e se torna alfobre de guerras e violência.
O cardeal diz que «o maior drama é a negação de Deus». Talvez seja para o tal Deus e para quem vive à sua custa, mas para o Homem o maior drama é acreditar em qualquer Deus, o que o leva à violência, à guerra e ao assassínio, numa sanha demencial de quem quer impor a impostura da fé à liberdade dos homens.
Habituara-me a situar José Policarpo entre os mais moderados dos bispos portugueses. Afinal, enganei-me. É um fanático que acha que existirem pessoas com ideias diferentes das dele é mais grave do que existir fome, guerras ou miséria. Enfim. Estamos a falar de uma religião que acha que há pensamentos que podem condenar uma pessoa a viver a «eternidade» em sofrimento. E portanto.
Padre sequestrado, despido e espancado quando ia celebrar a Missa do Galo
… Quem não sabe, abençoa.
Cerca de 60 grávidas foram ontem abençoadas pelo cardeal patriarca de Lisboa, Sr. José Policarpo, em Lisboa, numa cerimónia em que a tónica foi a importância da maternidade «como abertura à criação de uma obra de Deus», noticia a Lusa.
Comentário: E eu a julgar que a gravidez ainda acontecia pelo método tradicional, com a abertura a precisar de um homem.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.