Igreja algarvia volta a rezar pelas vocações consagradas |
| Sendo já encarada como uma das iniciativas pastorais que não pode faltar no conjunto de actividades que a Igreja algarvia realiza no decurso de cada ano pastoral, o Lausperene diocesano (adoração permanente ao Santíssimo Sacramento) volta uma vez mais a realizar-se na Diocese do Algarve no âmbito da Semana do Seminário diocesano (de 25 de Outubro a 2 de Novembro). |
Por
E – Pá*
NOVAS TENÇAS?
Essa história das peregrinações oficiais de militares a Lourdes em representação de um Estado laico (que contra-senso!) terem começado em 1977, não serve nem como justificação, nem como desculpa ou remissão da grave violação dos deveres de Estado.
O PS governa com maioria absoluta, há pelo menos 3 anos.
O PS, segundo me parece continua a reger-se pela ética republicana. Teve tempo de sobra de acabar com estas excrescências, cuja origem e motivação seria interessante averiguar.
As tenças acabaram há séculos…O Estado – não pode fazer-se representar em qualquer cerimónia religiosa – seja em Lourdes, em Fátima, Jerusalém, Istambul, Lhassa, Medina ou Meca…É representado pelo português, maior de 35 anos, eleito por votação directa e com residência oficial em Belém ( não na Palestina, mas junto ao Tejo e ao Centro Cultural), nas cerimónias previstas pela Lei e pelo protocolo de Estado.Esse português pode delegar a representação de acordo com a Constituição.Mais nada.
O Prof. Nuno Severiano Teixeira tem a soberana oportunidade e o estrito DEVER de acabar com estas derivas religiosas, ofensivas à laicidade do Estado. Tanto mais fácil é a tarefa quanto parece ser verdade que a ideia original não lhe pertence, a Lei serve-lhe de suporte e a Ética republicana de escudo (já que estamos a falar de questões militares).
Surpreendeu-me a arrogância e tom assertivo do gabinete do ministro ao afirmar que a peregrinação é legal, sem direito a qualquer outra explicação. É legal e ponto final.
Saiba V. Senhoria – chefe de gabinete, consultor, assessor, ou o que seja – que para os cidadãos que vivem neste Estado laico é procedimento indecente, indecoroso, obsceno, inoportuno e de uma total irreverência em relação aos ateus, aos agnósticos e aos praticantes de outras religiões que não a católica. E mais não digo por me parecer redundante.
Já acabamos com tradições mais antigas e a honra não nos caiu na lama.
CIDADE DO VATICANO – Um bispo católico foi suspenso pelo papa Bento XVI depois que decidiu adotar uma criança. John Thattunkal exercia a função em Kochi, no sul da Índia.
Muçulmanos e cristãos da Europa uniram-se contra a exclusão da religião do espaço público. A posição é assumida no comunicado final do encontro “Ser cidadão da Europa e pessoa de fé”, que decorreu na cidade belga de Malines, com organização do Comité para as Relações com os Muçulmanos na Europa das Conferências de Bispos Europeus (CCEE) e pelo Conselho das Igrejas Europeias (KEK).
Comentário: Os inimigos dos nossos inimigos nossos amigos são.
Religião: Associação Ateísta recorre ao primeiro-ministro para esclarecimento de peregrinação de militares a Lourdes
24 de Outubro de 2008, 05:03
Lisboa, 24 Out (Lusa) – A Associação Ateísta Portuguesa recorreu na quinta-feira ao primeiro-ministro para obter esclarecimentos sobre a participação de militares portugueses numa “peregrinação militar internacional” a Lourdes, após não os ter obtido, desde Junho, do ministro da Defesa Nacional.
Na carta enviada a José Sócrates, a que a Agência Lusa teve acesso, o presidente da Associação Ateísta Portuguesa (AAP), Carlos Esperança, recorda os pedidos de esclarecimento enviados a 2 de Junho ao ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, e que por este nunca terão sido prestados.
Com base numa notícia difundida pela agência Ecclesia, a AAP ficou a saber que “Portugal levou 700 peregrinos [militares] ao Santuário de Lourdes (França) para participarem numa Peregrinação Militar Internacional”.
No entender da AAP, “num Estado laico, as Forças Armadas não devem apoiar oficialmente a devoção a uma religião”.
Acresce que, para a AAP, “o facto de um cardeal austríaco ter presidido à peregrinação e dado instruções aos militares portugueses configura uma grave interferência na soberania de um país laico e uma usurpação de funções que cabem ao Ministério da Defesa Nacional ou, por delegação, aos chefes dos estados-maiores”.
Pergunta assim a AAP se “os militares peregrinos viajaram a título particular ou oficial” e se “usaram as férias normais ou tiveram uma semana suplementar para este propósito”.
Quer ainda saber a AAP se “as Forças Armadas colaboraram na despesa da expedição eucarística” e “no caso de ter havido custo para o Erário Público, qual a disposição legal aplicada e o cabimento orçamental previsto”.
Finalmente, Carlos Esperança interroga, em nome da AAP: “Por se tratar de uma missão militar no estrangeiro, foi autorizada pelo Comandante Supremo das Forças Armadas, o senhor Presidente da República?”
OM.
Lusa/fim
Links enviados por um leitor:
-a noticia do JN:
– o scketch:
http://www.youtube.com/watch?v=VC2xsAC5hdA
Humor babuloso e raiva religiosa a condizer.
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