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2 de Janeiro, 2009 Ludwig Krippahl

Acreditas?

A pergunta “acreditas no Pai Natal?” é normalmente interpretada como referindo a hipótese do Pai Natal existir. O inquirido responderá de acordo com a sua opinião acerca da existência do Pai Natal. Mas a pergunta “acreditas no teu pai?” é diferente. O mais provável é o inquirido assumir a existência do seu pai como um dado aceite e responder de acordo com a relação que tem com o pai. Se confia nele ou não.

Este é um problema no diálogo com os crentes. Acreditar num deus, para muitos crentes, não é considerar verdadeira a hipótese que esse deus existe. Essa hipótese parece nem merecer consideração. Acreditar, para estes crentes, é confiar no deus cuja existência assumem implicitamente. Daí a confusão quando questionamos o fundamento desse acreditar.

Acusam-nos de argumentar acerca desse deus. Não é nada disso. O deus é apenas parte da hipótese e o argumento acerca da justificação para crer que ele existe. Mas a interpretação do crente é que se questiona a sua confiança nesse deus, vendo na conversa uma discussão sobre os atributos do deus. Se é infalível, se é benevolente, se ditou todos aqueles capítulos e versículos e assim por diante. E, por isso, o que tenta justificar é essa confiança. Invoca o fundamento para a moral, o sentido da vida, a relação pessoal com o salvador e uma data de coisas que só seriam relevantes se assumíssemos que existe e estivéssemos a decidir se merece confiança. Mas nada disto serve para concluir que esse deus existe, e essa é a questão que queremos focar.

Em parte compreende-se esta confusão porque a educação religiosa foca o dever de confiar no deus e esconde a questão fundamental da sua existência. Na catequese não explicam às crianças porque é que o deus que calhou aos seus pais há de ser o único e verdadeiro. Dizem-lhes que é e seguem em frente. O objectivo é incutir-lhes crenças e não ensiná-las a questionar. Mas isto só explica a confusão inicial. Uma vez esclarecido que o que questionamos é a hipótese do tal deus existir o problema devia ficar resolvido.

Com os fundamentalistas resulta. Mais ou menos. Apresentam argumentos incoerentes em como a informação codificada no ADN supostamente demonstra que Jesus é filho de um deus e nos salvou a todos, ou disparates do género. Isto não justifica acreditar que o deus deles existe, mas pelo menos não fogem da pergunta e quase reconhecem a necessidade de encontrar indícios objectivos para fundamentar a sua posição. Quase porque, no final, invocam sempre a fé e os milagres.

Talvez pelo ridículo em que caiem os fundamentalistas, outros crentes preferem evitar a pergunta aproveitando a ambiguidade do termo “acreditar”. Por muito que se insista no problema de justificar a crença que aquele deus existe arrastam sempre a conversa para a confiança que têm nele. Nas teologias mais elevadas, o ar rarefeito inspira razões para além da razão e outras inefabilidades como desculpa para se confiar em algo que nada indica existir. E não tentam sequer demonstrar que existe.

A investigação sistemática e objectiva permitiu-nos compreender muitas coisas. Não só acerca de objectos materiais ou relações de causa e efeito mas também que se formam partículas subatómicas sem que nada o cause, que a matéria distorce o espaço-tempo, que num sistema formal complexo não se pode derivar tudo o que é verdadeiro sem derivar contradições e que há números infinitos infinitamente maiores que outros números infinitos. Esta abordagem serve para resolver problemas dos mais concretos aos mais abstractos. É por isso revelador que, quando se chega à existência de deuses, os fundamentalistas se estampem contra os factos e os outros crentes fujam da pergunta invocando «outras formas de saber» que ninguém explica o que sejam.

Se existisse, o omnipotente e caridoso criador do universo seria como um elefante na casa de banho. As evidências seriam tão esmagadoras que nem o mais céptico dos ateus teria coragem de duvidar. Que ao fim de tantos séculos só haja desculpas vagas e disparates sem qualquer vestígio claro desse ser é evidência suficiente para concluir que ele não existe.

Publicado em simultâneo no Que Treta!

1 de Janeiro, 2009 Carlos Esperança

O Vaticano e a lei italiana

O Vaticano recusa o aborto (talvez com medo da retroactividade da lei) e o divórcio. Não se vê o perigo de um e de outro no Estado liliputiano onde o casamento é interdito ao clero e a castidade obrigatória.

É um Estado saído do Tratado de Latrão, assinado em 11 de Fevereiro de 1929, entre o Papa Pio XI e Benito Mussolini, um crápula fascista referido pelo clero romano como enviado da Providência.

Se Deus enviou o biltre, como garantiram os escrivães do Vaticano, deixou de ser o mito venerado que engorda os parasitas e passou a ser um ente que mereceria o rigor do código penal se os mitos estivessem sob a alçada da lei e tivessem corpo para a enxovia.

A teocracia europeia é filha do fascismo e um Estado totalitário. A recusa unilateral dos compromissos assumidos aliena o pouco respeito que ainda tinha. Agravou a situação de Estado pária que, graças à cobardia dos Estados democráticos, se mantém nos areópagos internacionais. O Vaticano carece de democracia, direito e maternidade para poder ser levado a sério.

É uma reserva exótica de indivíduos que gostam de se vestir de mulheres e passear de rendinhas, encostados a báculos, com o toutiço protegido por mitras. Seria uma espécie de Portugal dos Pequenitos para levar as crianças ao Domingo, se não fosse o antro de onde saem bulas, encíclicas, bênçãos e outros venenos que poluem o Planeta.

1 de Janeiro, 2009 Carlos Esperança

Quando chegará a Lisboa?

El “Bus Ateo” llega a Barcelona

En octubre de 2008 la British Humanist Association (BHA), con el apoyo del profesor Richard Dawkins, el conocido biólogo evolucionista autor de “El espejismo de Dios”, empezó a recaudar fondos para iniciar una campaña de publicidad en los autobuses de diversas ciudades inglesas, como Londres, Birmingham, Manchester y Edimburgo, con el objetivo de sensibilizar a los ciudadanos ateos, no creyentes y librepensadores en general sobre la necesidad de “hacerse visibles”, de sentirse orgullosos de sus convicciones y de reivindicar para ellos los mismos derechos y libertades que se reconocen a otros ciudadanos por el mero hecho de poseer o manifestar unas creencias religiosas.

1 de Janeiro, 2009 Carlos Esperança

O Islão é pacífico…

Ó Profeta! Combate os descrentes e os hipócritas! Sê implacável com eles. E a sua morada é o Inferno – e que péssimo destino!

(Alcorão 9:73)

1 de Janeiro, 2009 Carlos Esperança

Vira o ano e toca o mesmo

CIDADE DO VATICANO, 31 DEZ (ANSA) – O representante do Vaticano na ONU, monsenhor Celestino Migliore, declarou nesta quarta-feira que as Nações Unidas são incoerentes, pois ao mesmo tempo em que pedem a abolição da pena de morte, não favorecem a “proteção da vida humana em todas as suas fases”, opondo-se à legalização do aborto.

Nota: O Vaticano é o único Estado do mundo sem maternidade. Os cardeais não abortam.

31 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Diário Ateísta – Aviso aos leitores

Têm-se queixado vários leitores de dificuldades de visualização dos posts do Diário Ateísta, facto que bastante nos entristece.

Nunca pensámos que a divina providência – uma criação mitológica para consumo dos que acreditam em factos sem provas – fosse responsável pelo contratempo.

Eis a explicação do Raul Pereira, colaborador do DA:

A plataforma WordPress, na qual se baseia o Díário Ateísta, por vezes não encara bem com o Internet Explorer… O browser da Microsoft tem sido nos últimos anos alvo de constantes ataques e têm-lhe sido diagnosticadas falhas graves de segurança, sendo até famosa uma que decorreu este mês, quando a Microsoft teve apressadamente de lançar uma correcção imediata.

O Internet Explorer tem vindo a perder quota de mercado a um ritmo acelarado por estas razões.  As equipas do Mozilla Firefox, do Opera ou do recente Google Chrome, trabalharam muito para evitar tudo o que de mau o (ainda) dominante Internet Explorer apresenta. Estes exemplos que dei trabalham em software livre, o famoso open-source e não proprietário: software aberto desenvolvido com a colaboração de pessoas de todo o mundo e não somente por uma empresa, tal como, precisamente, a plataforma WordPress, na qual o nosso Diário Ateísta corre.

Para já, o máximo que posso fazer é lançar um post a alertar os nossos leitores para, por todas estas razões, mudarem de browser. É chato? É! Mas os ganhos são muitos para todos…

Aqui fica, pois, a explicação.

31 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Há gostos para tudo…

Mulher tentou morder pescoço do papa

Após a Missa do Galo, na Catedral de São Pedro, uma italiana que vive na Suíça tentou morder o papa no pescoço, em protesto contra as declarações de Bento 16 sobre os homossexuais. É o que revelou o coordenador de mídia da Guarda Suíça do Vaticano, Erwin Niederberger, nesta segunda-feira, ao jornal suíço 20min.ch.