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29 de Janeiro, 2009 Ricardo Alves

A fascização da ICAR

Praticamente desde o início do reinado de B16 que o Diário Ateísta alertou que Ratzinger planeava abrir as portas aos lefebvristas, a ala abertamente fascista, lunática, do catolicismo.

Concretizada há poucos dias, a reconciliação com os fascistas que Ratzinger expulsara a contra-gosto já causa problemas: «descobriu-se» que um dos quatro bispos nomeados por Lefebvre, o inglês Williamson, nega o genocídio dos judeus às mãos dos nazis, que reduz a «200 ou 300 mil mortos». Não é nada que o Diário Ateísta não tivesse já noticiado em 2005. Falta aos media tradicionais «descobrirem» que outro dos bispos lefebvristas considera que «os judeus são os mais activos artesãos da vinda do anti-cristo».

O rabinato de Israel, entretanto, cortou relações com o Vaticano, o que permite a B16 manifestar-se incomodado, ele que conhece estes rapazes de gingeira. Sabe bem que dentro de duas semanas os media já terão esquecido que a unidade da ICAR ratzingeriana se faz à custa dos «católicos progressistas» (uma espécie em vias de desaparecimento nos dias que correm), e graças à pitoresca «Fraternidade São Pio X».

Resta saber que os desexcomungados repudiam que as mulheres católicas casem com ateus (seria «conduta cruel e atroz», caro Policarpo), que defendem que a pena de morte «é um ensinamento tradicional da ICAR» (ouviste, Bento Domingues?), que a Inquisição «deve ser reabilitada» (explica lá, Anselmo…) e que os católicos «não têm nada de que se envergonhar no trabalho passado deste santo tribunal». Visitai e pasmai.

[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]

28 de Janeiro, 2009 Carlos Esperança

AAP na comunicação social

Hoje, às 11H00, na sequência de um pedido de entrevista do Rádio Clube Português, estive a debater o ateísmo com a grata surpresa de ter encontrado a Palmira Silva e o Onofre Varela fazendo parte do mesmo elenco de convidados.

Na segunda-feira, anteontem, estive na TSF numa entrevista para o mesmo efeito.

Podcast

28 de Janeiro, 2009 Ricardo Alves

Ideias e pessoas

Quem escreve sobre religião tem que explicar ciclicamente que criticar ideias não é atacar pessoas.

Em princípio, deveria ser bem simples: dizer que «Deus» não existe, que as «aparições» de Fátima são um disparate ou que o Islão é liberticida não deveria ofender ninguém. Quem crê em «Deus» não é automaticamente um tolo, quem acredita nas «aparições» de Fátima não tem que ser um cretino, e ser islâmico não acarreta ser um fascista ou um fanático bombista.

Infelizmente, muitos religiosos sentem-se pessoalmente ofendidos quando as suas ideias são criticadas. E se compreendo que a religião é importante para quem é profundamente crente, tenho dificuldade em entender que queiram resguardar da crítica o que não é mais do que ideias. Eu não me sinto ofendido quando me dizem que a democracia é um desastre, que a laicidade é opressão ou que a ciência é perigosa. Não concordo, e respondo. Porque todos erramos. Quando defendo a democracia, a laicidade ou a ciência, posso errar ou não me explicar bem. E os argumentos só melhoram quando criticados.

Ou será que a religião é tão frágil que não sobrevive à crítica?

[Esquerda Republicana/Diário Ateísta]

28 de Janeiro, 2009 Ricardo Alves

ICAR critica Obama

A ICAR não está satisfeita com o facto de Obama ter levantado as restrições de financiamento a organizações que fazem abortos – e fá-lo saber.

28 de Janeiro, 2009 Carlos Esperança

Novo patriarca da Igreja ortodoxa russa

Moscou, 27 jan (EFE).- O metropolita Kiril, de Kaliningrado e Smolensk, guardião do trono patriarcal, foi eleito hoje o novo patriaca da Igreja Ortodoxa Russa.

Nota: Também aqui o Espírito Santo é que ilumina os eleitores. Nunca uma pomba foi tão responsabilizada pelos interesses em presença.

28 de Janeiro, 2009 Carlos Esperança

Espírito Santo e poder

Está a decorrer a escolha do patriarca ortodoxo russo. Tal como o Papa, na ICAR, também o líder da Igreja ortodoxa russa é indicado pelo Espírito Santo. Só o líder da Igreja anglicana se perpetua pela via uterina sem necessidade de pombas e maternas virgindades.

Surpreende que a mesma ave esteja implicada em duas religiões concorrentes tal como outra entidade voadora – o arcanjo Gabriel –, que anunciou a Maria que estava grávida e, séculos depois, ditava o Corão a Maomé.

Com histórias pueris a pontuarem a superstição secular não faltarão interesses que justifiquem tais paradoxos.

Aliás, a avaliar pelas escolhas dessa ave que ninguém viu, o tal Espírito Santo, é de crer que lhe mingue em inteligência o que lhe sobra em jeito para se confundir com os grupos de interesses que confiscaram em proveito próprio as referidas Igrejas.