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17 de Fevereiro, 2010 Luís Grave Rodrigues

O Livro Mais Roubado

 

Segundo o «New York Times», nestes tempos de crise mundial em que assistimos a um recrudescimento até da pequena criminalidade e de roubos nos estabelecimentos comerciais, constatou-se que o livro mais roubado nas livrarias é… a Bíblia!

 

Mas se virmos bem, esta notícia faz todo o sentido.

Por um lado, bem demonstra o relativismo moral típico das religiões e a criteriosa selecção que os crentes fazem daquilo que lhes interessa seguir ou não na sua doutrina.

Pelos vistos o «Não Roubar» é uma das coisas que não lhes interessa seguir.

 

Por outro lado, significa que há cada vez mais pessoas que acham que se há inutilidades que não merecem que nelas gastemos o nosso dinheiro, a Bíblia é precisamente uma delas.

17 de Fevereiro, 2010 Carlos Esperança

A “peregrinação” irlandesa…

Por

E – Pá

Bento XVI chamou os bispos irlandeses a Roma (alguns, dos sobreviventes…) para tentar pôr fim ao escândalo de pedofilia que varre a ICAR.

Esta hipócrita tentativa de procurar “limpar” práticas repugnantes no seio de uma instituição milenar, não surtirá o efeito desejado. Isto é, não conduzem ao seu esquecimento, nem justificam qualquer perdão.

As causas remotas das práticas pedófilas persistem incólumes no seio da ICAR. E não serão actos de contrição, ou desculpas públicas, ou privadas, que as redimirão, ou eliminarão…

Declarações solenes podem estar entranhadas nos rituais da Igreja, mas não constituem a solução para um vasto e indigno problema que atinge a ICAR, não só na Irlanda, mas que se espalhou pelas quatro partidas do Mundo.

Quando Bento XVI diz: “Partilho da indignação, da traição e da vergonha do povo irlandês”, para além de estar a debitar meras formalidades no sentido de encobrir as suas elevadas responsabilidades morais (esta é uma área predilecta de actuação da ICAR…), por execráveis actos praticados por membros da sua igreja, tenta fazer-nos esquecer que é o responsável pelo arquivamento – nas catacumbas do secretismo reinante no Vaticano – das acusações que, há longos anos, iam chegando a Roma, enquanto foi “perfeito” da Congregação para a Doutrina da Fé.

Na verdade, a Igreja continua fechada sobre os seus fantasmas. Prefere toda a espécie de exorcismos engendrados debaixo de vetustos painéis dos apóstolos, suplicando piedade, do que expor-se abertamente ao Mundo e reconhecer que, na prática, não consegue manter a superioridade moral que apregoa. A romagem dos bispos irlandeses ao Vaticano transforma-se assim numa farsa, ou se quisermos, num arremedo de “arrependimento”, eivado de uma imensa hipocrisia.
O que a Igreja desejava era poder tratar destes problemas no silêncio e na sombra do Vaticano.

Mas a hipocrisia de Bento XVI não acaba aqui. O papa – e os bispos responsáveis pela Igreja irlandesa – não se mostram disponíveis para aplicar, aos clérigos prevaricadores e responsáveis “primários” pelos abusos, os justos e necessários castigos (exemplares), que são reclamados pelas vítimas e famílias atingidas.
Um dos castigos que é publicamente reclamado pelos católicos irlandeses criou o problema conhecido pela “questão dos afastamentos”. A ICAR rejeita esta via de resolução, como em tempos procurar evitar o seu julgamento em Tribunais. E o argumento da rejeição é quase tão ignóbil como os crimes praticados: “a Igreja nunca recorre a esses métodos”.
Prefere pagar para “lavar” a honra, irremediavelmente, perdida. Um método muito próximo das práticas de qualquer “honorabile societá”…

De facto, a ICAR, depois de deixar assentar a poeira continuará a defender que, por exemplo, nos colégios católicos, na Irlanda e no Mundo, continuem a ser estas “raposas” (de sotaina) a guardar galinheiros… (passe a imagem em relação às crianças abusadas).

Finalmente, as causas remotas destes escândalos necessitam de ser dissecadas profundamente. Mas enquanto a ICAR não se mostrar aberta para uma discussão franca e honesta, sem evocações de matérias sobrenaturais (os abusados são seres vivos e não espíritos sobrenaturais) deve, por medida cautelar, ser afastada da área do Ensino… na Irlanda e nas “quatro partidas do Mundo”!

E, depois, logo se verá…

16 de Fevereiro, 2010 Carlos Esperança

Papa defende a pena de morte

A pena de morte é uma barbaridade ancestral que a civilização progressivamente tem vindo a condenar e a abolir, quer pela ineficácia, quer pelo humanismo que informa as sociedades modernas.

As religiões monoteístas, presas às tradições e à violência do Antigo Testamento, têm dificuldade em adaptar-se aos valores e ao direito que vigoram nos países que estão na vanguarda da civilização e do humanismo.

A Igreja católica, pressionada pela jurisprudência europeia, decidiu condenar a pena de morte, embora com restrições, na última edição do seu catecismo. A privação do poder temporal exonerou-a de continuar a defender a pena capital contra adúlteros , apóstatas, hereges, blasfemos, etc., que viram a heresia, a apostasia e outros pecados, reconhecidos como direitos inalienáveis. Só no mais implacável dos monoteísmos – o Islão –, a fúria sanguinária se mantém para gozo de Maomé, mas o Vaticano, um bairro de 44 hectares de sotainas, teve de condescender com a civilização que o rodeia.

Os crimes de pedofilia, cometidos por padres, têm uma eco mediático enorme, devido à alegada superioridade moral de que o Vaticano se arroga e calcula-se quanto prejudicam o negócio da fé, sabendo-se que um povo que desconfia da virtude dos padres acaba por duvidar da bondade do seu deus.

Os abusos sexuais cometidos contra crianças por sacerdotes irlandeses, acobertados pela hierarquia da Igreja, na época, foram “actos particularmente odiosos”, como reconheceu o número dois do Vaticano, Tarcisio Bertone, durante a recepção aos bispos irlandeses, antes da audiência com o Papa.

O que não se esperava deste Papa obsoleto era a defesa da pena de morte, mesmo para o crime que mais envergonha a sua Igreja e o que mais rombos tem causado à fé.

Os que escandalizam as crianças merecem que lhes coloquem uma mó de moinho ao pescoço e os atirem ao mar“. Foi com a citação atribuída a Jesus Cristo que, na semana passada, na reunião do Conselho Pontifício para a Família, Bento XVI condenou, os recentes casos de pedofilia na Igreja Católica.

Tal como em Ratisbona, em relação aos muçulmanos, Bento XVI, gosta de comunicar através de citações mas não deixa dúvidas sobre o seu pensamento e carácter.

15 de Fevereiro, 2010 Carlos Esperança

Ateísmo – Noções básicas

Definição e ideias gerais

«A única desculpa de Deus é que não existe» (Stendhal)

Ateísmo é a posição filosófica que rejeita o conceito do teísmo e a existência de deuses. Em sentido lato, é a ausência de crença na existência de divindades, ou seja. A doutrina que nega uma realidade transcendente ao homem.
O termo ateísmo foi originado do grego atheos, e era aplicado a qualquer pessoa que não acreditava em deuses, ou que aceitava doutrinas em conflito com as religiões estabelecidas.

Religião – A palavra religião deriva do termo latino religio, foi usada durante séculos no contexto cultural europeu, dominado pelo cristianismo que acabou por se apropriar dela.

A religião é um conjunto de crenças que grupos de pessoas encaram como sobrenatural e sagrado, sujeita a rituais, a que associam códigos morais que cumprem com maior ou menor rigor e impõem de forma mais ou menos vigorosa de acordo com o grau de proselitismo.

Agnosticismo –  É a doutrina que afirma que a questão da existência ou não de um poder superior (Deus) não foi nem pode ser resolvida. O termo foi cunhado pelo biólogo britânico Thomas Henry Huxley ” no início do último quartel do séc. XIX.
[a-” anteposto à palavra grega “gnostos” (conhecimento)].

Teísmo e ateísmo separam os que acreditam em deus (seja isso o que for) dos que não acreditam, enquanto o agnosticismo designa os que afirmam a incapacidade da razão para especular acerca do sobrenatural não excluindo, conforme a postura perante a crença, uma orientação teísta (conhecimento pela fé!?), deísta ou ateísta.

O ateísmo é o grade inimigo das Igrejas. Os infiéis sempre foram o alvo da fúria beata, fosse das Cruzadas ou da jihad, mas são os ateus que suscitam o ódio mais intenso dos dois monoteísmos mais extremistas – o cristianismo, e, sobretudo, o islamismo.

Só por curiosidade, vale a pena lembrar, a propósito, que a peregrinação a Fátima, de 13 de Maio de 2008, presidida pelo cardeal Saraiva Martins, foi realizada «contra o ateísmo». Não havendo provas da eficácia das peregrinações, podia, ao menos, ter sido disfarçada em nome da fé, em vez de assumir o carácter belicista contra o ateísmo. No mesmo ano, o patriarca Policarpo afirmou que «Todas as expressões de ateísmo, todas as formas existenciais de negação ou esquecimento de Deus, continuam a ser o maior drama da humanidade». Nem as pandemias, os cataclismos e as guerras constituem um drama maior ou, sequer, equivalente!

14 de Fevereiro, 2010 Carlos Esperança

Irmã Lúcia – a mais antiga encarcerada do séc. XX

Faz hoje cinco anos que morreu a Irmã Lúcia, a última das videntes de Fátima.

Partiu, aos 97 anos, na cela onde passou 57 anos da sua vida em clausura, como «uma vela que se apaga», disse na altura Branca Paul, a médica que assistiu a pastorinha durante mais de década e meia. Para lembrar Lúcia de Jesus é celebrada uma eucaristia, às 16h00, no Carmelo de Santa Teresa, presidida por Pedro Ferreira, padre Provincial da Ordem Carmelita Descalça.

Comentário: A Igreja não desiste de agredir a inteligência das pessoas. Vidente????

14 de Fevereiro, 2010 Fernandes

Da Eurábia com amor

Foi assim que um comentador deste blog se despediu, há uns dias, no final de um comentário.

Confesso que fiquei a pensar no assunto.

A Eurábia é simultaneamente, uma ideologia e um sintoma; é uma atitude colectiva, própria dos povos que se submeteram – por medo e por interesses económicos – aos ditames do totalitarismo islâmico, que engloba, a um tempo, organizações internacionais (como a Organização da Conferência Islâmica, a Liga Islâmica Mundial, a Liga dos Estados Árabes, etc.), estados islâmicos e movimentos fundamentalistas com projectos de conquista planetária.

Um dos troféus mais ardentemente cobiçados por este totalitarismo verde, fruto do fracasso do islamismo moderado preconizado pelos estados petro-islâmicos do Golfo nos anos 60, é a velha Europa, antiga potência colonial, hoje demográfica e psicologicamente enfraquecida, encontra-se sobre tudo dependente dos hidrocarbonetos do mundo islâmico.

A islamização da Europa é também vista e sentida por muitos fiéis sinceros de Maomé como uma oportunidade única de os europeus descristianizados, «imorais» e desprovidos de coluna vertebral espiritual, caírem em si e retomarem o caminho da redenção. Uma ideia aliás cara ao filósofo françês René Guénon (1886-1951) que, tendo-se convertido ao Islão, via na islamização futura da civilização a que pertencia, a única maneira de ela se reconciliar coma sua própria tradição e de esconjurar o materialismo do Ocidente moderno.

Os grandes pólos da nova conquista islâmica (Arábia Saudita, Paquistão, Irão, Turquia reislamizada, Fraternidade Muçulmana, etc.) compreenderam claramente que chegou o momento de penetrar no Velho Continente.

A Eurábia é um conceito inseparável de outro paradigma: A “diminitude”. Designação formada a partir da expressão árabe “ahl al dhimma” (que designa Gentes do Pacto ou Gentes da Protecção), que rege o estatuto de sujeição e de inferioridade dos não muçulmanos em terras do Islão (Dar al Islam) e designa, por extensão, a atitude mais geral que consiste na submissão voluntária ou na cedência às reivindicações, às ameaças e aos apetites de conquista dos diversos pólos do islamismo mundial.

Fruto da “diminitude” voluntária, a Eurábia caracteriza, pois, a atitude e opções geopolíticas dos intelectuais e dos decisores ocidentais, em particular dos dirigentes europeus, que, por medo do inimigo totalitário de amanhã, o islamismo e o terceiro-mundismo revanchista, mas também pelos compromissos político-económicos que assumiram com os países islâmicos fornecedores de petróleo e de mão de obra, dedicam-se desde há vários anos a precaver a Europa de potenciais conflitos por meio de uma política de auto-submissão e de capitulação “ex-ante” relativamente ao mundo árabe islâmico.

Será no futuro a Europa “Dar al-islam”? – literalmente , “lugar do Islão”. Território no interior do qual a soberania e o poder político são directamente exercidos por muçulmanos. No dar al-islam, pode ser tolerada a existência de minorias religiosas não pagãs, desde que elas se submetam por completo ao poder temporal do Islão e paguem tributo. Para onde caminha o Velho Continente?

*del Valle, Alexandre. A islamização da Europa. 

13 de Fevereiro, 2010 Carlos Esperança

Uma Igreja democrática é um paradoxo

Igreja não pode ser democrática, diz secretário do Vaticano

Para o cardeal Tarcisio Bertone, o poder dentro da Igreja e não pode nunca ser dividido ou partilhado

VATICANO – O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, afirmou que, na estrutura da Igreja Católica, o poder é “indivisível”, motivo pelo qual as decisões não podem ser tomadas pela regra da maioria.

Comentário: Bastava que respeitasse as democracias.

13 de Fevereiro, 2010 Carlos Esperança

Indústria das canonizações e milagres em alta

O Papa Bento XVI convocou um Consistório Ordinário Público para a Canonização de seis Beatos. A data será marcada pela celebração da Hora Sexta na Sala do Consistório do Palácio Apostólico Vaticano, na próxima sexta-feira, 19, às 11h.

Em seus quase cinco anos de Pontificado, Bento XVI proclamou 28 santos e quase 600 beatos, em sua maioria espanhóis. Até agora, o Papa celebrou sete cerimônias de Canonização, seis no Vaticano e uma no Brasil, em maio de 2007.

Comentário: Os prémios saíram à casa: 2 clérigos e 4 virgens praticantes.