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10 de Dezembro, 2010 Carlos Esperança

A barbárie da sharia

Diretora de ONG diz que Sakineh esteve em liberdade e foi presa novamente no Irã

BERLIM – Após a Press TV do Irão desmentir a informação de que Sakineh Mohammadi Ashtiani foi solta , a directora da ONG alemã que divulgou a notícia disse nesta sexta-feira que a iraniana passou três dias em liberdade e voltou para a prisão.

Segundo Mina Ahadi, do Comité Internacional Contra a Pena de Morte e o Apedrejamento, há uma disputa interna no governo iraniano sobre o caso da mulher que fez o país se tornar alvo de pressão internacional.

10 de Dezembro, 2010 Carlos Esperança

Os crentes e o Diário Ateísta

Ninguém acreditará que os órgãos de comunicação social ou as missas onde os padres juram a virgindade de Maria e a inviolabilidade dos Papas, que não são tão invioláveis como dizem, deixariam os ateus exercer o contraditório, ao contrário do que acontece no Diário Ateísta?

Eu seria incapaz de ir à missa para chamar burro ao padre, demente à catequista, senil ao Papa e aldrabões aos fiéis que rezam pela conversão do mundo, esfolam os joelhos e se persignam. Mas todos esses epítetos são usados contra mim por crentes a quem nunca maltratei e a quem nunca atingi a honra das suas excelsas mãezinhas, no DA.

Se não gostam do DA e do que aqui se escreve por que motivo vêm cumprir penitências inúteis e tentar conversões improváveis a um sítio onde deus não passa, onde a virgem o não é, nem santíssima, e o Papa não passa de gerente da multinacional da fé católica?

Os mais crédulos devotos crêem no processo alquímico que altera propriedades físicas a rodelas de pão ázimo, transformando-as em corpo e sangue que as análises laboratoriais não confirmam, no valor da castidade e na omnipotência de um deus que não faz prova de vida nem é capaz  de dar educação cívica aos devotos. Que tropismo os impele para este espaço onde deus merece menos consideração do que qualquer pessoa, onde a virgem, sem diagnóstico diferencial, não passa de mulher vulgar que terá dado à luz o fundador da seita?

Podem ir rezar aos santos, alguns pouco recomendáveis, viajar de joelhos até Fátima, banharem-se em água benta e lerem os livros sagrados, para deixarem de acreditar no carácter divino dos versículos que alimentam os parasitas da fé.

Se persistirem no masoquismo de aqui voltarem, ao silêncio do vosso deus juntarei o meu, à irrelevância dos santos, anjos, bispos, profetas e anacoretas objectarei com as dúvidas de um ateu mantendo a educação que os talibãs não conseguem.

Quanto a deus, que goze a sua divina irrelevância e as merecidas férias de quem nunca fez o que quer que fosse nem sequer teve existência.

9 de Dezembro, 2010 Carlos Esperança

O sistema prisional chileno

Algumas das mais dramáticas heranças da ditadura militar chilena são o sistema prisional e a ausência de segurança na extracção mineira.

O neoliberalismo não tem em grande conta a vida humana embora não lhe falte devoção religiosa e desdém pelos desgraçados. Desde que se assegure o lucro são irrelevantes as condições e riscos de vida. O Chile tornou-se uma democracia mas o respeito pela vida humana está longe de ter sido recuperado.

O incêndio em que pereceram carbonizados 81 prisioneiros, numa cadeia, emocionou o País e acordou os fantasmas da herança a que ainda não renunciou. Num presídio com capacidade para 1100 presos estavam em condições desumanas 1960. O presidente que viu a sua popularidade subir em flecha com a libertação dos 33 mineiros a quem o Papa mandou uma bênção especial e 33 terços benzidos, admite agora a situação desumana do sistema prisional.

No caso dos mineiros não foi o mérito do presidente que os resgatou vivos, nem se lhe pode atribuir agora a responsabilidade das mortes na sequência do incêndio ateado pelos próprios presos. Piñera tem de resolver, em democracia, o que o piedoso facínora desprezava quando os mais elementares direitos humanos eram postergados perante as necessidades do lucro.

Em democracia é preciso compatibilizar a economia e os direitos humanos, um desafio que já devia ter começado há muito.

9 de Dezembro, 2010 Carlos Esperança

O atoleiro da ICAR…

Hábitos antigos

1.975 vítimas de abusos sexuais praticados pela Igreja Católica na Holanda…

denuncia El Pais
9 de Dezembro, 2010 Eduardo Patriota

Sacrifício de animais segue permitido em Piracicaba

Eu realmente não entendo como uma pessoa em pleno século XXI consegue acreditar que sacrificar animais em rituais religiosos possa trazer algum benefício para si, ou ainda que seja algo capaz de “saciar” os deuses.

Infelizmente, esse fato ainda é realidade pelo mundo e os pobres animais continuam a ser cruelmente assassinados para honrar a crença do ser humano insensível. Na cidade de Piracicaba, Brasil, uma lei que tentava proibir práticas como essa no município foi vetada.

O plenário da Câmara de Vereadores de Piracicaba, na reunião ordinária de anteontem (06/12/10), manteve o veto total do prefeito Barjas Negri (PSDB) ao Projeto de lei (202/10), de autoria do vereador Laércio Trevisan Júnior (PR), que proíbe o uso e o sacrifício de animais em práticas de rituais religiosos no Município de Piracicaba. Foram sete votos contrários ao veto e cinco favoráveis.

No projeto, o vereador Trevisan defendia a proibição do sacrifício de animais em práticas de rituais religiosos. O descumprimento da lei implicaria em multa de R$ 2.000,00 (dois mil reais) dobrado a cada reincidência. O Executivo deve apresentar outro projeto na Câmara.

9 de Dezembro, 2010 Carlos Esperança

Vida sexual dos Papas, por Eric Frattini (5)

8. Clemente VI
Comprou bordel

Em 1342, com Clemente VI chega também à Igreja Joana de Nápoles, a sua amante favorita. O Papa comprou um “bordel respeitável” só para os membros da cúria – um negócio, segundo os documentos da época, feito “por bem de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Tornou-se proxeneta das prostitutas de Avinhão (a quem cobrava um imposto especial) e teve a ideia de conceder, duas vezes por semana, audiências exclusivamente a mulheres. Recebia as amantes numa sala a poucos metros dos espaços em que os verdugos da Inquisição faziam o seu trabalho. No seu funeral, em Avinhão, foi distribuído um panfleto em que o diabo em pessoa agradecia ao Papa Clemente VI porque, com o seu mau exemplo, “povoara o inferno de almas”.

9. Xisto III
Violou freira e foi canonizado

Obcecado por mulheres mais novas, foi acusado de violar uma freira numa visita a um convento próximo de Roma. Enquanto orava na capela, o Papa, eleito em 432, pediu assistência a duas noviças. Violou uma, mas a segunda escapou e denunciou-o. Em tribunal, Xisto III defendeu-se, recordando a história bíblica da mulher que foi apanhada em adultério. Perante isso, os altos membros eclesiásticos reunidos para condenar o Papa-violador não se atreveram a “atirar a primeira pedra” e o assunto foi encerrado. Xisto III foi, aliás, canonizado depois de morrer. Seguiu-se-lhe Leão I, que também gostava de mulheres mais novas e que mandou encarcerar uma rapariga de 14 anos num convento, depois de a engravidar.

10. João XII
Morto pelo marido da amante

Nos conventos rezava-se para que morresse. João XII era bissexual e obrigava jovens a ter sexo à frente de toda a gente. Gozava ao ver cães e burros atacar jovens prostitutas. Organizou um bordel e cometeu incesto com a meia-irmã de 14 anos. Raptava peregrinas no caminho para lugares sagrados e ordenou um bispo num estábulo. Quando um cardeal o recriminou, mandou-o castrar. Um grupo de prelados italianos, alemães e franceses julgaram-no por sodomia com a própria mãe e por ter um pacto com o diabo para ser seu representante na Terra. Foi considerado culpado de incesto e adultério e deposto do cargo, em 964. Foi assassinado – esfaqueado e à martelada – em pleno acto sexual pelo marido de uma das suas várias amantes.

Nota: As taras papais eram tantas que não vale a pena continuar a contar a vida de quem foi eleito pelo Espírito Santo.

8 de Dezembro, 2010 Carlos Esperança

O Feriado da Imaculada Conceição

Por

A H P

Festeja-se hoje o feriado mais ridículo do nosso calendário: o da Imaculada Conceição. Muitos profanos pensam que se trata da “imaculada conceição” de Jesus Cristo, nascido do ventre de sua mãe Maria por obra e graça do Espírito Santo, isto é, sem que nenhum homem tenha fecundado o referido ventre, pois Maria era e continuou sempre a ser virgem (é claro que anatomicamente isto é impossível: se Maria fosse virgem antes de Cristo nascer, certamente que o seu imaculado hímen não teria resistido à passagem por ele do corpo do menino Jesus; este teria assim desflorado a sua própria mãe ao nascer!).

Mas não é isso. A coisa é ainda mais absurda. A Igreja Católica não achou suficiente que Jesus tivesse nascido de uma virgem: entendeu ser necessário que a sua mãe tivesse também nascido “sem pecado”, isto é, sem que a mãe dela, avó de Cristo, tivesse sido “profanada” por nenhum homem. Por isso o Papa Pio IX, em 8 de dezembro de 1854, na Bula Ineffabilis Deus, com toda a sua infalibilidade, decretou como dogma indiscutível (passe o pleonasmo) que “a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus omnipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do género humano, foi preservada imune de toda a mancha de pecado original”.
E é por isso que hoje em Portugal é feriado.

Parece-me inadmissível que num Estado laico exista um tal feriado. Mas estranhamente existe e persiste, sem que nenhum legislador ouse pô-lo em causa. Ninguém ousa afrontar a ICAR, que ainda por cima neste caso teria a seu lado, além obviamente dos fidelíssimos partidos da direita, o Partido Comunista, sempre pronto a defender o sacrossanto “direito adquirido” dos trabalhadores a não trabalharem neste dia, e os Verdes, esses alter ego do PC, e se calhar também o Bloco de Esquerda, pelas mesmas razões e agora ainda por ter como leader parlamentar o devoto Dr. Pureza.

E assim, com esta piedosa unanimidade, continuamos e continuaremos – até quando? – a festejar a “Imaculada Conceição”!

8 de Dezembro, 2010 Carlos Esperança

Vida Sexual dos Papas, por Eric Frattini (4)

4. Leão X
Morreu de sífilis

Foi de maca para a própria coroação, por causa dos seus excessos sexuais. Depois de Júlio II ter morrido de sífilis, em 1513 chega a Papa Leão X, que gostava de organizar bailes, onde os convidados eram somente cardeais e onde jovens de ambos os sexos apareciam com a cara coberta e o corpo despido. O Papa gostava de rapazes novos, às vezes vestia-se de mulher e adorava álcool. “Quando foi eleito tinha dificuldade em sentar-se no trono, devido às graves úlceras anais de que sofria, após longos anos de sodomia”, escreve Frattini. Estes e outros excessos levaram Lutero a afixar as suas 95 teses – que lhe garantiram a excomunhão em 1521.
Leão X morreu com sífilis aos 46 anos.

5. Alexandre VI
O Insaciável

Gostava de orgias e obrigou um jovem de 15 anos a ter sexo com ele sete vezes no espaço de uma hora, até o rapaz morrer de cansaço. Teve vários filhos, que nomeou cardeais. Assim que chegou ao Papado, em 1431, trocou a amante por uma mais nova, Giulia. Ela tinha 15 anos, ele 58. Foi Alexandre VI quem criou a célebre “Competição das Rameiras”. No concurso, o Papa oferecia um prémio em moedas de ouro ao participante que conseguisse ter o maior número de relações sexuais com prostitutas numa só noite. Depois de morrer, o Vaticano ordenou que o nome de Alexandre VI fosse banido da história da Igreja e os seus aposentos no Vaticano foram selados até meados do século XIX.

6. João XXII
Violou irmãs e 300 freiras

Não aparece na lista oficial de Papas e acabou preso em 1415. O antipapa conseguia dinheiro a recomendar virgens de famílias abastadas a conventos importantes. Mas violava-as antes de irem. Tinha um séquito de 200 mulheres, muitas delas freiras. Criou um imposto especial para as prostitutas de Bolonha. Tinha sexo com duas das suas irmãs. Defendia-se, dizendo que não as penetrava na vagina e que por isso não cometia nenhum pecado. Foi julgado, acusado de 70 crimes de pirataria, assassinato, violação, sodomia e incesto. Entre outros factos, o tribunal deu como provado que o Papa teve sexo com 300 freiras e violou três das suas irmãs. Foi deposto do cargo e preso. Voltou ao Vaticano, anos mais tarde, como cardeal.

7. Bento IX
Sodomizava animais

Chegou a Papa em 1032 com 11 anos. Bissexual, sodomizava animais e foi acusado de feitiçaria, satanismo e violações. Invocava espíritos malignos e sacrificava virgens. Tinha um harém e praticava sexo com a irmã de 15 anos. Gostava, aliás, de a ver na cama com outros homens. “Gostava de a observar quando praticava sexo com até nove companheiros, enquanto abençoava a união”, escreve Eric Frattini. Convidava nobres, soldados e vagabundos para orgias. Dante Alighieri considerou que o pontificado de Bento IX foi a época em que o papado atingiu o nível mais baixo de degradação. Bento IX cansou-se de tanta missa e renunciou ao cargo para casar com uma prima – que o abandonaria mais tarde.

7 de Dezembro, 2010 Fernandes

Jesus, qual Jesus?

Apesar da difundida crença em Jesus, permanece o facto de que não existe um Jesus histórico. Para se perceber o que se quer dizer com o “Jesus histórico”, considere o Rei Midas da Mitologia Grega. A história em que o Rei Midas transformava tudo o que tocava em ouro é claramente absurda, mas apesar disto sabemos que houve um verdadeiro Rei Midas. Arqueólogos escavaram o seu túmulo e encontraram os seus restos esqueléticos. Os Gregos que contaram a história de Midas e o seu toque dourado pretendiam claramente que o relacionassem com o Midas real. Por isso, apesar da história do toque dourado ser ficcional, a história é acerca de alguém cuja existência é dada como um facto – o “Midas histórico”. No caso de Jesus, no entanto, não há uma única pessoa cuja existência seja um facto e que seja também objecto das histórias de Jesus, isto é, não há nenhum Jesus histórico.

Quando dizemos isto a um crente, ele argumenta, apelando mais às emoções do que para à razão, e tenta que fiquemos embaraçados respondendo qualquer coisa do género: “Negar a existência de Jesus não é tão tolo como negar a existência de Júlio César ou da Rainha Isabel?”. Uma variação popular desta é: “Negar a existência de Jesus não é como negar o Holocausto?”. Há amplas fontes históricas a confirmar a existência de Júlio César ou da Rainha Isabel, enquanto que para Jesus não. Embora a existência de Júlio César ou da Rainha Isabel, seja universalmente aceite, o mesmo não acontece com Jesus.

No Extremo Oriente, Jesus é considerado um personagem da mitologia religiosa ocidental, a par com Thor, Zeus e Osíris. A maioria dos Hindus não acredita em Jesus, mas os que acreditam consideram que ele é uma das muitas encarnações do deus Hindu Vishnu. Os muçulmanos certamente acreditam em Jesus, mas rejeitam a história do Novo Testamento e consideram que ele foi um profeta que anunciou a vinda de Maomé, e negam explicitamente que tenha sido crucificado.

Ou seja, não há uma história de Jesus que seja aceite pelo mundo inteiro. É este facto que põe Jesus num nível diferente, relativamente às personalidades históricas estabelecidas. Milhões de pessoas honestas na Ásia, que fazem a maioria da população mundial, não conseguiram ser convencidas pela história Cristã de Jesus, uma vez que não há nenhuma evidência da sua autenticidade.

Mas se Jesus não foi um personagem histórico, de onde veio toda a história do Novo Testamento?

– O nome Hebreu para os Cristãos, sempre foi Notzrim. Este nome é derivado da palavra hebraica neitzer, que significa broto ou rebento – um claro símbolo Messiânico. Já havia pessoas chamadas Notzrim no tempo do Rabbi Yehoshua ben Perachyah (100 a.N.E.) Apesar de os modernos Cristãos afirmarem que o Cristianismo só começou no primeiro século depois de Cristo, é claro que os Cristãos do primeiro século em Israel se consideravam a continuação do movimento Notzri, que existia há cerca de 150 anos. Um dos mais notáveis Notzrim foi Yeishu ben Pandeira, também conhecido como Yeishu ha-Notzri. Os estudiosos do Talmude sempre disseram que a história de Jesus começou com Yeishu. O nome Hebreu para Jesus sempre foi Yeishu, e o Hebreu para “Jesus de Nazaré” sempre foi “Yeishu ha-Notzri”. É importante notar que Yeishu ha-Notzri não é um Jesus histórico, uma vez que o Cristianismo moderno nega qualquer conexão entre Jesus e Yeishu.

Sabemos pouco sobre Yeishu ha-Notzri. Todos os trabalhos modernos que o mencionam são baseados em informação retirada do Tosefta e do Baraitas – escritos feitos ao mesmo tempo do Mishna mas não contidos neste. Como a informação histórica respeitante a Yeishu é tão danosa para o Cristianismo, muitos autores Cristãos tentaram desacreditar esta informação e inventaram muitos argumentos engenhosos para a explicar. A informação no Talmude (que contém o Baraitas e o Gemara) acerca de Yeishu e ben Stada é nefasta, os Cristãos tomaram medidas drásticas contra ela. Quando os primeiros Cristãos descobriram a informação, tentaram apagá-la imediatamente, censurando o Talmude. A edição de Basileia do Talmude ( 1578 – 1580) tinha todas as passagens relacionadas com Yeishu e ben Stada apagadas pelos Cristãos. Ainda hoje, as edições do Talmude usadas pelos escolares Cristãos não têm estas passagens!

Yeishu tinha cinco discípulos: Mattai, Naqai, Neitzer, Buni e Todah. A relação entre Yeishu e Jesus é corroborada pelo facto de que Mattai e Todah, os nomes de dois dos discípulos de Yeishu, serem as formas originais hebraicas de Mateus e Tadeu, nomes de dois dos discípulos de Jesus na mitologia Cristã.

Durante as primeiras décadas deste século, ferozes batalhas académicas irromperam entre escolares Cristãos e Não-Cristãos acerca das verdadeiras origens do Cristianismo. Os Cristãos foram forçados a enfrentar a evidência Talmúdica. Não podiam ignorar mais isso, por isso, decidiram atacá-lo. Afirmaram que o Yeishu Talmúdico era uma distorção do “Jesus histórico”.

É de notar que muitas das datas para Jesus citadas pelos Cristãos são completamente absurdas. Jesus foi em parte baseado em Yeishu e ben Stada, que provavelmente viveram com mais de um século de diferença. Ele foi também baseado nos três falsos Messias, Yehuda, Theudas e Benjamim, que foram crucificados pelos Romanos em várias épocas diferentes.

A história do Novo Testamento confunde tantos períodos históricos que não há maneira de a reconciliar com a História:

O ano tradicional do nascimento de Jesus é 1 N.E. Era suposto Jesus não ter mais de dois anos de idade quando Herodes ordenou a matança dos inocentes. No entanto, Herodes morreu antes de 12 de Abril do ano 4 a.N.E. Isto levou alguns Cristãos a redatarem o nascimento de Jesus entre 6 – 4 a.N.E. No entanto, Jesus era também suposto ter nascido durante o censos de Quirinius. Este censos teve lugar depois de Arquelau ter sido deposto em 6 N.E., dez anos depois da morte de Herodes. Era suposto Jesus ter sido baptizado por João logo depois deste ter começado a baptizar e a pregar, no décimo quinto ano do reinado de Tibério, i.e., 28 – 29 N.E., quando Pôncio Pilatos foi governador da Judeia, i.e., 26 – 36 N.E. De acordo com o Novo Testamento, isto também aconteceu quando Lysanias foi tetrarca de Abilene e Anás e Caifás eram sumos sacerdotes. Mas Lysanias governou Abilene, 40 a.N.E. até ser executado em 36 A.C. por Marco António, cerca de 60 anos antes da data para Tibério, e cerca de 30 anos antes do suposto nascimento de Jesus!