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13 de Outubro, 2011 José Moreira

Feriados…

Leio, na comunicação social, que o Governo pretende acabar com alguns feriados. Religiosos, acrescente-se, o que se saúda.

Ao que parece, os candidatos à extinção são o “corpo de deus” e o “todos os santos”. É pouco. Muito pouco. Portugal tem demasiados feriados religiosos. Ninguém sabe, por exemplo, qual a razão de um feriado para a “imaculada conceição” quando é certo que essa conceição “imaculada” foi decidida por decreto por um bem terreno Papa. Como foi que o homem soube que Maria tinha sido concebida “sem pecado”? Estava lá para ver? Já agora: qual “pecado”? O de a respectiva mamã ter dado uma “cambalhota” de que resultou o nascimento de Maria??

Há outros, mas, para já, fiquemo-nos com estes. Claro que já estou a ver os créus de plantão a berrarem pelo Natal e pela Páscoa… Bom, a Páscoa calha a um domingo, por isso, nada a fazer; quanto ao Natal, não há a menor razão para que seja uma festa religiosa (aliás, é-o cada vez menos); muito antes da Era Comum, já se festejava o “natalis solis invictus”, que é como quem diz, o Solstício de Inverno. Não vejo razão para que não se continue a festejar.

 

13 de Outubro, 2011 Abraão Loureiro

Gravura de J. Vilhena

13 de Outubro, 2011 Carlos Esperança

A pena de morte e a civilização

O que ontem era a regra está a caminho de ser excepção, mas há excepções que doem mais. Como podem os Estados Unidos da América, com uma Constituição democrática e laica, redigida por quem fugiu à violência das guerras religiosas, conviver com uma pena que mantém a incerteza sobre a condenação de inocentes?

Progressivamente, nas últimas décadas temos assistido ao aumento do número de países que excluíram do seu Código Penal o bárbaro castigo que as religiões promoviam como sendo a vontade de Deus. Não é por acaso que a pena de morte subsiste em países com forte influência religiosa.

As teocracias praticam-na com o mesmo entusiasmo com que a Inquisição queimava bruxas, hereges e judeus. Na América do Norte a pena de morte não é alheia à influência do protestantismo evangélico e nem o facto de posteriormente se ter provado a inocência de condenados, faz vacilar os juízes ou tremer a mão dos governadores que assinam as execuções.

Para lá da repulsa que tão bárbara pena inspira bastava a possibilidade de assassinar um inocente para fazer recuar um Governo. A piedade do último Bush, que dizia falar com Deus, fez dele, enquanto Governador do Texas, o campeão destacado das execuções que foram assinadas nesse período de tempo.

Há na Europa uma certa direita, de natureza fascista e xenófoba, que vê com bons olhos a reintrodução da pena de morte. Esses arautos da crueldade suprema sabem bem que a referida pena é um prolongamento dos sentimentos racistas, que as vítimas são na sua maioria negros e pobres, imigrantes atirados para guetos e infelizes sem trabalho nem meios de subsistência.

Acresce que as execuções não têm qualquer efeito dissuasor, apenas satisfazem o desejo de vingança dos seus defensores.

Há várias formas de desumanidade. A pena de morte é uma das mais cruéis.

Depois da sua reintrodução (USA) em 1976, a pena capital é aplicada em 34 dos 50 estados e custou a vida de 1254 pessoas cuja imensa maioria eram homens negros. Perto de 3330 pessoas esperam hoje a sua sentença nos corredores da morte – lia-se em «Le Monde» de 10 do corrente mês, dia internacional contra a pena de morte.

12 de Outubro, 2011 Luís Grave Rodrigues

Luxúria

12 de Outubro, 2011 Carlos Esperança

Para quem acredita na bondade da ICAR

Façam uma pesquisa no Google com cada uma das seguintes sugestões:

 

Cruzada dos Albigences
Tomás de Torquemada
Santo Ofício
Malleus Malleficarum
“A divinis”

papa Inocêncio IV
Diego Rodrigues Lucero
Júlio II della Rovere
Noite de S. Bartolomeu (1572)
Cavaleiro de la Barre
Patti Lateranensi
Roberto Bellarmino
Pralat Kaas
bispo de Freiburg, monsenhor Gröber
Índex Additus Librorum Prohibitorum
cardeal Stepinac
reverendo Stephen Kiesle

11 de Outubro, 2011 Raul Pereira

Se fosse hoje, Terry Jones não se atreveria…

Terry Jones, um dos membros do grupo Monty Python, criadores do belíssimo filme Life of Brian, de 1979, afirmou ontem ao The Guardian que, se fosse hoje, não realizaria o filme, devido ao ressurgimento do fenómeno religioso: «Ao tempo, a religião parecia posta de lado e era como se estivéssemos a pontapear um burro morto. Agora voltou para se vingar, e nós pensaríamos duas vezes antes de o fazer.»

Quem ainda não viu o filme, deve vê-lo. Mais informações no IMDB.