20 de Junho, 2012 José Moreira
As religiões são pacíficas…
…e Alá é grande e misericordioso.
Se não acredita, confirme aqui.
…e Alá é grande e misericordioso.
Se não acredita, confirme aqui.
Um bispo argentino, presidente da Cáritas para a América Latina, está a ser investigado pela Santa Sé depois de terem sido divulgadas imagens suas em atitude carinhosa com uma mulher, durante umas férias à beira-mar no México. O sacerdote diz tratar-se de uma amiga de infância.
O Vaticano abriu uma investigação para apurar o que se passou e tomar medidas contra o bispo Fernando Maria Bargalló, 59 anos, depois de terem sido divulgadas estas imagens em que aparece abraçado a uma mulher dentro de água.
O Vaticano parece já ter encontrado os culpados do escândalo sobre a divulgação de documentos que alegam corrupção e divisões no seio da Igreja Católica. Segundo o secretário de Estado Tarcisio Bertone, os responsáveis são os jornalistas e… o diabo.
Desde os tempos imemoriais que se sabe quão proveitosa nos tem sido esta fábula de Jesus Cristo.
Carta do papa Leão X (um Médici) (1513 1521), dirigida ao cardeal Bembo, seu secretário, veneziano, construtor da língua italiana, humanista, poeta, pai, relacionou-se amorosamente com Lucrécia Bórgia. Leão X foi um libertino convertido Reanimou a Inquisiçaõ e os Jesuítas.
Sou acusado de, de vez em quando, me entreter com Tasso, Dante e Ariosto. Será que não sabem que a sua leitura é a deliciosa bebida que me ajuda a digerir a substância grosseira dos estúpidos doutores da Igreja? Será que não sabem que esses poetas me proporcionam a visão de cores brilhantes, com a ajuda das quais suporto os absurdos da religião?
Carta do papa Clemente XII (1740 1758), dirigida a Montfauçon. Este papa proibiu a Maçonaria e elevou o patriarca de Lisboa a cardeal.
Em Roma, tem-se o hábito de tolerar certas coisas e de silenciar outras.
Carta do papa Gregório VII, dirigida ao legado pontifício Hugo de Die, em 9 de Março de 1078. Gregóro VII era anão. Conspirou e matou para ser papa.
(Enviado pelo leitor CSF)
Poderá a freira ter falsificado o testamento da milionária?
Era uma vez uma milionária que vivia sozinha em Roma. Nos últimos anos da sua vida, tornou-se amiga da madre superiora de um convento e começou a passar lá tempo. Quando morreu, a freira foi a sua herdeira.
Até aqui nada de anormal. Solidão, consolo humano e espiritual, doação testamentária. Um script muito frequente, em Itália como noutros países. Por muito que desagradasse aos parentes da milionária – com os quais ela não teria uma relação próxima – nada podiam fazer, não sendo herdeiros legitimários.
«Pedófilos religiosos prejudicam a credibilidade da Igreja» – Bento XVI
O Banco do Vaticano (IOR) prejudica muito mais.
«A Santa Sé revelou ontem, dia 14, que a Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) propôs à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), fundada por D. Marcel Lefèbvre (1905-1991), a criação de uma prelatura pessoal.»
Desde sempre que a Santam Unam Catolicam Apostolicam Igrejam (SUCAI – seja-me perdoado o sotaque – se tem batido incansavelmente pela conquista da paz e, principalmente, pelas boas relações inter-religiosas. O seu esforço levou-a, inclusivamente, a pegar em armas para atingir o desiderato. Só que, ultimamente, a SUCAI tem andado assim a modos que nem lá vou nem faço minga, palmilhando os ínvios caminhos do “nim”. Principalmente desde que a Santa Inquisição entrou em “lock-out”. Ou hibernação, quem sabe…?
Pois bem, parece que a SUCAI voltou a desenterrar os seus pergaminhos, e regressou ao caminho da conquista da paz e da concórdia. Desta vez sem armas, mas com um toque de modernidade: através do franchising. Para já, começou com a FSSPX, o que se louva e aplaude com ambas as mãos, mas seria boa ideia alargar os seus horizontes. Ou seja, a SUCAI (ICAR, para os amigos) poderia estender a sua mão abençoada a religiões que adoram outros deuses. Por exemplo, um islâmico quer fazer uma das cinco orações diárias e não tem nenhuma mesquita ali à mão de semear; pois bem, a igreja mais próxima disponibilizar-lhe-ia não só uma esteira, mas também uma bússola devidamente orientada para Meca. Por uma questão de economia, a bússola poderia ser substituída por uma seta pintada no chão. Claro que o islâmico teria de ignorar a bonecada que enfeita os altares, mas isso só demonstraria a sua boa-vontade e tolerância. Desde logo, o pessoal começava a pensar duas vezes antes se fazer rebentar e fazer rebentar os outros, porque começava a pensar que, se calhar, os outros até não eram tão maus como isso. Depois, até podia ser – quem sabe? – que eles começassem a deixar os cristãos – católicos ou nem por isso – fazer as suas orações nas mesquitas, que até não são utilizadas ao domingo. Não viria grande mal ao mundo se realizassem umas missas na mesquita de Al-Acsa, por exemplo… Desde que não fosse à 6ª feira, claro.
Mas a ICAR (a.k.a SUCAI) até podia ir mais longe: como grande parte da comunidade muçulmana tem dificuldades em fazer a peregrinação obrigatória a Meca, a ICAR podia estabelecer protocolos de modo a considerar Fátima como local de peregrinação opcional e com a mesma força jurídico-religiosa. Isto, claro, para os islâmicos que residam em Portugal e no norte de África. Seria uma questão de fazer as pesquisas necessárias para para ver qual a melhor opção, em termos financeiros, isto é, a melhor relação distância-qualidade-preço. A gerência do santuário se Fátima, numa demonstração de boa-vontade, até podia mandar construir uma Ka’bah, com o dinheiro que sobejou da nova basílica. A Hajar el Aswad poderia, perfeitamente, ser dispensada, porque o importante é o simbolismo.
Finalmente, e uma vez por ano, muçulmanos e cristãos – fossem católicos ou nem por isso – reunir-se-iam num mega pic-nic, mas sem porcos, que era para não ofender os nossos irmãos mouros, e sem o Toni Carreira, para não ofender os nossos irmãos inteligentes e cultos.
Numa segunda fase, alargar-se-iam estas medidas aos judeus, hindus, etc.
Enfim, uma ideia a considerar pela ICAR, e pela qual não levo um tusto..
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.