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16 de Junho, 2012 Carlos Esperança

A verdadeira face da ICAR

Apelamos à Arquidiocese de Bombaim, para encorajar a retirada das queixas contra o indiano racionalista Sanal Edamaruku

Junte-se a Associação Racionalista (UK) condenando o uso indevido de lei indiana por várias organizações católicas para silenciar um ativista contra a superstição. Em março de 2012, na sequência da denúncia de um suposto milagre em uma Igreja Católica em Mumbai como nada mais do que o resultado de um vazamento, foi apresentada uma queixa contra Edamaruku Sanal por organizações locais de católicos com a polícia de Mumbai, que agora pode prendê-lo . Foi-lhe negada fiança “antecipatória”, que significa que, se for preso, ele enfrenta um longo prazo na prisão apenas para explicar a ciência por trás de um aparente mistério.

Sanal Edamaruku, presidente da Associação Indiana racionalista, tem sido há décadas um incansável defensor da ciência e contra a superstição. Ele é amplamente conhecido pela sua denúncia dos truques usados ​​por autoproclamados ‘Deus-Men’ e gurus e tem frequentemente explicado na televisão indiana a ciência por trás de supostos milagres.

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Nota: (Este texto foi traduzido do original pelo Google.

16 de Junho, 2012 Carlos Esperança

O Vaticano é um offshore da democracia e da decência

Ao melancólico estertor do papa de turno juntam-se as conspirações e lutas pelo poder num espetáculo deprimente para o Vaticano, Estado que os interesses económicos ainda perpetuam.

Segundo revelações recentes da imprensa italiana, o Banco do Vaticano – Instituto para as Obras da Religião (IOR) – parece mais uma lavandaria do que uma instituição de crédito. Terão passado por lá, para lavagem de dinheiro e fuga aos impostos, contas secretas de políticos, empresários e chefes mafiosos, quiçá, alguns com dupla qualidade.

A experiência milenar da Cúria Romana há de encontrar uma forma de limitar os danos e, sobretudo, de não perder dinheiro, assunto bem mais importante do que as bênçãos, indulgências e destino das almas. De qualquer modo, a última teocracia europeia sofre a erosão de sucessivos escândalos a que não consegue pôr cobro. A demissão abruta do presidente do IOR, Ettore Tedeschi, em 24 de maio, e os documentos descobertos pela polícia na sua casa, puseram em tal pânico as sotainas que foi tornado público que o Vaticano exige confidencialidade nos documentos que provam o mar de lama em que se converteu o negócio bancário divino.

Ainda não foi esquecida a responsabilidade do arcebispo Marcinkus nas fraudes comuns ao IOR e ao Banco Ambrosiano nem a proteção de João Paulo II que não autorizou a sua extradição para Itália, estranha conivência que diz mais sobre as virtudes papais do que a cura da doença de Parkinson a uma freira, milagre obrado em estado de defunção.

Se a este colossal escândalo público do bairro de 44 hectares, onde os escândalos são segredos de confessionário, acrescentarmos a força do Opus Dei e o namoro com a seita ultrarreacionária Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), cuja excomunhão já foi levantada, temos uma instituição pia sem ética, sem vergonha e sem respeito. A rica e poderosa congregação dos Legionários de Cristo falhou a canonização do seu fundador, depois de lhe terem escondido inumeráveis crimes de pedofilia, quando – horror dos horrores –, descobriram que tinha deixado descendência, mas é um esteio do Vaticano.

A Igreja católica está em acentuado declínio, não por ser pior do que as outras religiões, mas por ser um enclave entre democracias, onde o escrutínio da opinião pública não se detém com as ameaças das perpétuas penas do Inferno.

Assim pudesse ser escrutinado o fascismo islâmico onde os constrangimentos sociais, as madraças, as mesquitas e o Corão fanatizam os crentes e ameaçam a paz mundial.

15 de Junho, 2012 Carlos Esperança

Vaticano: nas mãos da extrema-direita do catolicismo

Proposta de prelatura pessoal para integrar lefebvrianos

A Santa Sé revelou ontem, dia 14, que a Congregação para a Doutrina da Fé (CDF) propôs à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), fundada por D. Marcel Lefèbvre (1905-1991), a criação de uma prelatura pessoal.

Esta estrutura, que já existe no caso do Opus Dei, permitiria o “reconhecimento canónico” da FSSPX, sendo considerada pelo Vaticano como o “instrumento mais adaptado” para este propósito.

15 de Junho, 2012 Carlos Esperança

A guerra civil espanhola ainda não terminou (2)

Por
Manuel Paula Maça

Gostei particularmente do artigo. Preocupa e dói o que fizeram a Baltazar Garzon e a sede de ajuste de contas com o passado recente por parte da igreja católica espanhola. A honestidade e a integridade moral têm, frequentemente, um preço elevado.

Como amante de História, recordo que o “Caudillo de España por la Gracia de Dios” usava de outros requintes, para além do fuzilamento: o garrote, os trabalhos forçados, por exemplo. Depois, vinha a gasolina, para o resto…

Sabemos, também, que Salazar foi um dos adversários e inimigos da II República Espanhola (14 de Abril de 1931, se bem me lembro), já que ameaçava a sobrevivência do Estado Novo. Inversamente, o Estado Novo também preocupava a República, e com razão, como se provou. Se a oposição portuguesa se acolhia em Espanha, com particular apoio de Manuel Azaña (entre outros, claro), os opositores espanhóis acolhiam-se em Portugal (destaque para a linha de Cascais). Consta que, entre nós, a venda de propriedades chegava a ser publicitada em pesetas!

Com o início da “sublevação”, Salazar fez uma série de jogos duplos, nomeadamente com a França e a Inglaterra. Deixava passar material de guerra e entregava os refugiados a Franco, sabendo que iam ser fuzilados e cremados a seguir. O Rádio Clube Português (c. 1930), localizado na Parede, viria a ser estação de rádio ao serviço do Franquismo, emitindo em Castelhano, embora muitas notas históricas omitam este facto.

Agradou-me particularmente o livro “Portugal e a Guerra Civil de Espanha”, de Iva Delgado, que achei bastante documentado e fundamentado; actualmente ando com “Salazar e a Guerra Civil de Espanha”, de César Oliveira. Ambos se recomendam.

Enfim, um tema interessante, não propriamente por boas razões.

14 de Junho, 2012 Carlos Esperança

A tarefa exige mais cardeais…

O cardeal Marc Ouellet, legado pontifício no 50º Congresso Eucarístico Internacional de Dublin, se reuniu com as vítimas de abusos sexuais por parte de clérigos para reafirmar o pedido de perdão em nome do papa Bento XVI e da Igreja.

Segundo o Vaticano, o encontro foi realizado na terça-feira no santuário ‘Purgatório de São Patrício’, às margens do lago Lugh Derg, no norte da Irlanda, e contou com a participação de homens e mulheres de várias dioceses irlandesas que sofreram abusos sexuais por parte de clérigos nas últimas décadas.