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19 de Junho, 2014 Carlos Esperança

Deus – A descer

Em 2005 era assim. E agora?

De acordo com sondagens realizadas pelo respeitado Instituto Gallup Internacional em 65 países, o numero de pessoas que se consideram religiosas ou afirmam acreditar num Deus qualquer não para de diminuir: eram 87% em 2000 e apenas 66% em 2005.

O número dos que se vinculam a uma religião passou de 88% para 60% na Europa Ocidental; de 84% para 65% na Europa de Leste; de 77% para 50% na Ásia/Pacífico; de 91% para 71% na América do Norte e de 96% para 82% na América do Sul.

O Gana está em 1.º lugar em percentagem de crentes (96%) seguido pela Nigéria 94%).

À cabeça do ateísmo está Hong-Kong com 54%. E dos sem religião a Tailândia (65%) seguida pelo Japão (59%).

Em todo o lado, exceto África, a prática religiosa retrocedeu. Apenas se verifica, para gáudio dos prosélitos, que o envelhecimento traz Deus de volta.

A sondagem de 2005 aponta uma relação de causa/efeito entre o fenómeno religioso e a situação social e económica das pessoas: quanto mais elevados os níveis de instrução, mais baixos são os níveis de religiosidade.

Não é ainda o fim das religiões que se anuncia nem os primatas paramentados estão em vias de extinção. Mas é um bom augúrio para uma sociedade liberta da opressão divina, um princípio do fim dos medos, uma alteração na correlação de forças que submete os crentes à opressão do clero.

É nesta fase de declínio da fé que a raiva eclesiástica atinge o paroxismo. As feras, no seu estertor, são perigosas.

Fonte: LA VANGUARDIA.es Lunes, 13 de febrero de 2006de febrero 2006
Dios se siente solo – SAMIR GHARBI – 12/02/2006
JEUNE AFRIQUE L´INTELLIGENT, París, 11 / II / 2006

18 de Junho, 2014 Carlos Esperança

Voltaram as guerras religiosas

Quando julgávamos que a secularização tinha contido as pulsões homicidas em nome de Deus, esquecíamos o cancro que corroeu povos tribais e países civilizados onde germina o ódio e floresce a fé. A laicidade não foi suficiente, nem na Europa, para impedir que a fanatização tivesse lugar nas madraças e mesquitas.

Muitos europeus caucasianos, sem emprego nem futuro, aderiram ao mais implacável dos monoteísmos – o Islão –, e combatem por um déspota virtual ao serviço do ódio, do tribalismo e de um “misericordioso” profeta analfabeto, impacientes por impor a sharia.

Depois do tirocínio na Síria, Iraque, Iémen ou Líbia, vão regressar à Europa, cheios de ódio e de tempo, com enorme experiência militar, ansiosos de virgens e rios de mel!

Blair, grotesca caricatura de católico, dissimulado anglicano, enquanto PM, conduziu com Bush a guerra assassina contra o Iraque, arrastando idiotas úteis, Aznar e Barroso. Sentiu agora necessidade de mentir, outra vez, dizendo que a atual tragédia do Iraque é alheia às armas químicas que brotaram da cabeça dele, de Bush e dos outros cruzados que o invadiram.

O Islão, a cópia grosseira do cristianismo, com laivos de judaísmo, falhada a civilização árabe, converteu-se, no seu primarismo, numa mancha de óleo que escorreu para o Irão e Turquia e contaminou povos onde a repressão política sobre o clero tornara pacíficas as religiões. É certo que o sionismo o ajuda a exacerbar o ódio, mas ninguém pense que a destruição de Israel pacificaria a horda de fanáticos viciados em jejuns e orações.

Europa e EUA, embevecidos com a paz religiosa de que têm gozado, salvo o sobressalto na ex-Jugoslávia, imaginam que na Turquia governa um “muçulmano moderado”, como se o substantivo fosse compatível com o adjetivo.

Não entenderam o genocídio de utus e tutsis, incitados os ódios tribais pelo proselitismo cristão, a tragédia africana na zona do Sahel, com muçulmanos a massacrar os cristãos, tensões na Índia entre hindus e islamitas, enfim, a globalização da “banalidade do mal”, na expressão de Hannah Arendt, para decifrar a perversidades de criaturas imbecilizadas por um credo e fanatizadas na obediência a um ser imaginário.

Há uma ameaça religiosa global à espreita, a demência ecuménica que serve interesses económicos, redistribui recursos energéticos e concentra a riqueza nos fornecedores de armas.

E nós, ingénuos, a julgar que o fanatismo não é contagioso.

17 de Junho, 2014 Carlos Esperança

As mutações de Deus

Enquanto os animais, ao longo da história da Humanidade, progrediram e melhoraram, até ao aparecimento do género humano, cada vez mais evoluído, Deus sofreu mutações que o fizeram regredir e o tornaram pior.

As mutações que empobreceram o produto original foram introduzidas pelos charlatães tribais da Idade do Bronze, que fabricaram Deus, sem terem em conta os benefícios dos crentes, olhando aos interesses patriarcais das suas tribos.

O Islão clonou o Deus judaico-cristão, sem conhecer a cultura helénica nem o direito romano. Produziu um aborto que o profeta Maomé, analfabeto e rude, converteu num perigoso inimigo da humanidade e em violento fator de retrocesso civilizacional.

Para piorar, Deus, per se, um produto imperfeito, ficou entregue aos clérigos cujo poder e consideração dependem do servilismo dos fiéis, do fanatismo que impõem e do terror que infundem.

É este o dilema da civilização islâmica, como outrora foi a da cristã: ou afasta o clero do poder ou perde os homens para a modernidade, a democracia e o progresso. Deus está a mais num processo de paz social. É um elemento perturbador da felicidade humana.

O que está a acontecer no Iraque, Quénia, Líbia, Iémen, Paquistão, Nigéria, e um pouco por todo o mundo, não pode continuar. A barbárie, o terror e o ódio ao progresso são os argumentos de quem pretende perpetuar paradigmas perversos e crueldades ancestrais.

Basta!

16 de Junho, 2014 Luís Grave Rodrigues

Wanted!

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16 de Junho, 2014 Luís Grave Rodrigues

O “Argumento Ontológico”

O “Argumento Ontológico” é, de facto, um curioso jogo de palavras capaz de nos entreter por quase meio minuto.
Contudo, e paradoxalmente, tem sido um dos argumentos mais utilizados tanto por teístas como por deístas para “demonstrar” a existência de Deus.
Ou seja, como se para os crentes a existência de Deus dependesse da capacidade lúdica de… um jogo de palavras.

Eis o “Argumento Ontológico”, formulado por Santo Anselmo de Cantuária em 1078:
1 – É possível conceber (mesmo para um ateu) um ser sobre o qual nada de melhor possa ser concebido, ou seja, um ser maior que o qual não se pode conceber outro ser;
2 – Um ser que não exista no mundo real é, exatamente por esse motivo, menos que perfeito;
Logo,
3 – Deus existe!

E eis a refutação do “Argumento Ontológico”:
1 – A criação do mundo é a realização mais maravilhosa que se pode imaginar;
2 – O mérito de uma realização é o produto:
a) Da sua qualidade intrínseca;
b) Da capacidade do seu criador.
3 – Quanto maior é a incapacidade (ou desvantagem) do criador mais impressionante e fantástica é a sua realização;
4 – A desvantagem mais formidável para um criador seria a sua própria inexistência;
5 – Portanto, se supusermos que o Universo é o produto de um criador existente, podemos conceber um ser ainda maior – precisamente o ser que criou todas as coisas sendo inexistente;
6 – Um Deus existente, portanto, não seria um ser maior que o qual não se pode conceber outro ser, porque um criador ainda mais formidável e incrível seria um Deus que não existe;
Logo,
7 – Deus não existe!!!

16 de Junho, 2014 Carlos Esperança

A ICAR não muda, adapta-se

Pontífice diz que é possível que judeus e cristãos “vivam como irmãos”

“Dentro de cada cristão existe um judeu”, defende papa

Ao longo dos séculos a relação do Vaticano com os judeus passou por diferentes fases. Desde uma declarada perseguição como na Inquisição, até acusações de ter apoiado os nazistas durante a Segunda Guerra.

Contudo, o Papa Francisco voltou a mostrar a força de seu pensamento ecuménico esta semana. Na entrevista concedida ao jornal espanhol ´La Vanguardia´, publicada nesta sexta (13), ele condenou todo tipo de fundamentalismo, cuja “estrutura mental” seja “a violência em nome de Deus”.

16 de Junho, 2014 Carlos Esperança

Herança de cruzados

20140615_PublicoBush, Blair, Aznar e Barroso acicataram a fé destes dementes de Maomé.

15 de Junho, 2014 Abraão Loureiro

Querido Diário

Hoje topei com alguns conhecidos meus
Me dão bom-dia, cheios de carinho
Dizem para eu ter muita luz, ficar com Deus
Eles têm pena de eu viver sozinho

Hoje a cidade acordou toda em contramão
Homens com raiva, buzinas, sirenes, estardalhaço
De volta a casa, na rua recolhi um cão
Que de hora em hora me arranca um pedaço

Hoje pensei em ter religião
De alguma ovelha, talvez, fazer sacrifício
Por uma estátua ter adoração
Amar uma mulher sem orifício

Hoje afinal conheci o amor
E era o amor uma obscura trama
Não bato nela nem com uma flor
Mas se ela chora, desejo me inflama

Hoje o inimigo veio me espreitar
Armou tocaia lá na curva do rio
Trouxe um porrete a mó de me quebrar
Mas eu não quebro porque sou macio, viu