21 de Setembro, 2014 Carlos Esperança
A homofobia pia


A segurança da Basílica de S. Pedro foi reforçada na sequência da ameaça de um ataque terrorista e o embaixador do Iraque comunicou à Imprensa italiana que os jihadistas querem matar o Papa.
Os jihadistas são assaz chanfrados para tentarem eliminar a concorrência e não restam dúvidas de que o Papa era um troféu simbólico importante para a corja, mas ficaria mal visto o Vaticano se as bênçãos de sucessivos papas não tivessem o poder de esconjurar tão diabólicas intenções num local repleto de santidade.
Uma teocracia, a transbordar de água benta e incenso, não pode deixar que demonífugos secularmente usados com eficácia se transformem em placebos.
Há, pois, um duplo receio na ameaça, a concretização de um crime e o desprestígio para a parafernália pia com que se invoca a proteção divina.
Esperemos que a cruz, capaz de repelir demónios, afaste os criminosos que deviam estar no manicómio ou na prisão.
Foto: AP/Raqqa Media Center of the Islamic State group
Segundo comunica a mídia alemã, citando fontes do Departamento Federal de Proteção da Constituição, pelos menos, cinco atos terroristas cometidos no Iraque e na Síria são da autoria de bombistas suicidas procedentes da Alemanha.
Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_09_19/Guerreiros-de-Al-com-passaportes-europeus-2405/
Para serem supranumerários do Opus Dei precisam de se comprometer em absoluto com a castidade a que os numerários são também obrigados. Aos cooperantes não são requeridas outras condições além do trabalho e das esmolas. E têm direito a que todos os fiéis da Prelatura, com a sua oração e o seu sacrifício devam trabalhar para que, pela intervenção da Beatíssima Virgem, consigam para eles da misericórdia divina a luz inesgotável da fé e os atraiam suave e eficazmente aos costumes cristãos.
Juan G. Atienza acusa a Igreja de, com a colaboração do Opus Dei, tentar criar o governo teocrático universal sonhado por Paulo. A sua aberta aliança com a Mafia internacional e a pseudo-maçonaria financeira bem como o abuso indiscriminado do negócio milagreiro (Lourdes, Fátima, La Salette, Chestojowa, o sangue de S. Pantaleão, os milagres do padre Pio, etc., são outras acusações que o mesmo autor lhe faz e de que todas as pessoas se podem dar conta.
Monsenhor Escrivá converteu-se em o justo entre os justos mais rapidamente elevado aos altares em toda a história da Igreja.
(in “Los Pecados de la Iglesia” pgs. 338 e 339 de Juan G. Atienza)
Com o meu pedido de desculpas, informo os leitores de que apaguei um texto de um advogado francês, declaradamente nazi, homofóbico, xenófobo, antissemita e extremista católico.
Como descobri a identidade do autor, alertado por um amigo, entendi que não devia promover uma pessoa cuja conduta devia envergonhá-lo.
La Policía australiana ha frustrado los planes de un grupo de militantes del Estado Islámico que pretendía secuestrar personas para luego ejecutarlas en las calles de Sídney.
Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/140638-australia-terrorismo-estado-islamico
Há para aí quem acredite no Deus que ditou a um pastor de camelos, analfabeto e tribal, um livro tão detalhado que, da gastronomia ao sexo, da discriminação das mulheres à interdição do álcool, do número de orações diárias às relações sexuais, tudo seria feito segundo a sua vontade.
Esse Deus, tão rude e violento como o destinatário, afiançou-lhe que a sua tribo era a predileta, que as outras eram infiéis e deviam ser assassinadas pela seguinte ordem: primeiro os judeus e, depois, os cristãos e, posteriormente, todos os que não prestassem vassalagem ao profeta.
Antes desse esquizofrénico plagiador já o Deus do cristianismo tinha visitado a zona geográfica, feito milagres, pregações e ressuscitado mortos para que todos fizessem o que queria o Deus mais velho, a quem chamava pai, enquanto um pobre carpinteiro era substituído na paternidade, por uma pomba, e um anjo fez de alcoviteiro.
Também este plagiara um tal Jeová, o primeiro a ditar um livro, como se Deus fosse dado à literatura, que jurou amor a doze tribos de Israel e fez uma escritura de doação de terras que ainda mata que se farta entre fiéis dos diversos avatares do deus abraâmico.
Claro que para as religiões monoteístas é extremamente difícil explicar com o seu mito bom, generoso, omnipotente, omnisciente e omnipresente, as guerras, as tragédias e crueldades que ensanguentam o mundo.
Assim, os crentes começaram a desconfiar de Deus e passaram a acreditar no Diabo.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.