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18 de Outubro, 2014 Carlos Esperança

O catolicismo, o poder e a política no início deste milénio

As religiões não toleram a perda de influência. Depois de criarem um deus verdadeiro, de o promoverem e enfrentarem a concorrência, vieram o iluminismo, a laicidade e a democracia a estorvar o proselitismo.

A pedagogia ativa com que combatiam heresias e converteram réprobos já não pode ser aplicada porque a tortura é proibida e as fogueiras tornaram-se obsoletas, para desespero dos padres e eterna perdição das almas.

Quando os jesuítas anunciaram na China a boa-nova de que o filho de deus tinha vindo ao mundo, espantaram-se os chineses por, durante tanto tempo, ninguém os ter avisado. E, talvez por isso, preferiram ao deus, que se deixou pregar na cruz, um homem que sorriu quando lhe disseram que era eterno – Buda.

Apesar dos reveses, os deuses dos monoteísmos gozam de sólida reputação. Os humores e idiossincrasias não os destroem mas sabe-se que, quando a repressão abranda, germina o ateísmo e, sempre que o poder do clero se debilita, a confiança esmorece.

As religiões, não podendo destituir, em nome da fé, os mandatários do povo, sufragados por eleições, pedem, por amor de deus, que sejam eleitos governantes tementes a deus e generosos com os devotos servidores.

Em Chipre, em 2001, os padres rezaram muito para que o partido comunista perdesse as eleições e interromperam as orações a vê-lo ganhar. Os resultados eleitorais provaram que deus não estava na ilha e que as orações eram placebo.

Nessa altura, em Itália, andou o Vaticano numa azáfama a pedir orações por Berlusconi, um cristão que pouco deve à santidade. Ganhou as eleições, mas houve quem pensasse que influíram mais a comunicação social e o dinheiro do que o deus do Papa.

Em Espanha a Conferência Episcopal jogou tudo na luta contra o PSOE que, entre outras maldades, legalizou as uniões homossexuais, permitiu-lhes a adoção de crianças e tornou facultativa a aula de religião católica nas escolas públicas. As eleições foram entre Zapatero e a Conferência Episcopal e o primeiro ganhou-as.

Penso que, um dia, em qualquer país, ganhará as eleições quem tiver a animosidade do clero. Deus perdeu influência. Até para obrigar as crianças a comer a sopa.

17 de Outubro, 2014 Carlos Esperança

Daniel Serrão, conhecido médico católico, atropelado no Porto

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ONDE ESTAVA DEUS?

 

 

Por

João Pedro Moura

Daniel Serrão, médico e membro da Associação dos Médicos Católicos Portugueses e de comissões de bioética, incluindo assessoria ao papa João Paulo II, foi atropelado ontem no Porto, estando em estado grave.

QUESITO: o deus dos católicos sabia que iria acontecer o atropelamento? Sim ou não?

Se sim, esse deus é perverso e monstruoso, pois programou o infausto acontecimento, ainda por cima, dum dos seus adeptos mais conhecidos e militante…

Se não, então, esse “deus” é imperfeito, pois não previu nada, e, sendo imperfeito, não existe, pois lhe falta um atributo fundamental: a omnisciência…

…Mas também a omnipotência, para evitar o desastre… se queria evitar…

Se sim, registo particularmente aqui a crueldade facinorosa dum deus, que sabia tudo até ao mínimo pormenor: o dia e hora do acidente; as circunstâncias do mesmo; o movimento errado do condutor do veículo causador, se este foi o culpado; o movimento errado do peão atropelado, se este foi o culpado. Enfim, nada escapou à programação do acidente, feita por esse tal deus, que os crédulos exaltam, mas de que não conseguem dar provas da sua existência…

Este é um problema teórico e repetitivo, que acontece todos os dias, a toda a hora, para os crédulos religionários:

Como conciliar o caráter absoluto do seu deus, com a liberdade humana e com o decurso normal da dinâmica da natureza?

 

Os crédulos religiosos, na sua necedade larvar, acham que é possível conciliar estas duas proposições contraditórias…

Ou bem que o seu deus, omnipotente, omnisciente, omnipresente, criador, governador e justiceiro, tudo sabe, tudo cria, em tudo está presente, e nada nem ninguém pode pensar a mínima coisa ou fazê-la sem esse deus, portanto, ter provocado isso…

…Ou há liberdade humana e dinâmica natural…mas então o deus dos crédulos não pode existir, pois é impossível tal existência, primeiro, por falta de prova, segundo, por falta duma simples lógica, elementar e coerente.

Por isso é que o grande filósofo grego, Epicuro (341-270 a.c.), compreendeu perfeitamente, há mais de 2 000 anos a inanidade da ideia de deus, ao comentar com uma demolidora e lógica argumentação, um incêndio que queimou um templo, no seu tempo:

“O fogo chegou à casa do vosso deus e consumiu-a: Pergunto-vos: por que razão não evitou esta calamidade, se realmente é justo e bom?

Ou ele a quis evitar, mas não pôde; ou pôde e não quis; ou nem quis nem pôde, ou, enfim, quis e pôde.

Se quis e não pôde, é impotente; se pôde e não quis, é perverso; se não pôde nem quis, é perverso e impotente; se pôde e quis, é monstruoso.

Assim, para que prestais culto a semelhante divindade?”

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/medico-daniel-serrao-em-estado-grave-depois-de-ter-sido-atropelado-no-porto-1673096

 

17 de Outubro, 2014 Carlos Esperança

Momento zen de segunda_15_10_2014

João César das Neves (JCN), ao contrário de Batista-Bastos, continua com o púlpito no DN onde as homilias passaram de segunda para quarta-feira. Hesito no título a dar à exegese a que me habituei. Talvez passe para «Momento zen de quarta», mais de acordo com as inanidades que piamente debita.

A homilia de quarta (feira) crismou-a o devoto de «Amputação» e é uma diatribe contra o divórcio, um pecado cujo pensamento lhe liquefaz os miolos e o obriga a apertar dois furos no cilício.

Para condenar o divórcio usa esta deliciosa imagem: «Tenho problemas respiratórios desde pequeno, com asma, bronquites, etc. Viver com os meus pulmões não é nada fácil, mas nunca me passou pela cabeça andar sem eles». E acrescenta: «Tenho tido problemas com a minha mulher desde que casámos (…) mas haverá alguma razão para eu pensar em viver sem ela»? A única surpresa é o masoquismo da mulher.

Não falou no problema da enxaqueca e da possibilidade de ser tão intolerável que tenha abdicado de viver sem cabeça. JCN usa imagens fortes, mas prescinde da cabeça.

Para JCN, o divórcio é uma aberração e « A aberração torna-se visível se considerarmos qualquer outra época, região ou cultura. Uma breve consulta mostra que (…) o divórcio, a existir, tem estatuto semelhante à amputação de membros». Provavelmente ainda tem os membros todos!

JCN, certamente já confessado e comungado, termina a homilia desta quarta com uma profecia: «O futuro voltará a tratar o casamento como ele realmente é: uma enxertia definitiva na árvore genealógica, onde todos somos apenas ramos, que morrem se cortados do tronco. O futuro lamentará o tempo louco que esqueceu esta verdade essencial e, pela sua desgraça, provou a toda a humanidade essa importância vital».

O homem pensa com os membros todos ou, pelo menos, com os quatro da locomoção.

16 de Outubro, 2014 Carlos Esperança

Religiões e democracia

Todas as religiões se consideram as únicas verdadeiras, tal como o seu deus. Cada uma considera falsas todas as outras e o deus de cada uma delas e, provavelmente, todas têm razão. Os ateus só consideram falsa mais uma religião e um deus mais. Em certa medida todos somos ateus.

E somo-lo, não apenas na aceção grega, em que um ateu era o que acreditava nos deuses de uma cidade diferente, mas também na aceção atual, na descrença num ente superior imaginário, e, ainda, em relação a Zeus, a Shiva, ao Boi Ápis e à multidão que aguarda, nas páginas da mitologia, os deuses atuais.

No soneto «Divina Comédia», de Antero de Quental, os homens perguntam, com voz triste, «deuses, porque é que nos criastes»? E os deuses respondem, com voz ainda mais triste, «homens, porque é que nos criastes»?

A crença, em si, não é apenas legítima, é um direito que cabe ao Estado laico assegurar. O que assusta é o proselitismo dos que não lhes basta a sua crença e a procuram impor a outros, a violência que usam para agradar ao deus que lhes ensinaram desde a infância ou àquele que os seduziu numa qualquer fase da vida.

Infiéis são os fiéis da concorrência e os descrentes de qualquer fé, e que devem gozar de igual proteção, quer pertençam a uma seita ou religião poderosa. A seita é a religião de minorias e a religião é a seita globalizante. Todas têm direitos e deveres e não se aceita que sejam exoneradas do respeito pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O pluralismo é uma exigência democrática a que nenhum deus devia poder esquivar-se. Há para com os crimes praticados em nome das religiões uma condescendência que não existe para outras associações ou ideologias profanas. Porquê?

O nazismo é reprimido mas o totalitarismo religioso é tolerado. A democracia não deve consentir quem a combata, não pode conformar-se com os vírus que a ameaçam. Não se compreende que uma religião que não aceita as outras nos países onde é dominante e escraviza os que aí vivem, possa gozar de igualdade de direitos nos países que ameaça.

Com que legitimidade se permitem mesquitas aos crentes de uma religião que não aceita igrejas, pagodes, sinagogas ou templos às outras religiões? A Europa, onde se recrutam soldados de um deus cruel e vingativo, continuará a aceitar a divulgação de manuais que apelam à guerra santa e a deixar circular os pregadores que destilam ódio nos sermões e aliciam terroristas para a guerra santa?

O pluralismo, conquistado com a sangrenta Guerra dos Trinta Anos, em Vestefália, não pode ser posto em causa por ideologias que pretendem a exclusividade do mercado da fé e a eliminação da concorrência. Basta de cobardia para com as crenças. Urge resguardar os crentes dos fenómenos racistas detonados pelo medo à sua fé. E o medo existe.

A democracia é incompatível com o totalitarismo pio e belicista que assola o mundo.

15 de Outubro, 2014 Carlos Esperança

Bispos portugueses em sintonia com a entidade patronal

Conferência Episcopal Portuguesa admite, contudo, que assunto não é consensual

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) afirmou, esta terça-feira, em Fátima, que os bispos portugueses estão em sintonia com a linha «inclusiva e de acolhimento» em relação aos homossexuais e recasados, mas admitiu que o assunto não é consensual.

No final do Conselho Permanente da CEP, ao comentar o documento que o sínodo dos bispos sobre a família está a preparar para entregar ao papa Francisco, o padre Manuel Barbosa disse que os bispos portugueses estão numa «linha inclusiva» e de «acolhimento».

«Não pode ser numa linha de rejeição, pura e simples. Não se pode rejeitar ninguém, tem que ser acolhida, na variedade da sua forma de ser ou de estar», declarou o sacerdote, acrescentando: «Não é só pelo papa Francisco – e bem – nos ter apelado a isso, mas tem que ser [uma atitude] de inclusão e de acolhimento, de perceber as situações e de ver que caminho também de ajuda podemos ter perante essas situações».

Manuel Barbosa declarou que «a Igreja em Portugal, naturalmente, sintoniza com esta posição».

14 de Outubro, 2014 Carlos Esperança

DA (IN)COGNOSCIBILIDADE DE DEUS

Por

João Pedro Moura

1- Os crédulos religionários, para além de sustentarem a existência de deus, sem aportarem a mínima prova, quando confrontados com epidemias devastadoras, desastres de viação e aviação, catástrofes climáticas e outros males fautores de sofrimento e morte, sem que o seu deus evite a desdita humana daí decorrente, alegam que o seu deus é incognoscível ou que “os mistérios divinos são insondáveis”…

É uma boa desculpa para justificar a inércia divina, sendo que, quando se trata duma cura inexplicável ou duma salvação qualquer, já são capazes de alegar que é uma benevolência divinal e taumatúrgica, denotando que o seu deus já é bondoso e, portanto… cognoscível…

Para explicar o bem causado aos humanos, deus é cognoscível, mas para explicar o mal, é incognoscível…

Esta dualidade, caprichosa e arbitrária, de critérios só denota a hipocrisia dos religionários e a inanidade de perspetiva em relação ao deus dos mesmos…

E para que serve termos um deus que tanto é capaz de causar males como bens???!!!

Alguém que é capaz de causar efeitos dualmente opostos, só pode ser uma entidade perversa e monstruosa, em extremo, um desequilibrado, que nunca poderia existir, porque a sua existência nem sequer faria sentido…

Todavia, examinemos mais de perto a alegação crédula da incognoscibilidade divina:

PRIMEIRA OBJEÇÃO: se é incognoscível, também não se lhe poderá atribuir propriedades nenhumas, como as que decorrem do conceito divino: omnipotência, omnipresença, omnisciência, criador, governador e justiceiro. Pois que tais propriedades denotam um conhecimento total da entidade, uma abrangência total da sua manifestação e atuação.

SEGUNDA OBJEÇÃO: se deus, por ação ou inação, é o causador de tudo, pois tudo é determinado por ele e nada é imprevisível para a sua perfeição, então, para que interessa cultuá-lo ou, sequer, admitir a sua existência???!!!…

Para que serve “deus”???!!!…

Se essa entidade, no entender dos crédulos, tanto dá castigos como benesses, tanto cria como destrói, em suma, tanto beneficia como prejudica, para que serve prestar-lhe culto e impetrar o seu auxílio, se o dito deus já tem tudo programado há biliões de séculos… senão, não era deus???!!!…

2- Eu acho uma piada… ver os néscios e crédulos a rezar ou a impetrar uma benesse divinal!…

É como se dissessem assim:

– Olha, meu deus, dá-me saúde… tira-me esta doença do corpo, que tanto me atormenta…

            Ou…

            – Ai, meu deus, faz com que ele regresse a salvo e nada lhe aconteça…

            Ou…

            – Deus meu, se me salvares desta desgraça, vou a Fátima a pé e…

Ora, temos então um deus, cuja perfeição, por definição, controla tudo e todos, um deus, portanto, que tem tudo programado e que sabe tudo o que vai acontecer no futuro…

Então, fará algum sentido pedir coisas a deus, quando ele já tem tudo programado e sabe o que vai acontecer???!!!…

            É como se alguém impetrasse saúde, salvamento, evitamento, e deus depois pensasse, na sua mente incognoscível:

-“Ah, está bem, pronto, já que tanto me pedes… eu concedo-te a minha bênção… eu nem tinha reparado nisso nem era minha intenção, mas já que me pedes com tanta insistência e devoção, eu dou-te…

            …Mas àquele não lhe dou nada, porque ele não me pediu nem acredita em mim…

            É que eu sou deus, mas preciso de atenções e gente servil, para encher o meu ego e envaidecer-me com tanta gente sob meu controlo, pedindo-me o que eu lhes mando pedir-me!…”

Uma coisa destas poderia existir???!!!

Mas é assim que o povo, néscio e crédulo, encara o seu deus e demais figurões, masculinos e femininos, do jardim da celeste corte: alguém caprichoso e imprevisível (incognoscível…) que só se sacia com impetrações e sacrifícios e a quem se pedem coisas, para tentar que deus modifique o curso negativo de certas circunstâncias… que ele programou há muito tempo… senão não era deus…

Um deus assim pode existir???!!!…

3- Insistem os crédulos, na sua necedade larvar:

– Mas tem que haver uma causa primordial… tudo tem uma causa, nada aparece sem causa… olhem para as estrelas, planetas e cometas, para aquele equilíbrio todo… acham que iria haver um relojoeiro cego?!

“Equilíbrios” e “desequilíbrios”, em escalas de muitos milhões de anos, enfim, depende da perspetiva e do que se entende por “equilíbrio” ou “mecanismo de relógio”.

A matéria universal voga no espaço sideral, e aparecimentos e desaparecimentos de astros, à escala cósmica, é coisa corrente…

TERCEIRA OBJEÇÃO: se os crédulos acham que tudo teve e tem uma causa e que nada podia aparecer por si próprio, então, quem criou deus???!!!

Lá virá a parvalheira habitual da (in)cognoscibilidade, para tentar justificar o injustificável…

Para justificarem a matéria, tudo tem de ter uma causa…

Para justificarem o seu deus, ah, aí não, aí ele criou-se a si próprio… a partir do nada…

QUARTA OBJEÇÃO: continua a insistir a religiofauna terrestre:

– “Mas como é que podia aparecer a primeira forma de vida?! Das pedras, das águas, do ar?! E toda a evolução?! E a nossa inteligência?! Só uma entidade inteligente e omnipoderosa é que podia criar a matéria, a vida e manter uma evolução!”

Isto é: para os sandeus crendeiros, é incrível que a vida possa ter surgido, mesmo em remota improbabilidade, do caldo de cultura primitivo e da complexidade inimaginável das condições primevas, até à situação atual, em centenas de milhões de anos de evolução.

E é isso que é o mundo, pois é isso que temos e que se nos depara. E os cientistas conseguem explicar, em retrospetiva, algumas datas de aparecimentos e evoluções até ao Big Bang primordial, fazendo-o com investigações e conclusões credíveis.

Tudo isto é incrível para os sandeus… com deus.

Mas aparecer, numa fração de segundo, um deus omnipoderoso, criador, governador e justiceiro, ah, coisa admirável, isso já é crível…

…E muitíssimo mais crível do que uma evolução de centenas de milhões de anos, em que apareceram formas minúsculas de vida, há 3,5 biliões de anos, evoluindo em mais centenas de milhões de anos, para sucessivas e díspares espécies…

Aparecer, do nada, um colosso absolutamente poderoso, isso sim, é crível…

…E além do mais dá um certo conforto às pessoas, ao medo, à incapacidade de pensar, refletir, explicar…

Assim, temos um deus, que criou tudo… e já está resolvido o magno problema da causa das coisas…

Haja fé, porque o resto… não há!…

 

13 de Outubro, 2014 Carlos Esperança

Era assim na ditadura clerical-fascista

Reportagem sobre católicos portugueses e Igreja no Estado Novo vence Prémio

Igreja Estado_NovoDa autoria de Joaquim Franco, Jornalista da SIC e investigador em Ciência das Religiões na ULHT, a reportagem Esplendores, que retrata a relação entre Igreja, Estado e sociedade, venceu o 17º Prémio Orlando Gonçalves.

A reportagem (que pode ser vista aqui) faz uma ponte de 60 anos: em 1953, o poder político, local e nacional, convivia confortavelmente com o poder eclesiástico, numa cumplicidade quase inquestionável. Vários grupos de católicos e os movimentos de Acção Católica politizavam-se e desenhavam já um compromisso social nem sempre em sintonia com uma hierarquia maioritariamente comprometida com a situação.

Era uma sociedade estratificada e conservadora. A economia do país começava a recuperar, mas havia perseguição e censura. Acentuava-se a emigração e o êxodo para o litoral.

Toda a informação em RELIGIONLINE