Por meio de sua conta no Twitter, o Boko Haram enviou ao mundo uma mensagem que parece confirmar uma temida aliança com o mais poderoso grupo terrorista no mundo. De acordo com o jornal “Huffington Post”, o grupo, que reivindica a fundação de um califado (Estado gerido pelas leis islâmicas) no norte da Nigéria, prometeu lealdade ao Estado Islâmico, responsável por espalhar o terror em uma vasta área que abrange partes dos territórios do Iraque e da Síria.
O juramento foi postado em forma de áudio na página do grupo no Twitter. Nela, um homem que se identifica como o líder do Boko Haram, Abu Bakr Shekau, oferece apoio ao Estado Islâmico e diz que os rebeldes que lidera os “ouvirão e obedecerão tanto nos tempos de dificuldades quanto nos de prosperidade”.
À agência de notícias Reuters, o porta-voz do governo nigeriano, Mike Omeri, afirmou que o áudio confirma uma preocupação antiga em relação aos laços do Boko Haram no exterior. “É por isso que apelamos para a comunidade internacional. Esperamos que o mundo acorde para o desastre que está se desenrolando aqui”, ressaltou ele.
As ações do Boko Haram na Nigéria vêm ocorrendo desde 2009, mas nos últimos meses foram se intensificando, chegando a ultrapassar as fronteiras do país, principalmente em direção a Camarões.
Especialistas afirmam que a propaganda do grupo passa a se assemelhar cada vez mais à do Estado Islâmico, grupo extremamente mediático que faz super-produções nas quais ameaça países ocidentais e exibe assassinatos de reféns por meio de decapitações e incêndios.
O crepúsculo da fé acentua-se com as descobertas científicas, o aprofundamento das liberdades individuais e a progressiva secularização das sociedades democráticas. Ela mantém-se e exacerba-se em redutos com grandes constrangimentos sociais, fortemente dependentes do poder clerical, das hierarquias tribais e de regimes totalitários.
Carl Sagan, no seu livro «Um mundo infestado de demónios», lembra-nos que o abade Richalmus escreveu um tratado sobre os demónios, por volta de 1270. Os sedutores demoníacos de mulheres chamavam-se íncubos e os de homens, súcubos. Santo Agostinho acreditava que as bruxas eram o produto dessas uniões proibidas tal como a maioria das pessoas da antiguidade clássica ou da Idade Média.
Compreendem-se hoje as freiras que, num estado de confusão, viam semelhanças entre o íncubo e o padre confessor ou o bispo e que ao acordarem se sentissem conspurcadas como se se tivessem misturado com um homem, como escreveu um cronista do século XV (pág.126, ob. citada).
A fé a superstição confundem-se. Ainda hoje vemos crentes que rumam a Fátima e à Santa da Ladeira, deixando o óbolo em ambos os locais, sem dispensarem os conselhos de uma bruxa perante a adversidade.
Dir-se-á que hoje ninguém é molestado por comer presunto, trabalhar nos dias santos, desprezar os jejuns e os sacramentos mas isso só acontece onde o clero foi contido pelo poder político. É uma conquista da laicidade e não um direito outorgado pelas religiões.
O juramento é uma tradição antiga. Não há tomada de posse que não tenha o seu juramento, seja do presidente da República, do primeiro-ministro ou do varredor camarário. Toda a gente jura. E, às vezes, até dá direito a benzedura – mas isso é outra conversa. Antigamente, funcionário público que tomasse posse tinha de manifestar o “activo repúdio pelo comunismo e todas as ideias subversivas”. Se, ao mesmo tempo, fizesse o “sinal da cruz”, tinha a promoção garantida. Hoje, felizmente, essa fórmula foi abolida, com largo benefício para a economia de tempo. Basta dizer que vai cumprir fielmente as funções que lhe são confiadas, e toda a gente acredita. Nem é preciso repudiar o comunismo, e está autorizado, a contrario sensu, a ter ideias subversivas. Bom, mas o juramento não existe apenas nas tomadas de posse; ele é largamente aplicado nos tribunais. As testemunhas e os peritos, pelo menos, são obrigados a prestar juramento. Hoje, o juiz pergunta “Jura dizer a verdade, só a verdade, nada mais que a verdade?”, numa redundância repetitiva incompreensível – pelo menos, para mim. “Só”, não é a mesma coisa que “nada mais”? Mas, mesmo assim, a coisa já está muito simplificada. Nos tempos de antanho, a fórmula era bem mais complexa, obrigando alguns mortais a complexos exercícios mentais. Por exemplo, num qualquer departamento da Polícia Judiciária o agente – Sr. Agente, faz favor! – perguntava: “Jura por Deus dizer a verdade, só a verdade e nada mais que a verdade?” ao que a testemunha respondia, invariavelmente “Juro”. “Nada disso”, tornava o funcionário; “tem que dizer tudo. Repita comigo: Juro por Deus…” e a testemunha: “O Sr Agente jura por Deus…” Mais tarde, julgo que já na “primavera marcelista”, a fórmula foi alterada. Os ateus começavam, timidamente, a mostrar-se e, perante a autoridade, iam dizendo: “…sabe, sr. Agente, eu não acredito em Deus, o juramento não tem valor…” E a testemunha passou a poder optar entre jurar por Deus ou pela sua honra. O que também dava azo a situações caricatas: “Jura por Deus, ou pela sua honra dizer a verdade…” ao que a testemunha respondia: “Sim senhor. Juro por Deus ou pela minha honra dizer a verdade…” Deus deixou de estar presente nos juramentos, provavelmente por se ter concluído que não fazia falta nenhuma. Aliás, nem nos juramentos nem em lado nenhum, mas isso é a minha opinião. Ou antes: deixou de estar presente nos juramentos em Portugal (pelo menos); porque, por exemplo, nos EUA, ele está sempre presente. Dá a impressão de que os americanos não são capazes de se desenrascar sozinhos, precisam de uma bengala. Vai daí, escolheram Deus, como podiam ter escolhido madeira de carvalho ou teca. Deus aparece em tudo quanto é sítio, até no dinheiro. É o lema dos Estados Unidos: “In God We Trust” (confiamos em Deus). Talvez para justificar a afirmação de que Deus está em todada parte”… tal como o Dólar americano, como sabemos. E está também no juramento da tomada de posse do presidente, já agora. Mas, aí compreende-se. Todos sabemos que os americanos são os tipos mais cagarolas do universo – para não dizer do mundo. Isto apesar de todo o potencial bélico. Por outro lado, não gostam muito de assumir as asneiras que fazem. Daí o precisarem de um bode expiatório. Deus está mesmo a jeito: não fala, não contesta, aceita as culpas… é como se não existisse. Por exemplo, George W. Bush invadiu o Iraque porque, segundo disse, Deus o aconselhou. Pronto. Se deu merda, a culpa é de Deus, e não se fala mais nisso. Por isso é que a fórmula de juramento dos presidentes dos EUA é extremamente cautelosa: “Eu, Fulano de Tal, juro blá-blá-blá…. assim Deus me ajude”. Ou seja: se não cumprir o juramento, foi porque Deus não ajudou. Está safo.
«Cada degola, cada estátua destruída e cada burka deveriam mostrar à Europa quem é o inimigo, o radicalismo islâmico».
(Ferreira Fernandes, in DN, hoje)
Por
João Pedro Moura
Em Mateus 19:12, a personagem Jesus disse:
«Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o.»
Portanto, vê-se a complacência e anuência do Jesus em relação à castração e uma alusão, subentendida, a uma prática que, pelos vistos, ocorria, “in illo tempore”, isto é, havia gente que se castrava, por motivos místicos…
E para se ver como a Igreja católica é extremamente lenta na compreensão e aceitação da modernidade, só em 1902 é que o papa Leão XIII proibiu o recrutamento de novos castrati para os coros de igreja.
Maldita Igreja católica, mais os seus crimes abomináveis e imperdoáveis!
http://pt.wikipedia.org/wiki/Castrato
http://www.academia.edu/4647763/Os_Castrati_a_pr%C3%A1tica_da_castra%C3%A7%C3%A3o_para_fins_musicais
Ter 03/03/15 – 13h – Chefe de segurança do Vaticano admite ameaça real ao Papa pelo Estado Islâmico
O chefe da força de segurança do Vaticano afirmou hoje que existe uma ameaça real ao Papa Francisco pelo Estado Islâmico, mas não há indícios de algum ataque específico ao líder da Igreja Católica. Segundo afirmou Domenico Giani, inspetor-geral da unidade de polícia que protege o Vaticano, “a ameaça existe”. “No momento, eu posso dizer que nós não sabemos de algum plano de ataque contra o Vaticano ou o Papa”, contou Domenico. O Estado Islâmico mencionou a Itália e os cristãos como um alvo potencial, se referindo ao país como a “nação marcada pelo sangue da cruz”, em um vídeo recentemente divulgado que traz as imagens de 21 egípcios cristãos sendo decapitados no mês de fevereiro.
A Turquia reafirmou nesta quinta-feira (5) que não vai participar diretamente dos combates contra o grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria. O país dará apenas apoio ao governo iraquiano em sua ofensiva contra os jihadistas. Já a participação do Irã na ofensiva contra o movimento islâmico ultrarradical preocupa a comunidade sunita no Iraque.
El obispo de Alcalá de Henares, Juan Antonio Reig Pla, ha vuelto con declaraciones insultantes, esta vez contra el “feminismo”, que ve como “un paso en el proceso de deconstrucción de la persona”.
Sus ataques contra los homosexuales
Reig Pla, que ha generado polémica en los últimos dos años por sus ataques contra los homosexuales, a los que ha vinculado con la corrupción y la prostitución, así como sobre el aborto, ha cargado contra lo que ha calificado de “feminismo ideológico” y “radical”, durante su intervención en la presentación del libro La teología feminista, significado y valoración (BAC), del profesor Manfred Hauke, en la Universidad Francisco de Vitoria, este miércoles.
La deconstrucción de la persona
“Conviene indicar que el feminismo ideológico no es más que un paso en el proceso de deconstrucción de la persona. De hecho, los argumentos que sustentan el pensamiento feminista, en sucesivas evoluciones, han propiciado la ideología de género y las teorías Queer y Cyborg”, ha afirmado el obispo, informa Europa Press.
Por Philip Pullella
CIDADE DO VATICANO (Reuters) – Um novo filme italiano que tenta defender o papa Pio 12 contra acusações de que ignorou o Holocausto foi criticado pelo Vaticano, assim como por mídias católicas e judaicas.
“Shades of Truth” (Sombras da Verdade, em tradução livre) conta a história de um jornalista norte-americano fictício nos tempos atuais, que começa como crítico a Pio 12 e muda sua opinião após pesquisas em Israel, Roma e outros lugares da Europa.
Alguns judeus acusaram Pio, que comandou a Igreja Católica de 1939 até 1958, de falhar em se posicionar para chamar atenção à exterminação de judeus.
O Vaticano afirma que Pio 12 trabalhou ativamente nos bastidores para salvar milhares de judeus e não falou publicamente por medo de que suas palavras pudessem levar a mais mortes de judeus e cristãos nas mãos dos nazistas.
Após uma exibição na segunda-feira perto do Vaticano, o filme, que chama Pio de “a pessoa mais incompreendida do século 20” foi criticado mundialmente.
O jornal do Vaticano L’Osservatore Romano disse que o filme, cujo diretora Liana Marabini quer exibir no Festival de Cannes neste ano, era “ingênuo”, “sem credibilidade” e uma “tentativa indelicada” de defender o pontífice do período de guerra.
A revista católica italiana Famiglia Cristiana disse que o filme iria prejudicar a já frágil reputação de Pio, porque era exageradamente apologético e sem bases históricas suficientes para o defender.
O Pagine Ebraiche, jornal online da comunidade judaica de Roma, chamou de “uma novela desajeitada de qualidade duvidosa, repleta de estereótipos”.
O jornal também criticou o filme por uma cena na qual o jornalista sonha que vê Pio usando uma estrela de Davi amarela em sua batina, como o símbolo que os nazistas forçavam os judeus a usar.
O filme conta com o ator norte-americano David Wall e inclui participações de Christopher Lambert e Giancarlo Giannini.
No último ano, o papa Francisco defendeu seu antecessor em entrevista com um jornal espanhol, dizendo que Pio “tem que ser visto no contexto daquela era”. Os arquivos do Vaticano da época da guerra iriam trazer à tona o que Pio fez para ajudar judeus italianos, disse o Papa.
Grupos judeus pediram ao Vaticano para interromper o processo que poderia levar Pio à santidade até todos os arquivos de guerra serem completamente abertos a historiadores, dizendo que relações entre católicos e judeus poderiam ser feridas se o processo continuasse.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.