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24 de Março, 2015 Carlos Esperança

Exorcismo

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24 de Março, 2015 Carlos Esperança

Recordando

Os Estados Papais tinham uma das formas de execução mais sádicas de sempre: o mazzatello, uma espécie de malho para esmagar a cabeça do condenado…

23 de Março, 2015 Carlos Esperança

Ateísmo e liberdade

Sou contra um Estado ateu da mesma forma que sou contra os Estados confessionais.

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«O Estado também não pode ser ateu, deísta, livre-pensador; e não pode ser, pelo mesmo motivo porque não tem o direito de ser católico, protestante, budista. O Estado tem de ser céptico, ou melhor dizendo indiferentista» Sampaio Bruno, in «A Questão religiosa» (1907).

«O Estado nada tem com o que cada um pensa acerca da religião. O Estado não pode ofender a liberdade de cada qual, violentando-o a pensar desta ou daquela maneira em matéria religiosa». Afonso Costa, in «A Igreja e a Questão Social» (1895) R & L

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No Egito, com uma Constituição laica, um jovem ateu foi condenado a três anos de prisão, depois de ter estado preso preventivamente, pelo delito de ser… ateu, ou na linguagem de quem odeia a liberdade, por «insulto às religiões».

Imaginem a sorte que lhe reservaria o Irmão Muçulmano, deposto pelos militares. Se o Islão é incompatível com a liberdade, terá de ser combatido, respeitando as vítimas de tão celerada crença.

23 de Março, 2015 Carlos Esperança

A FRASE

«Se não está disposta a mostrar o rosto numa cerimónia em que se vai unir ao melhor país do mundo, francamente, se não gosta de o fazer, ou não o pretende fazer, deve ficar no inferno donde veio».

(Larry Miller, deputado conservador canadiano sobre o uso do niqab durante a cerimónia da cidadania)

22 de Março, 2015 Carlos Esperança

A FRASE E A DOUTRINA

«A pena de morte representa um fracasso, porque obriga a matar em nome da justiça e porque nunca haverá justiça com a morte de um ser humano».

(Papa Francisco, em carta entregue ao presidente da Comissão Internacional Contra a Pena de Morte)

Doutrina da Igreja católica – Cânone n.º 2267 do Catecismo romano:

2267. A doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, se for esta a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor.

O rompimento do Papa com a doutrina tradicional da Igreja de que é o sumo pontífice, não prova a existência de Deus mas é um avanço civilizacional do catolicismo romano cujo passado foi tantas vezes causa de sofrimento inútil e crueldades impensáveis.

Nenhuma religião pode reivindicar a verdade dos mitos que a criaram mas é inegável o efeito benéfico que os líderes religiosos podem exercer. Seria um avanço enorme para a paz e a democracia se todos os dignitários religiosos partilhassem esta posição inédita da Igreja católica.

Obs.: A última edição do catecismo da Igreja católica é de João Paulo II e à sua autoria não foi decerto alheio o cardeal Ratzinger, então prefeito para a Sagrada Congregação da Fé (ex-Santo Ofício).

21 de Março, 2015 Carlos Esperança

Massacre no Bardo

A Europa deve ajudar a Tunísia a defender sua incipiente democracia do terror jihadista
Estado Islâmico assume autoria de atentado em museu na Tunísia

O ataque terrorista no museu tunisiano do Bardo colocou em destaque, tragicamente, a fragilidade do país do norte da África, o único onde a primavera árabe, depois de uma ditadura interminável, conseguiu estabelecer um processo democrático, apesar de incipiente. O assassinato de cerca de vinte turistas, dois espanhóis entre eles, demonstra também as limitações da Tunísia, na porta da Europa, para se isolar da violência e do caos político na região.

Não se conhece ainda a afiliação precisa dos autores do massacre (cujo relato é confuso e contraditório), que foi reivindicado pelo Estado Islâmico (EI) e recebeu elogios entusiasmados em páginas jihadistas afins. O primeiro-ministro, Habib Essid, assegurava na quinta-feira que os pistoleiros mortos não tinham vínculo formal com grupos terroristas. Não há dúvidas, no entanto, de que o mais grave atentado desde a revolução de 2011 foi calculado com o duplo objetivo de dinamitar a incipiente democracia tunisiana e dar, ao mesmo tempo, um golpe decisivo em uma economia dependente em grande medida do turismo, europeu especialmente. Não é casual a escolha de turistas como alvo nem o momento escolhido pelos assassinos para golpear o Governo laico que chegou ao poder depois de derrotar, no ano passado, os islâmicos moderados do Ennahda.

Atacar a democratização da Tunísia é o objetivo declarado dos fundamentalistas, da Al Qaeda aos grupos locais como o proscrito Ansar al Sharia ou os salafistas que se declaram obedientes ao EI. Depois da derrubada do ditador Ben Ali, o país do norte da África viu aumentar de forma incontrolada o extremismo, chegando a se transformar em viveiro de jihadistas que combatem na Síria ou no Iraque. Em suas fronteiras, um Exército pequeno e pouco preparado lida com uma crescente agitação islâmica. A Líbia em especial, inundada de armas e à beira da desintegração, nova plataforma do EI, constitui uma vizinha tão porosa quanto explosiva.

A Tunísia, às portas da Europa, precisa nesta hora do apoio decidido da UE para combater o terrorismo e manter um Estado democrático, uma avis rara na região. O que aconteceu no Bardo volta a demonstrar, depois de episódios similares no coração da Europa, que a luta contra a variante mais sinistra do fanatismo islâmico é um combate de todos. Como tal, e pela sua importância, não deve conhecer fronteiras.

20 de Março, 2015 Administrador

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