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24 de Abril, 2015 José Moreira

“Se Deus Quiser”

Há pouco, ainda eu tentava digerir a notícia acerca do anunciado regresso do “Lápis Azul”, eis que ouço, e vejo, numa das TV alguém anunciar que “…se Deus quiser…” determinada personalidade será candidata a um novo mandato como presidente de um clube de futebol. Agradeci ao anunciante, “in mente”, porque me aliviou a náusea provocada pela anterior notícia.  E deu comigo a perguntar-me: “Então, se a personalidade em questão decidir não se candidatar, que esta coisa da idade é complicada, será que não se candidata porque Deus não quer? Ou será que o homem é que não quer, e a vontade de Deus é, apenas, coincidente com a vontade do homem? Afinal, quem é que decide: Deus, ou o presumível candidato? E onde é que entra aquela coisa chamada “livre-arbítrio”?

Ora bem, para a última pergunta, eu tenho a resposta: o livre-arbítrio existe, sim senhores. Os ateus usam e abusam dele.

Quanto aos crentes… Só se Deus quiser.

24 de Abril, 2015 Carlos Esperança

Islão – um anacronismo perigoso

“O islão, essa absurda teologia de um beduíno amoral, é um cadáver podre que envenena a nossa vida”.
Mustafa Kemal Atatürk (fundador da Turquia moderna)

As autoridades da Austrália deram hoje início a um inquérito sobre uma escola islâmica que terá proibido as raparigas de participarem em corridas por recearem que
SICNOTICIAS.SAPO.PT
23 de Abril, 2015 Carlos Esperança

Respeitar a fé ou ajoelhar

A maior alfabetização, os avanços da ciência e da técnica, a progressiva secularização da sociedades e a conquista gradual de direitos e liberdades, vieram pôr em xeque as armas principais da evangelização religiosa – a prisão, a tortura, as perseguições e os autos de fé. Sobram o medo do Inferno, o embuste dos milagres, a coação psicológica e a proteção concordatária ou a promiscuidade com o poder, à ICAR, aos evangélicos e aos cristãos ortodoxos. E, claro, o poder totalitário e as práticas execráveis determinadas pelo Corão, aos muçulmanos.

Quando a violência religiosa está contida, surgem apelos ao respeito pela fé, como se nas sociedades democráticas e liberais alguém estivesse limitado na prática da oração, na frequência da Igreja, na degustação eucarística, nas passeatas piedosas a que chamam procissões ou nas novenas a pedir a interferência divina na pluviosidade. Acontece que, enquanto os governos laicos se distraem ou são cúmplices, nascem nichos com virgens nas esquinas, crescem capelas no alto dos montes, pululam crucifixos nos edifícios públicos e nos largos urbanos, crismam-se com nomes de santos os hospitais públicos e as ruas das cidades e cria-se um ambiente beato e clerical.

Ao apelar ao respeito pela fé não se pretende, apenas, a liberdade de culto, exige-se que não se desmascarem os milagres, não se investiguem os Evangelhos, não se duvide da existência de Deus ou da virgindade de Maria. Em nome do respeito pela fé, dificulta-se a divulgação da ciência e facilita-se a propaganda religiosa. A fé é o alibi para a impunidade com que as Igrejas pregam a mentira, manipulam consciências, aterrorizam os crentes e fazem esportular o óbolo.

O respeito pela fé é a defesa intransigente do direito ao culto, não o silêncio perante a mentira, a conivência com a fraude, a passividade com o proselitismo.

Respeitar a fé é despenalizar a superstição, descriminalizar as autoflagelações, absolver a ida à bruxa ou ao confessionário, enfim, permitir o retorno à Idade Média a quem o faça de livre vontade, vigiando os métodos e exigindo respeito pelos direitos humanos contidos na Declaração Universal, que o Vaticano considerava de inspiração ateia.

Claro que a liberdade não é criação divina. Nem a democracia um sonho eclesiástico.

22 de Abril, 2015 José Moreira

“Não Acredito em Deus”

De vez em quando, aparece  neste portal um ou outro plumitivo que garante qualquer coisa como isto: “Os ateus também são crentes, porque acreditam que Deus não existe”. Trata-se, naturalmente, de um argumento que enternece pela infantilidade.

Um ateu também é crente, naturalmente. Eu, por exemplo, acredito na Ciência, tal como acredito em muitas outras coisas que não me apetece estar a enumerar. Se isso faz de mim um crente, pois seja: sou crente.

Mas quando se fala em “ser crente” quer-se significar ser crente em Deus; e quando um ateu diz “Não acredito em Deus”, está a usar uma figura de retórica. Porque, na verdade, quando se diz “não acredito”, está-se, implicitamente, a admitir a existência. Por exemplo, há quem não acredite em políticos honestos, o que significa que, provavelmente, eles existem, embora, no meu modesto entender, “político honesto” seja oxímoro – a menos que a expressão seja usada para definir duas pessoas. Quando alguém diz “não acredito em Deus”, está, pois, a admitir a sua existência.

Por definição, um ateu não é aquele que não acredita em Deus; ateu é aquele que NEGA a existência de Deus. Aquele que não tem deus.

22 de Abril, 2015 Carlos Esperança

O Islão é pacífico

O Estado Islâmico divulgou um vídeo de um líder mascarado ameaçando em inglês os cristãos que não se converterem ao islamismo ou pagarem uma taxa. Além da declaração, o vídeo mostra a execução de dois grupos de cristãos, com cerca de 30 pessoas.

21 de Abril, 2015 Carlos Esperança

Prova da existência de Deus

«A verdade por vacuidade é uma afirmação que diz que todos os elementos de um conjunto vazio têm uma certa propriedade. Por exemplo, na sentença “todos os telefones na sala estão desligados” pode ser verdade pois não existem telefones na sala e a sentença “todos os telefones na sala estão ligados” poderia também ser verdade, e por vacuidade, poderia ser verdade a conjunção das duas sentenças: “todos os telefones na sala estão ligados e desligados”.

Mais formalmente, um uso relativamente bem definido refere-se a uma sentença condicional com um antecedente falso numa implicação. Um exemplo desse tipo de sentença é “se Ayers Rock está na França, então a Torre Eiffel está na Bolívia”. Tais sentenças são consideradas verdadeiras por vacuidade pois o fato do antecedente ser falso evita o uso de uma sentença para inferir algo sobre o valor-verdade do consequente. Eles são verdade pois uma condicional material está definida para ser verdade quando o antecedente é falso (independentemente se a conclusão é verdadeira ou não).

Na matemática pura, sentenças verdadeiras por vacuidade não são de interesse quando sozinhas, mas elas frequentemente surgem como o caso base de provas de indução matemática. Essa noção tem tanta relevância quanto qualquer outra área que utiliza a lógica clássica.

Fora da matemática, sentenças que podem ser informalmente caracterizadas como verdadeiras por vacuidade, podem ser enganosas. Tais sentenças fazem afirmações sobre objetos qualificados que na verdade não existem. Por exemplo, uma criança pode dizer para seus pais “Eu comi todos os vegetais do meu prato”, mesmo que não existam vegetais no seu prato. (Mais precisamente, porém estranho: “Eu não deixei nenhum vegetal no meu prato (ou seja, “restos), contra a afirmação implícita (“Eu comi X”) de um evento que não existe».

in Wikipédia

21 de Abril, 2015 Carlos Esperança

Se as maiorias tivessem razão o sol rodava

Estes são os países mais e menos religiosos do mundo

SOL |

Estes são os países mais e menos religiosos do mundo

Um estudo realizado pela Win/Gallup International Association fez uma lista dos 10 países mais e menos religiosos do mundo.

Segundo Jean-Marc Leger, presidente da associação, dois terços da população mundial considera-se religiosa. “A religião continua a dominar o nosso dia-a-dia”, disse.

De acordo com a investigação, que teve como base mais de 63 mil pessoas de 65 países, aqueles que têm menos de 34 anos tendem a ser mais religiosos que os restantes. Por isso, “podemos assumir que o número de pessoas que se consideram religiosas vai continuar a aumentar”, afirma Jean-Marc Leger.

Estes são os 10 países mais religiosos:

1 – Tailândia;
2 – Arménia;
3 – Bangladesh;
4 – Geórgia;
5 – Marrocos;
6 –Fiji;
7 – África do Sul;
8 – Argélia;
9 – Quénia;
10 – Macedónia.

E estes os 10 menos religiosos:

1 – China;
2 – Japão;
3 – Suécia;
4 – República Checa;
5 – Holanda;
6 – Hong Kong;
7 – Reino Unido;
8 – Israel;
9 – Vietname;
10 – Alemanha.

Para saber mais clique aqui

20 de Abril, 2015 Carlos Esperança

Os conventos e a liberdade

As religiões têm casas de reclusão, a pretexto da piedade e da oração, onde encarceram débeis de vontade, fanáticos do divino ou devotos depressivos. Às vezes são as vítimas de famílias que lhes querem confiscar a herança, de coação ou de chantagem. Têm, em regra, uma hierarquia rígida, uma disciplina despótica e um tratamento desumano. Bem sabemos que é para maior glória de Deus e para gozo da Santa Madre Igreja.

Os conventos estão atribuídos a Ordens, consoante as patologias. Uns dedicam-se à contemplação, outros ao silêncio, vários à autoflagelação, quase sempre em acumulação de diversas perversões que, no caso da ICAR, são autorizadas pelo Papa e conduzem  em regra o/a fundador/a à canonização.

Admitamos que as vítimas se encarceram de livre vontade, que o desejo do Paraíso as inclina para o masoquismo, que a ociosidade as anula, que a inteligência, a vontade e os sentimentos se consomem na estéril clausura e na violência dos votos. Aceitemos que há seres racionais a crerem que, algures, um deus aprecia a alienação, o sofrimento e a violência. Imaginemos um Deus que se baba de gozo com ambientes concentracionários despoticamente defendidos por madres ou frades ungidos do direito à tirania.

A título de exemplo lembro a Ordem das Carmelitas onde, só a título muito excecional, é permitido falar. E essa magnânima autorização tem fortes grades a proteger qualquer encontro. É nestes ambientes carcerários, privados de nome, de pertences e de memória, que exércitos de inúteis vestidos de forma bizarra se encontram ao serviço do Papa.

Na Irlanda, há anos, o Governo foi constrangido a averiguar o que se passava no campo de concentração «As irmãs de Maria Madalena», tendo fechado a espelunca e libertado as vítimas, condenadas a prisão perpétua pelas próprias famílias, por terem sido mães solteiras ou, apenas, demasiado bonitas, perigosas na sedução dos homens.

Será possível que os Governos democráticos, a quem cabe a defesa da Constituição, o dever de respeitar e fazer respeitar os direitos e liberdades dos cidadãos, se conformem com a renúncia à cidadania e não averiguem se é de livre vontade que bandos de frades e freiras façam de lúgubres conventos o mausoléu da vida?