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18 de Dezembro, 2015 Carlos Esperança

A demência também chega à política…

Arnaldo Matos regressou em força ao MRPP e já colocou o partido ao lado do Estado Islâmico. Num editorial do Luta Popular crítico da tomada de posição do Partido Comunista de França, Arnaldo Matos afirma que os atentados de Paris foram “um acto legítimo de guerra” e que foram cometidos por “combatentes dos povos explorados e oprimidos pelo imperialismo, nomeadamente francês”. Regista o homem que esteve três décadas em silêncio e regressou ao MRPP para afastar Garcia Pereira: “Foi praticado por franceses, nascidos em França, vivendo em São Dinis e noutros bairros do Paris suburbano”.

 

15 de Dezembro, 2015 Carlos Esperança

Religiões gémeas desconhecidas dos crentes

Ler a Bíblia… como se fosse o Corão.

Reações?

Dois jovens puseram uma capa do Al Corão na Bíblia e leram passagens a várias pessoas na rua. Resultado: fortes críticas ao Islão. Quando mostraram qual era afinal o livro, a surpresa foi geral.

Imagem de ecrã – Youtube

“Se não me obedeceres e agires com hostilidade contra mim… vais comer a carne dos teus filhos e a carne das tuas filhas”. (Levítico, 26)

“Se um homem se deitar com outro homem… devem morrer”. (Levítico, 20)

15 de Dezembro, 2015 Carlos Esperança

Joana D’Arc brasileira

A indústria dos santos continua.

Igreja Católica devolve direitos sacerdotais a Padre Cícero

O Vaticano devolveu, neste domingo, 13, os direitos sacerdotais de Padre Cícero Romão Batista. Considerado santo pelos nordestinos brasileiros, Padre Cícero tem, agora, o marco zero para sua reconsideração, beatificação e posterior santificação. O bispo diocesano de Crato, dom Fernando Panico, anunciou a reconciliação durante a missa dominical na Catedral de Crato, cidade onde Padre Cícero nasceu.

 

14 de Dezembro, 2015 Carlos Esperança

Mais um país oficialmente islâmico

Dacar – O presidente da Gâmbia, Yahya Jammeh, declarou a nação da África   Ocidental uma república islâmica, argumentando que a decisão foi tomada porque o Islamismo é a religião da maioria dos cidadãos e para romper com o passado colonial do país.

Até o momento, não há indícios de que o anúncio muda as leis da Gâmbia. A declaração de Jammeh tampouco busca aliar o país à organização jihadista conhecida como Estado Islâmico. O presidente fez o anúncio na sexta-feira, em um evento na cidade costeira de Brufut, cerca de 15 quilômetros a oeste da capital do país, Banjul.

“Em linha com a identidade e os valores religiosos do país, eu proclamo a Gâmbia um Estado islâmico”, disse o líder. Os muçulmanos representam cerca de 90% da população do país, de 1,8 milhão de pessoas. “A Gâmbia não pode se dar ao luxo de dar continuidade ao legado colonial”, acrescentou Jammeh. A nação conquistou a independência da Grã-Bretanha em 1965.

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13 de Dezembro, 2015 Carlos Esperança

As ateus e o casamento do clero católico

Nós, ateus, não somos contra as uniões de facto nem contra o matrimónio do clero católico. Eventualmente somos contra o seu excessivo património cuja proveniência seja suspeita. E, em absoluto, somos contra a obrigatoriedade do seu casamento. Esse ato que os padres católicos têm o hábito de benzer, e que em nenhuma circunstância permitiam repensar [agora com um expediente, anulação], deve ser-lhes permitido e nunca imposto.

As uniões de facto entre padres, ou entre estes e freiras, ou de freiras entre si, é um direito que nós, ateus, defendemos, sem imposições. Temos simpatia pelos casamentos mistos, um padre e um padeiro, uma freira e uma professora, um bispo e um torneiro mecânico, uma madre superiora e um alfaiate, por exemplo. Mas, repito, sem que seja obrigatório.

Em coerência, defendemos igualmente uniões entre mullahs e cónegos católicos, rabis e monges ortodoxos, freiras e pastores evangélicos, arcebispos e suicidas islâmicos, entre dignitários de ambos os sexos e de qualquer religião, embora desconhecendo os riscos do cruzamento de um bonzo com uma freira carmelita e muitas outras combinações que não têm sido objeto de ensaios duplo-cegos estatisticamente significativos.

Os papas modernos perderam o hábito da procriação, contrariamente aos seus santos antecessores da Idade Média cujos rebentos algumas vezes ocuparam a cadeira do progenitor. Ultimamente a provecta idade e os preconceitos têm-nos impedido da multiplicação que a bíblia deles preconiza.

Se um Papa romano quiser tomar por companheiro/a um chofer de táxi ou a superiora das Reparadoras do Imaculado Coração de Maria, o geral do Opus Dei ou um gerente do IOR é um direito que não lhe deve ser coartado. Mas sempre, repito, se for da livre e espontânea vontade de ambos.

Já quanto ao preservativo deve ficar ao critério dos casais eclesiásticos. Se acham que ofende ao seu Deus, enjeitem o adereço e rezem para que nada lhes aconteça. O Senhor, na sua infinita misericórdia, há de poupar os ministros do culto à sífilis, à hepatite, à blenorragia e à SIDA que os frequentadores dos bares de alterne arriscam.

Quanto à interrupção da gravidez, deve ser respeitada aos casais clericais a renúncia, ainda que o feto resultante de uma piedosa cópula entre um cónego sexagenário e uma freira balzaquiana mostre sinais ecográficos de malformações congénitas ou uma análise aponte para o nascimento de um mongoloide.

Em suma, os ateus respeitam a vontade do clero católico sem pretender impor-lhe os seus valores, respeitando as suas convicções e autodeterminação sexual.

Em troca, os ateus exigem que a ICAR respeite as suas convicções e valores.

12 de Dezembro, 2015 Carlos Esperança

Associação Ateísta Portuguesa

A carta ao ministro mereceu o apio incondicional de todos os sócios que se manifestaram.

Aqui fica um de um ilustre jornalista, escritor e desenhador do Porto, Onofre Varela.

«Apoio incondicionalmente a decisão da AAP em pedir explicações ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

É inconcebível que uma República Laica esqueça que o é, e que os responsáveis pelo esquecimento fiquem imunes, sem, sequer, serem chamados a dar explicação pelo acto anacrónico desempenhado fora das suas funções.

A demissão seria a opção.

E receio que nesta HRL (Hilariante República Laica) presidida por um católico assanhadíssimo crente e temente da senhora de Fátima, tenhamos, na mesma presidência após as eleições, um outro papa-missas temente a Deus e à navegante das estrelas que aterrou inopinadamente sobre uma azinheira em 1917.

De facto somos uma República Laica… mas não muito… porque hilariante!

Onofre Varela

 

11 de Dezembro, 2015 Luís Grave Rodrigues

Ingenuidade