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25 de Dezembro, 2015 Carlos Esperança

Demência evangélica

Uma igreja evangélica chilena publicou em seu Facebook: os homens que realizam “tarefas de mulher”, como cozinhar ou tratar dos filhos, “correm graves riscos de adoecer com homossexualidade”.

A mensagem criou uma grande polémica, em seguida foi apagada e substituída por um pedido de desculpa. Mas para a Igreja Evangélica Pentecostal do Renascimento, a homossexualidade é uma doença, e contagiosa.

Segundo o ‘Jornal Hoy’, a congregação chegou a usar o termo “doença” para dizer que os homens podem se tornar gays se tiverem o hábito de realizar “tarefas de mulher”.

“A homossexualidade é uma doença que os homens podem contrair se realizarem práticas que antes eram consideradas responsabilidade exclusiva das mulheres”, dizia o texto.

Mas não parou por aí, a congregação continuou: “Um varão que cozinha, cuida dos filhos ou realiza qualquer outra tarefa própria da mulher corre graves riscos de adoecer com homossexualidade”.

A igreja alegou que “as atividades próprias da mulher podem adoecer os homens até convertê-los em gays”.

Esta é daquelas noticias que dispensa comentários.

a) Paulo Franco

23 de Dezembro, 2015 Carlos Esperança

O eterno paradoxo e o perigo real de autoaniquilação

Por

Paulo Franco

Há muito que sabemos reconhecer o ser filosófico, espiritual e contraditório que existe em nós humanos. E o maior paradoxo que desenvolvemos é esta certeza curiosa de que quanto maior for o nosso conhecimento sobre o universo, ou sobre nós mesmos, acresce a nossa perceção da enormidade da nossa ignorância e pequenez insignificante face à imensidão do cosmos.

Se o conhecimento sempre foi, é e será fundamental para a nossa sobrevivência enquanto espécie, temos de perceber que os tempos mudam e com ele muda também o paradigma existencial da humanidade.

A humanidade nunca resolveu a bem a relação com a morte. A autoconsciência da finitude sempre foi e sempre será conflituosa e mal resolvida porque a nossa história evolutiva conduziu-nos sempre à preservação da existência (e portanto, à negação da não-existência).

Sendo verdade que a religião foi sempre péssima a dar respostas sobre as realidades do mundo, temos ao menos de reconhecer que o sucesso da religião deriva da sua magnifica capacidade para, pelo menos em parte, compreender os mecanismos da psicologia humana.

À força de repetirmos um milhão de vezes a nós mesmos que um tijolo é Deus, apesar de o nosso lado racional nos dizer que isso é ridículo, existe algo no nosso cérebro que preserva a fé e a esperança de que um tijolo é mesmo Deus. A religião sempre foi exímia a perceber a força avassaladora que a repetição de uma frase tem no autoconvencimento de uma proposição, por muito irrealista que essa proposição possa parecer.

O convencimento da ilusão autoinfligida em que a religião está mergulhada de que depois da morte, a existência será muito mais gloriosa, muito mais satisfatória; aliada às terríveis alusões dos livros sagrados para a necessária e justa aniquilação dos infiéis; coloca a humanidade face a um novo paradigma: a religião que nos ajudou a sobreviver no passado, pode agora conduzir-nos à aniquilação porque os meios tecnológicos de destruição nunca foram tão poderosos.

Os terroristas parecem ter todos uma perversa tendência para estarem encharcados de fé. Em algum momento, no futuro, adquirirão armas de destruição maciça. Nesse momento bem podemos estremecer de horror com a rejubilante alegria com que enviarão milhões de infiéis para o inferno numa fração de segundos. Eles parecem ansiar, com um grau de impaciência preocupante, pela concretização da profecia apocalíptica.

No passado, a Fé no Céu e no Inferno, por muito ridícula ou reconfortante que tenha sido, conduziu-nos à aniquilação de alguns milhares de cada vez. Hoje, a Fé no Céu e no Inferno pode conduzir-nos a aniquilação de vários milhões em segundos.

Há dias, em conversa com um crente amigo, fiz a previsão de que a próxima arma de destruição maciça será utilizada por um religioso radical. O meu amigo concordou e inclusive considerou que essa previsão nada tem de visionária. Qualquer pessoa hoje consegue prever que isso algum dia acontecerá.

22 de Dezembro, 2015 Carlos Esperança

Tome nota…

Por

(…)  Graça Canto Moniz
Em 2012, em França, surgiu o Partido Democrático Muçulmano, que, por exemplo, já obteve mais votos que o Partido “os Verdes” e vai mesmo apresentar um candidato à presidência da república francesa, segundo os media franceses. Entre as suas bandeiras políticas encontra-se o ensino na língua árabe nas escolas, a defesa do sistema bancário islâmico, a obrigatoriedade da comida Halal nas escolas, a defesa do uso da burca em locais públicos e a defesa da poligamia. (…)

21 de Dezembro, 2015 Carlos Esperança

Há portas para perdoar pecados…

Terceira Guerra Mundial

(…)

Quem atravessar a Porta Santa da Caridade com amor, acrescentou Francisco, encontrará perdão e consolação, e será impulsionado a doar e a doar-se com mais generosidade.

“Deixemo-nos todos renovar pela passagem através desta porta espiritual, de modo que marque interiormente a nossa vida. Deixemo-nos envolver pelo Jubileu da Misericórdia, de modo a renovar o tecido de toda a sociedade, tornando-a mais justa e solidária, sobretudo nesta terceira guerra mundial que eclodiu aos pedaços e que a estamos vivendo”, exortou por fim o Papa.

D1A – Para lá da retórica de superstição em que o Vaticano insiste, a referência a uma “Terceira Guerra Mundial”, por quem dispões de serviços secretos à escala global, é preocupante.

19 de Dezembro, 2015 Carlos Esperança

Madre Teresa de Calcutá a caminho da canonização

A a notícia de que o papa Francisco reconheceu a cura de um homem que sofria de tumores cerebrais provocou imenso júbilo nos devotos do costume.

Em 18 de Dezembro do Ano da Graça de 2015, sabe-se que o homem curado por Madre Teresa é um brasileiro que esteve em fase terminal e recuperou, em 2008, na diocese de Santos, no litoral de São Paulo.

Segundo um jornal «Parentes rezaram e pediram ajuda à Madre Tereza, e o homem recuperou, deixando os médicos sem explicações». Não se percebeu se foi o homem que abandonou os médicos, sem explicações, ou estes que não as souberam dar mas, para o milagre, é igual.

É mais um milagre na área da saúde, vocação dos defuntos católicos que jamais entram no campo da economia, da física quântica ou da nanotecnologia.

Madre Teresa, adversária do preservativo e fervorosa auxiliar do Papa João Paulo II na teologia do látex, sabia que é na dor que os pecadores encontram a redenção e, por isso, contrariava o uso de analgésicos em doentes terminais.

Em recente defunção (F. 1997), aprovada nas provas para ‘beata’, em 2003, defenderá a canonização em 4 de setembro de 2016, com tese já aceite e dispensada de comparência, 19 anos após a sua morte.

A beatificação tinha sido defendida com um milagre reconhecido em 2002, adjudicado a madre Teresa, cura de uma mulher de 30 anos, de Bangladesh, Monika Besra, que sofria de um tumor abdominal.

Apesar do êxito da defunta na área da oncologia, em dois continentes diferentes, não se esperam outros milagres. Os defuntos depois de obrarem os milagres obrigatórios para a canonização, dão-se ao eterno ócio e fazem como os catedráticos que, após a homologação do concurso, nunca mais apresentam qualquer trabalho.

O Deus de Madre Teresa podia ter evitado ao miraculado os vários tumores cerebrais mas impediria que madre Teresa, a pedido, lhos removesse em sepulcral telecirurgia.