
No fundo, «Radical» é uma narrativa clássica, onde temos um personagem em busca da sua própria identidade e consequente redenção. No entanto, o protagonista aqui é Maajid Nawaz e a história é real. Hoje profundo defensor das ideias contrárias proferidas pelo Estado Islâmico e fundador da Quilliam, que combate o extremismo e promove entre os jovens muçulmanos a democracia, a liberdade, a defesa dos direitos humanos e o pluralismo, além de ter sido recebido pelo primeiro-ministro britânico e o Presidente norte-americano, a vida de Nawaz caminhou com naturalidade, quando mais novo e na adolescência, para as ideias e ideologias que combate hoje, muito devido a uma infância desenraizada, onde o racismo pelos imigrantes paquistaneses (e pelos jovens filhos de imigrantes de religião muçulmana) na Inglaterra deixou mágoas que foram aproveitadas pelos grupos mais radicais do Islão.
«Se não está disposta a mostrar o rosto numa cerimónia em que se vai unir ao melhor país do mundo, francamente, se não gosta de o fazer, ou não o pretende fazer, deve ficar no inferno donde veio».
(Larry Miller, deputado conservador canadiano sobre o uso do niqab durante a cerimónia da cidadania)


Em Portugal, na Europa, no século XXI !!!
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Agora percebo porque razão há políticos a receber a … côngrua !!!
Só que, neste caso, se não pagas … fazem-te o funeral !!!

Chomsky:
A invasão do Iraque está na origem de grupos como o Estado Islâmico
Nesta entrevista ao Jacobin, Noam Chomsky explica as raízes do EI e por que os Estados Unidos e os seus aliados são responsáveis pelo surgimento do grupo. Em particular, argumenta que a invasão do Iraque de 2003 provocou as divisões sectárias que provocaram a desestabilização da sociedade iraquiana. O resultado foi um clima onde os radicais apoiados pelos sauditas prosperaram. Entrevista de David Barsamian.
As minorias religiosas sob o totalitarismo do Estado Islâmico
JOSÉ PEDRO TEIXEIRA FERNANDES 13/03/2015 – 06:53
Estado Islâmico
1. Não nos deixemos iludir. A fraseologia religiosa do Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS na transliteração de árabe para inglês, ou Daesh no acrónimo em árabe), esconde múltiplas semelhanças com as ideologias totalitárias seculares ocidentais, como o nazismo, o fascismo, ou o estalinismo.
Uma dessas semelhanças é a pretensão de criar um homem e uma sociedade perfeita, por diferentes vias. Os totalitarismos seculares são “futuristas”. São subprodutos do Iluminismo. O totalitarismo Islamista-jihadista é “passadista”. É um subproduto do Islão. A utopia da sociedade perfeita está no regresso aos primórdios da era islâmica.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.