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Categoria: Religiões

14 de Julho, 2009 Carlos Esperança

Momento zen de segunda 13_07_09

João César das Neves (JCN), o almocreve das sacristias, é o mais divertido e menos lúcido dos panegiristas da Igreja católica. Este prosélito de serviço é mais papista do que o papa, sendo este papa o que é.

Na homilia de ontem, JCN à semelhança de Santa Teresa de Ávila, deu conta das suas visões mas, enquanto as da santa são explicáveis, à luz de Freud, as de JCN são difíceis de explicar, embora facilitem a beatificação a que um papa vindouro o há-de propor.

JCN, em sintonia com a Divina Providência ou, pelo menos, com o director espiritual, insurge-se contra «A moção aprovada no XVI Congresso Nacional do PS de 1 de Março que propõe “a remoção, na próxima legislatura, das barreiras jurídicas à realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.” (III 4 F).

Pela fúria, até parece que o casamento entre homossexuais se tornará obrigatório e não, como é o caso, facultativo, para quem tem uma orientação sexual diferente da de alguns padres, bispos e papas e, eventualmente, de JCN.

Enquanto certamente se persigna, conclui: «O que não há dúvida é que, depois de toda a campanha do aborto, das várias leis antifamília e múltiplas beliscadelas administrativas, se pode dizer que a Igreja Católica, pela primeira vez desde o 25 de Abril, enfrenta uma oposição séria e profunda do poder político», para concluir que «começa a existir uma questão religiosa em Portugal».

Depois, o ex-assessor do igualmente pio ex-primeiro-ministro Cavaco Silva, tira a conclusão lógica: «Depois do Verão a implicação será para os eleitores católicos na decisão do voto. Os bispos portugueses formularam já, em Nota Pastoral de 23 de Abril, os princípios a seguir».

Estava mesmo a ver-se aonde o levava  a nova questão religiosa. Os católicos já sabem em que partido não devem votar. Segundo JCN.

Pensou em PS e benzeu-se de novo.

13 de Julho, 2009 Carlos Esperança

Reescrever a história

Bento XVI defendeu este Sábado a importância de Deus para a nova cultura que surge na Europa e no mundo globalizado, assegurando que, nas universidades, é cada vez mais necessária a presença cristã, “verdadeiro motor do desenvolvimento”.

Comentário: B16 já se esqueceu de que a religião foi sempre um travão ao progresso? E continua a ser.

12 de Julho, 2009 Carlos Esperança

Somália – Cristãos decapitados

Cristãos decapitados na Somália

Um grupo de extremistas islâmicos, ligado à Al Qaeda, decapitou esta Sexta-feira sete cristãos da Somália, acusados de serem “espiões”.

O respeito que todos os crentes devem merecer-nos não pode ser alargado às crenças. As pessoas são dignas de respeito, consideração e solidariedade independentemente da responsabilidade penal pelos crimes que cometem.

Se as crenças ferem princípios humanistas e civilizacionais devem ser combatidas e os regimes despóticos, sustentados por elas, devem ser derrubados.

As guerras religiosas e a crueldade fanática são velhos fenómenos que ensanguentaram a Europa até que o Iluminismo, a Revolução francesa e a secularização lhes puseram termo. O direito à liberdade religiosa não foi dado por qualquer religião, foi conquistado contra a vontade das Igrejas. O próprio catolicismo, depois de um longo processo de secularização e de lhe ter sido imposta a separação do Estado, só viria a reconhecer a liberdade religiosa com o concílio Vaticano II, que os fundamentalistas se esforçam por esvaziar de conteúdo.

A decapitação de cristãos na Somália choca pelo horror da crueza, a demência prosélita e a alienação provocada pelo ódio.
O mundo civilizado deve exigir às ideologias religiosas o mesmo comportamento que às políticas. O pluralismo é uma exigência ética e civilizacional. Matar por ódio sectário e querer converter os outros ao seu deus, pela violência, são fenómenos que urge erradicar.

Para pôr cobro a estes crimes, que se repetem com impiedosa regularidade, não se devem exigir referências confessionais nas Constituições dos países, deve exigir-se que a liberdade de crença, descrença e anti-crença seja reconhecida e defendida pelos países civilizados.

É preferível viver sem um mínimo de fé do que morrer com excesso dela.

Quem poderá negar aos cristãos decapitados a sua solidariedade e aos fundamentalistas que os executaram um julgamento rigoroso?

11 de Julho, 2009 Carlos Esperança

Bispos admitem fechar as igrejas

A Igreja Católica diz que acatará todas as recomendações do Ministério da Saúde, no que toca a medidas de prevenção da expansão do vírus H1N1, incluindo, se necessário for, fechar as igrejas aos fiéis.