24 de Janeiro, 2016 Carlos Esperança
A laicidade e a cumplicidade
Não bastam os desmandos religiosos. Há quem vacile na exigência da laicidade.
Não bastam os desmandos religiosos. Há quem vacile na exigência da laicidade.
A República é o regime da igualdade perante a lei, onde perdem estatuto diferenciado as classes, clero, nobreza e povo, e a Igreja e o Estado, por razões de assepsia, se separam.
A República renuncia à tutela das religiões e impede a servilismo dos seus dignitários aos membros do clero, repudiando a situação inversa.
Um crente que aspire a representar a República pode genufletir-se no confessionário, no recato de uma igreja, mas não pode alardear manifestações públicas de subserviência.
Um candidato a PR pode rezar o terço dentro de água, em silêncio, a nadar nas ondas do Tejo, mas não deve lamber a mão de um clérigo em exibição pública de servilismo.
A República exige coluna vertebral inflexível a quem a represente.
Excelências
Exmas. Senhoras e Senhores
A Constituição da República portuguesa determina a separação das igrejas e outras comunidades religiosas do Estado e determina a inviolabilidade da liberdade de consciência, de religião e de culto
A religião católica continua a ser imposta aos portugueses que professam outras religiões e aos que que não professam nenhuma.
E que não se evoque a tradição!
Os feridos nacionais religiosos impõem aos portugueses a religião católica como se ainda fosse a religião do Estado!
A Concordata não pode atar eternamente Portugal e os portugueses obrigando-os a dançar sob a batuta dos senhores da Santa Sé.
SOU PORTUGUÊS, FILHO DE PAIS PORTUGUESES, NASCIDO EM PORTUGAL!
NÃO SOU CIDADÃO DO VATICANO!
Que os feriados religiosos sejam substituídos por feriados eminentemente nacionais, e são tantas as datas históricas que orgulham os portugueses.
E para que mais datas históricas possam ser celebradas alguns dos feriados nacionais poderão móveis.
Que o Governo dispa a farda do Vaticano e deixe de impor a religião católica aos portugueses com os feriados religiosos e a missa dominical no canal de televisão do Estado pago pelos portugueses, etc.
Apresento a vossas Excelências
a expressão da minha mais alta consideração
Manuel Peñascoso
Um convite pio do Magnífico Reitor da Universidade de Coimbra
Quando tomei conhecimento deste convite julguei que o reitor era o pároco daSé Velha e a Universidade uma madraça de qualquer monarquia teocrática.
Afinal, é um convite para a missa de hoje, na Universidade de um Estado laico, oriundo da mais alta figura institucional de uma escola secular.
Quando a Constituição e a República são assim agredidas, sem respeito pela separação do Estado e da Igreja, vemos a cidadania desprezada por quem julgávamos ser a reserva intelectual da neutralidade religiosa e da ética republicana.

A explosão demográfica, a exaustão de recursos do Planeta e o aquecimento global são suficientes para provocar insónias a quem ainda sobrevive e se dá ao trabalho de pensar, mas assistir ao medo que o terrorismo provoca, à escala global, é motivo de desespero para quem pensa na sobrevivência da civilização.
Acossada pelo medo, a Europa vacila na defesa dos valores da civilização e a vingança é o único sentimento que decide as eleições. O extremismo político é a reação mimética ao radicalismo religioso. O subconsciente dos povos retém a mensagem de quem lhes promete segurança em troca da liberdade.
O futuro, se o há, é um caminho estreito entre a empenhamento na defesa das liberdade individuais e a exigência do respeito pelas conquistas civilizacionais. A Europa foi uma região mártir das lutas religiosas. A Guerra dos 30 Anos ficou na História pelo sangue derramado e pela submissão, em Vestefália, do catolicismo à diversidade religiosa.
Não podemos permitir hoje o proselitismo que, no passado, ensanguentou a Europa. As religiões anacrónicas, que persistem em evangelizar à bomba, devem ser tratadas à luz do Código Penal e não de um multiculturalismo laxista cujo fracasso já foi confirmado.
Quando um templo se converte em quartel e uma escola num meio de intoxicação pia, a proteção divina tem de ser substituída pelo braço da justiça. Não são um problema de fé, são um caso de polícia.
Sarkozy propõe o restabelecimento da pena de morte para os suicidas terroristas.
É esta cobardia que os terroristas exigem, o retrocesso civilizacional por que a demência islâmica luta, a capitulação de políticos populistas, perante as exigências mais primárias, por um punhado de votos.
É tão grave a ameaça do recuo civilizacional face à chantagem do terror, que arriscamos perder o que levou séculos a conseguir, contra a vontade dos clérigos. Há quem renuncie à razão para responder à demência da fé, quem recorra à pena de Talião, quem julgue que um problema se resolve criando outro.
Sendo duvidoso julgar um suicida que não falha é incompreensível que o Estado ajude a consumar o desejo a quem o falhou.
Perante um ato que aturdiu o mundo civilizado, só a demagogia justifica desvarios em troca de votos.
União de Freguesias de Nogueira, Fraião e Lamaçães promove passeio a Fátima
A União de Freguesias de Nogueira, Fraião e Lamaçães promove mais um passeio a Fátima. À semelhança do que aconteceu no ano passado, e dado o elevado número de participantes, o passeio realizar-se-á em duas datas: 25 de maio e 22 de junho. Esta atividade de cariz social tem como destinatários todos os idosos, reformados e pensionistas de Nogueira, Fraião e Lamaçães.
No dia 25 de maio, a saída está prevista acontecer às 7h00, em Nogueira, e no dia 22 de junho, às 7h00 a partir de Lamaçães e Fraião. Os interessados, que poderão escolher qualquer uma das duas datas, independentemente de qual seja a sua área de residência, deverão deslocar-se aos pólos de atendimento da Junta de Freguesia, a fim de se inscreverem.
14 de maio de 15
http://www.bragatv.pt/artigo/3821
Diário de uns Ateus – Sabem lá estes autarcas o que é a laicidade!
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.