REUNIÃO ORDINÁRIA DE 05/02/01
Nº 03/05 Fls. 115
Do Reverendo Pároco da paróquia do Corgo, a solicitar um subsídio para fazer face às despesas com o processo de Beatificação do Servo de Deus – Frei Bernardo de Vasconcelos. —————
Deliberação por unanimidade: Atribuir o subsidio de 1.000.00 €.-
Comentário: Já não há milagres de borla!
CIDADE DO VATICANO, Santa Sé — A expansão na África das novas igrejas pentecostais e evangélicas preocupa os dirigentes da Igreja Católica, muitos dos quais fizeram deste o tema central do sínodo sobre o continente reunido até 25 de outubro no Vaticano.
“Às insolências reaccionárias da Igreja Católica há que responder com a insolência da inteligência viva, no bom sentido, da palavra responsável. Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias pelos presumíveis representantes de Deus na terra, a quem na realidade só interessa o poder”, afirmou.
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É preciso não ter sentimentos para desrespeitar o sofrimento e a angústia dos peregrinos que têm como fetiche da sua devoção os dias 13 e, em especial, o do mês de Maio.
Aqueles sexagenários que se arrastam com velhas camisas camufladas da época que os marcou, numa guerra injusta e inútil, ainda hoje agradecem o regresso como se as minas nos pudessem ter matado ou estropiado a todos, como se devessem agradecer por terem regressado em vez de se revoltarem por quem perdeu a vida.
A fé é isto mesmo, não questionar os desígnios do acaso, agradecer a perna que sobrou em vez de reclamar a amputada, rezar pela sorte do olho que resta em vez de protestar pelo outro que os estilhaços da mina vazaram, enfim, viajar de joelhos e rastejar num santuário acreditando no poder miraculoso das azinheiras onde saltitou a virgem ou no espaço onde aterrou um anjo.
Há nos rostos sofridos, nos corpos doridos, a sangrar por dentro, uma dose enorme de esperança que se esgota nos dedos delidos a desfiar o rosário como quem conta os dias de sofrimento que lhe coube. As chagas das longas caminhadas e os pés inchados não impedem os devotos de acrescentar ao sofrimento do quotidiano o da peregrinação.
Não vale a pena explicar como nasceu Fátima, quem tinha interesse na devoção, quem fabricou os milagres que noutros sítios não vingaram. A República era a pedra no sapato do clero e a separação da Igreja e do Estado uma afronta à união secular entre o trono e o altar. A rainha dos céus e o Cristo-Rei continuaram o paradigma da Igreja, com azia à democracia, que viu na ditadura de direita o doce amparo enquanto os «segredos» se multiplicavam a anunciar a conversão da Rússia à Senhora de Fátima.
A verdade é um mero detalhe nos caminhos da fé. Os peregrinos alimentam a tradição que procura no céu o que lhes falta na terra. Olho-os com respeito, a caminho de Fátima, onde alguns são atropelados antes de assistirem à procissão das velas.
O “Osservatore Romano” revelou reservas sobre a atribuição do Nobel da Paz ao presidente norte-americano, embora na sexta-feira o Vaticano tenha acolhido “favoravelmente” a escolha do premiado.
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