A TV passava um excerto de reportagem acerca da violência doméstica. Uma vítima, alvo de uma série de facadas por parte do ex-companheiro, relatava dos detalhes da agressão. E elucidava (cito de memória):
– Os médicos disseram que ele (o agressor) procurou os locais de modo a causar-me a morte. Ele queria matar-me.
A seguir, ergueu os olhos ao alto e concluiu:
– Graças a Deus, estou aqui.
Dei comigo a pensar: “Graças a Deus”, porquê? “Graças a Deus” que está viva, ou “graças a Deus” que o companheiro a agrediu? Na primeira hipótese, o tal Deus não poderia ter evitado a agressão? Se sim, por que não o fez? Se não, dar-lhe graças porquê (Epicuro não perguntaria melhor)?
Na segunda hipótese: assim, já se entende. Basta ler, por exemplo, Efésios:
22 – Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao senhor;
12 – Porque o marido é a cabeça da mulher…
Hummmm; assim, já se compreende. Ou obedeces, ou…
A barbárie religiosa não tem limites. Deus, seja o dos católicos, seja o dos islâmicos, seja o dos judeus, seja o do raio que os parta a todos, é a justificação perfeita para que se continuem a perpetuar as maiores barbaridades. Desta vez, foi no Afeganistão. Mas podia ser em qualquer outra parte do Mundo. Porque o deus é “grande”, seja onde for. Principalmente, onde convier.
Em simultâneo no “À Moda do Porto”.

De vez em quando, vão aparecendo boas notícias. Claro que, quando, em Portugal, se diz que “ninguém será discriminado”… é um bocadinho como aquela cena do Orwell.
O site de celebridades TMZ afirmou nesta sexta-feira (29) que a cientologia, um tipo de filosofia religiosa, foi o motivo da separação de Katie Holmes e Tom Cruise. Segundo pessoas ligadas ao casal, Katie temia que Cruise levasse a filha Suri para a igreja.
Cruise, adepto à cientologia desde a década de 80, seria fanático pela religião, enquanto Katie nunca teria sido tão ligada. A declaração da atriz sobre a guarda da filha também estaria relacionada ao fato, pois Katie não deseja que Tom influencie religiosamente a criança.
Dizem que Ratzinger, seriamente preocupado com o permanente conflito entre árabes e judeus, decidiu intervir de forma decisiva. Para isso, porém, teria de ir bem apetrechado com paletes de argumentos. Faltava-lhe, no entento, um detalhe, que ele reputava de importante.
Lembrou–se, então, de perguntar ao patrão, num dos habituais peque-almoços em conjunto:
– Senhor meu Deus, sabeis, porventura, dizer-me em que época os judeus e os árabes começaram a andar à trolha?
Deus nem hesitou na resposta:
– Não faço ideia. Já não é do meu tempo.
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