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Carlos Esperança

17 de Setembro, 2008 Carlos Esperança

Recomendação atrasada

Sacerdote anglicano recomenda repensar Charles Darwin e “A origem das espécies”
O sacerdote da Igreja Anglicana, Malcolm Brown, admite que a Igreja cometeu um erro ao rejeitar o cientista Charles Darwin e a sua teoria da selecção natural, exposta no livro “A origem das espécies”. Ele interveio por ocasião da preparação das comemorações dos 200 anos do nascimento do cientista e dos 150 anos da publicação do seu livro em 2009.
Ele lamenta a incompreensão pelo trabalho de Charles Darwin e apelou à aproximação entre a Igreja e o darwinismo.
A Igreja Anglicana comunicou que compartilha esta posição de Malcolm Brown.
Passados 200 anos a Igreja Anglicana começa a abrir os olhos. A Igreja Católica deverá resistir ainda mais uns 200-300 anos até atingir o período habitual do reconhecimento dos seus erros.

a) kavkaz (colaborador eventual do DA)

16 de Setembro, 2008 Carlos Esperança

A religião é inimiga da ciência

Comentário: Não são as religiões que demoram a reconhecer os erros, são os crentes que demoram a desconfiar das religiões.

16 de Setembro, 2008 Carlos Esperança

Nem os bispos obedecem ao ditador

Bento XVI disse este Domingo que a Igreja mantém “com firmeza” o princípio indissolubilidade do casamento e que, embora envolva com o maior afecto as pessoas divorciadas que se voltam a casar, “não pode aceitar” as iniciativas que tendem a abençoar “as uniões ilegítimas”. 

A posição foi assumida num encontro com os Bispos franceses, em Lourdes, e acaba por ser uma crítica à actuação de algumas dioceses deste país, que promovem iniciativas “destinadas a abençoar” estas uniões de católicos divorciados.

16 de Setembro, 2008 Carlos Esperança

Espanha – A ICAR regressa ao terrorismo ideológico

Na Europa, a Igreja católica parecia conformada com a civilização e a modernidade. O catecismo terrorista, anterior ao concílio Vaticano II, parecia definitivamente proscrito. Mas ninguém sabe do que o clero é capaz, que demónios pode acordar, que raiva o pode acometer nas guerras santas que anseia ressuscitar.

Nem os telhados de vidro demovem a Igreja das obscenas comparações com o nazismo que o preconceito cristão anti-semita bastante estimulou, nem a crueldade das Cruzadas, da evangelização, da Reforma e do santo Ofício a modera na agressividade demente com que pretende reescrever a História e formatar os adolescentes.

Um manual escolar, escrito por José Ramón Ayllón e Aurelio Fernández, utilizado em colégios católicos privados espanhóis, é um manancial de intolerância, mentira, ódio e reaccionarismo, mais próprio de quem prepara suicidas do que de quem aspira a formar cidadãos.

A homofobia é levada a extremos próprios de quem pretende exorcizar os seus próprios demónios, a IVG é comparada ao Holocausto e o divórcio é apresentado como a primeira causa de morte dos adolescentes, nos EUA.

A reprodução medicamente assistida é para os autores do livro, destinado a jovens com idades de 14 e 15 anos, o que o toucinho é para Maomé.

O preconceito e o reaccionarismo são o caldo de cultura onde a Igreja católica alimenta a fé nos seus colégios espanhóis e envenena a sociedade plural com os seus prosélitos.

A sociedade muda, o mundo transforma-se, mas a Igreja católica tende a perpetuar as crueldades que a consciência das sociedades plurais e democráticas reprovam. As três religiões do livro estão cada vez mais próximas – na intolerância, no proselitismo e no espírito medieval.

15 de Setembro, 2008 Carlos Esperança

Encontrem a Maria

Em Lourdes [ Bento 16] rezou pela Igreja, o Mundo e a França, sobretudo pelos que sofrem no corpo e no espírito. Defendeu a vida até ao último instante querido por Deus e deixou, no final, uma preciosa indicação: “Procurem o sorriso de Maria porque ele é o reflexo da ternura de Deus, acessível a todos, doentes e saudáveis”.

15 de Setembro, 2008 Carlos Esperança

Há quem leve o Papa a sério

O Papa Bento XVI criticou neste domingo os “divorciados que voltam a casar”, e insistiu na importância da unidade da família, “pedestal” da sociedade, em um discurso para os bispos franceses em Lourdes, sudoeste da França.

RE: Afinal também defende as uniões de facto.

Joseph Ratzinger, que na sexta-feira se reuniu no Palácio do Eliseu, em Paris, com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, divorciado duas vezes e casado atualmente com a cantora Carla Bruni, mãe de um filho de um relacionamento anterior, defendeu a família como o “pedestal sobre o qual descansa toda a sociedade”.

RE: Inconveniente e malcriado.

No entanto, em alguns casos, aconteceram exceções. Diante do casamento em maio de de 2004 do príncipe Felipe, herdeiro da corona da Espanha, com Letizia Ortiz, divorciada de um matrimônio anterior, a Igreja católica espanhola aceitou a união religiosa sob o argumento de que o primeiro casamento da princesa havia sido apenas caráter civil.

RE: A hipocrisia é a alma do negócio.

Fonte: AFP