Loading

Carlos Esperança

10 de Agosto, 2009 Carlos Esperança

Contradições

(…)

O Papa nunca esteve na Juventude Hitlerista, que era um corpo de voluntários fanáticos, e nem fez parte do grupo”, afirmou, em maio, o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, explicando que Joseph Ratzinger (nome de batismo do Papa) foi alistado aos 16 anos no grupo de auxiliares para a defesa aérea, como ocorre atualmente com todos os jovens alemães.

Em uma autobiografia intitulada “Marco: Memórias: 1927-1977”, o Pontífice afirma que, junto a seu irmão, Georg, foi alistado na Juventude Hitlerista apenas quando isto era obrigatório para todos os jovens. (ANSA)

10 de Agosto, 2009 Carlos Esperança

Cordeiro pede ajuda ao lobo

O arcebispo-primaz da Comunhão Anglicana, Rowan Williams, teme um cisma entre os anglicanos. O risco surgiu agora, mais uma vez, depois das resoluções aprovadas, em Julho passado, pelos episcopalianos (anglicanos) dos Estados Unidos da América.

O arcebispo pediu ajuda ao Vaticano, tendo “L’Osservatore Romano” publicado um artigo favorável à sugestão do arcebispo de Cantuária (…)

Comentário: O Vaticano vai ajudar o cisma e absorver a corrente conservadora.

10 de Agosto, 2009 Carlos Esperança

Laicidade e tolerância exigem-se

Evo Morales fez duras declarações ao qualificar a Igreja católica como um «símbolo vivo» do colonialismo europeu e, demasiado impertinentes, ao declarar que segundo a sua nova política de governo, a ICAR deve desaparecer da Bolívia. As perseguições de que os povos foram vítimas não legitimam desforras nem actos de vingança. Morales comporta-se como inquisidor e deve merecer a condenação geral.

A excessiva politização das Igrejas na América do Sul, nomeadamente da ICAR, a sua cumplicidade com as ditaduras e o factor de atraso e de obscurantismo que constitui não justifica perseguições ou restrições à sua liberdade. As Igrejas, tal como qualquer outra associação, devem estar sujeitas às leis e ao Código Penal mas não podem ser objecto de qualquer discriminação.

É verdade que Bento 16 está a reconduzir a ICAR ao tempo pré-conciliar, que afirmou ter sido pacífica a evangelização dos índios, sabendo que é mentira, que vive em lua de mel com a seita de monsenhor Lefevbre, que protege e se identifica com os Legionários de Cristo e o Opus Dei, que é capaz de se comportar como um mullá islâmico, mas a liberdade religiosa não é dogma católico é um imperativo democrático.

Sabemos das malfeitorias de que a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) é capaz , da intolerância sectária do Islão, do fervor imperialista dos judeus ortodoxos, da demência obscurantista do protestantismo evangélico, mas não aceito outro combate que não seja o democrático, outra forma de eliminar o obscurantismo que não seja pela ciência e outra arma contra a religião que não seja a liberdade.

O Estado tem de ser laico para permitir a crença, a descrença e a anti-crença. Doutro modo voltamos à loucura das guerras religiosas.

9 de Agosto, 2009 Carlos Esperança

Homofobia e a fé

O arcebispo-primaz da Comunhão Anglicana, Rowan Williams, teme um cisma entre os anglicanos. O risco surgiu agora, mais uma vez, depois das resoluções aprovadas, em Julho passado, pelos episcopalianos (anglicanos) dos Estados Unidos da América.

Comentário: Pior que a homofobia só a igualdade de género. Ai o pecado original.

9 de Agosto, 2009 Carlos Esperança

Extinga-se o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida

O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida» (CNECV) é uma instituição cuja utilidade não é clara. É composta por um conjunto de personalidades designadas pelo primeiro-ministro, AR, Governo e outras entidades.

Cabe ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida dar pareceres em matérias tão diversas, como são aquelas em cuja reflexão a bioética se debruça: transplantes de órgãos, reprodução assistida, invenções biotecnológicas, final da vida, distribuição de recursos em saúde, genómica e tantas outras.

Dado o facto de conhecer pessoalmente vários dos seus membros e ser amigo de alguns, há algumas reflexões que a comissão que terminou o mandato me suscitam:

1 – Como é que pessoas tão ocupadas ainda têm tempo para estudar e fundamentar os pareceres que são da sua competência?

2 – Que estranha coincidência faz reunir neste grupo uma significativa percentagem de crentes conhecidos pela seu proselitismo religioso?

3 – Que legitimidade assiste a qualquer deles para reivindicar a prorrogação do mandato à entidade a quem cabe a designação?

4 – Que necessidade têm o Governo e/ou a AR de pedir pareceres em matérias sobre as quais todos os cidadãos devem ter opinião formada e ninguém melhor do que os deputados está em condições de a interpretar e, sobretudo, de legislar com legitimidade?

5 – Finalmente, a extinção da CNEVC parece-me não trazer qualquer prejuízo e tem o benefício suplementar de evitar o tráfico de influências e chantagem sobre as entidades a quem cabe proceder às nomeações.

Extinga-se, pois, a CNEVC. O país fica livre de um foco de tensão com forte odor a incenso.

9 de Agosto, 2009 Carlos Esperança

Correio dos leitores

COMO TER FÉ ( OU DEIXAR DE A TER…)

Não consigo ter fé em nenhum deus, mas, o pior é que não consigo entender ( no sentido de compreender ) a fé nos outros. Ou seja, não consigo entender as razões que os ( alguns pessoas inteligentes e não isentos de cultura ) que os conduziram à fé. É um fenónemo que me totalmente alheio. Sinto-me minoria “à contre-coeur” e preferia que todos pensassem como eu…

Quanta desgraça, obscurantismo e guerras teriam sido poupados à humanidade!

Calorosas saudações,

a) Luís Almeida

8 de Agosto, 2009 Carlos Esperança

Ateísmo – Portugal e Brasil a mesma luta

Por

Ricardodabo

Hoje [ontem], um programa de televisão exibiu uma matéria interessante sobre a luta do grupo BRASIL PARA TODOS para retirar os símbolos religiosos dos edifícios públicos. O presidente do grupo disse que os símbolos religiosos ferem a laicidade do Estado.

Um padre replicou que a retirada dos crucifixos seria um atentado contra a democracia. O argumento dele foi de que os outros grupos, quer religiosos quer ateus, também poderiam usar o espaço para colocar os seus próprios símbolos. É claro que ele não gostaria de ver uma imagem de Satanás num prédio público. Mas a questão não é essa.

A questão é que nós, ateus, não temos um símbolo (se temos, eu não o conheço). Talvez seja interessante a comunidade ateia criar um, não apenas para lutar por aquilo que consideramos legítimo, mas também para dar visibilidade ao movimento, reforçando assim o apelo de Dawkins para que os ateus saiam do armário.

Minha sugestão: um homem em pé. Algo indicativo da posição que o homem deve ter no mundo, em contraste com a genuflexão devota.

Comentário – A Associação Ateísta Portuguesa tem como símbolo um átomo «de Bohr» estilizado. Boa sorte com a luta do «Brasil para todos». (Ricardo Alves)

Logo_AAP

Logo_AAP

7 de Agosto, 2009 Carlos Esperança

Cavaco, o defensor da fé

cavaco_amigos

Cavaco Silva não gosta de deixar cair os amigos. Ultimamente há quem alvitre que não costuma ser muito feliz nas escolhas.

A reacção de «estupefacção» pela saída de João Lobo Antunes do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida» (CNECV), que acabou o mandato, é uma reprimenda à legítima decisão do Conselho de Ministros de não o reconduzir.

Sabe-se que Cavaco é amigo do peito e da hóstia de João Lobo Antunes, seu mandatário presidencial, como, aliás, o tinha sido de Jorge Sampaio. João Lobo Antunes e Daniel Serrão são considerados os expoentes máximos do conservadorismo católico que há muitos anos confiscou o CNECV. O PR não pode ser um fiel zelador da religião que professa ainda que a salvação da alma o possa apoquentar.

Pode compreender-se a reacção do presidente da comissão de honra para a canonização de Nuno Álvares Pereira, após a brilhante cura do olho esquerdo de D. Guilhermina de Jesus, com óleo de fritar peixe, mas não se aceita que o Presidente da República critique uma legítima decisão do Conselho de Ministros e, muito menos, que à isenção do cargo que exerce sobreponha a beata militância do prosélito.

Cabe ao PR defender a Constituição e não os desejos da Conferência Episcopal.

Pode ampliar a notícia aqui.