Os abusos sexuais cometidos contra crianças por sacerdotes irlandeses, acobertados pela hierarquia da Igreja, na época, são “actos particularmente odiosos“, disse nesta segunda-feira o número dois do Vaticano, Tarcisio Bertone, durante recepção a bispos irlandeses, antes de sua audiência com o Papa ainda hoje.
«A única desculpa de Deus é que não existe» (Stendhal)
Ateísmo é a posição filosófica que rejeita o conceito do teísmo e a existência de deuses. Em sentido lato, é a ausência de crença na existência de divindades, ou seja. A doutrina que nega uma realidade transcendente ao homem.
O termo ateísmo foi originado do grego atheos, e era aplicado a qualquer pessoa que não acreditava em deuses, ou que aceitava doutrinas em conflito com as religiões estabelecidas.
Religião – A palavra religião deriva do termo latino religio, foi usada durante séculos no contexto cultural europeu, dominado pelo cristianismo que acabou por se apropriar dela.
A religião é um conjunto de crenças que grupos de pessoas encaram como sobrenatural e sagrado, sujeita a rituais, a que associam códigos morais que cumprem com maior ou menor rigor e impõem de forma mais ou menos vigorosa de acordo com o grau de proselitismo.
Agnosticismo – É a doutrina que afirma que a questão da existência ou não de um poder superior (Deus) não foi nem pode ser resolvida. O termo foi cunhado pelo biólogo britânico Thomas Henry Huxley ” no início do último quartel do séc. XIX.
[a-” anteposto à palavra grega “gnostos” (conhecimento)].
Teísmo e ateísmo separam os que acreditam em deus (seja isso o que for) dos que não acreditam, enquanto o agnosticismo designa os que afirmam a incapacidade da razão para especular acerca do sobrenatural não excluindo, conforme a postura perante a crença, uma orientação teísta (conhecimento pela fé!?), deísta ou ateísta.
O ateísmo é o grade inimigo das Igrejas. Os infiéis sempre foram o alvo da fúria beata, fosse das Cruzadas ou da jihad, mas são os ateus que suscitam o ódio mais intenso dos dois monoteísmos mais extremistas – o cristianismo, e, sobretudo, o islamismo.
Só por curiosidade, vale a pena lembrar, a propósito, que a peregrinação a Fátima, de 13 de Maio de 2008, presidida pelo cardeal Saraiva Martins, foi realizada «contra o ateísmo». Não havendo provas da eficácia das peregrinações, podia, ao menos, ter sido disfarçada em nome da fé, em vez de assumir o carácter belicista contra o ateísmo. No mesmo ano, o patriarca Policarpo afirmou que «Todas as expressões de ateísmo, todas as formas existenciais de negação ou esquecimento de Deus, continuam a ser o maior drama da humanidade». Nem as pandemias, os cataclismos e as guerras constituem um drama maior ou, sequer, equivalente!
Faz hoje cinco anos que morreu a Irmã Lúcia, a última das videntes de Fátima.
Partiu, aos 97 anos, na cela onde passou 57 anos da sua vida em clausura, como «uma vela que se apaga», disse na altura Branca Paul, a médica que assistiu a pastorinha durante mais de década e meia. Para lembrar Lúcia de Jesus é celebrada uma eucaristia, às 16h00, no Carmelo de Santa Teresa, presidida por Pedro Ferreira, padre Provincial da Ordem Carmelita Descalça.
Comentário: A Igreja não desiste de agredir a inteligência das pessoas. Vidente????
Igreja não pode ser democrática, diz secretário do Vaticano
Para o cardeal Tarcisio Bertone, o poder dentro da Igreja e não pode nunca ser dividido ou partilhado
VATICANO – O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, afirmou que, na estrutura da Igreja Católica, o poder é “indivisível”, motivo pelo qual as decisões não podem ser tomadas pela regra da maioria.
Comentário: Bastava que respeitasse as democracias.
O Papa Bento XVI convocou um Consistório Ordinário Público para a Canonização de seis Beatos. A data será marcada pela celebração da Hora Sexta na Sala do Consistório do Palácio Apostólico Vaticano, na próxima sexta-feira, 19, às 11h.
Em seus quase cinco anos de Pontificado, Bento XVI proclamou 28 santos e quase 600 beatos, em sua maioria espanhóis. Até agora, o Papa celebrou sete cerimônias de Canonização, seis no Vaticano e uma no Brasil, em maio de 2007.
Comentário: Os prémios saíram à casa: 2 clérigos e 4 virgens praticantes.
Um século antes de Nietzsche e várias décadas antes do marquês de Sade foi um padre ateu, vigário de aldeia que viveu no norte da França entre os anos de 1664 e 1729 que, no manuscrito intitulado «Memória dos pensamentos e dos sentimentos de Jean Meslier», concluído em 1720, e nas Cartas aos curas, preconizou uma sociedade ideal fundamentada no ateísmo.
O abade Meslier, indignado com a opressão e as injustiças sociais praticadas contra os camponeses, durante o reinado de Luís XIV, foi um autor radical, incisivo, comunista e ateu, mas manteve as suas ideias no mais absoluto sigilo, pois sabia que, não existindo vida para além da morte, devia preservar a única e irrepetível que lhe coube.
Os seus escritos onde nega de forma inequívoca o dogma da criação do universo e, por conseguinte, as ideias de divindade, transcendência e ordenação divina da natureza, só foram conhecidos postumamente. Foi um revoltado, por razões políticas e sociais, com sermões materialistas, mas calcula-se o escândalo provocado pelo seu ateísmo, quando foi conhecido, e pelas diatribes contra Cristo, que descreveu como louco, fanático, ignorante e charlatão, indivíduo astuto que se aproveitou da credulidade e do desespero de pessoas ignorantes para estabelecer o seu império.
Foi, aliás, imensamente crítico para com a religião, que considerou um artifício humano, nefasto expediente dos espertalhões e um eficiente instrumento de dominação utilizado por reis, sacerdotes e demais parasitas para submeterem e manipularem as populações miseráveis e abatidas pelo sofrimento.
O abade Meslier é um expoente do Iluminismo francês cujo manuscrito, se não fosse tão prolixo e de estilo rebarbativo, era merecedor de ombrear com as obras de Montesquieu, Rousseau e Voltaire, na filosofia política das Luzes que originou a Revolução Francesa.
O arcebispo de Argel,Dom Ghaleb Moussa Abdalla Bader, pediu que fosse revogada ou, pelo menos, revista, a lei que regulamenta o exercício de cultos não-muçulmanos na Argélia.
“Por que não retornar a uma situação de normalidade”? – questionou ele. “Não teria chegado o momento de rever essa lei e até mesmo de revogá-la”? – acrescentou Dom Bader, durante um encontro sobre a liberdade de culto, organizado pelo Ministério da Religião argelino.
A lei, que data de 2006, obriga todos aqueles que “professam uma religião que não seja o Islamismo e constituem uma associação de caráter religioso” a pedirem permissão para celebrar suas cerimônias, o que deve acontecer em lugares autorizados.
Comentário: Não são apenas as outra religiões que carecem de liberdade. É a liberdade de crença, descrença ou anti-crença que está em causa. É a democracia que não existe sem liberdade de expressão.
Fátima recebeu menos peregrinos em 2009, revelou o reitor do Santuário. Só nas missas estiveram menos 40 804 pessoas que em 2008. No entanto, Virgílio Nunes acredita que a tendência pode inverter com a visita do Papa Bento XVI, em Maio.
Nota: A visita do Director-Geral é uma boa operação de marketing.


Sobre Christopher Hitchens: na Wikipedia e na Wikipédia.
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