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Carlos Esperança

7 de Julho, 2010 Carlos Esperança

Bélgica – Caso Dutroux e ICAR

Caso Dutroux:

Que faziam as fotos das vítimas no seio da Igreja católica belga?

O assunto causa grande burburinho, neste momento, na Bélgica. Depois do fim de Junho a polícia investiga ao próprio sede da Igreja católica sobre assuntos de pedofilia.

O antigo primaz da Igreja belga, cardeal Godfried Danneels, foi ouvido ontem como testemunha em presumíveis casos de abusos sexuais cometidos por padres.

Este cardeal já havia sido acusado de ter tido conhecimento de abusos sexuais e de nada ter feito para lhes pôr termo.

7 de Julho, 2010 Carlos Esperança

Vaticano e Máfia

O Vaticano autorizou a Justiça italiana a vasculhar o túmulo de um ex-líder da máfia, para tentar encontrar provas de envolvimento com o sequestro de uma jovem em 1983, noticia a BBC.

Enrico de Pedis, o último líder da chamada Banda de Magliana, uma organização mafiosa que actuava em Roma na década de 80, foi assassinado no centro de Roma, em 1990.

O corpo foi sepultado na basílica de Santo Apolinário, na capital italiana, ao lado de Papas e nobres, pois o líder da máfia era um benfeitor da Igreja.

5 de Julho, 2010 Carlos Esperança

Momento zen de segunda_05_06-2010

Bem-aventurado João César das Neves

João César das Neves (JCN) não pára de nos espantar. Na sua homilia de hoje, no DN, começa por afirmar que «O casamento é a realização mais espantosa da humanidade», para logo acrescentar que é «a mais utilizada forma de transmitir a existência e a única eficaz para transmitir a civilização».

Bastavam estas afirmações para divertir os leitores. Não se vê como um acto ao alcance de quaisquer idiotas possa ser a «realização mais espantosa da humanidade» e até um inimputável sabe que é a cópula, e não é o casamento, que transmite a existência.

Não seria, aliás, de bom tom, que um casal se pusesse a transmitir a existência durante o casamento. O mais elementar respeito pelas testemunhas, convidados e conservadores do Registo Civil, além do recato a que o género humano se acostumou, não aconselha tal pressa. JCN, defensor do casamento religioso, devia ser o primeiro a aconselhar os casais a esperarem o fim da cerimónia ou a precederem-na desde que não a atrasassem.

Quanto à civilização, não se vê como pode o casamento ter o monopólio de a transmitir nem como se sobreviveria escorreito ao que JCN entende por civilização.

Afirma ainda que «Sempre houve promiscuidade, adultério, divórcio, união de facto, consequências directas da impossibilidade do casamento». Ensandeceu. Considerar o divórcio e o adultério como consequências directas da impossibilidade do casamento, é uma tolice. Pelo contrário, o adultério e o divórcio só existem se houver casamento. Doutro modo, é uma impossibilidade conceptual que só não percebe quem, em vez da eucaristia, bebeu o garrafão do vinho que jazia na sacristia à espera da consagração.

JCN atribui ao celibato a «solidão, depressão, traumas infantis, agressividade, suicídio …, a níveis patológicos». Se não tem estatísticas acerca do clero da sua Igreja não sei em que argumentos se baseia.

Nota-se em JCN certa nostalgia quando, referindo-se aos casamentos combinados pelas famílias, afirma que «Paixão, amor e sexo eram exteriores ao vínculo nupcial», mas concede que « Não se deve exagerar esta situação». Vá lá, se o fim for a prossecução da espécie, o prazer deixa de ser pecado.

4 de Julho, 2010 Carlos Esperança

Vaticano, S. A. – O offshore da impunidade

Os escândalos do banco do Vaticano. a Igreja não vive só de avé-marias

Instituto para Obras Religiosas fez negócios pouco santos, garante o autor de “Vaticano SA”.

O Vaticano é há muito um centro de corrupção e intriga política onde o dinheiro e a fé se movem de mãos dadas. A opacidade da única teocracia europeia esconde a teia de interesses que liga prelados, políticos sem escrúpulos e mafiosos.

No bairro de 44 hectares, que deve a Benito Mussolini o estatuto de que goza, urdem-se tramas, tecem-se redes de poder e lava-se dinheiro de origem criminosa. A cupidez e a falta de escrúpulos vai até ao Papa, corrompe tiaras, oxida báculos e corrói mitras e barretes cardinalícios.

Deus é um mero álibi para os crimes que andam à solta naquele bairro mal frequentado. A imunidade papal trava o braço da única justiça que existe – os tribunais dos homens.

Os papas mais pérfidos acabam por fazer, depois de mortos, os milagres que os hão-de conduzir aos altares, esquecidos ou ignorados os crimes praticados em vida. A história do Vaticano é uma sucessão de horrores que a fé dos crédulos e o esplendor da liturgia conseguem mascarar.

A origem do ouro de que se fazem os anelões dos prelados é um segredo bem guardado mas o destino do dinheiro lavado num dos mais obscenos offshores do mundo é ainda mais enigmático e obscuro.

Quantas conspirações, intrigas e traições, por todo o mundo, não foram pagas com o óbolo dos crentes e as esmolas para as alminhas do Purgatório? O Vaticano é um bairro sem lei, onde o negócio das indulgências, sacramentos e bênçãos é a fachada sob a qual se esconde um dos mais perigosos centros de poder sem qualquer controlo democrático.

Os Estados de direito não podem permitir que os delitos fiquem impunes no espaço europeu onde um futuro santo, com a alcunha de Sumo Pontífice, num Estado fantoche que usa o pseudónimo de Santa Sé, dirige um bando à margem da lei e ignora as normas éticas que devem reger a sociedade.