6 de Novembro, 2011 Carlos Esperança
Portugal devia fechar a embaixada no Vaticano
Em época de dificuldades financeiras o encerramento da embaixada no Vaticano seria o primeiro passo para acabar com os privilégios de que a ICAR goza em Portugal.
Em época de dificuldades financeiras o encerramento da embaixada no Vaticano seria o primeiro passo para acabar com os privilégios de que a ICAR goza em Portugal.
O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse esta quinta-feira que a Santa Sé “toma nota” do encerramento da embaixada na Irlanda, sublinhando que as relações diplomáticas bilaterais “não estão em causa”.
A Igreja católica e o franquismo viveram tão harmoniosamente que o silêncio foi a nota dominante perante os crimes cometidos: execuções sumárias, roubo de crianças a quem assassinavam os pais, perseguições, prisões, enfim, uma ditadura cruel comparável às de Hitler e Estaline. Nem os padres republicanos, quando foram executados, encontraram compaixão nos cúmplices de Franco.
Não me refiro à crueldade, praticada pelos dois lados da barricada, durante a guerra em que a República, saída das eleições, foi derrubada com a bênção do Vaticano. A sedição e os crimes cometidos foram equiparados a uma Cruzada pelo papa de turno, que ainda considerava as Cruzadas como acções pias. O futuro santo Escrivà foi um apoiante que seguiu Franco no ataque a Madrid.
A Igreja católica digeriu mal a democracia espanhola, como é natural, e os bispos não desistiram de abanar as mitras e agitar os báculos sempre que as leis acompanharam a modernidade e puseram em causa os seus preconceitos. Não hesitaram em ocupar as ruas, invadindo Madrid com sotainas, beatos e protestos, quando as leis do divórcio, do aborto e do casamento entre indivíduos do mesmo sexo foram votadas. E não aceitaram que a liberdade fosse levada às escolas do estado, tornando facultativa a frequência das aulas de religião.
Nas últimas eleições municipais e autonómicas a ICAR concorreu às eleições através do PP numa irritação ruidosa contra o PSOE, tal como havia feito no tempo de Aznar. Zapatero ainda fez numerosas cedências, particularmente no campo financeiro, um acto que a Igreja costuma apreciar. Nem a neutralidade conseguiu.
No próximo dia 20, dia das eleições gerais, com a rotatividade partidária assegurada e a certeza de que entre os democratas de direita se escondem ainda os franquistas, a Igreja apresenta-se às eleições apoiando o PP. A Conferência Episcopal já aconselhou os eleitores católicos «para que não caiam em erros que podem levá-los a votar uma opção que não esteja de acordo com a sua fé». A mensagem será difundida nos confessionários e nos púlpitos de milhares de paróquias, à semelhança do que o Islão faz nas madraças e nas mesquitas.
A vitória da direita será também a do clero que, há duas legislaturas, rumina a raiva que nutre pelo PSOE. É curioso que uma Igreja tão prosélita não tenha percebido ainda que a juventude espanhola está cada vez mais longe do pensamento do clero e indiferente aos santos destinados a Espanha que o Vaticano tem fabricado em doses industriais.
A vitória partidária da Igreja católica prenuncia o requiem pela sua influência política.
O chanceler da Academia Pontifícia das Ciências (APC) considera “um disparate” associar o controlo da natalidade à resolução dos problemas provocados pelo aumento da população mundial, que chegou aos sete mil milhões de habitantes, segundo a ONU.
Bento XVI convidou hoje os católicos a rezarem por quem já morreu, a respeito da celebração dos fiéis defuntos, que a Igreja comemora esta quarta-feira, falando numa “certeza” de vida para lá da morte.
P – Rezar para quê ?
Nicarágua recusa aborto a criança de 12 anos grávida de violação
Uma menina de 12 anos, violada por um desconhecido e grávida de 36 semanas, levantou de novo a polémica na Nicarágua entre o Governo, Igreja e a sociedade civil sobre a penalização do aborto terapêutico.
O Papa criticou hoje as uniões conjugais fora do sacramento do matrimónio, a feitiçaria e o tribalismo étnico que ocorrem em Angola e São Tomé e Príncipe, durante a audiência que concedeu no Vaticano a bispos daqueles países.
Comentário: Para o último ditador europeu uma união de facto é idêntica, eticamente, à feitiçaria e ao tribalismo.
O Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio informou por meio de seu líder, Mustafa Abdel Jalil qual será a nova base para o governo do país. “Qualquer lei que contradiga a sharia islâmica é nula e vazia, legalmente falando“, informou líder dos rebeldes durante cerimônia realizada para o novo governo declarar a libertação do país, neste último domingo.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.