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Carlos Esperança

28 de Janeiro, 2012 Carlos Esperança

Feriados religiosos

Por

Onofre Varela

O governo julga ter descoberto uma poção mágica para ajudar a desenvolver a economia, suprimindo três ou quatro feriados ao calendário laboral!… É uma ideia que não passa de uma “ideinha”!
A retoma da economia não se alcança com a eliminação de três ou quatro feriados, nem com ataques aos direitos dos trabalhadores, mas sim com resoluções a nível do financiamento das empresas, criação de postos de trabalho, de alguns ajustes nas leis laborais (mas também na formação cívica, moral e humanística da maioria dos empresários) e na eliminação das dificuldades burocráticas para o estabelecimento de novas empresas, fábricas e lojas, na redução de impostos e na descida drástica (no mínimo na ordem dos 50%) dos preços dos combustíveis e da energia… e aumentando ordenados!
Não me perguntem como é que isto se faz… porque eu não sei. Não faço a mínima ideia, nem sou mágico!
Mas sei que quem se arvóra em mago é Passos Coelho… que pretende, com o aumento do desemprego, com a fuga do capital e dos profissionais (técnica e cientificamente mais válidos) para o estrangeiro, e com o estrangulamento da economia empresarial e familiar (falências, desmembramento de famílias e suicídios), promover o crescimento económico do país e a felicidade dos cidadãos!…
Relativamente aos feriados, e fingindo que a supressão de alguns deles resolveria alguma coisa (por si só não resolve, nem que se eliminassem todos os feriados), decidi fazer um exercício de passar o tempo (que é o mesmo que o governo faz nesta matéria).
Nesse fingimento peguei no calendário que tenho na parede da cozinha e constatei o seguinte:
Portugal tem, neste ano de 2012, 13 feriados, sendo sete religiosos, cinco históricos e um híbrido. A saber:

FERIADOS RELIGIOSOS (seta dias):
1 de Janeiro – Solenidade da Santa Mãe de Deus,
6 de Abril – Sexta-feira Santa,
7 de Junho – Corpo de Deus,
15 de Agosto – Assumpção de Nossa Senhora,
1 de Novembro – Dia de Todos os Santos,
8 de Dezembro – Imaculada Conceição,
25 de Dezembro – Natal.

FERIADOS HISTÓRICOS (cinco dias):
25 de Abril – Dia da Liberdade,
1 de Maio – Dia do Trabalhador,
10 de Junho – Dia de Portugal,
5 de Outubro – Implantação da República,
1 de Dezembro – Restauração da Independência.

FERIADO HÍBRIDO (um dia):
21 de Fevereiro – Carnaval.

OUTROS DIAS NÃO FERIADOS, MAS CELEBRADOS PELA IGREJA CATÓLICA E SUSCEPTÍVEIS DE CAUSAREM ALGUM ABSTENCIONISMO (13 dias):
8 de Janeiro – Epifania,
2 de Fevereiro – Apresentação do Senhor,
19 de Março – S. José Esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria.
1 de Abril – Dia de Ramos,
8 de Abril – Páscoa,
20 de Abril – Ascensão,
27 de Abril – Pentecostes,
3 de Junho – Santíssima Trindade,
15 de Junho – Coração de Jesus,
29 de Junho – Apóstolos S. Pedro e S. Paulo,
25 de Novembro – Cristo Rei,
2 de Dezembro – Primeiro Domingo do Advento,
30 de Dezembro – Sagrada Família.

Tudo somado, temos dias religiosamente festivos em número de 20, sete dos quais feriados. Cinco dias feriados comemorativos de factos históricos, e um feriado híbrido: o Carnaval (do latim carne vale), que começou por festejar a fertilidade, no ano 600 aC, com origem na Grécia, e foi adaptado pela Igreja Católica no ano 590 dC, marcado pelo “adeus à carne”.
Dos feriados históricos pretende a inteligência governamental eliminar o 5 de Outubro e o 1 de Dezembro. Sobre isso, diz o Movimento Liberal Social (MLS):
“São duas datas cruciais da história nacional, que continuam hoje plenas de significado.
“O Primeiro de Dezembro, dia da Restauração, marca o início de uma revolta que congregou o povo português contra o domínio espanhol e que garantiu, após décadas de resistência, a existência do próprio estado português que hoje temos.
“O cinco de Outubro, dia da implantação da República, marca o início do actual regime republicano, pondo fim à monarquia, regime fundado na desigualdade dos cidadãos perante a lei, e na hereditariedade de transmissão do poder.
“Estes feriados são essenciais para a compreensão do moderno Estado português. De tal forma que nem a ditadura Salazarista os pôs em causa.
“O MLS compreende que a supressão de feriados pode ser necessária, mas entende que, assim sendo, a supressão deverá ser feita primordialmente nos feriados que ferem o princípio da separação entre Estado e religião. De entre esse, há três feriados que não têm, hoje, qualquer significado para a esmagadora maioria da população: Corpo de Deus (feriado móvel numa quinta-feira de Maio ou Junho), Assumpção de Maria (15 de Agosto) e Imaculada Conceição (8 de Dezembro).
“O Movimento Liberal Social não aceita que a supressão destes feriados possa depender de negociações com a Igreja Católica nem de quaisquer ‘contrapartidas’ eventualmente a oferecer a essa confissão religiosa. A Igreja é uma organização social sem poderes políticos e não pode arrogar-se qualquer legitimidade para definir como deverá o Estado português (que é o Estado de todos os portugueses, e não apenas dos portugueses católicos) actuar”.
Subscrevo totalmente esta opinião do MLS, e digo mais isto: Nos feriados religiosos celebrados em 1 de Janeiro e 25 de Dezembro, encontro forte carga fraterna laica, para além do significado religioso que os marca.
O primeiro é considerado o Dia da Paz, e a Humanidade precisa tanto dela como de pão. Paz universal é necessária já, agora e sempre. Por isso faz todo o sentido dedicar-lhe um dia de reflexão e promover acções concretas que levem os homens a guerrear menos e a respeitarem-se mais na igualdade e nas diferenças que os caracterizam.
O segundo é reconhecido como o dia da confraternização das famílias, quer cumpram, ou não, rituais cristãos. Ter um dia anual para reunir familiares distantes numa refeição comum e conciliadora do que houver para conciliar, é ideia a apoiar e facto a cimentar.
Eliminados os três dias propostos pelo MLS, e considerados feriados com carga laica estes dois que refiro, restam dois feriados religiosos: a Sexta-feira Santa e o Dia de Todos os Santos… que dispenso.
Mas fico com a certeza de que o caminho para salvar a economia portuguesa não passa por aí. O governo deve manter todos os feriados (religiosos e históricos. Até, mesmo, o híbrido…) no respeito por todas as sensibilidades (mormente por razões da História e da Cultura que identificam um Povo. Um Povo sem História e sem Cultura, não existe), e, em vez disso, reduzir as despesas do Estado em 50%, sem prejudicar (antes, optimizando) o bom funcionamento dos estabelecimentos de ensino, de saúde e de Justiça (que deve estar mais atenta a acções corruptas ou pouco transparentes, aos favores partidários que fazem a filosofia do “são sempre os mesmos”, e que arranjam lugares dourados para os ex-governantes). Deve melhorar a segurança pública, e o corte de verbas deve incidir, especialmente, nas despesas com Fundações e perpétuos subsídios a ex-presidentes. Deve rever os custos do Parlamento, reduzindo o número de deputados para metade (sem artimanhas para extinguir a voz dos pequenos partidos), reduzir significativamente as imensas despesas do governo, cortar nas mordomias dos políticos, nos carros de gama alta, nas pontes do Parlamento (que deve trabalhar seis dias por semana, oito horas por dia, e com especial rigor na fiscalização das faltas dos deputados que ficariam impedidos de fazer pontes), eliminar o subsídio para aluguer de casa aos ministros e deputados que estão fora das suas terras (os professores também não o têm), cortar nos ordenados e reformas (que não devem ultrapassar os 4.000 € mensais) quer em cargos públicos, quer no privado, onde, actualmente, se auferem vencimentos tão altos que são um insulto para quem trabalha de sol-a-sol e recebe o ordenado mínimo de miséria máxima. As acções desonestas dos políticos e autarcas devem ser punidas com prisão (em julgamento rápido sem lugar a longos recursos), e com penas superiores (o dobro) às que seriam aplicadas a um cidadão comum por crime semelhante.
Como se faz isto?!… Não faço a mínima ideia!… O mago não sou eu, é Passos Coelho!
E se ele também não souber, que pergunte a Cavaco, o seu mestre… que também não sabe (foi, até, um obreiro desta desgraça, já que governou… e continua a demonstrar falta de saber com a alusão às vacas que sorriem de felicidade nos Açores, e com outras declarações infelizes).
Em alternativa… que pergunte aos Islandeses. Eles sabem.

Onofre Varela
Jornalista / Cartunista
Carteira Profissional Nº 1971

27 de Janeiro, 2012 Carlos Esperança

Associação Ateísta Portuguesa – Carta ao PM

Senhor primeiro-ministro Pedro Passos Coelho:

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) ficou perplexa com a ameaça do Governo de, após várias tergiversações, regressar à proposta daeliminação do dia 5 de Outubro como feriado nacional.

Tão grave como o atentado à memória histórica da matriz do nosso regime é a cedência de um estado constitucionalmente laico à chantagem eclesiástica da religião particular que a democracia tem injustamente cumulado de privilégios.

Não foi na defesa dos trabalhadores que a Igreja católica exerceu a chantagem, foi na manutenção de um feriado que assinala a improvável Assunção de Nossa Senhora ao Céu, evento de que se desconhece a data, o itinerário e o meio de transporte.

A direção da AAP, certa de interpretar o sentir das centenas dos seus sócios e de muitos portugueses (céticos, agnósticos, livres-pensadores, crentes de várias religiões e, até de católicos a quem repugna ver Portugal transformado num protetorado do Vaticano), repudia a ingerência clerical na política do Estado português bem como a cedência deste à arrogância da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).

Assim, a AAP apela ao Governo para que reconsidere o ato de genuflexão perante a CEP, ato incompatível com a natureza laica do Estado.

Certa de que o bom senso imperará, a AAP aguarda que o sentido de Estado de V. Ex.ª se sobreponha à beata cedência ao proselitismo religioso e que a paz religiosa não seja perturbada pela a humilhação do Estado de Direito.

Confiando na manutenção do feriado de 5 de Outubro e na perpetuação da homenagem aos heróis da Rotunda,

Apresentamos os nossos cumprimentos.

Direcção da Associação Ateísta Portuguesa – Odivelas, 27 de Janeiro de 2012

26 de Janeiro, 2012 Carlos Esperança

Nigéria – O Islão é pacífico…

Na Nigéria, lenta e metodicamente, o ódio religioso vai semeando a morte. Não é um assunto que preocupe especialmente a comunicação social, apesar de ataques frequentes às igrejas cristãs. Na última semana mais de 200 pessoas foram mortas, vítimas do ódio sectário de muçulmanos exaltados.

Em África há um duelo entre o islão e o cristianismo radical. O islão é apoiado pela Arábia Saudita e está a impor-se nos países do Sahel (Senegal, Mali e Níger) enquanto o cristianismo evangelista progride na África do Sul, Costa do Marfim, Benim e Libéria, graças à ajuda financeira dos EUA e das grandes igrejas evangelistas.

A Nigéria tornou-se um palco do duelo entre dois monoteísmos, islâmico e cristão, em luta pela hegemonia religiosa em África. Ao contrário do que sucedia até 1990, quando todas as religiões coexistiam nas cidades nigerianas, hoje o norte encaminha-se para o exclusivismo muçulmano, ansiando a sharia, e o sul abraça o cristianismo, acentuando as clivagens tribais e ameaçando as religiões minoritárias e as tradicionais.

O Ruanda foi vítima de um genocídio porque, entre outras razões, a demência religiosa excitou as rivalidades tribais entre tutsis e utus, levando à chacina de meio milhão de pessoas, a violações em massa e a centenas de milhares de refugiados. Padres, freiras, pastores e bispos tomaram partido em ambos os lados na orgia de sangue e crueldade que trouxe para a ribalta dois países – o Uganda e o Ruanda –, pelas piores razões. Parece esquecida a tragédia quando o terrorismo do mais implacável dos monoteísmos – o Islão – recrudesce na Nigéria.

Todas as religiões são pacíficas, se o Estado for laico e se a repressão política contiver o totalitarismo religioso. Cada religião considera falsas todas as outras e, decerto, todas têm razão, mas cabe aos Estados defender a liberdade religiosa negada pela vocação fascista dos vários credos que à coexistência preferem o confronto.

O proselitismo é uma perversão que urge erradicar. Christopher Hitchens, recentemente falecido, tinha razão: Efetivamente, deus envenena tudo.

22 de Janeiro, 2012 Carlos Esperança

Jacob e as filhas de Labão

Por

Leopoldo Pereira

Sou fã das histórias bíblicas, que interpreto de acordo com o que vem expresso no famoso Livro Sagrado. Embora indesmentíveis, dado o respeito e veneração que os textos merecem, aí eu peco um bocado…

Óbvio que não estudei afincadamente a matéria, pelo que se cometer alguma gafe no decurso da narrativa, acreditem, faço-o sem intenção.

Jacob, filho de Isaac e Rebeca, neto de Abraão, viveu 147 anos, 17 dos quais no Egipto. Teve 12 filhos, de várias mulheres, tornando-se um deles (José) muito famoso, protagonista de uma das histórias que mais me encantaram; mas essa fica para depois.

Convém desde já salientar que as personagens citadas interagiam com Deus amiúde, mantendo por vezes conversas em directo, quer em sonhos quer ao vivo.

Desde os meus tempos de Liceu que nutria singular apreço por Jacob, devido a Camões. Lembro o célebre soneto em que o vate escreve: “ Sete anos Jacob servia……  Começa de servir outros sete anos”, terminando: “Mais servira, se não fora para tão longo amor tão curta a vida”. A simpatia e até pena que Jacob me inspirava… varreram-se; Camões subestimou muita coisa acerca do traste que ajudou a imortalizar!

Esaú era irmão de Jacob e como primogénito herdava todos os bens e autoridade do pai. Ora esta situação, embora correcta, desfavorecia Jacob, de acordo com a lei local. Isaac, já muito velho, chamou Esaú para lhe dar a bênção, o que significava passar a pasta ao filho. As coisas não se processaram em segredo e Jacob, ajudado pela mãe, disfarçou-se de Esaú e o safado foi abençoado no lugar do irmão. Isaac (meio desconfiado) ainda perguntou duas vezes se estava falando com Esaú, mas o seu estado de saúde não lhe permitiu desmascarar o tratante. Quando Esaú regressou a casa e soube da trapaça, foi junto do pai para que o abençoasse também. Pelos vistos isso já não era possível e assim ficou na mó de baixo, deveras irritado com Jacob, a quem votou ódio de morte. Rebeca, temendo o pior, aconselhou Jacob a imigrar para Harã, onde residia o seu irmão Labão, dono de vários rebanhos.

O Chico-esperto rumou à terra do tio, tendo parado quilómetros antes junto a um poço, onde iam beber pessoas e animais. Poucos minutos volvidos surgiu um rebanho conduzido por uma bela pastora, a quem Jacob logo deu um beijo! A seguir apresentou-se e disse ser seu primo. Lá seguiram para casa de Labão, que deu mais beijos no Jacob e decidiu empregá-lo, como pastor, desafiando-o a estabelecer um salário. Então ele sugeriu trabalhar sete anos à borla, com a condição de no fim daquele prazo casar com a prima Raquel, por quem já estava apaixonado. Labão, judeu até à medula, achou o negócio interessante e nem pestanejou. Nestes sete anos não se sabe qual terá sido o comportamento dos priminhos, pastores apaixonados e a morarem na mesma casa, pois nada consta, mas sabemos que, findo o prazo estabelecido, Jacob reclamou o prémio. O tio, homem de palavra, organizou grande festa, fazendo crer a todo mundo que Jacob casava com Raquel. Só que ao chegar a noite e o momento da deita, Labão enviou para a cama do sobrinho Lia e não Raquel. Como era noite e “de noite todos os gatos são pardos”, Jacob “comeu gato por lebre”. Ao alvorecer viu melhor a companheira e… ninguém gosta de ser enganado! Levantou-se pesaroso, maldizendo a sua vida e reclamou junto do sogro; mas este, num à vontade do caraças, disse-lhe que a tradição era casar primeiro a filha mais velha. Percebendo que não valia a pena exercer o direito do contraditório, resolveu propor ao sogro novo acordo: Trabalhar mais sete anos de graça, a troco de Raquel. O tio-sogro logo aceitou e desta feita pagou adiantado; finda a semana de núpcias com Lia, entregou-lhe Raquel.

Pensam que o desventurado pastor se quedou pela Raquel? Pois sim, não largou a Lia, nem as empregadas desta e as da Raquel, com a desculpa de Raquel ser estéril. Foi tendo vários filhos e quem mais tirou partido da situação foi Lia, que estava lá para as curvas. A certa altura Deus teve compaixão de Raquel e permitiu que tivesse um filho, a quem puseram o nome José. Tudo seguiu numa boa, com várias peripécias estranhas pelo meio, até que Jacob decide voltar à terra natal, alegando desejar viver com suas mulheres e filharada de forma independente. O sogro, que vira os negócios prosperarem com a prestimosa ajuda do genro e do Deus dele, não acolheu a ideia de ânimo leve, mas lá acabou por dar o braço a torcer. Porém Jacob, cuja moralidade está mais do que definida, não se foi sem levar consigo muitas ovelhas e cabras, tudo resultado do seu trabalho e de uma habilidade tão engenhosa que me ultrapassa. Acertou com o sogro o seguinte: Ficar só com os cordeiros negros e as cabras malhadas, que deviam ser em reduzido número, como se depreende. Depois multiplicou de forma astuciosa e para mim inexplicável, o rebanho negro e malhado, recorrendo a varas que colocava em paralelo quando os animais copulavam. Na cópula… os animais assimilavam as riscas (varas). Perceberam? Eu também não. A verdade é que Jacob enriqueceu muitíssimo e quando saiu de Harã já era um homem abastado, com ovelhas, cabras, camelos, jumentos, servos e servas. Não fui só eu a duvidar do truque mágico das varas, pois consta que os outros filhos de Labão diziam à boca cheia que o cunhado enriquecera à custa dos bens do sogro!

Homem rico e devoto, também manifestava certa inclinação pela edificação de altares, mas nada comparado com a tara do vovô.

Deus abençoou Jacob.

Face à bênção divina, escusado será dizer que as ameaças de Esaú caíam por terra, mas nunca fiando e Jacob tinha medo de enfrentar o mano velho! Como estratégia separou grande quantidade de gado para lhe ofertar e assim o amolecer, o que conseguiu.

Entretanto, talvez como treino para o que desse e viesse, lutou quase toda a noite com um homem. Tentou saber quem era esse homem, mas só lhe foi dito que lutou bem, que era um vencedor nato e que a partir daquele momento passaria a chamar-se Israel, pois também tinha lutado com Deus. Perceberam quem era o Adversário na luta???

Possivelmente o “Povo Eleito” escolheu o nome Israel para designar a sua pátria, distinguindo o parcialmente aqui descrito Jacob, que não tem muito de que se gabar.

L. Pereira, 17/01/12