O bispo de Kansas City, condenado por encobrir um caso de pedofilia
O promotor de Justiça da Congregação para a Doutrina da Fé, organismo da Santa Sé, afirmou que o Vaticano tem uma vontade “clara” de resolver os problemas gerados pelos casos de abusos sexuais do clero.
Monsenhor Charles Scicluna refere à Rádio Vaticano que a liderança de Bento XVI, neste campo, se tem traduzido numa “palavra límpida, clara, e que é teologicamente fundamentada, bem como de grande inspiração para todos”.
O atual governo espanhol procura subverter a lei que impede a discriminação de sexos para financiar colégios da pouco recomendável instituição onde só aceitam alunos de um dos sexos. A coeducação – um avanço na igualdade de género – é, no Opus Dei, um ódio de estimação semelhante ao de Maomé pelo presunto.
Apesar do acórdão que impede o financiamento, em tais circunstâncias, o ministro da tutela pretende transferir avultadas quantias do debilitado tesouro espanhol para os padres do Opus Dei. Há favores eleitorais a pagar. É preciso contornar a jurisprudência.
A propaganda dos êxitos escolares dos colégios do Opus Dei disfarça a intolerância e a discriminação. É a publicidade escondida com o rabo do preconceito de fora.
Os membros do Opus Dei, uma instituição extremista da Igreja católica, fundada por um admirador de Hitler e incondicional de Franco, santo em troca do apoio financeiro ao Vaticano, após a falência fraudulenta do Banco Ambrosiano, exigem dinheiro do Estado em troca do apoio eleitoral ao PP.
Os alunos são escolhidos para os seus colégios, apesar da alegada tolerância para com as convicções religiosas dos pais, depois do escrutínio da vida familiar e religiosa dos progenitores.
Para os colégios femininos só contratam professores do sexo feminino, exceto os padres para a direção espiritual, pois as mulheres, mesmo as do Opus Dei, não estão isentas do pecado original e, por isso, estão impedidas de ser membros do clero e de ministrar os sacramentos, salvo o batismo in articulo mortis.
Para o Opus Dei só há um Deus verdadeiro – o seu. Para todos os radicalismos só existe uma verdade – a sua.
Não é difícil adivinhar o que entendem por moral as mulheres dedicadas à oração, às flagelações e ao ensino, para encherem os cofres da Obra. Basta uma frase para se perceber a intolerância para com as mulheres divorciadas:
«Por exemplo, se uma professora é recasada, dificilmente conseguirá passar a mensagem de que o casamento é indissolúvel».
Só surpreende que um estado laico alimente estes preconceitos à custa do orçamento.
Por
João Pedro Moura
(Continuação)
Artigo 7
A República Portuguesa assegura nos termos do direito português, as medidas necessárias à protecção dos
lugares de culto e dos eclesiásticos no exercício do seu ministério e bem assim para evitar o uso ilegítimo
de práticas ou meios católicos.
Claro! Não digo pôr um polícia a tomar conta, mas já se sabe que o Estado garante a liberdade de expressão e associação…
“Evitar o uso ilegítimo de práticas ou meios católicos” é o quê?! Talvez pôr o Estado a velar pela boa doutrina, contra eventuais dissidentes…
Artigo 8
A República Portuguesa reconhece a personalidade jurídica da Conferência Episcopal Portuguesa, nos
termos definidos pelos estatutos aprovados pela Santa Sé.
Lá vem outra vez a personalidade jurídica da coisa! A RP reconhece a CEP pelos estatutos da SE?! Isto significa o quê?! Escamoteado!… Mistério!…
Artigo 9
1. A Igreja Católica pode livremente criar, modificar ou extinguir, nos termos do direito canónico, dioceses, paróquias e outras jurisdições eclesiásticas.
Oh, façam favor… De preferência, a extinção…
2. A República Portuguesa reconhece a personalidade jurídica das dioceses, paróquias e outras jurisdições
eclesiásticas, desde que o acto constitutivo da sua personalidade jurídica canónica seja notificado ao
órgão competente do Estado.
Outra vez a “personalidade jurídica”… Anda aqui tramóia…
O Estado não tem que ser notificado de actos legítimos duma associação legal.
3. Os actos de modificação ou extinção das dioceses, paróquias e outras jurisdições eclesiásticas,
reconhecidas nos termos do número anterior, serão notificados ao órgão competente do Estado.
Notificados para quê???!!!
4. A nomeação e remoção dos bispos são da exclusiva competência da Santa Sé, que delas informa a República portuguesa.
Informa para quê???!!!
5. A Santa Sé declara que nenhuma parte do território da República Portuguesa dependerá de um Bispo cuja sede esteja fixada em território sujeito a soberania estrangeira.
Ainda bem! Já estou mais sossegado… Já viram o que era um bispo estrangeiro mandar numa parte de Portugal?! Ainda bem que as dioceses portuguesas só dependem do bispo de Roma… que é já aqui ao lado…
Já viram o que era depender do bispo de Madrid ou Santiago de Compostela?!
E os padres de Freixo de Espada à Cinta, Cabeçais de Metralhadora à Coxa, Alguidais de Bota-Arriba ou Lentiscais de Cacamijo, terem que prestar contas a um espanhol?!… Assim só prestam ao bispo… de Roma…
Artigo 10
1. A Igreja Católica em Portugal pode organizar-se livremente de harmonia com as normas do direito canónico e constituir, modificar e extinguir pessoas jurídicas canónicas a que o Estado reconhece personalidade jurídica civil.
Está bem, podem exercer a sua actividade, dentro do seu campo de actuação…
Só agora é que reparamos nisso… De preferência, “extinguir pessoas jurídicas canónicas a que o Estado reconhece personalidade jurídica civil”…
2. O Estado reconhece a personalidade das pessoas jurídicas referidas nos artigos 1, 8 e 9 nos respectivos termos, bem como a das restantes pessoas jurídicas canónicas,
Outra vez???!!! Esta concordata é mesmo chata com as suas “pessoas jurídicas”!…
incluindo os institutos de vida consagrada e as sociedades de vida apostólica canonicamente erectos, que hajam sido constituídas e participadas autoridade competente pelo bispo da diocese onde tenham a sua sede, ou pelo seu legítimo representante, até à data da entrada em vigor da presente Concordata.
Quanto a “institutos e sociedades canonicamente erectos”… bem… o problema não é meu… mas vejam lá, católicos, o que é que andam a fazer… Os votos de castidade são para cumprir…
Se o “canonicamente erecto” for apenas, canonicamente, para contemplação beatífica e não aliviar esse inchaço com aquela descarga nervosa, canonicamente duvidosa, a coisa ainda poderá ser aceite… Mas vejam lá onde metem a coisa!… Quero dizer os “institutos e
sociedades de vida consagrada e apostólica”…
3. A personalidade jurídica civil das pessoas jurídicas canónicas, com excepção das referidas nos artigos 1, 8 e 9, quando se constituírem ou forem comunicadas após a entrada em vigor da presente Concordata, é reconhecida através da inscrição em registo próprio do Estado em virtude de documento autêntico emitido pela autoridade eclesiástica competente de onde conste a sua erecção, fins, identificação, órgãos Representativos e respectivas competências.
Para que é que o Estado precisa de registar tais “erecções”???!!! Era o que faltava!… O Estado a registar as “erecções” da IC!!!… E os “fins” da “erecção”… e os “órgãos representativos” da erecção e suas “competências”!!!…
Como se nós não soubéssemos qual é o órgão da erecção e “respectivas competências”!!!…
O Estado não tem nada que ver com isso nem registar nada disso! Que abuso! O Estado a registar a “personalidade jurídica civil das pessoas jurídicas canónicas” e suas erecções, órgãos e respectivas competências!!!… Palpita-me que alguns leitores já se estão a rir…
Artigo 11
1. As pessoas jurídicas canónicas reconhecidas nos termos dos artigos 1, 8, 9 e 10 regem-se pelo direito
canónico e pelo direito português, aplicados pelas respectivas autoridades, e têm a mesma capacidade
civil que o direito português atribui às pessoas colectivas de idêntica natureza.
O que é que estarão a tramar?!…
2. As limitações canónicas ou estatutárias à capacidade das pessoas jurídicas canónicas só são oponíveis a terceiros de boa fé desde que constem do Código de Direito Canónico ou de outras normas, publicadas nos termos do direito canónico, e, no caso das entidades a que se refere o nº 3 do artigo 10 e quanto às matérias aí mencionadas, do registo das pessoas jurídicas canónicas.
Alguém entende alguma coisa disto???!!! Em que é que esta confusão concerne ao Estado?!
Artigo 12
As pessoas jurídicas canónicas, reconhecidas nos termos do artigo 10, que, além de fins religiosos, prossigam fins de assistência e solidariedade, desenvolvem a respectiva actividade de acordo com o regime jurídico instituído pelo direito português e gozam dos direitos e benefícios atribuídos às pessoas colectivas privadas com fins da mesma natureza.
Talvez gozem! Se se limitarem à “assistência e solidariedade”… sem meterem proselitismo religioso…
Por
1- De vez em quando, aparecem uns religionários a tecerem considerações provocatórias e cavilosas sobre os ateus, intentando confundi-los com políticos e políticas ateístas vigentes, de índole comunista e, sobretudo, no passado, tais como os regimes estalinistas.
2- Ora, “ateísmo” é uma coisa. “Política ateísta” é outra!
O ateísmo é um ideário que nega deus e, concomitantemente, denega as religiões.
O ateísmo não é uma doutrina política, portanto, nada concerne à política.
Do ateísmo não se pode extrair princípios políticos nem normativos sobre relações entre pessoas, em geral, ou familiares, em particular, nem questões de saúde, de justiça, de educação, etc. O ateísmo não concerne a nada disto.
Sendo assim, pode haver ateus desde nazi-fascistas a anarquistas…
“Política ateísta” é uma lei, ou um conjunto de leis e preceitos políticos, cerceadora e repressora das atividades religiosas.
Sendo assim, o que é que o “ateísmo” tem a ver com “política ateísta”?! Nada!!!
Um ateu, que defende o ateísmo, mas sem preconizar “políticas ateístas” é uma coisa; um ateu que também defende “políticas ateístas” é outra!
Analogicamente, também temos os que defendem o capitalismo, com ou sem sistema totalitário, a ingestão de bebidas alcoólicas, com ou sem bebedeiras, o cristianismo, com ou sem ideias e práticas totalitárias, etc.
3- Como os comunistas, na sua teoria e práxis de transformação radical da sociedade e nas suas análises materialistas, acometeram as “instituições burguesas” do poder dominante, incluindo a instituição religiosa, naturalmente propenderam para o estudo da origem e evolução da religião, como pilar da cultura e poder dominantes, e chegaram à conclusão, como outros ateus não-comunistas, que os deuses não têm bases históricas nem há provas da sua existência e que as igrejas sempre foram um sustentáculo dos sistemas políticos dominantes, tradicionais e conservadores.
Como os regimes comunistas são totalitários, daí a propensão dalguns desses regimes para políticas ateístas e de repressão das actividades religiosas, mormente no passado.
Mas o ateísmo nada tem a ver com o socialismo/comunismo!
O ateísmo é normal entre as pessoas de pendor “socialista” ou “comunista”.
Os “socialistas” e “comunistas” é que tendem, pelas razões referidas, para o ateísmo.
O “ateísmo” não é um ramo da “política ateísta” nem esta daquele!
4- É certo que o cristianismo, em geral, e o catolicismo, em particular, para só referir esta religião, também não é uma doutrina política. Todavia, ao contrário do ateísmo, é possível extrair princípios políticos do cristianismo, desde relações entre pessoas, em geral, e familiares, em particular, até normativos concernentes à sexualidade e alimentação…
Até existe um ideário político, chamado “democracia cristã” (actualmente bastante decadente…). Donde se conclui que há uma concepção política que se inspira no cristianismo…
5- O que é estranho é uma religião dita da “paz e amor” inspirar tanto ditador e ditadura ao longo da História:
a) Quase todas as ditaduras e ditadores da América Central e do Sul, e foram muitas dezenas, para não dizer todas e todos, nos séculos XIX e XX, intitularam-se católicos, como não podia deixar de ser no continente mais católico do mundo…
b) Quase todas as “ditaduras de direita” europeias, que perpassaram pela História do séc. XX, foram de inspiração católica: de Mussolini (embora o poder fascista, inicialmente, não fosse de inspiração católica…) até aos seus epígonos Franco e Salazar, passando pelos efémeros Pavelic/Stepinac, Tiso, etc…. com a bênção da Igreja Católica…
Infere-se, consecutivamente, que o cristianismo, em geral, e o catolicismo, em particular, não foi nem é doutrina repudiadora das ditaduras nazi-fascistas, pois que estas se reclamavam frequentemente daquela…
Pelo que, não se compreende muito bem como é que tanta “paz e amor”, de carácter religioso, inspiraram tanta guerra e ódio, de carácter político e social…
… A não ser que a religião, hipocritamente, servisse de indutor de mansuetude ovelhum (“paz e amor”) pelas massas populares dentro (para estarem bem controladas…) por um lado, e de ferocidade felina por certos pastores políticos dentro, por outro (para controlarem melhor essas massas populares…)…
6- a) Aliás, é nos países onde há mais ateus, incluindo os que, sem assim se intitularem, não ligam nada à religião, que se vive melhor:
– Países nórdicos, Japão, Holanda e, tendencialmente, toda a Europa Ocidental, de norte para sul, e, duma maneira geral, toda a Europa…
b) É nos países mais religiosos que se vive pior:
– Toda a América Central e do Sul (católicos…)
– Todos os países muçulmanos (embora se viva melhor nos países petrolíferos, por isso mesmo…)
– Todos os outros, com destaque para África, em que o fanatismo religioso, ecléctico ou sincrético, católico ou muçulmano, está presente em grande número…
Papa pede aos fiéis para cumprirem vontade de Deus «custe o que custar»
Bento XVI alerta católicos para perigo da fé se tornar costume «secundário»
O Papa pediu hoje aos católicos para darem o melhor de si na obediência aos mandamentos divinos e alertou-os para o perigo de a religião se resumir a gestos que não correspondem às convicções e opções de vida.
É paradoxal serem os crentes infestados com demónios e os ateus imunes aos espíritos malignos.
A população demoníaca tem-se reduzido ao longo dos anos com o avanço da ciência, quiçá porque os espíritos das trevas se anteciparam no planeamento familiar ou, para arreliarem o Papa, foram pioneiros no uso da pílula e do preservativo.
Mais raros, mas não extintos, os espíritos malignos existem. Os livros sagrados dedicam várias páginas a esses agitadores de almas pias. O exorcismo é a única terapia aprovada pelo Vaticano, desde que o alvará para o seu exercício seja de um padre católico e, em casos graves, só com licença episcopal.
Em Portugal há um velho especialista, com 73 anos, a tirar espíritos de corpos sofridos, padre Humberto Gama, que se dedica aos difíceis combates com o demo, das 7 às 22 horas, aliviando a carteira e as possessões demoníacas a cerca de 20 possessos diários. Com consultório em Fátima e Mirandela já foi proibido de dizer missa e teve vários dissabores, um dos quais com um marido que discordou do sítio por onde extraiu os espíritos da amantíssima esposa, na convicção de que o tamanho e a quantidade não precisavam de tão larga e recôndita reentrância. Mas o que sabe um leigo de espíritos?! O padre Gama alegou que têm de sair por algum lado e disse-o convicto à TVI onde fez exorcismos em direto antes de atuar na RTP-1.
Depois, em Figueiró dos Vinhos, o padre José Rosa Gomes passou a receber na igreja, todas as semanas, centenas de fiéis a quem purificava e resolvia problemas. As mulheres, mais atreitas ao maligno, encontraram nas mãos do sacerdote a benzina que desencarde a alma e nas orações o demonífugo que as liberta das apoquentações do demo, desmaiando ao som de cânticos enquanto o mafarrico emigra.
O reverendo Rosa Gomes exorcizava das 21H30 à 01H00 da manhã durante a cerimónia da «Adoração do Santíssimo Sacramento», à quarta-feira na igreja de Figueiró e à sexta na do Beco. Vinham camionetas de vários pontos do país cheias de crentes para serem exorcizados. Após desmaios, as endemoninhadas acordavam havendo quem precisasse de horas e orações suplementares à porta fechada mas todas ficaram com a alma a luzir como prata depois de esfregada com solarina..
O bispo de Coimbra, o falecido Albino Cleto, manifestando algum receio, aconselhou cautela com algumas situações de ordem médica e preferia designar por «orações de cura» a liturgia do exorcismo. De resto, o «grande exorcismo» só pode ser praticado por padres previamente autorizados pelo bispo da diocese e, talvez, só se justifique para demónios resistentes aos pequenos e médios exorcismos. Não sei se o reverendo Rosa Gomes ainda se mantém no ramo ou se o atual bispo já lhe retirou o alvará.
Em Figueiró dos Vinhos, onde o povo andava arredado da missa, desde que o bispo de Coimbra despediu um padre estimado pelo povo, não por ter uma filha mas por assumir a paternidade, a fé voltou com os exorcismos e conquistou novos crentes.
Os cânticos do padre indiano James Manjajackal entoavam na igreja enquanto o colega Rosa Gomes rezava para afastar o demo. A oração e a cantoria têm um efeito sinérgico e não há demónios que suportem o barulho e a ameaça da cruz. Preferem emigrar.
Nota – Em março de 2011 continuavam os exorcismos em Figueiró dos Vinhos, segundo o DN de 7-03, pág. 16, relatados por Sónia Simões. Desconheço se o padre Rosa Gomes se mantém no ramo.
Portugal encerra embaixadas e vice-consulados em vários países
Portugal é um país rico e com excelente saúde financeira
Como é possível não ter sido uma destas embaixadas a ser encerrada?
1,9 km é a distância que separa o n.º 21 da Viale Liegi do n.º 9 da Via S. Valentino em Roma, moradas onde estão localizadas, respetivamente, a embaixada de Portugal em Itália e a embaixada de Portugal no Vaticano. Ambas na cidade de Roma. Ambas a cerca de cinco quilómetros do bairro de 44 hectares onde se situa o único Estado sem maternidade.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.