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Carlos Esperança

20 de Agosto, 2013 Carlos Esperança

A ICAR na história da coca

(…)

No século 19, o alcalóide da coca – a cocaína – fazia parte de fórmulas medicinais. Suas propriedades anestésicas e estimulantes garantiram o sucesso de muitos remédios e geraram fortunas, a exemplo do vinho tônico de Angelo Mariani (Vin Mariani), no qual a Igreja tinha interesses. Esta bebida era consumida inveteradamente pelo Papa Leão XIII, que chegou a fazer anúncios enaltecendo suas qualidades e a condecorar o seu produtor com a medalha de ouro do Vaticano. O Vin Mariani levava a absurda quantidade de 250 mg de cocaína por litro; a Coca-Cola, que manteve o alcalóide em sua fórmula até 1923, não usava mais de 7 mg/litro.

(…)

Ler «Do pó vieste…»

20 de Agosto, 2013 Carlos Esperança

Mensagem de um amigo

Por

A. J. Martinho Marques

Ando farto de chamar a atenção aos meus amigos que se pensam mais tolerantes e a quem eu chamo “ceguetas”. Ainda hoje ao almoço me irritei (eu que só saio de casa às vezes e ao almoço… e não me posso irritar) porque veio a velha teoria de “a culpa é dos americanos”.

Tive de regressar ao meu “estado antigo habitual” e dizer-lhe que “ser de Esquerda não é ser estúpido”, pelo contrário, “é ser tolerante mas não tolo, é defender ideias e não idiotices”.

Depois de, exaltadamente, lhe chamar a atenção para o facto e o perigo de a Europa estar a ser apertada numa tenaz islâmica com pontas em Marrocos e já a partir da Alemanha, que abarca todo o Mediterrâneo, de lhe ENSINAR o que foi os turcos terem estado às portas de Viena, no que consistiu a batalha de Matapan, e sei lá mais quê que eu disse, acabei por referir o caso da Argélia, com um início igual a este do Egito e que só acabou (adormeceu) depois das autoridades respetivas terem usado a mesma atuação dos fundamentalistas: degolá-los!

Pôrra, não custa muito aceitar que não se pode pactuar com assassinos de novos e velhos, polícias, militares ou simples cidadãos, crianças, velhos, indefesos, que discordam (às vezes nem isso!) deles!!!

Ainda me irrito mais com a “teoria dos coitadinhos”, e porque cometem estes crimes horrendos em nome de um merdas de um deus misericordioso.

Ainda bem que pensas assim. Não deixes de esclarecer quando e quem quiseres do que verdadeiramente está em jogo.

Abraço.

19 de Agosto, 2013 Carlos Esperança

Religiões e violência

O Papa Francisco renovou hoje no Vaticano os apelos em favor da paz no Egito e afirmou que religião é “incompatível” com qualquer forma de violência.

“Continuemos a rezar pela paz no Egito, todos juntos. Maria, Rainha da Paz, reza por nós”, pediu, perante dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a recitação da oração do Angelus.

Diário de uns Ateus – Contrariamente ao que o Papa afirma, a religião é o principal detonador da violência e, quanto às rezas, a inutilidade é, como ele sabe, total.

19 de Agosto, 2013 Carlos Esperança

O catolicismo, o islamismo e a democracia

Pio IX, a quem a epilepsia impediu uma carreira militar, seguiu o caminho da teologia, e foi, mesmo para a época, o exemplo do extremismo reacionário. A encíclica «Syllabus errorum» é um catálogo de condenações, desde o panteísmo ao naturalismo, do racionalismo ao socialismo, sem esquecer o comunismo, a maçonaria e o judaísmo.

O roubo de uma criança, Edgardo Mortara, aos pais judeus, com a alegação de que uma criada a batizara em segredo, para ser educada na religião católica, não o impediu de ter um milagre adjudicado por João Paulo II, que o promoveu a beato, mas ficou como uma das nódoas mais negras da Igreja católica. Não o salvam do opróbrio os dogmas criados: a infalibilidade papal e a virgindade de Maria.

Para Pio IX, a Igreja católica era incompatível com a liberdade, a democracia e o livre-pensamento, valores aprovados no concílio Vaticano I, uma reedição do de Trento. A História acabou por desmenti-lo e a excomunhão da modernidade é um mero detalhe na nódoa do seu pontificado. Sabemos hoje que a repressão sobre o clero e a imposição da laicidade transformou os países cristãos em berço da democracia.

O Islão vive hoje os piores preconceitos do catolicismo de há 150 anos. No Egito, onde, enquanto escrevo, ardem igrejas, assiste-se a uma orgia de sangue. Depois do golpe de Estado de 3 de julho, que pôs termo a 1 ano de governo dos Irmãos Muçulmanos, nunca mais houve paz e a Irmandade Muçulmana, que tinha ganho as eleições, está em vias de ser proibida, voltando à situação a que Nasser a remetera em 1954, à clandestinidade e à repressão, situação de que tem larguíssima experiência, com uma imensa e sólida rede de proteção médica, assistência social e educação, organizando-se de novo através das mesquitas e universidades donde tinha saído da clandestinidade para a vitória eleitoral.

A pressa na imposição da sharia e o aumento da violência contra cristãos que resistiam à islamização, bem como contra a sociedade urbana, laica e secularizada, foi a detonadora do movimento militar que derrubou o presidente Mohamed Morsi, que jamais respeitou os limites que a constituição lhe impunha. Não era, aliás, pessoa para compreender que a democracia é também, e sobretudo, o respeito pelas minoria, minudência inaceitável para o Islão, totalitário e prosélito.

Curiosamente, o presidente turco, Tayyip Erdoğan, que a Europa e os EUA teimam em considerar um islamita moderado, seja isso o que for, não teve um conselho para Morsi durante a sua deriva islamizadora, mas não lhe fata agora com o apoio na sua defesa.

No Egito repete-se a dolorosa experiência argelina de 1994 quando o governo derrotado declarou guerra à Frente Islâmica de Salvação (FIS), com a débil condenação da Europa e dos EUA, que respiraram de alívio.

Não sei o que nos reserva o futuro, onde o terrorismo religioso não pode ser consentido nem a fé do crentes reprimida. Para já, sob os auspícios da esquizofrenia da fé, o medo e a desconfiança vão miando a possibilidade da democracia onde o fascismo islâmico alastra.

18 de Agosto, 2013 Carlos Esperança

Mistérios da ICAR

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Por que motivo o Vaticano nunca deu a titularidade de uma diocese ao seu único bispo a quem foi atribuído o prémio Nobel da Paz?

 

18 de Agosto, 2013 Carlos Esperança

Na Ignorância dos crentes….

Por

«Christopher Hitchens»

(Tradução de Armindo Silva a partir de um vídeo que está na NET)

Não há nenhum “Big Brother” no Céu. É uma ideia horrível de que há alguém, que é dono de nós; que nos criou; que nos supervisiona cada 24 horas, (acordados ou a dormir); que sabe os nossos pensamentos; que pode condenar-nos por crimes de pensamento, por aquilo que nós apenas pensamos, acordados ou a dormir (sonhos); que se interessa pelo que acontece na privacidade do nosso quarto; que nos julga quando estamos a dormir; que nos pode criar doentes, (aparentemente é o que nós somos) e ordena, aplicando o horror da dor e da tortura eterna para ficarmos bem novamente.
Para acreditar em tudo isto e desejar que seja verdade é submetermo-nos a uma escravidão miserável…

É uma coisa maravilhosa, mesmo maravilhosa, na minha submissão, é que agora eu tenho imensa informação, inteligência suficiente – espero, intelecto suficiente –, e tenho esperança e coragem moral para dizer que estas propostas fantasmagóricas são fundadas na mentira.

E para celebrar este facto convido-vos para pensar como alternativa, eu diria na “Sarça-ardente” e nos depravados milagres testemunhados por pastores camponeses da Palestina da Idade do Bronze. Pensa na morte, eles sentem que nós deveríamos bisar pelos seus pecados e os pecados e as transgressões desta gente, sim os pecados desta gente, as transgressões, a dívida que eles sentem para com o criador, restringe a todos nós como pecadores…. Mas que humilhação sermos seres imperfeitos ! Mas que humilhação não podermos fazer nada sobre isso! Mas que humilhação termos sido criados aprisionados e, agora, termos que ganhar a nossa emancipação!

Eu digo novamente que tal servidão ao poder supremo – e há pessoas mais bem preparadas do que eu para dizer – que até agora não há nada no nosso mundo natural, (afastando-nos do cosmológico) do mundo natural em que nós vivemos, que não possa ser explicado através de mutações randómicas combinadas com a evolução por selecção natural. Nada funciona sem esta suposição e tudo funciona com ela, é um facto comprovado. Há ainda muitas coisas que não foram ainda determinadas, mas não é uma teoria ou apenas mais uma.

Pondo isto de outra maneira, eu pergunto: – há quantos anos dirias tu que o homo sapiens apareceu no planeta? O responsável do projecto do genoma humano Francis Collins pensa que não foi mais de meio milhão de anos, Richard Dawkins diz que deveria ser 250 mil. Não interessa nesta altura, mas nós sabemos de que a nossa espécie saiu de África há aproximadamente 75 mil anos. Tendo diminuído o seu número para cerca de 2 a 3 mil indivíduos devido a problemas climatéricos terríveis provavelmente devido à Indonésia ou outro desastre natural, quer isto dizer que nós estivemos muito perto da extinção e de nos juntarmos a esses 99.8 % de todas as espécies que viveram neste planeta e que foram extintas. Que grande “Design” não parece? Profunda criação …. milhões e milhões de formas de vida que foram varridas deste planeta e não haver ninguém para testemunhar a sua existência prévia!.. Nós safamo-nos disto por mera sorte.

E agora eu faço uma comparação. Suponhamos que nós aparecemos há 75 mil anos. Os três monoteísmos – Cristianismo, Judaísmo e mais tarde Islamismo – começaram há cerca de 4 a 5 mil anos, máximo. Agora, se me deres uma microscópica ou a mais pequena presunção da existência humana… Agora observa isto: – pelo menos durante 70 mil anos, o “CÉU” observa tudo e vê como a espécie humana nasce, morre provavelmente de infecções dentárias ou outras doenças provocadas por micro-organismos, (bactérias) com probabilidades de vida de cerca 20 a 25 anos, com as crianças a terem probabilidades de vida à nascença de cerca de 10% e olha isto com indiferença, durante milhares e milhares de gerações miseráveis e com fome, ignorantes, não falando das guerras entre eles e dos problemas que eles têm para lutar pela sua existência e, somente há 4 ou cinco mil anos atrás o “CÉU” decide – «já temos o suficiente disto» – pensam … «agora estamos na altura de uma intervenção». E, a melhor maneira de a fazer é numa região mais primitiva do Médio Oriente, – não na China onde as pessoas já podem ler – mas na região mais primitiva do Médio Oriente, basicamente oferecendo-lhes sacrifícios humanos. Isto é uma doutrina que não pode ser credível para ninguém que estude qualquer coisa científica, histórica, arqueológica, paleológica, paleontológica ou biológica. Pode ser somente credível para pessoas que querem ser escravas de um impiedoso e totalitário inferno. Nós devemos sentir -nos felizes por verificar que a evidência desta identidade não é nenhuma, ZERO.

«Christopher Hitchens»

17 de Agosto, 2013 Carlos Esperança

Dias de cólera e de demência

No Egito trava-se um combate cruel e sanguinário. De um lado encontram-se os que foram apeados do poder a que acederam democraticamente, odiando a democracia; do outro, os que o conquistaram por um golpe de Estado e repudiam a submissão à sharia.

Há quem pense que a democracia confere à maioria o direito discricionário e que tudo é permitido, mas não há democracia onde os direitos das minorias não forem respeitados.

Entre a força das armas dos militares e as hordas de fanáticos islâmicos não se brinca à democracia e à incerta laicidade, é a geoestratégia global que arma os militares e excita os Irmãos Muçulmanos. Por entre uma confrangedora orgia de sangue e violência.

E não acusem os suspeitos do costume desta manifestação de intolerância fascista.