2 de Setembro, 2013 Carlos Esperança
Jesus teve dois pais
Kavkaz
Jesus e a família triangular
Afirmam que Jesus teve dois pais e uma mãe virgem. E teria dado tudo certo…
Kavkaz
Jesus e a família triangular
Afirmam que Jesus teve dois pais e uma mãe virgem. E teria dado tudo certo…
O Papa Francisco determinou aos crentes do seu Deus que no próximo sábado, dia 7 de setembro, se unam a ele num “dia de jejum e oração” e, como determina o proselitismo, convidou pessoas de todas as religiões para, sábado à noite, rezarem pela paz na Síria.
Não duvido do desejo de paz do papa, desejo que partilho. Dando por adquiridas as boas intenções, duvido dos meios e do deus do Papa. Que a paz só se conquiste com pedidos, deixa mal visto um deus que, podendo preservá-la, apenas a concede através de orações e jejuns ou, não podendo, fica mal o papa a pedir sacrifícios de utilidade duvidosa.
Há um módico de racionalidade que devia impedir quem está investido de autoridade moral de a delapidar com apelos que dificilmente darão melhores resultados do que um placebo. A guerra depende mais da decisão do Congresso americano e da vontade de Obama do que das orações pias e jejuns encomendados.
Alguém percebe o humor de um deus assim?
Faz hoje 74 anos que começou a carnificina que devoraria entre 50 a 70 milhões de pessoas. Não apaguemos a memória da guerra de 1939/45. Para que não se repita.
Por
Jorge Mario Bergoglio resolveu ‘dispensar’ um dos homens mais polémicos da Cúria – o cardeal Bertone – que, desde a abdicação do cardeal Ratzinger (hoje a viver em regime de reclusão) esteve sempre no olho do furacão provocado por diversos escândalos (desde os casos de pedofilia, branqueamento de capitais ao tráfico de influências nos corredores apostólicos).
Para o seu lugar – o 2º. hierarquia do Vaticano – nomeou o arcebispo Pietro Parolin pouco conhecido nos círculos do Vaticano e presentemente a exercer funções diplomáticas em Caracas link.
É uma mudança que carece de ser interpretada à luz das lentas e sucessivas alterações que vêm ocorrendo neste papado. Primeiro, a escolha para a inevitável e inadiável sucessão de Bertone não recaiu sobre um purpúreo residente; segundo, foi indicado para o exercício das funções de Secretário de Estado um clérigo novo (58 anos) que não pode ser incluído no restrito grupo da gerontocracia cardinalícia e, em terceiro lugar, o sinal de que a presente substituição visa reforçar a Secretaria de Estado no domínio da representação externa já que a designação recaiu sobre um elemento oriundo da carreira diplomática eclesiástica.
Ficam por esclarecer quais serão as reais mudanças a operar no domínio dos ‘negócios internos’ do Vaticano, nomeadamente, em relação ao que, no actual momento, parece ser um dos seus pontos mais sensíveis – o IOR.
E, finalmente, como habitualmente, estas mudanças e/ou rotações de cargos decorrem em círculos muito fechados, rodeadas de discretas informações, tornando difícil a avaliação de profundidade das alterações que encerram e nunca se anunciam. Uma coisa é certa e segura: no Vaticano não há lugar para sobressaltos!
A notícia tem valor não pela personalidade e características do novo Secretário de Estado, nem pelas alterações que venha a protagonizar, mas pelo fim do ‘período negro de Tarcisio Bertone’ que ensombrou a ICAR desde 2006 até ao presente.
Vai acabar a era do cardeal Tarcisio Bertone. O Papa Francisco demite o todo-poderoso secretário de Estado, escolhido por Bento XVI em junho de 2006. Em vez dele, veio para Roma o arcebispo Pietro Parolin, núncio apostólico (embaixador) em Caracas.
Um jornal da Santa Sé confirmou a notícia, mas o render da guarda será efetivo dentro de 45 dias, para dar tempo ao novo primeiro-ministro para se organizar.
Um homem nunca anda só. Transporta consigo a memória e os sonhos que acalenta; a criança que foi e nunca tirou de si; as circunstâncias que o moldaram e a vida que lhe coube. Às vezes interroga-se sobre memórias que resistem cinquenta anos e persistem. Só o jovem saberia explicar o processo que esculpiu factos na memória como as chamas cicatrizes no corpo.
Em finais de 1961 coube-me preencher verbetes, na Conservatória do Registo Civil da Covilhã, com a identificação das crianças nascidas em 1955, meninos que, em outubro do ano seguinte, seriam obrigados a frequentar a escola primária.
Os livros de registos guardavam os nomes, o sexo, o dia, o mês, o local de nascimento e o nome dos progenitores, dados que os professores do Ensino Primário, designados pelo Delegado Escolar, deviam registar nos verbetes. O que parecia um trabalho automático havia de revelar a surpresa que a memória reteve e há de conservar.
Surgiram-me vários filhos de pai incógnito, dado que era registado, como o havia sido na cédula de nascimento e constaria mais tarde do Bilhete de Identidade, o documento a exibir durante a vida. Sentia pena das crianças que carregavam a vergonha e seriam alvo de injúrias, castigo devido que os filhos herdavam das mães que os geraram ao arrepio da moral e dos bons costumes, sem cuidarem da alma, e que legavam, como herança, o ferrete de perpétua ignomínia.
Estranheza tive-a logo no primeiro dia, não nos filhos de pais incógnitos, cuja existência sabia, mas no filho de um determinado fulano e de mãe incógnita. Foi tal a surpresa que pensei tratar-se de lapso do ajudante do conservador, na ausência deste, pois a criança era filha de … – o pai tinha nome próprio e apelidos – … e de mãe incógnita. Era o que constava e me cabia transcrever para o respetivo verbete.
Ainda perguntei aos colegas se tinham explicação para a insólita situação e só tive, de um, a confirmação de que também já tinha encontrado um assento de nascimento igual. Não tardei a deparar com outra criança que tinha pai e era desconhecida a mãe. Não me contive e fui pedir explicação ao Conservador.
Soube então que, de acordo com a Concordata de 1940, assinada entre a Santa Sé e o Governo português, o casamento canónico era indissolúvel e o divórcio proibido. Não interessam agora os constrangimentos sociais e o medo de contrair matrimónio civil.
Praticamente quase não havia divórcios mas era frequente que os casais pusessem termo à relação, o que não impedia que novas relações, de mancebia, surgissem. Na sequência dessas situações, apesar da vergonha e do pecado, encarregava-se a natureza de gerar os filhos a que faltava a bênção de Deus e o perdão dos homens.
A mulher, perante um filho fora do matrimónio, só tinha, de duas soluções, uma opção e se o pai biológico a permitisse. Ou registava a criança em nome do marido, que isso dos sacramentos é, como a paralisia infantil, para toda a vida, mesmo que o marido estivesse emigrado há anos no Brasil; ou obrigava-se a registá-lo como filho de pai incógnito.
Acontecia, às vezes, o pai biológico reclamar a paternidade, direito que lhe assistia, não podendo a mãe, nesse caso, assumir a maternidade. Houve dramas pungentes, quando a separação impedia a mãe de visitar o filho que o «amante» levara sem lhe permitir que o voltasse a ver. Legalmente, essas mulheres pariam sem poderem ser mães. Era o castigo do pecado do concubinato, um desígnio divino pelo qual a Igreja e a ditadura zelavam.
Nesse tempo, os pais rezavam pela honra das filhas com o mesmo fervor com que o faziam pela conversão da Rússia. Salazar cuidava de todos, as leis eram adequadas à preservação dos bons costumes e a sociedade encarregava-se de constranger os que se afastassem dos santos e retos caminhos da Providência. Na função pública eram faltas injustificadas as de mãe solteira, por motivo de parto. Trinta faltas injustificadas eram, para qualquer funcionário, motivo de demissão imediata. E, no caso de ser professora, bastava o parto indecoroso para dar origem a um processo disciplinar que poria fim ao escândalo e ao emprego.
Podia lá aceitar-se que uma mulher solteira fosse mãe!? Não havia as poucas-vergonhas de hoje ou, se as havia, calavam-se, por pudor. Hoje já não há filhos de mães incógnitas. A conspiração judaico-maçónica encarregou-se de destruir as bases do casamento, santo e perpétuo, onde o divórcio era o escalracho erradicado da seara cristã.
Carlos Barroco Esperança – 30-08-2013 00:53:15
Quando aos 8 ou 9 anos, montado na albarda de um burro com o dobro da minha idade e paciência, fazia sozinho uma longa jornada, havia de julgar-me adulto e envaidecido quando via alguém nos caminhos quase desertos que da Miuzela do Côa conduziam a Monte Perobolço, uma légua bem medida.
Só a inabalável afoiteza daqueles avós maternos, tão meigos e orgulhados do primeiro neto que lhes coube, permitia que confiassem à criança, a besta, a missão que levava e o dinheiro que pagava a mercadoria.
Partia de manhã, cedo, pela fresquinha, bem comido, com o burro aparelhada a preceito, a cilha bem apertada, não fosse a albarda virar-se, o cabresto ajustado e, sobre a manta garrida, os alforges destinados a regressarem cheios.
Já levava uma boa meia hora de caminho quando, montado na burra, passava o Noémi a vau, junto às poldras, a caminho de Pailobo. Era uma pequena aldeia com pouco mais de uma centena de habitantes onde logo era reconhecido e me perguntavam pelos avós, mas o peito inchava quando indagavam se ia sozinho, e viam bem que ia. A subida era íngreme, ou assim me parecia, desde a ribeira até à aldeia onde, à vinda, de tudo o que me ofereciam, aceitava, quando o sol abrasava, o púcaro de água fresca do cântaro de barro, da Malhada Sorda, que jazia na cozinha.
Pailobo era povoação pequena, comparada com a Miuzela, que tinha para cima de 800 pessoas, e era ponto de passagem obrigatório para quem se dirigia a Monte Perobolço, a menor distância do que a que a separava da Parada do Côa de cuja freguesia era anexa.
Em Monte Perobolço, saltava do burro, prendia o rabeiro à ferradura metida na parede, que servia de argola, e entrava no estabelecimento do Sr. José Simões que abastecia de tabaco as aldeias em redor. Era recebido com euforia, tão pequenino e vem sozinho da Miuzela, como vão os avozinhos, então a encomenda é grande, e lá puxava eu do papel onde a avó escrevia os nomes e quantidades de tabaco que pretendia.
As embalagens enchiam os alforges, do Kentucky, de 12 cigarros, conhecido por mata-ratos, com uma cinta onde se lia o preço de venda ao público, $80, até às caixas de 10 maços de 20 cigarros, de Português Suave, Paris ou Três Vintes (20-20-20), e aos mais populares Definitivos e Provisórios, grandes e pequenos, respetivamente com 24 e 12 cigarros. Onças de tabaco Superior e Holandês, com outros tantos livros de mortalhas, e cigarros de outras marcas, da Tabaqueira ou da Companhia Nacional de Tabacos, hoje desaparecidos e cujo nome fui esquecendo, completavam a encomenda.
Depois de criança voltei a Pailobo algumas vezes para comer as perdizes caçadas pelo Manuel da Cabreira, o famoso Manuel Caçador, a quem se pagava o dia de trabalho, os cartuchos, o chumbo, a pólvora e as buchas para abater à roda de vinte perdizes que a mulher, a Sr.ª Alice, estufava primorosamente . Era o tempo em que as perdizes eram mais numerosas do que os caçadores e, nessas tardes, com o meu tio Brardo, o Sr. José Rita, o Sr. Messias Pereira e outros acabávamos a tarde bem comidos e melhor bebidos a jogar à sueca e a conversar.
Depois dos 20 anos não voltei a tal aldeia. Soube da existência de um cemitério, velho anseio do povo, que o 25 de Abril concretizou, quando surgiu o primeiro defunto capaz de gozar o melhoramento, não porque tivesse sido notícia a obra, mas porque o morto, o António Pereira, tratado por Seabra, recusou um cemitério privativo, ou alguém por ele, e, como era hábito, foi para o da Parada, destino usual para a defunção das pessoas de Pailobo. Outros morreram e ficaram nas terras onde acabaram os dias, antes do Manuel Pereira, o Micas, ter inaugurado o cemitério que, desde aí, passou a cumprir a função.
Em 23 de agosto de 2013 voltei a Pailobo. O fogo andou lá, há pouco, e os lanchais que descem até ao Noémi estão ardidos, só mostram as pedras tisnadas, como tisnadas estão as pontas dos arbustos que atravancam o caminho para Monte Perobolço. Foi pior, há anos, quando um pavoroso incêndio ligou a Miuzela a Pailobo, sem poupar a capela de Santo Antão, alheio à santidade do edifício e à aflição das pessoas.
Hoje, a capela está fechada, como cerrada está a capela do Calvário onde o patrono que decorava a fachada, S. Sebastião, foi apeado, e fechado dentro, por mor dos ladrões que não respeitam a memória pia do que foi uma pequena aldeia com gente, hoje espalhada pelo mundo, a recordar a procissão de 16 de janeiro, quando o andor de Santo Antão ia em visita a S. Sebastião e voltava, depois da missa, com foguetes e cânticos religiosos.
Junto à capela do Calvário ainda resiste o Cruzeiro que os da Parada já levavam quando um trator lhes franqueou a passagem e os obrigou a devolvê-lo à peanha que o sustenta.
Na aldeia moram agora três viúvas, uma de 87 anos, que vive sozinha, e outra de 91 que está acompanhada de uma filha, também viúva, mas, durante o inverno passado, só um homem de 55 anos, padeiro em Pínzio, que no regresso vende, em várias aldeias, o pão que ajuda a fabricar, foi o persistente morador celibatário, duplamente solitário.
A Sr.ª Maria Romeira, viúva de Messias Pereira, cujos 91 anos já referi, disse-me que o José Rita e a mulher, nascidos em 1913, estavam no lar de Vela, no concelho da Guarda. É rija aquela gente e o coração não renega a aldeia de Pailobo onde, no posto escolar em ruínas, subia pela parede uma parreira com dois cachos em maturação tardia.
Nas casas abandonadas da aldeia saem dos telhados dezenas de antenas de televisão que o vento vai torcendo enquanto o silêncio toma conta do espaço onde a vida se extingue numa dolorosa metáfora do país que arde.
Para terem tempo de sair de Purgatório e viajarem para o Paraíso
Os papas João 23 e João Paulo 2 deverão ser canonizados em 2014 e não nos últimos meses de 2013, afirmou o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato, em visita a Rimini, na Itália. A data da canonização será anunciada pelo papa Francisco, no dia 30 de setembro, em consistório (reunião de cardeais, convocado para a oficialização da data).
«Não há salvação em nenhum outro [para além de Jesus], porque, sob o céu, nenhum outro nome foi dado aos homens pelo qual devamos ser salvos». (Actos4:12).
«O Evangelho segundo São Marcos tem cerca de 40 versículos explicitamente anti-semitas. Incluem a cena teatral fictícia de Pôncio Pilatos, que foi o verdadeiro assassino de Jesus, perguntando-se inocentemente o que fez Jesus para merecer a ira dos sacerdotes e da multidão de judeus, enquanto os Judeus gritam mais de uma vez a Pilatos «crucifica-o»». (S. Marcos 15:6-15).
«O Evangelho segundo S. Lucas tem cerca de 60 versículos explicitamente anti-semitas. Apresenta João Baptista a chamar aos judeus que acreditavam que ser judeus era o caminho para Deus «raça de víboras» que iriam sofrer «com a ira que os ameaçava»». (S. Lucas 3:7-9).
«O Evangelho segundo S. Mateus tem cerca de 80 versículos explicitamente anti-semitas. Neles, São Mateus conta como João Baptista chamava aos Judeus, os chamados fariseus e saduceus, «raça de víboras», epíteto que pôs também na boca do próprio Jesus quando se dirige aos judeus que são fariseus como «raça de víboras», como podeis dizer coisas boas, vós que sois maus?». (São Mateus 3:7 e 12:34).
«Os Actos dos Apóstolos têm cerca de 140 versículos explicitamente anti-semitas. Apenas 8 dos seus 28 capítulos estão isentos de anti-semitismo».
«O Evangelho segundo S. João contém cerca de 130 versículos anti-semitas. (…). O Jesus de S. João acusa os Judeus de o tentarem matar. (…) O Jesus de S. João conclui que aqueles que o rejeitam, os Judeus, «pertencem ao (seu) pai, o Demónio»». (S. João 7:28 e 8:37-47).
«Só estes cinco livros contêm versículos explicitamente anti-semitas suficientes, num total de 450, para haver em média mais de dois por cada página da edição oficial católica da Bíblia».
Fonte: A Igreja Católica e o Holocausto – Uma dívida moral, de Daniel Jonah Goldhagen.
Nota: Que fazer com um livro que prega o ódio e cujos crentes estão convencidos de conter a palavra do seu Deus?
Com estas citações espero responder aos crentes de boa fé me chamaram mentiroso pois não há na Bíblia (Novo Testamento) qualquer manifestação de anti-semitismo.
«Bem-aventurados os ignorantes porque deles é o reino do Céu».
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